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365 Cores do Universo

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Olá, tudo bem?

Não faz muito tempo que trouxe para o site a resenha de Boneco de Pano, do autor Daniel Cole e publicado aqui no país pela editora Arqueiro. Nós recebemos em parceria com eles a continuação do thriller intitulado Marionete e hoje vou contar para vocês um pouquinho sobre essa obra alucinante!

Vamos lá?


Autor(a): Daniel Cole
Editora: Arqueiro
Gênero: Thriller, Suspense
Número de Páginas: 344
Sinopse: Muitos meses se passaram, mas a detetive Emily Baxter ainda lida com as cicatrizes do chocante caso Boneco de Pano e com o desaparecimento de seu amigo William Fawkes, o Wolf.Apesar da relutância em se envolver em outra investigação horrenda, ela é convocada para uma reunião com o FBI e a CIA, onde é surpreendida com fotografias macabras de um corpo retorcido em uma pose familiar, pendurado na ponte do Brooklyn, com a palavra “isca” entalhada no peito. Logo em seguida, uma nova vítima surge em condições idênticas. Só que, dessa vez, o corpo do assassino também se encontra na cena do crime, com a palavra “marionete” entalhada no tórax. Quando a pressão da mídia e da opinião pública se intensifica, Baxter recebe a ordem de cruzar o Atlântico e ajudar na investigação. Enquanto as mortes se multiplicam tanto em Nova York quanto em Londres, a força-tarefa se vê impotente e Baxter precisa vencer o medo que a paralisou no último ano para impedir o sacrifício de mais vidas.

É muito complicado falar sobre um livro que é uma sequência sem revelar muitos detalhes de sua obra anterior. Ainda que Marionete não seja uma continuação direta de Boneco de Pano, durante a narrativa somos apresentados a diversos elementos em que o  autor opta por retomar alguns elementos de seu livro anterior para a construção de seu novo thriller que possui um ar de produção hollywoodiana. Como eu fiz a leitura em sequência, não me senti prejudicado ou perdido durante a narrativa de Marionete, no entanto, caso você não tenha lido Boneco de Pano, recomendo que o faça antes, uma vez que o autor faz em diversos momentos da trama relações com o macabro caso do Boneco de Pano.Em Marionete, temos mais uma vez a detetive Emily Baxter na pele da protagonista e centro de todo o caos. Devido aos desdobramentos do caso do Boneco de Pano no qual fez parte das investigações, Emily agora é detetive chefe de seu departamento, mas não se sente totalmente satisfeita com sua nova posição por conta dos acontecimentos relacionados ao caso passado. Muitos meses se passaram e a detetive começa a colocar sua vida nos eixos, quando a descoberta de um corpo pendurado na ponte do Brooklyn com a palavra "isca" entalhada no peito revive todos os traumas que a detetive não conseguiu superar. A partir daí, uma sucessão de assassinatos brutais acontecem em Londres e Nova York e a detetive começa a reunir provas de que as novas mortes estão ligadas diretamente com o caso do Boneco de Pano e com o desaparecimento de seu antigo colega de trabalho, Wolf. Novamente envolvida em uma trilha de sangue e mistérios, a detetive precisa solucionar o caso, encontrar a verdade sobre a identidade do assassino e confrontar seus traumas para enfim conseguir seguir com sua vida.

Boneco de Pano é, sem sombra de dúvidas, uma obra muito original e envolvente. Daniel possui uma escrita muito precisa e arrebatadora, ele sabe exatamente guiar o leitor pela narrativa e trazer quebras de narrativa pertinentes e arrebatadores em que são utilizadas para a inserção de muitas reviravoltas. Como eu citei na resenha anterior, o livro primeiramente foi desenvolvido para ser uma série de TV e isso justifica sua narrativa ser altamente visual. O mesmo acontece em Marionete e a escrita do autor é tão precisa que as cenas praticamente se materializam em sua frente. Uma outra característica que se mantém no novo livro do autor é o sangue a violência: Se em Boneco de Pano, já ficamos perturbados com a quantidade de sangue e de mortes "excêntricas", em Marionete, Daniel não perde tempo e dá mais um show de criatividade. Todas as cenas do crime são macabras, sombrias e descritas com detalhes. As mortes são chocantes e arrebatadores bem ao estilo "Seven", emblemático filme estrelado por Brad Pitt e Morgan Freeman.

Como um bom thriller que se preze, a narrativa de Marionete se divide entre as descobertas dos novos assassinatos e todo o desdobramento das investigações por parte da polícia na tentativa de interromper os assassinatos, descobrir a identidade do assassino e entender o motivo para tanto banho de sangue. Baxter está no centro de tudo que se vê pessoalmente afetada pelas mortes e que muito se relaciona aos mistérios não desvendados do caso do Boneco de Pano. Nesse ponto, a narrativa se abre para explorar muitos outros temas e se aprofundar em detalhes do livro passado e mais uma vez o autor soube criar uma história que fosse ao mesmo tempo original e criativa, sem utilizar as mesmas soluções. Durante o livro, há alguns debates bem fortes sobre religião e a forma como as pessoas se relacionam com conceitos sobre Deus, Diabo, céu e inferno, etc. O resultado é uma história altamente rica em detalhes, mas sem deixar de lado o suspense, a ação e o mistério principal.

E se houver Deus?
E se houver paraíso?
E se houver inferno?
E se... E se... todos nós já estivermos lá?

Muitos personagens estão de volta, como o carismático Edwards, uma das peças principais para o avanço das investigações. O mesmo já possuiu certo destaque em Boneco de Pano, no entanto, em Marionte o mesmo ganha o merecido foco, sendo um dos pontos fortes de toda a trama. Uma das minhas reclamações em Boneco de Pano foi com relação a personalidade infantil de Baxter, mas a mesma se mantém chata e sem carisma algum. Com relação a toda a história, acho uma personagem fraca e mal construída e por várias vezes ficava muito entediado ao ler. Acredito que a investigadora poderia ser um pouco mais bem explorada e possuir um desenvolvimento mais interessante, no entanto, mesmo a mulher sendo chata, você consegue manter a leitura em um bom ritmo. O livro também possui uma boa dose de humor, principalmente nas cenas que envolvem os investigadores, o que soa um pouco estranho e destoa um pouco do clima de suspense criado, mas ambos são carismáticos e se torna algo até bem interessante depois que se acostuma.



Em uma obra que facilmente poderia ser adaptada para um blockbuster, Emily se divide entre viagens para Londres e Nova York e Daniel consegue construir muito bem essa ponte, trazendo um enredo mais uma vez envolvente e com um desfecho arrebatador, deixando um gostinho de quero mais para os leitores. Nas páginas finais do livro, há uma entrevista com o autor que já se encontra escrevendo o terceiro volume da série. Vou deixar aqui embaixo algumas perguntas respondidas pelo autor, caso se interessem. Marionete é tudo que um fã de thrillers policiais pode querer e eu já estou ansioso para ler o terceiro volume. É uma decisão um tanto quanto inusitada, não vemos muitas séries do gênero, no entanto, Daniel já provou ser capaz de criar histórias que fogem totalmente da caixinha que, de Londres a Nova York, nos deixa embasbacados.


Nota: 4,0 / 5,0

* Livro cedido em parceria com a editora Arqueiro*


Foi difícil escrever uma história ligada a Boneco de Pano, mas também alcançar novos leitores?
Muito difícil. Eu estou escrevendo estes (primeiros?) três livros do Boneco de Pano como uma trilogia. Eles estão todos interligados e se sobrepõem, fazendo referência uns aos outros. Não há como contornar o fato de que as pessoas vão aproveitar muito mais este livro se lerem Boneco de Pano, mas Marionete também funciona como uma história independente. É um equilíbrio difícil trazer novos leitores, lembrar leitores mais distraídos de certas coisas de Boneco de Pano e, ao mesmo tempo, não afastar os fãs que já conhecem muito bem esses personagens. Esse é, evidentemente, o dilema enfrentado por todas as sequências já feitas, seja qual for o meio.

O humor tem um papel importante em Boneco de Pano. Como você tece esse humor em Marionete?
Exatamente da mesma forma. Eu diria que há ainda mais humor em Marionete, mas acredito que teria mesmo que haber para equilibrar o aspecto sombrio e o desespero. Realmente passei esses personagens pelo moedor de carne nesse livro, mas isso torna as faíscas de cordialidade genuína, de camaradagem e de afeto ainda mais marcantes.

Você escreve de um modo cinematográfico. Se inspira no cinema e na TV?
Sim, e não acho que esses livros funcionariam de outra forma. Não gosto de preocupar com as restrições de realidade e acho que, embora terríveis, esses são momentos de "carnificina de filmes B". O objetivo desses livros é entreter, e não perturbar ou chatear ninguém.

Você começou o terceiro livro? Sabe como a série vai terminar?
Eu comecei o terceiro livro Como mencionei anteriormente, planejei esses livros como uma trilogia, portanto, tenho uma boa ideia de como quero que termine. Depois da trilogia, quem sabe?



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Olá, pessoas!
Tudo bem com vocês?

Mal da para acreditar que já estamos praticamente na metade julho, não é? Como o ano tá passando rápido. É desesperador ver que a minha lista de filmes/séries/livros só cresce. Mas fazer o que, não é mesmo? 

Estou de volta pra contar um pouquinho pra vocês sobre a mais nova produção nacional da Netflix. Estreou no último dia 28 a série "O Escolhido", trama que mistura suspense com elementos sobrenaturais, lendas folclóricas e um conflito entre a fé e a ciência.

Data de Lançamento: 28 de junho de 2019
Direção: Michel Tikhomiroff
Gênero: Suspense
Duração: 6 episódios | 40 min
Sinopse:  Três jovens médicos são enviados a um vilarejo remoto do Pantanal para vacinar seus moradores contra uma nova mutação do vírus da Zika. Quando seus esforços para tratar a população são recusados, o trio se vê subitamente preso em uma comunidade isolada e coberta de segredos. Os residentes são devotos de um líder enigmático que diz ter o poder de curar doenças sem fazer uso da medicina. Isso os levará a confrontar a força da fé sobre a ciência.


Eu adoro o espaço que as produções nacionais tem conquistado ao longo dos últimos anos. Nossos diretores, atores e produtores estão se aventurando em temas e gêneros pouco explorados até então. Na Netflix, já é possível encontrar algumas séries e outros conteúdos brasileiros produzidos exclusivamente para o serviço, como a já conhecida 3%, que recentemente ganhou sua segunda temporada. Agora chegou a vez de O Escolhido ocupar os holofotes e trazer muito suspense e mistério para os telespectadores. O roteiro escrito por Mauricio Katz e Pedro Peirano foi adaptado de uma série mexicana lançada em 2011, chamada de Niño Santo. Ambas possuem a mesma premissa principal, porém, em O Escolhido foram trazidos elementos muito brasileiros e que foram muito bem vindos, no entanto, a série peca pela falta de detalhes, furos no roteiro e atuações fracas.

A história se passa no vilarejo fictício de Aguazul, cuja única entrada é através das misteriosas águas do pantanal. Lá seus moradores vivem quase em completa isolação e é proibida a entrada de qualquer estrangeiro sem o aval dos habitantes do vilarejo. Quando um grupo de médicos decide ir até o vilarejo com o objetivo de vacinar a população contra uma mutação do zica vírus, todos se recusam, pois ninguém fica doente. Segundo relatos, os moradores escolhem quando querem morrer e sempre de modo natural. Os médicos se recusam a irem embora e decidem vacinar a população mesmo assim: A partir desse ponto, a vida de Lúcia, Damião e Enzo muda drasticamente ao conhecer os estranhos costumes e rituais do vilarejo em que as pessoas não adoecem e são comandas por uma espécie de curandeiro, batizado de O Escolhido, representação máxima da fé dos habitantes. 

Aos poucos, Lúcia, Damião e Enzo vão mergulhando nos segredos do vilarejo e da espécie de seita formada pelas pessoas, que seguem todos os ensinamentos e comandos do Escolhido. A série a partir daí aborda de maneira muito clara o eterno debate entre ciência e religião. Os médicos são movidos pela razão e por tudo que aprenderam ao longo de suas vidas, enquanto todos os cidadão acreditam que o misterioso homem é um santo e capaz de curar todas as enfermidades através do poder da fé.  Além disso, a série também se aproveita da regionalização para explorar lendas e folclores da região, como o da Cobra Grande para a construção do seu roteiro, trazendo-a como a grande inimiga do Escolhido. A cobra, por sua vez, representa o pecado e a perdição, enquanto o curandeiro protege o vilarejo. Nesse ponto, fica muito claro as antíteses que a produção trouxe para a obra, o bem versus o mal, a ciência versus a religião. 


Toda a ambientação do vilarejo é simplesmente fantástica e mesmo a série não possuindo excelentes efeitos sonoros e visuais, convencem o telespectador. Aguazul automaticamente me remeteu ao
vilarejo fictício em que a história de Nova Jaguaruara (uma história de terror nacional) é narrada. (Caso queria ler, basta clicar aqui). Aqui a produção mostra que fez seu dever de casa direitinho e traz um vilarejo repleto de inúmeros detalhes e aquela cara de cidadezinha amaldiçoada do interior, com suas casas simples, ruas de chão batido e a típica igrejinha velha, palco de toda a trama. 

A série vai desenvolvendo esse roteiro principal ao longo dos seis episódios em que é exibida, e  a história é contada de maneira coesa e envolvente; Aos poucos, mais detalhes a respeito da cidade e do Escolhido são revelados, enquanto são dados ao telespectador flashbacks de memórias dos médicos, algo que contribui para a aproximação com os personagens. No final da temporada, diversos ganchos foram encerrados e outros mantidos abertos para uma possível segunda temporada. É aqui que ocorrem os grandes erros da produção brasileira. Em minha opinião, a série peca por muitos problemas de sincronismo com os eventos narrados e incoerências no roteiro; Uns são bem pequenos e passam facilmente, outros já são mais difíceis de ignorar.

A parte mais fraca de toda a série é a escolha do elenco. Gosto por terem optado por atores pouco conhecidos do público. É uma ótima oportunidade para a descoberta de novos talentos, no entanto, não funcionou. O trio de médicos é simplesmente detestável; Não possuem carisma, não se entrosam bem e as coisas não fluem. O mesmo vale para os moradores de Aguazul e o tal Escolhido. No final senti que a produção possui um lado independente e amador, mesmo com uma ótima ambientação e um roteiro eficiente. Algumas falas dos personagens são péssimas e bobas e as situações criadas por Damião e Enzo beiram o ridículo. Lúcia também é uma personagem bem difícil de se aproximar, pois a mesma se contradiz, volta atrás e muda de opinião o tempo todo.

Enquanto escrevia essa resenha, eu não conseguia me decidir se amei ou se odiei a série. Ao mesmo tempo que me sentia atraído e instigado pela história, a péssima atuação e os furos no roteiro me desanimaram bastante. Cada episódio é repleto de informações e outros elementos, mas ao mesmo tempo, a série consegue ser superficial e não abordar nenhum ponto de maneira mais específica. Apesar dos bons momentos em que a série discute sobre os avanços da ciência em conflito com a fé dos habitantes, gostaria que esse tema tivesse sido mais bem explorado, tenho certeza que o resultado seria uma série muito mais rica para se discutir. Falando em confusão e mistérios não resolvidos, a série bebe das influências deixadas por Lost em que o telespectador sai com mais perguntas do que respostas. Sou muito fã de histórias de suspense (vocês sabem), mas creio que se houver uma segunda temporada, a direção necessita corrigir tais erros e, principalmente, se aprofundar mais nos temas, pois ninguém irá dar crédito a uma série que promete muito, mas traz poucos esclarecimentos para o público.


Foi uma experiência agradável, mas que poderia ter sido melhor. Muito melhor. Mais forte. Mais densa. Mais explicativa. Menos confusa e incoerente. A relação dos habitantes pelo salvador não é explicado; tampouco a tal lenda da cobra. Em diversos momentos falam sobre ela, mas sua única aparição não convence, sendo totalmente avulsa para o desenvolvimento. Infelizmente, não vejo maneiras de melhorar a atuação do elenco. Espero que o entrosamento entre eles melhorem. De todas as formas, é uma série que merece a chance de ser assistida e comentada, tenho esperanças que esses elementos serão melhorados.Talvez a série nunca se transforme num clássico ou num fenômeno mundial como a série espanhola La Casa De Papel. Mas a mesma possui potencial para muito mais. 

Nota: 2,5/5,0

Bem, chegamos ao fim de mais uma resenha. Espero muito que vocês tenham gostado, não se esqueça de deixar seu comentário com sua crítica, dúvida ou sugestão. As coisas agora estão voltando ao ritmo normal e espero conseguir colocar em dia o meu cronograma de resenhas aqui pro Cores, mas isso é papo pra outra hora.

Bom final de semana e até a próxima!
 

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Foto: Gabriel Ferrari
Olá, pessoas!
Tudo bem com vocês?

Eis que nos despedimos do primeiro mês do ano! Chegamos em fevereiro e sabemos muito bem que o brasileiro tem mania de dizer que o ano começa apenas depois do carnaval. Talvez até seja verdade, contudo, minhas leituras estão a todo vapor. Janeiro foi um mês excelente para mim, literariamente falando. Li, ao total, 9 livros, uns super maravilhosos, outros nem tanto assim. No entanto, não estamos aqui hoje para falar de desgraça e sim de coisa boa e trago para vocês a resenha do livro que na minha opinião conseguiu ser o melhor do mês. Vamos comentar do livro de grande sucesso da autora Liane Moriarty e seu emblemático Pequenas Grandes Mentiras, que assim como Objetos Cortantes, recebeu sua adaptação cinematográfica pelas mãos da HBO.


Pequenas Grandes Mentiras - Liane Moriarty 
Título Original: Big Little Lies
Autor(a): Liane Moriarty
Editora: Intrínseca
Ano de Publicação Original: 2013
Gênero: Romance, drama, suspense 
Número de Páginas: 399
ISBN: 8551001574
Sinopse:  Todos sabem, mas ainda não se elegeram os culpados. Enquanto o misterioso incidente se desdobra nas páginas de Pequenas grandes mentiras, acompanhamos a história de três mulheres, cada uma diante de sua encruzilhada particular. Madeline é forte e passional. Separada, precisa lidar com o fato de que o ex e a nova mulher, além de terem matriculado a filhinha no mesmo jardim de infância da caçula de Madeline, parecem estar conquistando também sua filha mais velha. Celeste é dona de uma beleza estonteante. Com os filhos gêmeos entrando para a escola, ela e o marido bem-sucedido têm tudo para reinar entre os pais. Mas a realeza cobra seu preço, e ela não sabe se continua disposta a pagá-lo. Por fim, Jane, uma mãe solteira nova na cidade que guarda para si certas reservas com relação ao filho. Madeline e Celeste decidem fazer dela sua protegida, mas não têm ideia de quanto isso afetará a vida de todos. Reunindo na mesma cena ex-maridos e segundas esposas, mães e filhas, bullying e escândalos domésticos, o novo romance de Liane Moriarty explora com habilidade os perigos das meias verdades que todos contamos o tempo inteiro.


Eu juro que perdi a conta de quantas vezes alguém já me indicou algum livro da Liane para ler. Junto com O segredo do meu marido e Até que a culpa nos separe, Pequenas Grandes Mentiras fecha a tríplice sagrada de Moriarty, suas obras mais populares. Graças a uma promoção da Amazon (sua linda), adquiri o livro praticamente de graça e peguei o livro para ler com as expectativas nas alturas, como sempre. A obra sempre foi muito bem recebida e elogiada pelos leitores e após a popularização da série da HBO, o livro se tornou um dos maiores sucessos dos últimos anos. A capa da obra, como de costume, sofreu uma repaginação e traz as protagonistas vividas por Nicole Kidman, Reese Witherspoon e Shailene Woodley, mas o que esperar dessa leitura? Assim como aconteceu com Pequenos Incêndios por Toda Parte (caso seja do seu interesse, resenha completa aqui), histórias que abordam uma vizinhança em que algo misterioso acontece envolvendo os moradores dessa rua me repetem automaticamente a uma das minhas séries favoritas de todos os tempos, Desperate Housewives - se você ainda não viu, recomendo fortemente que o faça. Diante dessas obras eu logo torço o nariz, pois se torna inevitável não fazer comparações com a série, uma vez que as histórias possuem premissas muito semelhantes, contudo, fui totalmente pego de surpresa pela história criada por Liane, super original, autêntica, irônica e divertida.

Foto: Gabriel Ferrari

A história de Pequenas Grandes Mentiras é narrada toda em 3ª pessoa (com algumas exceções que iremos comentar mais na frente) em que somos apresentados a três mulheres: Madeline é uma mulher que recém completou 40 anos. Divorciada do primeiro marido, se encontra numa situação muito difícil ao ver que sua filha mais velha, Abigail, decide ir morar com seu pai, que a abandonou anos atrás. Já em seu segundo casamento com Eddie, Madeline ainda precisa conviver com seu marido, sua mais nova esposa e a filha do casal, que estuda na mesma sala que sua filha mais nova. Celeste tem o casamento e a vida que todos queriam ter: Ela está sempre deslumbrante, linda (até quando não quer), tem um marido atencioso, uma casa enorme, filhos gêmeos maravilhosos e tudo se parece como um conto de fadas. Jane é uma mulher jovem e mãe solteira de Ziggy, um menino extremamente doce e gentil. Ela se muda para a cidade em busca de uma nova vida e de chances melhores para seu filho e as três mulheres rapidamente tornam-se amigas e confidentes, já que seus filhos serão colegas de classe. As coisas mudam quando Ziggy é acusado de fazer bullying em uma outra criança da turma e os ânimos de todos começam esquentar. A situação se torna tão caótica que na noite em que um evento ocorre na escola, um dos pais que estava presente na festa cai da varanda e morre. 

Pelo que você pode ter visto da pequena sinopse que fiz acima, o livro possui várias divisões e histórias particulares que se desenvolvem em paralelo com relação ao mistério principal. A história começa a ser contada a partir da festa e depois fazemos uma volta no tempo, até o início da história, seis meses antes da fatídica noite. Foi uma sábia decisão da Liane trazer a história narrada de frente para trás, pois ela soube exatamente como alinhar as expectativas do leitor sobre o que esperar da narrativa. Pelo menos funcionou para mim e eu não conseguia largar o livro. A escrita de Moriarty é deliciosamente divertida e você lê facilmente umas 100 páginas sem nem perceber. Há presença de muitas cenas irônicas e engraçadas que tornam a leitura ainda mais imersiva e prazerosa. Faz um bom tempo que um livro não me prendia assim por conta da boa escrita, fiquei muito surpreso e definitivamente farei outras leituras da autora durante o ano.

Foto: Gabriel Ferrari

O livro brinca o tempo todo com o esteriótipo da "família tradicional" e como as coisas podem parecer perfeitas para o seu vizinho da porta de casa para fora, mas em seu íntimo, todas as famílias possuem seus demônios e problemas. Ocorre uma humanização muito grande das personagens enquanto a história se desenvolve e Liane aprofunda de maneira eficaz o gancho de cada uma das famílias, justificando aí, seu título conforme avançamos na leitura, se torna cada vez mais claro as pequenas grandes mentiras que todos nós contamos mediante uma situação ruim ou difícil simplesmente por não saber como agir e resolver. Não se enganem: O livro, apesar de muito engraçado, traz diversos temas bem difíceis de serem debatidos, como rejeição, abandono, violência doméstica, bullying, abuso, entre outros. Não esperava que a carga do livro fosse tão pesada e dramática, mas Liane soube dosar muito bem as medidas e o resultado é uma leitura fluida, altamente reflexiva e homogênea sem perder sua originalidade e a diversão e que muito me lembrou e se tornou a marca de Desperate Housewives, trazendo o melhor da série e sua essência para o livro, mas sem deixar de criar uma história única.

O que mais me surpreendeu em Pequenas Grandes Mentiras foi a construção das personagens. Madeline é a minha favorita e eu queria ser amigo daquela mulher. Moriarty soube muito bem realizar descrições sem forçar ou interromper a narrativa e é tudo muito natural e pertinente na história. Os capítulos se intercalam entre os acontecimentos do passado e as investigações da polícia logo após o acidente na escola e essa é a parte mais interessante: Liane brinca com o ditado de que "para cada lado há sempre uma versão da história" e é muito divertido ler os depoimentos dos pais e professores, cada um com sua própria interpretação dos fatos. A autora constrói muito bem o suspense do livro e não entrega em momento algum nenhuma pista que sirva para desvendar os mistérios: O leitor fica até as últimas 20 páginas sem saber quem morreu e o que de fato aconteceu e isso estava acabando com a minha vida: Eu não conseguia fazer mais nada porque precisava saber o que aconteceu e no final, foi realmente bem imprevisível e só ficou ainda mais evidente o talento da autora em saber guiar uma história relativamente longa e complexa de maneira exemplar, praticamente didática, escrita com maestria cuja intenção é justamente alfinetar alguns assuntos que ainda são (porém, não deveriam) tabus para a nossa sociedade.

Foto: Cabine Cultural

O livro é surpreendente, mas minha nota não. Pela resenha vocês já devem ter percebido que eu simplesmente amei o livro e não existe nota mais justa e merecida do que as tão almejadas 5 estrelinhas douradas. Pequenas Grandes Mentiras entrou para o meu hall de livros favoritos e não preciso dizer o quanto quero ver a série (principalmente por motivos de: Nicole Kidman) e já adicionei outros livros da autora em minha lista, espero que ainda me divirta e reflita muito com as histórias de Liane Moriarty. 


Nota: 5,0/5,0 - Merecidíssimo


Espero que vocês tenham gostado da resenha e lembrem-se: Deixa aqui nos comentários se você já leu ou viu a série e me conta o que achou da história. Ah, em breve teremos algumas mudanças aqui no site e espero vê-los mais vezes também, inclusive durante a semana. Muito obrigado a todos que sempre nos apoiam e é muito lindo ver o site crescendo com vocês. ♥

Até em breve!


Compre Pequenas Grandes Mentiras: Amazon | Submarino


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Ei! Tudo bem?
Mais uma resenha dessa série que é pura loucura. 

Como disse na resenha de After, eu estava doida para ler a continuação e foi isso que fiz. Ler a segunda obra da série After escrito pela Anna Todd (história que era uma fanfic com os membros da One Direction) era uma coisa que eu realmente ansiava, mas me decepcionei um pouco, eu queria mais e não tive isso, mas não é que Depois da Verdade gruda na nossa mente e não sai mais?!

Essa é uma história de idas e vindas e de muitos conflitos, isso tudo pode causar vários sentimentos em nossos corações. Chegando à segunda história percebi que a série toda será essa confusão, então se preparem para entrar em um mundo completamente diferente de tudo o que você já leu em um New Adult com uma pitada de Romance Erótico. 

After: Depois da Verdade - Anna Todd

Sinopse: Tessa tenta esquecer Hardin, o jovem caótico e revoltado que partiu seu coração em vários pedaços. Mas ela está prestes a descobrir que alguns amores não podem ser superados. Como apagar da memória as noites apaixonadas em seus braços, ou a eletricidade de seu toque? Hardin sabe que cometeu o pior erro de sua vida ao ter magoado Tessa tão profundamente. Ele não acha que merece tê-la de volta, mas se recusa a deixá-la partir. Neste livro, Hardin vai lutar com toda a sua força para reconquistar o grande amor da sua vida. Ao longo do caminho, os seus mais profundos segredos serão revelados. Depois da verdade, será que o amor de Tessa e Hardin resistirá?


Páginas: 608 | Autor(a): Anna Todd | Editora: Editora Paralela | Gênero: New Adult 
Série: After #2 

Para ler a resenha do primeiro livro da série After, uma história que teve início com uma fanfic publicada no Wattpad com a boyband One Direction, clique aqui. Os livros não podem ser lidos em qualquer ordem já que possuem ligações.

Decidi que a melhor forma de resumir a história para vocês antes de dar a minha opinião é escrevendo um super resumão de como foi o primeiro livro para seguirmos para o segundo. Pretendo fazer isso nas próximas resenhas da série, então se vocês puderem me contar o que acharam dessa maneira, seria muito útil :)

After é uma série que conta a história de Tessa e Hardin, duas pessoas opostas (completamente opostas!) que estão tentando levar um relacionamento, apesar de todas as diferenças. No primeiro livro nós conhecemos Tessa, uma menina que é o clichê em pessoa: Inteligente, tímida, recatada e por aí vai. Também conhecemos Hardin: Babaca, badboy, ousado, com um passado problemático, quase um Christian Grey (olá 50 Tons!). E apesar de conhecermos apenas um pouco sobre esses dois, a ligação que sentimos pelos personagens é enorme, e por isso o primeiro livro consegue nos pegar de jeito. A história de duas pessoas que não se batem tem muitas reviravoltas, muito vai e vem, muito problemas, mas é viciante, por isso terminar o livro de mais de 500 não é difícil. Muitas vezes não pego a segunda história para ler, pois é complicado a autora nos prender de tal forma para ligar a obra anterior com a seguinte, contudo, esse não é o caso de After. Anna Todd fez um final avassalador que destruiu o coração de todos que leram. Leia aqui a resenha do primeiro livro da série. 

Depois de um final apavorante que aconteceu graças a uma grande (enorme!) besteira de Hardin, o romance dos dois está mais abalado do que nunca, e é assim que começamos o segundo livro dessa série que faz nossa cabeça pirar!

"Eu não sei se o tempo irá me curar ou não. Mas eu sei que se isso não acontecer, eu não vou sobreviver."

Se existe algo que não podemos duvidar, isso é a ardência que eles sentem, percebam que eu não estou falando sobre amor aqui, mas eu explicarei sobre isso em outra publicação. Apesar de toda a merda que Hardin fez, é impossível acreditar que ele não sente que ama Tessa. Mas amor não é tudo nesse início de livro quando ambos estão completamente abalados. Hardin, nosso anti-herói, perdeu o amor de sua vida e Tessa teve seu coração destruído. Mas não vai achando que o segundo livro é apenas sobre essa tentativa de volta dos dois, nessa história a gente compreende o passado dos personagens: Tessa com o pai que a abandonou e Hardin com suas confusões do passado graças a alguns traumas de infância. Além disso, obviamente, temos mais idas e vindas, afinal, estamos falando do casal mais maluco de todo gênero New Adult. 

"Apesar de todas as brigas e da tensão entre nós, existe paixão.Tanta paixão que quase me afoga, me puxa para baixo. E ele é minha tábua de salvação, o único que pode me salvar, apesar de ser também quem me afoga."

Quanto mais eu leio esse livro, mais eu penso que After é uma versão pirada da trilogia 50 Tons de Cinza. Ah! E mais eu penso que quanto mais a história passa, nada muda. De verdade, a gente continua com a mesma maneira. Tessa ainda é a personagem "fraca" que não consegue se levar a sério e a gente ainda tem o mesmo vai e vem do casal. Hora eles estão juntos e hora eles estão brigando, mas em Depois da Verdade, tudo é mais enlouquecedor. Porque eles não chegam a ficar muito tempo juntos, normalmente é um dia para logo depois surtarem.

O problema em si é que enquanto Hardin está em processo de mudança e não age como um babaca (até chegar ao final do livro e ele estragar tudo, novamente...), Tessa está em conflito consigo mesma: "Será que devo perdoa-lo?" E, prometo para vocês, ela se perguntou tantas vezes isso e por tantos problemas diferentes que eu cheguei a surtar com ela. Minha vontade era de entrar dentro da obra e sacudir Theresa.

"Não posso prometer que não vou te magoar novamente, mais posso prometer que vou te amar até o dia da minha morte."

Existe um triângulo amoroso, que na verdade não é tão assim, porque Tessa e Hardin ainda se "amam" intensamente, mas confesso que isso deixou a história com mais conflito do que já tinha antes. Teve um momento em que eu não soube mais em quem acreditar, já estava desistindo da história e minha vontade era mandar Tessa largar todo mundo e se mudar para longe de todos. 

Diferentemente da obra anterior, eu mesma não sabia o que fazer, não aguentava mais tanta confusão, tanta briga, tanto choro, eu cansei da história. Mas a sorte de Anna (autora) é que ela consegue ligar o leitor na obra de uma forma chocante, você quer ler o livro até sugar o máximo dele, você quer o final feliz, o momento em que o casal consegue se livrar de todo os problemas. Se não fosse por todo esse anseio, juro que essa série não teria a quantidade de leitores e fãs que ela tem. Ah! E se não fosse pelos finais, ninguém leria a obra seguinte. 

O final de Depois da Verdade não é ligado ao casal de uma forma negativa, na verdade, o final do livro é ligado ao passado de Tessa, o que é surpreendente, e é por isso que eu quero a continuação, porque eu preciso de respostas, mesmo que essa série me deixe louca.

"Jamais poderia ter imaginado isso - nem em meus sonhos mais insanos imaginaria que sofreria desse jeito. Acho que é isso que chamam de dor da perda. Nunca tive nada, nem ninguém para amar, nunca senti a necessidade de ter uma pessoa que fosse completamente minha. Nunca quis me apegar a alguém dessa forma."

Além dos conflitos que já estamos acostumados, essa história nos mostra os medos de Tessa em relação ao futuro e as divergências de opinião entre ela e Hardin. Eu já até solucionei o problema dos dois: Eles estão em um relacionamento abusivo (em ambos os lados) e ninguém quer abrir a mão de nada. Eles não possuem um equilíbrio e quanto mais um tenta, parece que o outro já cansou e as coisas não funcionam, sabe?! Surtei!

O livro continua na mesmice, o que incomoda, mas não faz com que a obra perca o nervosismo que sentimos ao lermos. Ele me lembra muito mais uma fanfic do que o anterior e, eu sei que era uma fanfic, mas eu li tantas críticas (de sites importantes especializados em reviews) falando que seria completamente diferente, que foi decepcionante. Eu gostei muito do primeiro livro (escrevo isso do fundo do meu coração), mas mesmo querendo continuar, fico me perguntando por qual motivo a autora prolongou tanto essa história que poderia ter saído de uma forma brilhante se não fosse uma enrolação por tanto tempo. 

After: Depois da Verdade é uma decepção enorme, é o livro que me faz perguntar pra mim mesma por qual motivo eu li. Não vou dizer que foi uma perda de tempo, pois é uma obra viciante que mesmo com muitas páginas a gente pode ler rapidamente e, nenhum livro é perda de tempo (mesmo ele sendo horrível), então ele não foi uma perda de tempo. Mas sim, eu surtei na obra... Surtei porque tudo me pareceu errado e cansativo, no final só fiquei triste, pois essa história poderia ter sido brilhante. 

Apesar de todos os meus comentários (negativos em boa parte) quero continuar a série, tentarei ler brevemente e resenhar todos os livros. Entretanto, isso pode não acontecer caso eu desista, pois só de ler a sinopse das próximas obras eu fico imaginando que lerei uma repetição das duas anteriores e isso não me anima muito, mesmo que o final do segundo livro tenha me empolgado um pouco. 

Por fim, preciso constar que After não é para todos. Você não precisa ser inteligente para entender, é uma obra fácil e bem simples, mas não é para todos, pois é sobre um relacionamento abusivo e é uma história sobre um casal com tantas idas e vindas que supera novela Mexicana. 

Espero, no fundo do meu coração, que eu consiga ler as continuações e que eu leve um tapa na cara da autora, pois eu falei que seria mais uma mesmice, mas no final, ela conseguiu fazer obras maravilhosas de fazer qualquer um se apaixonar. 

"De alguma forma, ele se transformou no pilar que sustenta o meu mundo e, sem ele, só o que me resta é o entulho daquilo que um dia foi a minha existência."

Nota: 2/5 ♥ 

Compre After: Depois da Verdade | Amazon | Saraiva 

Um beijo e paz no coraçãozinho de vocês! ✩

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Ei! Tudo bem?
Espero que sim :)

Finalmente chegou o momento tão aguardado por mim em 2018: finalizar a leitura de After The Fall. Isso, porém, só aconteceu em 2019, mas fico imensamente feliz por estar trazendo a continuação da história de Quinn e James, os vencedores do meu Oscar literário de casal mais problemático.

O primeiro livro foi uma surpresa e tanto, meu coração parecia que ia explodir e sair de minha boca. Foi também meu primeiro contato com Amanda Maia, uma autora independente muito querida e que merece todo reconhecimento do mundo, seus livros são inspiradores.

Mas chega de enrolação, não me aguento mais de ansiedade, preciso compartilhar o que eu achei da segunda obra da trilogia The Fall.

After The Fall - Amanda Maia

Sinopse: Quatro anos depois da verdade ser revelada, Quinn está em seu penúltimo ano da faculdade enfrentando seus demônios do passado e tentando seguir em frente com sua vida depois de James a ter devastado completamente. Além de ter que lidar com as mentiras, ainda precisa encarar o que seu pai fez e como aquela desonra mexeu com tudo a sua volta, inclusive com sua vida social. As pessoas não olham para ela da mesma maneira, a veem como uma aberração e herdeira de uma completa catástrofe. Devido ao que aconteceu, Quinn se tornou uma garota fechada que evita contatos íntimos. James ainda está aprendendo a lidar com a culpa. Nada parece tão pesado e doloroso quanto a lembrança do último olhar que Quinn lançou a ele: desprezo. Ele aprendeu, desde que trabalha para o governo, que o seu coração jamais poderia estar acima de sua razão ou isso lhe custaria vidas inocentes. Mas, apesar de tudo, seu coração insiste em ser mais forte que qualquer motivo racional para se manter longe. James está convencido de que Quinn nunca fora a regra, mas a exceção, que o levou a trilhar o caminho inverso ao que sua profissão mandava. A história que ambos achavam ter ficado no passado está mais presente do que nunca. A missão que James achara ter terminado havia apenas começado e a queda que eles viveram, não era nada comparado ao que estava prestes a conhecer.


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Foto: Cecília Justen

Ei! Tudo bem?
Espero que sim :)

Uma resenha que demorou muito tempo a sair, mas assim que terminei de ler comecei a escrever a postagem. Depois de ler Um Sedutor sem Coração, primeiro livro da série, eu fiquei louca para conseguir ler Uma Noiva para Winterborne. Os protagonistas desse livro na obra anterior chamaram tanto a minha atenção que imaginei que eles seriam meus favoritos, e no final... Ah! Vocês descobrem com a resenha.

Uma Noiva para Winterborne - Lisa Kleypas

Sinopse: Rhys Winterborne conquistou uma fortuna incalculável graças a sua ambição ferrenha. Filho de comerciante, ele se acostumou a conseguir exatamente o que quer – nos negócios e em tudo mais. No momento em que conhece a tímida aristocrata lady Helen Ravenel, decide que ela será sua. Se for preciso macular a honra dela para garantir que se case com ele, melhor ainda. Apesar de sua inocência, a sedução perseverante de Rhys desperta em Helen uma intensa e mútua paixão. Só que Rhys tem muitos inimigos que conspiram contra os dois. Além disso, Helen guarda um segredo sombrio que poderá separá-los para sempre. Os riscos ao amor deles são inimagináveis, mas a recompensa é uma vida inteira de felicidade.

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Oi gente! Tudo bem por aí? Por aqui está tudo certo. Novembro foi um mês em que eu não assisti a muita coisa nova, pra falar a verdade. Me peguei muitas vezes vagueando pelo catálogo da Netflix sem saber o que escolher. Foi aí que eu soube que a segunda temporada de The Sinner tinha sido lançada e decidi começar essa série que já estava na minha lista desde o seu lançamento. 

A série, que estreou em agosto de 2017 pelo canal americano USA Network e foi trazida ao Brasil pela Netflix, é baseada em um livro de mesmo nome da escritora alemã Petra Hammesfahr. Com uma primeira temporada de apenas 8 episódios, ela foi lançada como uma minissérie, porém devido ao sucesso, uma segunda temporada também foi produzida. 

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Foto: midnightchats.com

Oi gente! Tudo bem com vocês? Por aqui está tudo certo. Esse mês eu terminei a 14ª temporada de Grey's Anatomy (finalmente) e depois de anos assistindo à série, posso dizer que estou com ela atualizada. Não por muito tempo, porém, já que a 15ª chega ao Brasil em 29 de outubro. Mas o post não é sobre Grey's Anatomy, e apesar de eu ter uma longa relação com a série, hoje não vim falar sobre a vida de Meredith Grey. Queria dizer que depois que eu terminei essa temporada, eu me senti um tanto quanto livre. É até engraçado falar desse jeito, mas mas é que ultimamente eu estava meio presa entre maratonas de Grey's Anatomy e Friends (que ainda não terminei). Eu estava assistindo outras séries também, como a segunda temporada de The Crown, por exemplo, (excelente por sinal), mas acabava sempre voltando a essas duas nos momentos em que não sabia exatamente o que assistir.

Aproveitando esse meu momento "libertador", hoje vou falar sobre três séries incríveis que me tiraram dessa rotina. As três são bastante diferentes entre si e também muito diferentes do que eu vinha assistindo e confesso que foi uma boa mudança de ares. Vamos a elas então.


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Ei! Tudo bem?
Vocês já leram um romance enlouquecedor? Eu li e, por isso, a resenha de hoje é After. 

Conheci a história há um tempo, mas não quis pegar para ler o livro, já que eu sabia todos os spoilers possíveis para a obra e isso estraga tudo (tudo!). Entretanto, nas férias (sim, nove meses atrás) decidi conhecer melhor essa história mesmo sabendo o final, e me surpreendi. 

After foi escrito por Anna Todd, uma autora super conhecida por causa da plataforma Wattpad, em que publicou fanfics (histórias feitas por fãs com os ídolos como personagens) com os integrantes da boyband One Direction. Que fanfic era essa? After. E o sucesso foi tanto que Anna publicou em livro essa história que teve mais de um bilhão de acessos.

After - Anna Todd

Sinopse: Tessa é uma garota de 18 anos que acaba de deixar a casa de sua mãe para ir morar no campus da faculdade. Estudiosa, responsável e recatada, ela não quer saber de festas e nem de paixões. No primeiro dia na faculdade, Tessa conhece Hardin, um jovem rude, lindo e todo tatuado que implica com seu jeito de garota certinha. Os dois se detestam, mas ao mesmo tempo não conseguem ficar longe um do outro. Logo, começam um relacionamento intenso e turbulento. Consumida por uma paixão que ela imaginava não ser possível, Tessa vê sua sexualidade aflorar. Mas por trás do charme irresistível de badboy, Hardin carrega fantasmas de seu passado, que podem colocar tudo a perder. Depois de Hardin, Tessa nunca mais será a mesma.


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Foto: Andrea Justen

Ei! Tudo bem?
Espero que sim :)

Começando mais uma resenha e posso dizer que foi uma leitura muito demorada, porque meu coração ia se apertando só de imaginar o que poderia acontecer no próximo capítulo, e olha que estou falando de um Romance de Época. 

Romance de Eloisa James, a autora que dividiu minha opinião em dois livros que li, em Um Beijo à Meia-Noite fiquei indignada com cada parte da história, já em Quando a Bela Domou a Fera minha admiração pelo trabalho da autora surgiu. A Duquesa Feia era o desempate, e eu não vejo a hora de vocês saberem a minha opinião. 

A Duquesa Feia - Eloisa James

Sinopse: Theodora Saxby é a última mulher com quem se poderia esperar que o lindo James Ryburn, herdeiro do ducado de Ashbrook, se casasse. Mas depois de um pedido romântico feito na frente do próprio príncipe, até a realista Theo se convence de que o futuro duque está apaixonado. Ainda assim, os tabloides dizem que a união não durará mais do que seis meses. Em seu íntimo, Theo acredita que os dois ficarão juntos para sempre… até que ela descobre que o que James desejava não era seu amor, mas seu dote. E a sociedade, que primeiro se chocou com seu casamento, se escandaliza com sua separação. Agora James precisará enfrentar a batalha de sua vida para convencer Theo que ele amava a patinha feia antes que ela se transformasse em cisne. E Theo logo descobrirá que, para um homem com alma de pirata, vale tudo no amor – e na guerra.

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Oi gente, tudo bem com vocês? Espero que sim. Por aqui está tudo certo.

Eu passei o início desse mês assistindo às temporadas mais recentes de algumas séries e quando terminei, eu fiquei meio perdida, sem saber o que iria assistir em seguida. Fiquei assim por uns dias, dando uma pausa dos episódios. E aí eu me lembrei de uma série que já tinha chamado a minha atenção antes de ser lançada: Sharp Objects.
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Oi gente! Como vocês estão? Por aqui está tudo certo. O post de hoje é bem especial porque eu vou falar sobre uma das melhores séries que eu já assisti, que também é uma das melhores do catálogo da Netflix. A grande escolhida para o dia de hoje é Anne With an E, que me conquistou desde o seu primeiro episódio. 

A série, que é baseada na obra literária Anne of Green Gables de 1908 da escritora Lucy Maud Montgomery, foi criada por Moira Walley-Beckett e conta com a maravilhosa Amybeth McNulty no papel de Anne. A produção canadense foi realizada pelo canal CBC e distribuída mundialmente pela Netflix.  A primeira temporada estreou em 19 de março de 2017 na CBC e em 12 de maio de 2017 na Netflix e desde então tem conquistado público ao redor do mundo. 

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Oi galera, tudo bem com vocês? É sempre difícil escolher qual série vai entrar no post novo, já que as opções são tantas, porém a escolhida desse mês já está na fila de espera há algum tempo, então vou aproveitar hoje para falar sobre Atypical.

Agora em abril, nós tivemos, no dia 2, o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, um dia dedicado a trazer mais informações sobre o transtorno do espectro autista, assim como dar lugar às discussões sobre a inclusão e a representatividade de pessoas que estão no espectro.
Por isso hoje resolvi trazer Atypical, uma série original da Netflix lançada em agosto de 2017, que tem como personagem principal um menino de 18 anos que se encontra dentro do espectro autista.

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Foto: Cecília Justen

Ei! Tudo bem?
Depois de muito tempo, finalmente estou aqui para uma resenha do primeiro Chick-Lit do blog!

Estou muito animada, pois é um gênero que eu sempre amei e estar trazendo ele para o blog me faz muito bem. Adoro compartilhar um pouquinho do meu universo com vocês, por isso, antes de começar tudo, acho válido apresentar o Chick-Lit como gênero literário. 

Imagine um romance lindo, cheio de amor, um clichê docinho que nós amamos. Imaginaram? Mas não pensem que é só isso. O Chick-Lit é um gênero de ficção dentro do universo feminino, abordando questões de mulheres modernas. Muito feminismo, poder, mulheres fortes, independentes e muito mais. É o gênero perfeito para você que quer embarcar em uma história de amor com uma heroína maravilhosa. 

E, nada melhor do que botar isso em prática com uma resenha de Amor em Manhattan. Não pretendia ler a obra, mas graças à parceria maravilhosa com a Editora Harlequin, essa preciosidade chegou a minhas mãos. 

Foi uma leitura sensacional, agradável e muito apaixonante. Li enquanto viajava para conhecer o Beto Carrero World e não me arrependo de ter lido nos únicos momentos de descanso que tive. Valeu cada segundo por cada página. 

Amor em Manhattan - Sarah Morgan

Sinopse: Calma, competente e organizada, Paige Walker adora um desafio. Depois de passar a infância em hospitais, ela quer mais do que tudo provar seu valor – e que lugar pode ser melhor para começar sua grande aventura do que Nova York? Mas quando ela perde seu emprego dos sonhos, Paige vai descobrir que o maior desafio será ser sua própria chefe! Só que abrir sua própria empresa de organização de eventos e concierge não é nada comparado a esconder sua paixonite por Jake Romano, o melhor amigo do seu irmão e o solteiro mais cobiçado de Manhattan. Mas quando Jake faz uma excelente proposta para a empresa de Paige, a química entre eles acaba se tornando incontrolável. Será que é possível convencer o homem que não confia em ninguém a apostar em um feliz para sempre? 

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Foto: Cecília Justen

Ei! Tudo bem?
Espero que sim :)

Mesmo que nesse mês a minha intenção seja focar nas postagens de viagem do Beto Carrero (se você ainda não viu, clique aqui), eu não quero abandonar o mundo literário. Por isso, escolhi resenhar Uma Proposta e Nada Mais, um Romance de Época apaixonante que fora publicado pela Editora Arqueiro em Março.

Uma Proposta e Nada Mais - Mary Balogh

Sinopse: Após ter tido sua cota de sofrimentos na vida, a jovem viúva Gwendoline, lady Muir, estava mais que satisfeita com sua rotina tranquila, e sempre resistiu a se casar novamente. Agora, porém, passou a se sentir solitária e inquieta, e considera a ideia de arranjar um marido calmo, refinado e que não espere muito dela. Ao conhecer Hugo Emes, o lorde Trentham, logo vê que ele não é nada disso. Grosseirão e carrancudo, Hugo é um cavalheiro apenas no nome: ganhou seu título em reconhecimento a feitos na guerra. Após a morte do pai, um rico negociante, ele se vê responsável pelo bem-estar da madrasta e da meia-irmã, e decide arranjar uma esposa para tornar essa nova fase menos penosa. Hugo a princípio não quer cortejar Gwen, pois a julga uma típica aristocrata mimada. Mas logo se torna incapaz de resistir a seu jeito inocente e sincero, sua risada contagiante, seu rosto adorável. Ela, por sua vez, começa a experimentar com ele sensações que jamais imaginava sentir novamente. E a cada beijo e cada carícia, Hugo a conquista mais – com seu desejo, seu amor e a promessa de fazê-la feliz para sempre.


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Oi galera, tudo bem com vocês? É bizarro como um mês passa rápido e nós já estamos aqui novamente para falar sobre mais uma série incrível! Se você ainda não sabe quem sou eu ou que eu estou fazendo aqui, você pode clicar aqui e aqui para ler os meus primeiros posts aqui no blog e entender tudo. 

Downton Abbey foi a série escolhida para o mês de março e estou já estava querendo falar sobre ela há muito tempo, então estou bastante animada com o post de hoje. Criada por Julian Fellowes e produzida pela Carnival Films para o canal ITV, Downton Abbey estreou em 26 de setembro de 2010, acompanhando o dia-a-dia da família Crawley, membros da aristocracia inglesa, e seus criados, no início do século XX. 

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Oi gente, tudo bem com vocês? Por aqui está tudo certo! Bom, essa é a minha segunda postagem aqui no blog e se você não viu a postagem do mês passado, pode clicar aqui, eu falei um pouco sobre uma série incrível, The Handmaid's Tale. 

Mas vamos ao post de hoje! The End of The F***ing World é uma série inglesa do Channel 4 (o mesmo das primeiras temporadas de Black Mirror), que chegou à Netflix em 5 de janeiro, e basicamente acompanha a jornada de dois jovens de 17 anos, James e Alyssa, após fugirem de casa juntos e enfrentarem muitas situações pouco convencionais. A série tem 8 episódios de mais ou menos 25 minutos e foi baseada na história em quadrinhos de Charles S. Forsman. 

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Ainda perdida e ainda tentando achar luz em textos alheios e palavras autorais. Amante de café, literatura, fotografia, cinema, viagens e amor.

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