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365 Cores do Universo

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Ei!

Estou de volta.

Dando continuidade a postagem do sábado passado, resolvi tirar o mês de julho pra fazer um balanço literário do seis (ou, no caso, sete) primeiros meses do ano. Dessa forma, no sábado passado contei pra vocês um pouquinho das melhores leituras fiz; Agora vamos para o outro extremo da lista e chegou a vez de falar das minhas piores leituras de 2019, até o momento. É um assunto um pouco delicado, porque nós seres humanos temos a terrível tendência a querer polarizar tudo. O fato desses livros estarem na minha lista de piores leituras, significa que, de alguma forma, as expectativas que estava para o livro não foram correspondidas. Seja por algum ponto na história que me desanimou, talvez um personagem mal inserido... Os motivos são diversos e conforme for listando, irei explicar exatamente o motivo para vocês. 

Ficamos combinados assim? Então tá bom. 


Para quem me conhece, o primeiro livro dessa lista não é nenhuma surpresa. Se não me falha a memória, eu li Piano Vermelho do Josh Marlerman em meados de fevereiro e como eu reclamei desse livro. Infelizmente, nesse caso em específicos, não existem justificativas: O livro é ruim e ponto final. Nada nesse livro funciona, a história é esquisita, os personagens péssimos, o final é simplesmente inesperado e incoerente, se eu for listar tudo que encontrei de errado nesse livro, eu não acabo hoje. Em suma, é péssimo. Chega a ser irônico pensar que Caixa de Pássaros, do mesmo autor, é um dos meus livros favoritos, mas Josh não conseguiu manter o mesmo ritmo e traz uma história muito questionável. O mais engraçado de tudo é que o livro até o meio, apesar de ruim, ainda é coerente e você até consegue ler (mesmo já com as expectativas baixo), mas quanto mais próximo do final o livro se aproxima (e eu juro que não sei o que aconteceu), parece que o autor sai escrevendo qualquer coisa que vem a sua mente, sem se preocupar com a história criada até então. Foi uma péssima experiência e um dos maiores fiascos literários, em minha opinião. Provavelmente eu o teria abandonado se não tivesse realizado a leitura em conjunto com uma amiga. Não dá. Pra completar, esse não foi a minha única experiência ruim com as histórias de Josh. Em janeiro eu li o seu livro mais recente, Uma Casa no Fundo de Um Lago, e posso repetir as mesmas críticas que fiz a Piano Vermelho. Josh entrou na minha lista de exclusões e dificilmente irei voltar a ler algo do autor, ao menos que me convençam do contrário.


Autor(a): Josh Malerman
Editora: Intrínseca
Gênero: Terror
Páginas: 320
Sinopse: Ex-ícones da cena musical de Detroit, os Danes estão mergulhados no ostracismo. Sem emplacar nenhum novo hit, eles trabalham trancados em estúdio produzindo outras bandas, enchendo a cara e se dedicando com reverência à criação — ou, no caso, à ausência dela. Uma rotina interrompida pela visita de um funcionário misterioso do governo dos Estados Unidos, com um convite mais misterioso ainda: uma viagem a um deserto na África para investigar a origem de um som desconhecido que carrega em suas ondas um enorme poder de destruição.Liderados pelo pianista Philip Tonka, os Danes se juntam a um pelotão insólito em uma jornada pelas entranhas mortais do deserto. A viagem, assustadora e cheia de enigmas, leva Tonka para o centro de uma intrincada conspiração. Seis meses depois, em um hospital, a enfermeira Ellen cuida de um paciente que se recupera de um acidente quase fatal. Sobreviver depois de tantas lesões parecia impossível, mas o homem resistiu. As circunstâncias do ocorrido ainda não foram esclarecidas e organismo dele está se curando em uma velocidade inexplicável. O paciente é Philip Tonka, e os meses que o separam do deserto e tudo o que lá aconteceu de nada serviram para dissipar seu medo e sua agonia. Onde foram parar seus companheiros? O que é verdade e o que é mentira? Ele precisa escapar para descobrir.


Pode ser uma surpresa para muitos, mas King está nessa lista. Esse é o momento que a internet vai abaixo. Gabriel falando mal do King? Não necessariamente. Optei por colocar Carrie, A Estranha nessa lista pelo fato de que a leitura não conseguiu superar minhas expectativas. O primeiro livro do mestre do terror é bom e super competente diante da proposta do autor, no entanto, eu esperava muito mais, diante da fama que a obra possui. Minha principal reclamação é que, em minha opinião, a história foi pouco explorada e "aproveitada" por King. Talvez por ser a sua primeira obra, o autor ainda não dispusesse de todas as artimanhas que o mesmo utilizou em seus livros posteriores. É engraçado pensar que o seu segundo livro Salém é simplesmente maravilhoso! Em Carrie, senti exatamente a falta de aprofundamento da personagem e a acho que a maneira com que King explorou os poderes um pouco falha. De todas as maneiras, é um dos clássicos da literatura mundial e uma referência das obras de terror. 


Autor(a): Stephen King
Editora: Suma de Letras
Gênero: Terror
Páginas: 200
Sinopse: Carrie é uma adolescente tímida e solitária. Aos 16 anos, é completamente dominada pela mãe, uma fanática religiosa que reprime todas as vontades e descobertas normais aos jovens de sua idade. Para Carrie, tudo é pecado. Viver é enfrentar todo dia o terrível peso da culpa. Para os colegas de escola, e até para os professores, Carrie é uma garota estranha, incapaz de conviver com os outros. Cada vez mais isolada, ela sofre com o sarcasmo e o deboche dos colegas. No entanto, há um segredo por trás de sua aparência frágil: Carrie tem poderes sobrenaturais, é capaz de mover objetos com a mente. No dia de sua formatura, Carrie é surpreendida pelo convite de Tommy para a festa - algo que lhe dá a chance de se enxergar de outra forma pela primeira vez. O ato de crueldade que acontece naquele salão, porém, dá início a uma reviravolta cheia de terror e destruição.


O meu problema com Ninguém Pode Saber, da Karin Slaughter é justamente a protagonista. Vejam bem, o livro possui uma história que consegue até ser surpreendente e é muito bem desenvolvida. Karin possui uma escrita precisa e que me agradou muito, no entanto, o desenvolvimento da protagonista Andrea é sofrível. Por vários momentos eu quis entrar no livro e sacudir a mulher pelos ombros pra tentar acordar. Andrea é totalmente sem carisma, além de altamente boba e seus diálogos são péssimos. Ela é MUITO tapada e várias vezes a história fica emperrada justamente por causa dela e das péssimas decisões tomadas e, como consequêcia, a história perde um pouco o ritmo e fica monótona. Karin é mega famosa e vários amigos meus me indicam vários livros da autora e fui surpreendido por essa péssima personagem que com certeza estará em todas as minhas listas de pessoas detestáveis. A experiência geral do livro é boa, mas ela é realmente difícil de engolir.


Autor(a):  Karin Slaughter
Editora: HarperCollins
Gênero: Thriller, suspense
Páginas: 416
Sinopse: Andrea Oliver conhece a mãe, Laura, melhor do que qualquer outra pessoa. Sabe que ela é uma gentil fonoaudióloga moradora da pequena Belle Isle, cuja missão de vida é ajudar os outros e que nunca escondeu nada da filha. Laura é confiante, estável e segura de si ― o oposto de Andrea, que luta para encontrar um lugar no mundo, enquanto se sente perdida e desmotivada. Quando um rapaz entra em um shopping atirando para todos os lados, mãe e filha se veem em um cenário de terror de uma hora para a outra. O mais chocante para Andrea, porém, é conhecer um novo lado de Laura: ela testemunha a mãe cortando a garganta do terrorista de forma fria e implacável. Quando as imagens de Laura matando o homem viralizam, a polícia começa a investigar, e não vai parar até encontrar respostas. Porém, Laura se recusa a falar com os detetives e até com a própria filha, além de proibi-la de depor e expulsá-la de casa sem mais nem menos. Chocada com aquele comportamento, Andrea sabe que há algo por trás dessa história. Mas, quanto mais descobre sobre o passado da mãe, mais segredos vê que a mulher guardou. Ao que parece, por quase trinta anos Laura viveu na esperança de que ninguém descobrisse quem ela era de verdade. Agora um segredo seu foi revelado. O que mais ninguém pode saber?


Outro livro que entra para a lista das obras que estava muito curioso para ler, mas que me decepcionaram foi A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert, do escritor francês Joel Dicker. A obra é mega conhecida e se tornou um dos grandes títulos do gênero, mas eu realmente não vi nada demais. A história é mega clichê, não é surpreendente e em alguns momentos, é até óbvia. O livro é muito bem escrito, isso eu não nego, e o autor consegue manter um bom ritmo dos eventos, trazendo novas revelações a cada capítulo, nos mantendo motivados a ler, no entanto, é uma história morna e nada mais. Acredito que o livro se encontra na mesma categoria de Carrie; criei muitas expectativas a respeito das obras e que, infelizmente, não foram correspondidas. Minha decepção com o autor é tamanha que tenho aqui seus outros dois livros, mas no momento ainda não tive coragem para lê-los.

Autor(a): Joel Dicker
Editora: Intrínseca
Gênero: Thriller, suspense
Páginas: 400
Sinopse: Marcus Goldman viu sua vida se transformar radicalmente. Com apenas vinte e oito anos, publicou um livro que se tornou um best-seller e o alçou ao status de celebridade, com direito a um apartamento chique em Manhattan, um carrão, uma namorada estrela de TV e presenças constantes nos tapetes vermelhos, além de um contrato milionário para um novo romance. E então foi acometido pela doença dos escritores: a síndrome da página em branco. A poucos meses do prazo para a entrega do novo original, pressionado por seu editor e por seu agente, Marcus não consegue escrever nem uma linha sequer. Na tentativa de superar seu bloqueio criativo, Marcus recorre a seu amigo e ex-professor Harry Quebert, um dos escritores mais respeitados dos Estados Unidos, que vive numa bela casa à beira-mar na pequenina cidade de Aurora, em New Hampshire. Às voltas com sua dificuldade em escrever, Marcus é surpreendido pela descoberta do corpo de uma jovem de quinze anos, Nola Kellergan — que desaparecera sem deixar rastros em 1975 —, enterrado no jardim de Harry, junto com o original do romance que o consagrou. Harry admite ter tido um caso com a garota e ter escrito o livro para ela, mas alega inocência no caso do assassinato.


A lista de hoje foi bem mais curtinha do que a de sábado passado e isso me deixa feliz, pois significa que estou fazendo ótimas leituras. Novamente torno a dizer que não são livros ruins, apenas possuem alguma coisa que não me agradou e/ou não correspondeu as minhas expectativas. Talvez vocês já tenham lido alguma dessas obras que listei e gostaram. Vamos debater sobre. Me conta aqui nos comentários um livro (ou vários) quese enquadram nessa categoria que discutimos.

Até o próximo sábado.


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TodaTeen

Ei! Tudo bem?
Espero que sim :)

Andei sumida e desviando dos caminhos que poderiam me levar até o blog, mas voltei, porque (finalmente!) estou de férias e pretendo trazer uma resolução para vocês de várias coisas legais que eu pude fazer. Uma delas é até mesmo me afastar do blog, então essas postagens de férias vão sair por agosto, mês em que eu não estarei mais em casa, mês de Bienal no Rio de Janeiro também e eu tenho várias novidades sobre ela!

Por hoje, porém, a resolução será de séries que eu vi na minha primeira semana de férias.

[Amazon Prime] Good Omens - 1ª temporada

Good Omens é uma série do serviço de streaming Amazon Prime lançada em 2019. Contando com apenas 6 episódios, a história vai falar sobre um anjo, Aziraphale, e um demônio, Crowley, que juntos vão tentar acabar com o Armagedom, também conhecido como o fim do mundo. Ambos possuem milhares de motivos para evitar o grande acontecimento, mas o maior deles está relacionado com a amizade que os personagens vão criando ao longo dos anos já que estão juntos desde Adão e Eva.

É uma série que eu já tinha muita vontade de assistir, porque a voz de Deus é dublada pela Frances McDormand, a voz do Diabo é feita por Benedict Cumberbatch (mesmo que essa tenha se mostrado muito pequena) e o demônio Crowley é interpretado por David Tennant, que fez Doctor Who e é um dos meus doctor favorito. Porém, a série conquista o telespectador por muito mais do que isso. 

Como são poucos episódios, não é uma série que enrola, "enche linguiça", ela é muito direta e ácida também, então se você é religioso tente não levar tão a sério os comentários e as críticas feitas ao longo da história. 

No geral eu terminei querendo mais, muito mais, porque Aziraphale e Crowley fazem uma dupla improvável incrível, a série é super engraçada e muito bem construída. Ela conta com a ajuda de Neil Gaiman, sim o autor, porque é baseada em um de seus livros, então é como entrar em seu imaginário, o que é um aconchego para os fãs. 

[Netflix] Good Girls - 1ª temporada

Para a felicidade da Thalita, que resenhava aqui no blog, eu finalmente assisti Good Girls, uma série que ela falou bastante durante sua passagem pelo Cores. E juro para vocês, ela falou com razão, porque a história de Beth, Annie e Ruby é genial e impossível de largar. 

As três protagonistas são mães e cada uma está passando por algum tipo de problema financeiro, a Ruby, por exemplo, tem uma filha que está com câncer e precisa pagar o tratamento, mas ela não tem condições financeiras para isso. Assim, as três decidem assaltar um mercado local esperando conseguir uma quantia de até 30 mil, o que seria suficiente para que elas conseguissem mudar suas vidas economicamente. No entanto, ao contarem o dinheiro elas descobrem que conseguiram milhões e, pior, que estão envolvidas com uma gangue que faz lavagem de dinheiro. Aos poucos, Beth, Annie e Ruby ficam cada vez mais envolvidas no esquema e passam até a gostar de toda a situação.

Eu só vi a primeira temporada na minha primeira semana de férias (e é sobre ela que eu estou falando nessa publicação), então espero voltar em breve com a minha resolução sobre a série como um todo.

Mesmo que nesse primeiro contato com a história eu tenha me incomodado bastante com as ações de alguns personagens, principalmente Beth e Annie, eu me fissurei pela série. Não só porque ela consegue misturar o lado engraçado e atrapalhado das protagonistas com o drama presente na vida de cada uma de forma natural. Eu gostei mesmo porque é uma série de mulheres, mulheres fortes, independentes e mães. Normalmente quando falam sobre mães nos filmes elas são donas de casa que perderam sua vida para cuidar de seus filhos, em Good Girls não. Por isso, já era de se esperar que a série tivesse pegadas feministas em vários momentos, então é uma série que vale cada segundo do seu dia, por favor maratonem.

[Netflix] Stranger Things - 3ª temporada

Terceira temporada de Stranger Things lançou e, mesmo que eu tenha detestado a segunda temporada (fazendo polêmica aqui), eu decidi que assistiria a continuação. 

Diferentemente dos meus comentários anteriores, não pretendo contar sobre o que essa temporada irá falar, porque é melhor que você tenha assistido as passadas. Não quero dar nenhum spoiler. O que você precisa saber se estava em uma caverna sem Netflix, é que essa história vai contar com personagens sobrenaturais e vai colocar como foco o mundo invertido, literalmente o nosso mundo invertido. Os protagonistas são crianças e com o passar das temporadas eles vão amadurecendo, o que é interessante de assistir. 

Como eu disse, não fui fã da temporada anterior a essa e não posso dizer que também gostei da terceira temporada com muito fervor. Eu achei um tanto quanto vaga e alguns pontos da primeira temporada que foram abertos não foram se quer citados nas temporadas seguintes, o que me incomodou bastante. Alguns personagens me cansavam, como Eleven e Mike, e certas cenas me faziam revirar os olhos. Mas outros pontos me agradaram, como a amizade de Eleven e Max (momento girl power) e o nicho Dustin, Steve, Erica e Robin, com certeza os quatros foram o motivo de eu ter terminado a temporada. Não posso esquecer, porém, que algo realmente me alegrou: os poucos episódios. Anteriormente essa fora uma série que gostava de prolongar momentos desnecessários, mas nessa temporada parece que os diretores entenderam que era melhor ter poucos episódios e ganhar assim uma história mais consistente. 


E são essas as três séries que estiveram presentes na minha primeira semana de férias. Espero que alguma tenha despertado o interesse de vocês. Se não, aproveitem que a nova temporada de Queer Eye acabou de lançar e se divirtam com os fab5.

Um beijo e paz no coraçãozinho de vocês! ✩

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Olá, meus queridos!

Tudo bem com vocês? 

Finalmente chegamos em julho. Mês de férias, relaxamento... e muita leitura, é claro! Passamos da metade de 2019 (eu sei, ainda é difícil de acreditar que 2020 está cada vez mais próximo); sei que é papo de velho, mas parece que foi ontem que o ano começou e lá estava eu, o ingênuo Gabriel traçando metas ao longo dos meses. Eu tinha como principal objetivo conseguir ler 100 livros, além dos outros inúmeros desafios literários que fui me metendo; até o momento em que esse texto foi publicado, finalizei a minha 28ª leitura. Estou um pouco longe da meta e creio que não irei conseguir atingi-la, no entanto, irei seguir firme e forte e me aproximar o máximo possível do número. No meio desses 28 livros, resolvi escolher 6 deles que considero os melhores, ao menos até o momento, dia 20 de julho. Provavelmente até dezembro essa lista ainda irá mudar muito e estou bem animado para comparar essa resenha com a minha lista final. Bem, isso é assunto para o final do ano! Vamos ao que interessa. 

Em janeiro, comecei o ano super focado e lendo que nem maluco: Foram um total de 6 livros e dentre eles, escolhi Pequenas Grandes Mentiras, da Liane Moriarty. O livro já tem resenha aqui no site e tudo nele é maravilhoso. Desde os personagens altamente carismáticos, a maneira com que a autora escreve acerca dos dramas vividos por cada um deles é muito humano e palpável. Por diversos momentos me reconheci em cada um deles e não são muitos livros que conseguem despertar esses sentimentos. Como uma boa obra de suspense, o livro possui um plot twist espetacular e é impossível desgrudar da obra. Eu me lembro que queria largar tudo só pra ler e valeu cada página. Mesmo que a minha liste mude até dezembro e novos livros ocupem esses espaços, dificilmente irei substituir Pequenas Grandes Mentiras. Indico para todos os meus amigos e conhecidos, realmente vale a pena. Se você já é fã de séries, vale a pena também conferir adaptação da série produzida pela HBO.


Autor(a): Liane Moriarty
Editora: Intrínseca
Gênero: Drama, Suspense
Páginas: 399
Sinopse: Todos sabem, mas ainda não se elegeram os culpados. Enquanto o misterioso incidente se desdobra nas páginas de Pequenas grandes mentiras, acompanhamos a história de três mulheres, cada uma diante de sua encruzilhada particular. Madeline é forte e passional. Separada, precisa lidar com o fato de que o ex e a nova mulher, além de terem matriculado a filhinha no mesmo jardim de infância da caçula de Madeline, parecem estar conquistando sua filha mais velha. Celeste é dona de uma beleza estonteante. Com os filhos gêmeos entrando para a escola, ela e o marido bem-sucedido têm tudo para reinar entre os pais. Mas a realeza cobra seu preço, e ela não sabe se continua disposta a pagá-lo. Por fim, Jane, uma mãe solteira nova na cidade que guarda para si certas reservas com relação ao filho. Madeline e Celeste decidem fazer dela sua protegida, mas não têm ideia de como isso afetará a vida de todos. Reunindo na mesma cena ex-maridos e segundas esposas, mães e filhas, bullying e escândalos domésticos, o romance de Liane Moriarty explora com habilidade os perigos das meias verdades que todos contamos o tempo inteiro.


Seguindo nossa lista (e sei que não é surpresa alguma), o segundo livro que resolvi trazer aqui pra vocês é de ninguém menos que: Stephen King. Gente, eu sei que cansa, mas que autor! Apesar de poder citar vários dele que li esse ano e que entrariam fácil para esse pódio, escolhi falar sobre O Cemitério, que, em minha opinião, é uma de suas obras mais densas e completas. Caso queiram ler a resenha completa, basta clicar aqui. King possui um estilo muito peculiar de escrita e imprime muita identidade em seus textos. Em O Cemitério, o autor traz uma de suas melhores narrativas, que mantém o ritmo durante todas as páginas; no livro não existe capítulos desnecessários ou descrições imensas, já uma obra registrada do autor. Os personagens não são lá muito interessantes, mas a história é realmente bem escrita e narrada e o livro possui um dos melhores finais já criados pelo autor. Uma história profunda sobre perda e luto. Arrebatadora.


Autor(a): Stephen King
Editora: Suma de Letras
Gênero: Terror
Páginas: 424
Sinopse: Louis Creed, um jovem médico de Chicago, acredita que encontrou seu lugar em uma pequena cidade do Maine. A boa casa, o trabalho na universidade e a felicidade da esposa e dos filhos lhe trazem a certeza de que fez a melhor escolha. Num dos primeiros passeios pela região, conhecem um cemitério no bosque próximo à sua casa. Ali, gerações de crianças enterraram seus animais de estimação. Mas, para além dos pequenos túmulos, há um outro cemitério. Uma terra maligna que atrai pessoas com promessas sedutoras. Um universo dominado por forças estranhas capazes de tornar real o que sempre pareceu impossível. A princípio, Louis Creed se diverte com as histórias fantasmagóricas do vizinho Crandall. No entanto, quando o gato de sua filha Eillen morre atropelado e, subitamente, retorna à vida, ele percebe que há coisas que nem mesmo a sua ciência pode explicar. Que mistérios esconde o cemitério dos bichos? Terá o homem o direito de interferir no mundo dos mortos? Em busca das respostas, Louis Creed é levado por uma trama sobrenatural em que o limite entre a vida e a morte é inexistente. E, quando descobre a verdade, percebe que ela é muito pior que seus mais terríveis pesadelos. Pior que a própria morte - e infinitamente mais poderosa.

Para o próximo livro, por mais que eu tenha pensado em maneiras de escrever uma resenha pra trazer aqui para o Cores, me faltaram palavras que pudessem exprimir tudo que eu senti ao ler Diário de Uma Escrava, da autora nacional Rô Mierling. O livro publicado pela Darkisde traz uma ficção com o compilado de histórias reais de meninas que foram raptadas por maníacos sexuais e passaram anos sendo submetidas aos mais diversos tipos de tortura e humilhações. Eu o li em meados de março para o clube do livro do qual faço parte, mas até hoje não esqueço o impacto da narrativa de Rô. Sua escrita é explícita e visceral; é impossível para o leitor não se transportar para a pele da personagem e sentir todo o medo, a angústia e o sofrimento vivido por ela enquanto tenta escapar do cativeiro. O final do livro é de partir o coração e nunca chorei tanto ao ler. É um livro forte e que não recomendo a todos, principalmente para as pessoas que possuem dificuldade em digerir cenas fortes e pesadas. Ele se encontra nessa lista, pois, apesar de ser uma leitura difícil, acho extremamente essencial e serve como uma mensagem de alerta. 


Autor(a): Rô Mierling
Editora: Darskide
Gênero: Drama
Páginas: 224
Sinopse: No Brasil, todo ano, 250 mil pessoas desaparecem sem deixar vestígios. Desse total, 40 mil são menores de idade, dos quais um terço são meninas destinadas a fins sexuais. Muitas escapam ou são encontradas, contando histórias terríveis; outras nunca mais são vistas com vida.O sofrimento e as reviravoltas de uma menina sequestrada por um psicopata, mostrando o lado doentio e uma visão deturpada do sexo, e o uso da mulher como objeto sexual.


Pensei em trazer ao menos um livro de cada gênero para a lista e, não sei se vocês se lembram, mas no meu post lá do início do ano, eu havia prometido a mim mesmo que iria ler mais distopias. Mundo Em Caos, do autor Patrick Ness, chegou até o Cores através da parceria com a editora Intrínseca e como eu fiquei feliz em ler. A história é muito bem construída, além de obviamente ser repleta de críticas de cunho sociais e políticas, sempre presentes em obras do gênero. O livro ainda conta com um capítulo extra com um conto que preenche as lacunas deixadas durante a narrativa da história principal e quero muito ler os demais livros da série. Ah, e o filme também está chegando. Fiquem ligados! Resenha completa aqui. 


Autor(a): Patrick Ness
Editora: Intrínseca
Gênero: Fantasia, ficção, distopia
Páginas: 445
Sinopse: Em um mundo pós-apocalíptico, uma infecção rara e perigosa causou o inimaginável: a morte de todas as mulheres. O mesmo germe fez com que os pensamentos dos homens se tornassem audíveis, e agora o caótico Ruído está por toda parte. É impossível guardar segredos no Novo Mundo.Todd Hewitt é o único garoto entre os homens da cidade de Prentisstown, e mal pode esperar para se tornar um deles. No entanto, o lugar esconde algo grave, capaz de mudar o futuro de Todd e do Novo Mundo para sempre. A apenas um mês de se tornar homem, um segredo impensável é revelado, e ele se vê forçado a fugir antes que seja tarde demais. Acompanhado por seu fiel escudeiro, o cachorro Manchee, ele empreende uma jornada repleta de perigos e se depara com uma criatura estranha e silenciosa: uma garota. Mas quem é ela? E por que não foi morta pelo germe como todas as mulheres?


Mudando um pouco o estilo dos livros, trouxe para a lista Flores Para Algernon, do autor Daniel Keyes. A obra foi uma grata e emocionante surpresa e posso dizer com propriedade que foi uma das leituras que mais refleti e aprendi sobre a vida. Charlie Gordon é um homem com sérios problemas de desenvolvimento intelectual que se submete a uma cirurgia experimental capaz de torná-lo inteligente. A cirurgia é um sucesso e Charlie rapidamente começa a desenvolver seu intelecto, assimilar um quantidade cada vez maior de conteúdos e questionar assuntos que até então para ele passavam despercebidos. No entanto, o personagem sofre mudanças em seu comportamento e acaba se isolando e se tornando uma pessoa totalmente diferente do que ele era. O livro é lindo e muito emocionante. Mesmo não tendo avaliado com as 5 estrelas por conta de umas falhas que encontrei durante a narrativa, é uma obra que vale a pena a ser lembrada, tamanho impacto de suas narrativa, além de abrir espaço para muitas outras discussões. Resenha completa aqui. 

Autor: Daniel Keyes
Editora: Aleph
Gênero: Ficção científica
Páginas: 284
Sinopse: Uma cirurgia revolucionária promete aumentar o QI do paciente. Charlie Gordon, um homem com deficiência intelectual severa, é selecionado para ser o primeiro humano a passar pelo procedimento. O experimento é um avanço científico sem precedentes, e a inteligência de Charlie aumenta tanto que ultrapassa a dos médicos que o planejaram Entretanto, Charlie passa a ter novas percepções da realidade e começa a refletir sobre suas relações sociais e até o papel de sua existência. Delicado, profundo e comovente, Flores para Algernon é um clássico da literatura norte-americana.

E por fim, o útimo escolhido para essa lista é Contagem Regressiva do Ken Follett. Cecis, você provavelmente vai rir ao ver esse livro na minha lista, mas eu tive uma péssima experiência com um outro livro do autor e jurei que não iria ler mais nada dele. Depois de alguns pedidos da Cecília, eu resolvi aceitar o desafio e ler, mas confesso que estava com os dois pés, os braços e a cabeça pra trás. Não me entendam mal, Ken é um bom autor e possui ótimas histórias, no entanto, certas coisinhas em sua escrita me incomodam demais! Felizmente, Cecis estava certa e o livro é realmente arrebatador. A história é incrível e muito bem contada, além de Ken mesclar maravilhosamente bem eventos históricos com sua ficção. A reta final do livro é alucinante e não tenho nada pra dizer. Certamente apaguei totalmente a impressão que tinha sobre o autor e irei ler seus outros títulos. Para ler a resenha completa feita pela Cecis, basta clicar aqui. 


Autor(a): Ken Follet
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance Histórico
Páginas: 320
Sinopse: Certa manhã, um homem acorda no chão de uma estação de trem, sem saber como foi parar ali. Não faz ideia de onde mora nem o que faz para viver. Não lembra sequer o próprio nome. Quando se convence de que é um morador de rua que sofre de alcoolismo, uma matéria no jornal sobre o lançamento de um satélite chama sua atenção e o faz desconfiar de que sua situação não é o que parece.O ano é 1958 e os Estados Unidos estão prestes a lançar seu primeiro satélite, numa tentativa desesperada de se equiparar à União Soviética, com seu Sputnik, e recuperar a liderança na corrida espacial.À medida que Luke remonta a história da própria vida e junta as peças do que está por trás de sua amnésia, percebe que seu destino está ligado ao foguete que será disparado dali a algumas horas em Cabo Canaveral.Ao mesmo tempo, descobre segredos muito bem guardados sobre sua esposa, seu melhor amigo e a mulher que ele um dia amou mais que tudo. Em meio a mentiras, traição e a ameaça real de controle da mente, Luke precisa correr contra o tempo para conter a onda de destruição que se aproxima a cada segundo.

Então é isso, gente. Essa é a minha lista dos seis melhores livros de 2019, até o momento. Devo confessar que entre março-junho, não li quase nada, mas agora para o segundo semestre, quero limpar minha estante e ler a pilha dos que estão encalhados lá. Tenho certeza que até dezembro essa lista vai mudar muito e os livros irão render muitas outras resenhas e discussões aqui pro Cores. Conta aqui nos comentários pra mim quais são os seus seis livros favoritos até o momento, quem sabe eu não os coloque também na minha listinha final. :) 

Nos vemos na próxima semana. 

Até lá!


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Olá, pessoas!
Tudo bem com vocês?

Mal da para acreditar que já estamos praticamente na metade julho, não é? Como o ano tá passando rápido. É desesperador ver que a minha lista de filmes/séries/livros só cresce. Mas fazer o que, não é mesmo? 

Estou de volta pra contar um pouquinho pra vocês sobre a mais nova produção nacional da Netflix. Estreou no último dia 28 a série "O Escolhido", trama que mistura suspense com elementos sobrenaturais, lendas folclóricas e um conflito entre a fé e a ciência.

Data de Lançamento: 28 de junho de 2019
Direção: Michel Tikhomiroff
Gênero: Suspense
Duração: 6 episódios | 40 min
Sinopse:  Três jovens médicos são enviados a um vilarejo remoto do Pantanal para vacinar seus moradores contra uma nova mutação do vírus da Zika. Quando seus esforços para tratar a população são recusados, o trio se vê subitamente preso em uma comunidade isolada e coberta de segredos. Os residentes são devotos de um líder enigmático que diz ter o poder de curar doenças sem fazer uso da medicina. Isso os levará a confrontar a força da fé sobre a ciência.


Eu adoro o espaço que as produções nacionais tem conquistado ao longo dos últimos anos. Nossos diretores, atores e produtores estão se aventurando em temas e gêneros pouco explorados até então. Na Netflix, já é possível encontrar algumas séries e outros conteúdos brasileiros produzidos exclusivamente para o serviço, como a já conhecida 3%, que recentemente ganhou sua segunda temporada. Agora chegou a vez de O Escolhido ocupar os holofotes e trazer muito suspense e mistério para os telespectadores. O roteiro escrito por Mauricio Katz e Pedro Peirano foi adaptado de uma série mexicana lançada em 2011, chamada de Niño Santo. Ambas possuem a mesma premissa principal, porém, em O Escolhido foram trazidos elementos muito brasileiros e que foram muito bem vindos, no entanto, a série peca pela falta de detalhes, furos no roteiro e atuações fracas.

A história se passa no vilarejo fictício de Aguazul, cuja única entrada é através das misteriosas águas do pantanal. Lá seus moradores vivem quase em completa isolação e é proibida a entrada de qualquer estrangeiro sem o aval dos habitantes do vilarejo. Quando um grupo de médicos decide ir até o vilarejo com o objetivo de vacinar a população contra uma mutação do zica vírus, todos se recusam, pois ninguém fica doente. Segundo relatos, os moradores escolhem quando querem morrer e sempre de modo natural. Os médicos se recusam a irem embora e decidem vacinar a população mesmo assim: A partir desse ponto, a vida de Lúcia, Damião e Enzo muda drasticamente ao conhecer os estranhos costumes e rituais do vilarejo em que as pessoas não adoecem e são comandas por uma espécie de curandeiro, batizado de O Escolhido, representação máxima da fé dos habitantes. 

Aos poucos, Lúcia, Damião e Enzo vão mergulhando nos segredos do vilarejo e da espécie de seita formada pelas pessoas, que seguem todos os ensinamentos e comandos do Escolhido. A série a partir daí aborda de maneira muito clara o eterno debate entre ciência e religião. Os médicos são movidos pela razão e por tudo que aprenderam ao longo de suas vidas, enquanto todos os cidadão acreditam que o misterioso homem é um santo e capaz de curar todas as enfermidades através do poder da fé.  Além disso, a série também se aproveita da regionalização para explorar lendas e folclores da região, como o da Cobra Grande para a construção do seu roteiro, trazendo-a como a grande inimiga do Escolhido. A cobra, por sua vez, representa o pecado e a perdição, enquanto o curandeiro protege o vilarejo. Nesse ponto, fica muito claro as antíteses que a produção trouxe para a obra, o bem versus o mal, a ciência versus a religião. 


Toda a ambientação do vilarejo é simplesmente fantástica e mesmo a série não possuindo excelentes efeitos sonoros e visuais, convencem o telespectador. Aguazul automaticamente me remeteu ao
vilarejo fictício em que a história de Nova Jaguaruara (uma história de terror nacional) é narrada. (Caso queria ler, basta clicar aqui). Aqui a produção mostra que fez seu dever de casa direitinho e traz um vilarejo repleto de inúmeros detalhes e aquela cara de cidadezinha amaldiçoada do interior, com suas casas simples, ruas de chão batido e a típica igrejinha velha, palco de toda a trama. 

A série vai desenvolvendo esse roteiro principal ao longo dos seis episódios em que é exibida, e  a história é contada de maneira coesa e envolvente; Aos poucos, mais detalhes a respeito da cidade e do Escolhido são revelados, enquanto são dados ao telespectador flashbacks de memórias dos médicos, algo que contribui para a aproximação com os personagens. No final da temporada, diversos ganchos foram encerrados e outros mantidos abertos para uma possível segunda temporada. É aqui que ocorrem os grandes erros da produção brasileira. Em minha opinião, a série peca por muitos problemas de sincronismo com os eventos narrados e incoerências no roteiro; Uns são bem pequenos e passam facilmente, outros já são mais difíceis de ignorar.

A parte mais fraca de toda a série é a escolha do elenco. Gosto por terem optado por atores pouco conhecidos do público. É uma ótima oportunidade para a descoberta de novos talentos, no entanto, não funcionou. O trio de médicos é simplesmente detestável; Não possuem carisma, não se entrosam bem e as coisas não fluem. O mesmo vale para os moradores de Aguazul e o tal Escolhido. No final senti que a produção possui um lado independente e amador, mesmo com uma ótima ambientação e um roteiro eficiente. Algumas falas dos personagens são péssimas e bobas e as situações criadas por Damião e Enzo beiram o ridículo. Lúcia também é uma personagem bem difícil de se aproximar, pois a mesma se contradiz, volta atrás e muda de opinião o tempo todo.

Enquanto escrevia essa resenha, eu não conseguia me decidir se amei ou se odiei a série. Ao mesmo tempo que me sentia atraído e instigado pela história, a péssima atuação e os furos no roteiro me desanimaram bastante. Cada episódio é repleto de informações e outros elementos, mas ao mesmo tempo, a série consegue ser superficial e não abordar nenhum ponto de maneira mais específica. Apesar dos bons momentos em que a série discute sobre os avanços da ciência em conflito com a fé dos habitantes, gostaria que esse tema tivesse sido mais bem explorado, tenho certeza que o resultado seria uma série muito mais rica para se discutir. Falando em confusão e mistérios não resolvidos, a série bebe das influências deixadas por Lost em que o telespectador sai com mais perguntas do que respostas. Sou muito fã de histórias de suspense (vocês sabem), mas creio que se houver uma segunda temporada, a direção necessita corrigir tais erros e, principalmente, se aprofundar mais nos temas, pois ninguém irá dar crédito a uma série que promete muito, mas traz poucos esclarecimentos para o público.


Foi uma experiência agradável, mas que poderia ter sido melhor. Muito melhor. Mais forte. Mais densa. Mais explicativa. Menos confusa e incoerente. A relação dos habitantes pelo salvador não é explicado; tampouco a tal lenda da cobra. Em diversos momentos falam sobre ela, mas sua única aparição não convence, sendo totalmente avulsa para o desenvolvimento. Infelizmente, não vejo maneiras de melhorar a atuação do elenco. Espero que o entrosamento entre eles melhorem. De todas as formas, é uma série que merece a chance de ser assistida e comentada, tenho esperanças que esses elementos serão melhorados.Talvez a série nunca se transforme num clássico ou num fenômeno mundial como a série espanhola La Casa De Papel. Mas a mesma possui potencial para muito mais. 

Nota: 2,5/5,0

Bem, chegamos ao fim de mais uma resenha. Espero muito que vocês tenham gostado, não se esqueça de deixar seu comentário com sua crítica, dúvida ou sugestão. As coisas agora estão voltando ao ritmo normal e espero conseguir colocar em dia o meu cronograma de resenhas aqui pro Cores, mas isso é papo pra outra hora.

Bom final de semana e até a próxima!
 

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Olá, meus queridos!

É, eu sei, eu sumi. Estou numa correria louca, tentando muito me organizar e conciliar outros projetos com a vida adulta. Prometo tentar fazer o meu melhor e aparecer mais vezes aqui no Cores, tudo bem?

Falando nisso, o que mais tem no post de hoje é cor! Eu sei que já estamos em julho, e novamente podem culpar a minha falta de tempo e organização, esse texto era para ter saído no mínimo há duas semanas atrás, mas agora não adianta chorar pelo leite derramado. Snif, snif.

Estamos na primeira semana de julho e durante o mês passado todo muito se ouviu falar sobre o mês de orgulho LGBTQ+. Para quem não sabe, junho não foi escolhido de forma aleatória para representar o mês de conscientização contra a homofobia, transfobia, entre outros. No dia 28 de junho de 1969 ocorreu em Nova York a revolta de Stonewall que se tornou um dos marcos ao pensarmos no assunto. Na época, um grupo de jovens que frequentava um bar gay, resolveu enfrentar a polícia por já estarem cansados de serem agredidos e insultados. O grupo permaneceu confinado no bar durante vários dias e rapidamente uma multidão começou a apoiar o movimento. O dia é tão importante que foi escolhido para representar o dia do orgulho LGBT.

O movimento recém completou 50 anos e ainda há muita coisa a ser feita. Apesar de hoje as coisas estarem um pouco melhores e as pessoas mais esclarecidas acerca do tema (alguns, infelizmente, nem tanto), o Brasil ainda é um dos países mais homofóbicos do mundo. 

Pensando nisso, pensei em trazer aqui pra vocês uma listinha com alguns livros que trazem a temática LGBTQ+ à tona de uma maneira leve e divertida e também para mostrar que amor é amor, independente de cor, credo, raça ou sexualidade. Hoje em dia o tema tem ganhado cada vez mais reprodução e notoriedade e na literatura não seria diferente. Sejam autores nacionais ou estrangeiros, grandes best sellers ou romances pouco divulgados, é muito importante que o tema seja cada vez mais discutido e levado à conhecimento das pessoas para que possamos enfim chegar à uma sociedade justa e igualitária para todos, sem distinções.

Livro 1: Com Amor, Simon
Autor(a): Becky Albertalli
Editora: Intrínseca
Gênero: Romance
Páginas: 270
Sinopse: Simon Spier tem dezesseis anos e é gay, mas não conversa sobre isso com ninguém. Ele não vê problemas em sua orientação sexual, mas rejeita a ideia de ter que ficar dando explicação para as pessoas — afinal, por que só os gays têm que se apresentar ao mundo? Enquanto troca e-mails com um garoto misterioso que se identifica como Blue, Simon vai ter que enfrentar, além de suas dúvidas e inseguranças, uma chantagem inesperada.
Eu já falei sobre essa DELÍCIA de livro em um outro post aqui no site, então não tem muito pra falar sobre. Caso queiram mais detalhes e ler a crítica e resenha completas, basta clicar aqui. É uma leitura leve, dinâmica, divertida, reflexiva e de aquecer o coração. Becky é uma ótima autora e ela sempre procura escrever sobre temas bem difíceis dessa maneira leve e descontraída.

Livro 2: Will & Will
Autores: John Green, David Levithan
Editora: Galera Record
Gênero: Romance, comédia
Páginas: 352
Sinopse: Em uma noite fria, numa improvável esquina de Chicago, Will Grayson encontra... Will Grayson. Os dois adolescentes dividem o mesmo nome e a dor do coração partido. Um Will é amigo do mais expansivo gay de sua escola. O outro precisa explicar à própria mãe sua orientação sexual. Até que Tiny, o melhor amigo gay do primeiro Will, acaba se tornando o possível amor do outro Will. Apesar das origens completamente diferentes, esses inesperados encontros fazem com que os meninos de mesmo nome estejam prestes a embarcar juntos em uma aventura de épicas proporções. Amor adolescente, intriga, raiva, sofrimento e amizade. Tudo isso temperado com doses maciças de comédia.

Eu conheci esse livro através de um desafio de um clube do livro que participei alguns anos atrás. Em um primeiro momento, logo torci o nariz, porque não sou lá muito fã de John Green e muito menos de romance, no entanto, fui pego de surpresa. A história é muito engraçada e bem desenvolvida, além de criar altas ironias com os tabus da nossa sociedade e brincar com essa ideia de estereótipos que temos. É um livro super fácil de ser lido e muito fluído e eu garanto que você vai dar boas risadas. 

Livro 3: O Ano em Que Morri em Nova York
Autor(a): Milly Lacombe
Editora: Planeta
Gênero: Romance, comédia
Páginas: 256
Sinopse: Casada com a mulher que ama, ela suspeita de que tenha sido traída durante uma de suas viagens de negócios. A angústia de não saber o que se passa, o medo de perguntar, desconfiança e a dúvida, que nunca tiveram espaço na relação – considerada perfeita pelos amigos –, agora rondam o casal. Mas será mesmo que a traição existiu? Ou era o amor que estava minguando? O ano em que morri em Nova York não é só a história de um casamento desfeito por conta de uma suposta traição. Estas páginas trazem a trajetória de uma mulher desde a sua redescoberta até o doloroso rompimento. Uma mulher que assume sua orientação sexual tardiamente, e que luta para fazer a família entender, os amigos apoiarem e os colegas de trabalho aceitarem.
O romance de estreia da jornalista que se transformou em uma das vozes mais ativas na comunidade LGBT traz uma história autobiográfica muito tocante e profunda. Apesar da boa dose de humor que o livro possui, é uma leitura que toca em assuntos bem sérios, principalmente a dificuldade em assumir sua sexualidade para os membros da família. Assuntos como traição e as dificuldades de uma vida a dois também são abordados e a escrita de Milly é maravilhosa. Mesmo sendo um livro um pouco mais sério do que os outros dois anteriores, diria que é uma leitura fundamental. 

Livro 4: Um Milhão de Finais Felizes

Autor(a): Vitor Martins
Editora: Globo Alt
Gênero: Romance
Páginas: 352
Sinopse: Jonas não sabe muito bem o que fazer da vida. Entre suas leituras e ideias para livros anotadas em um caderninho de bolso, ele precisa dar conta de seus turnos no Rocket Café e ainda lidar com o conservadorismo de seus pais. Sua mãe alimenta a esperança de que ele volte a frequentar a igreja, e seu pai não faz muito por ele além de trazer problemas.Mas é quando conhece Arthur, um belo garoto de barba ruiva, que Jonas passa a questionar por quanto tempo conseguirá viver sob as expectativas de seus pais, fingindo ser uma pessoa diferente de quem é de verdade. Buscando conforto em seus amigos (e na sua história sobre dois piratas bonitões que se parecem muito com ele e Arthur), Jonas entenderá o verdadeiro significado de família e amizade, e descobrirá o poder de uma boa história.

Livrinho nacional aqui na lista. ♥ Lançado em 2018, ainda não tive a oportunidade de ler, mas conheço pessoas que amaram a história entre Jonas e Arthur. O livro aos poucos tem conquistado seu espaço e ganhado público e sei que a narrativa traz ótimos debates sobre preconceito, auto aceitação, entre outros. Já está na minha lista de leituras e não vejo a hora de começar!

Agora eu vou pedir um favorzinho pra vocês: Deixa aqui nos comentários algum livro cuja a narrativa seja voltada a temática LGBTQ+. Vamos ampliar nosso conhecimento e entrar em contato com histórias divertidas e diferentes das que estamos acostumados a ler. Eu espero do fundo do meu coração que tenham gostado da postagem e nos vemos daqui um tempinho.

Até breve!

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Ei! Tudo bem?
Espero que sim :)

'Prometo que juro' que não vou inventar desculpas sobre o meu desaparecimento no blog e nas redes sociais, não vou falar nem sobre isso agora. Hoje é dia da Cecília tomar vergonha na cara e resenhar um livro que fala sobre a Segunda Guerra Mundial de uma maneira completamente inovadora. Vocês já viram um romance histórico que é ao mesmo tempo uma ficção científica? Pois é!

Autor(a): Kurt Vonnegut
Editora: Intrínseca
Gênero: Ficção científica
Páginas: 288
Sinopse: O humor e estilo únicos e originais de Kurt Vonnegut o fizeram um dos escritores mais importantes da literatura norte-americana. Sarcástico, ele foi capaz de escrever sobre a brutal destruição da cidade de Dresden, na Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial — sem apelar para descrições sensacionalistas. Em vez disso, criou uma história imaginativa, muitas vezes engraçada e quase psicodélica, estrategicamente situada entre uma introdução e um epílogo autobiográficos. Assim como Billy Pilgrim, o protagonista de Matadouro-Cinco, Vonnegut testemunhou como prisioneiro de guerra, em 1945, a morte de milhares de civis, a maior parte deles por queimaduras e asfixia, no bombardeio que destruiu a cidade alemã. Billy tinha sido capturado e destacado para fazer suplementos vitamínicos em um depósito de carnes subterrneo, onde os prisioneiros se refugiaram do ataque dos Aliados. Salvo pelo trabalho, depois de ter visto toda sorte de mortes e crueldades arbitrárias e absurdas, Billy volta à vida de consumo norte-americana e relata sua pacata biografia, intercalando sua trajetória aparentemente comum com episódios fantásticos de viagens no tempo e no espaço. Ao capturar o espírito de seu tempo e a imaginação de uma geração — afinal, o livro foi publicado originalmente em 1969, em plena guerra do Vietnã e de intensos protestos e movimentos culturais —, o livro logo virou um fenômeno e sua história e estrutura inovadoras se tornaram metáforas para uma nova era que se aproximava. Ao combinar uma escrita cotidiana, ficção científica, piadas e filosofia, o autor também falou das banalidades da cultura do consumismo, da maldade humana e da nossa capacidade de nos acostumarmos com tudo. Qualquer semelhança com a atualidade não é mera coincidência.

Antes de iniciar o resumo da obra em si, preciso dizer algumas coisas sobre o autor Kurt Vonnegut. Ele propõe para si mesmo a criação de um livro sobre a Segunda Guerra Mundial, porque Vonnegut viveu a Segunda Guerra, foi soldado e estava presente no bombardeio de Dresden, uma cidade alemã. Entre os dias 13 e 14 de fevereiro de 1945, Dresden sofreu um ataque pelas forças aliadas que destruiu 39 quilômetros da cidade, estima-se que 130 mil pessoas morreram. Nesse período Kurt Vonnegut era prisioneiro dos nazistas e, inacreditavelmente, sobreviveu ao ataque aéreo. Mesmo sendo autor de ficção científica, Vonnegut embarca na criação de um romance histórico.

E é sobre isso o primeiro capítulo do seu livro intitulado Matadouro-Cinco. Com pensamentos confusos e com vários cortes (propositais) entre as páginas, Vonnegut dá seu relato para a criação da sua obra e justifica o motivo do subtítulo ser A Cruzada das Crianças. Promete também que esse não será um livro que fará com que as pessoas apreciem a guerra, o que foi crucial para o ano de sua publicação, 1969, em que ocorria a Guerra do Vietnã.

Assim, é no segundo capítulo de Matadouro-Cinco que Vonnegut nos apresenta o protagonista Billy Pilgrim, ex-soldado de guerra que surpreendentemente sobreviveu a séries de infelizes eventos da Segunda Guerra, dentre eles o bombardeio de Dresden. Ao voltar para casa, Billy tem a sua vida normal, se torna optometrista e se casa. Porém, o que chama a atenção do leitor para a vida pós-guerra de Billy é que ele se diz solto no tempo desde um episódio da guerra, além disso, Pilgrim afirma que na noite do casamento de sua filha ele foi abduzido por extraterrestres e foi colocado em um zoológico pelos habitantes de Tralfamador.

É dessa maneira que o livro pega o leitor e o conduz ao imaginário de experiências vividas por Billy Pilgrim em diversos momentos de sua vida.

"- Bem vindo a bordo, senhor Pilgrim - anunciou o alto-falante. - Alguma pergunta?
- Por que eu?
- É uma pergunta bem terráquea, senhor Pilgrim. Por que você? Por que nós, a propósito? Por que qualquer coisa? Porque esse momento simplesmente é."

Como especial aos 50 anos de publicação de Matadouro-Cinco, a Editora Intrínseca fez essa edição que está muito especial para os fãs do autor. Como parceiros da editora, o livro chegou a minha casa no mês do lançamento e eu o ignorei por bastante tempo, inclusive, mesmo começando a leitura preferi adiar. Isso porque Matadouro-Cinco é uma das obras mais confusas e conflitantes que eu já li. Peguei o livro esperando uma experiência histórica e no final também ganhei uma ficção científica.

Demorei muito mais do que pretendia para finalizar a leitura, mas quando isso aconteceu eu achei que a minha cabeça fosse explodir, o que é 100% culpa do autor. Vonnegut cria uma história em que sua intenção é fazer com que o leitor consiga entrar na cabeça de Billy, que consiga sentir um pouco de seus pensamentos, então o livro se torna uma grande aventura psicodélica ao mundo de um personagem apático e perdido em si mesmo.

Os eventos da vida de Billy não são narrados em ordem cronológica, até porque Pilgrim está solto no tempo, o que significa que enquanto ele vive o presente da guerra ele pode voltar ao seu nascimento e ver ao mesmo tempo a sua morte.

"Entre as coisas que Billy Pilgrim não podia mudar estavam o passado, o presente e o futuro."

Sou uma devoradora de romances históricos e posso dizer que como experiência pessoal esse foi o que mais inovou e cumpriu exatamente com o que prometeu desde o início das páginas: esse é um livro sobre guerra, você não vai a querer quando souber como realmente é.

Talvez seja a vivência do autor com o assunto ou o tanto que ele se aproxima de seu protagonista, mas o fato indiscutível é que, mesmo por entrarmos na cabeça de um personagem questionável em sua sanidade, Vonnegut transmite verdade.

Matadouro-Cinco não idealiza a guerra, não cria um lado bom ou um lado ruim, não cria heróis e a última coisa que você vai ver dentro desse livro é uma romantização dos soldados. O que é simplesmente sensacional.

As personagens são, na verdade, representações reais. Ignorando um pouco o protagonista, temos algumas aparições durante a obra de soldados e criaturas extraterrestres, alguns representam o ideal de patriotismo imposto pelos países que estavam na guerra, outros o medo, os sacrifícios e a dureza que se resume na frase mais repetida do livro: "é assim mesmo". Estes personagens são colocados como mais alguns que foram levados pela guerra, não tem como criar empatia por eles sendo tudo tão passageiro.

Voltando para Billy e suas experiências que são relatadas em Matadouro-Cinco. Ele é o protagonista mais apático das histórias que eu já li, ele só é, porque simplesmente é. O interessante e o que faz com que o leitor queira terminar a história é o que o autor faz com seu personagem e as grandes metáforas presentes nas viagens do tempo de Billy, na sua abdução, nos eventos que viveu da guerra. Vonnegut trabalha tudo de forma cruel, deixa até de lado a parte de ficção científica e se concentra mais nos sentimentos e emoções de Billy, as personagens de Tralfamador são um ponto a mais, apenas uma escada para a grande ideia que Vonnegut tem com seu livro: mostrar os traumas de Billy no pós-guerra.


"Seguiam em fila indiana. Primeiro iam os soldados: espertos, elegantes, silenciosos. Carregavam rifles. Em seguida, ia o artilheiro antitanque: desajeitado e lento, espantando alemães com uma Colt.45 automática numa das mãos e um faca de trincheira na outra. Por último ia Billy Pilgrim, de mãos vazias, tristemente pronto para morrer."

Não acredito que seja um livro para todos os leitores, não porque é uma leitura difícil, o livro não é nenhum pouco complexo, mas é uma obra confusa até sua metade. Estar dentro do imaginário de Billy é um pouco assustador e provavelmente foi por isso que eu demorei tanto a pegar o ritmo da leitura até as 100 primeiras páginas. Isso não é um problema na história se você está disposto a embarcar nessa leitura. O final vale a pena e tudo o que eu posso dizer é que se você começou e se sentiu extremamente curioso, por favor, termine, Vonnegut consegue surpreender o leitor até a última página de Matadouro-Cinco.

"Billy chorava muito pouco, embora visse muitas coisas merecedoras de lágrimas."

Nota: 5/5 ♥ 
*Livro cedido em parceria com a Editora* 

Compre Matadouro-Cinco | Amazon | Saraiva

Um beijo e paz no coraçãozinho de vocês! ✩

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Olá, amigos!


Tudo bem com vocês? Espero que sim!

Hoje estou trazendo mais um livro em parceria com a Editora Intrínseca aqui pra vocês. Eu não cheguei a fazer nenhuma resenha para O Homem De Giz que é da mesma autora, mas apesar dos problemas e ressalvas que tive durante a leitura, estava muito animado para ler seu novo romance, O Que Aconteceu Com Annie. O livro foi cedido pela editora e gostaria de agradecer mais uma vez pelo carinho e por essa parceria incrível. A edição segue o mesmo padrão de excelência que já estamos acostumados a ver e acompanhar o capricho da editora com seus leitores. ♥

Autor(a): C. J Tudor
Editora: Intrínseca
Gênero: Thriller
Número de Páginas: 284
Sinopse: Quando Joe Thorne era adolescente, sua irmã mais nova desapareceu. Vinte e cinco anos depois, um e-mail anônimo o leva mais uma vez ao passado: “Eu sei o que aconteceu com sua irmã. Está acontecendo de novo.” Atolado em dívidas e bem longe do vilarejo onde cresceu, Joe precisa escapar das pessoas perigosas que estão atrás dele, mas também vê a oportunidade de resolver o que arrasta consigo há mais de duas décadas. Retornar a Arnhill parece a única opção. Mas voltar também significa abrir velhas feridas e reencontrar pessoas e lugares que ele nunca mais pensou que veria. Afinal, alguns segredos são grandes demais — e Joe não faz ideia de onde está se metendo.Neste suspense de ares sobrenaturais, o leitor é carregado por reviravoltas sombrias que o deixam na expectativa até o fim. O que aconteceu com Annie é uma viagem ao lugar mais escuro de um passado que precisa ser esquecido.

Quando li O Homem de Giz, lançado ano passado, eu automaticamente me apaixonei pela escrita da autora. C. J não perde tempo enrolando o leitor e eu acho isso a melhor coisa que um escritor pode fazer por seu público. Não existe nada mais "balde de água fria" do que pegar um livro repleto de capítulos enrolados, cheio de informações desnecessárias e que acrescentam pouco (ou nada) para a história. Fiquei muito feliz de ver que essa característica da escrita da autora está presente em seu novo romance e tudo acontece de maneira muito dinâmica. Em O Que Aconteceu com Annie, iremos conhecer a história de Joe Thorne, um professor de inglês que após o recebimento de um e-mail anônimo, se vê obrigado a retornar ao vilarejo de Arnhill onde passou sua infância e adolescência. Ele nunca superou totalmente o que aconteceu com sua irmã Annie, quando a mesma possuía 8 anos de idade. 25 anos depois, o professor tem a chance de acertar as contas com o passado e finalmente se livrar dos seus fantasmas e também parar o que está acontecendo mais uma vez no vilarejo. 

As pessoas dizem que o tempo é um ótimo remédio. Elas estão enganadas. O tempo é apenas uma grande borracha. Ele segue em frente sem nenhuma consideração, acabando com nossas lembranças, quebrando aqueles enormes rochedos de sofrimento até que não reste nada além de pequenos fragmentos pontiagudos, ainda dolorosos, mas pequenos o suficiente para serem suportados.

Assim como sua escrita extremamente ágil e objetiva, pude perceber que C. J também possui outra característica que muito me agrada: A mesma opta por trazer em seus livros personagens desconstruídos e que fogem do padrão de mocinhos que vemos em muitas obras por aí. Joe é um professor frustrado que nunca conseguiu superar os traumas vividos em Arnhil. Ele possui problemas com bebidas e com jogos de azar e como resultado, deve muito dinheiro a um agiota chamado Gordo. Sem dinheiro e sem qualquer perceptiva de um futuro decente, Joe resolve voltar para sua cidade natal em busca de paz e um encerramento para tudo que o afeta, mesmo após passar tantos anos. O personagem, por diversas vezes entra em um conflito muito grande consigo mesmo entre fazer o que é moralmente certo e fazer o que ele realmente deseja. Joe possui sentimentos muito reais e que são muito palpáveis que ajudam na identificação com o leitor: Raiva, vergonha, luto, ódio. A autora consegue aproximar muito os personagens ao leitor e acho isso incrivelmente bacana.


Os capítulos da história vão sendo intercalados entre o presente e o ano de 1992 em que são narrados o período que Joe era adolescente. Aos poucos, são dadas dicas e somos apresentados ao que de fato aconteceu com sua irmã e seus terríveis desdobramentos. Ao meu ver, essa escolha entre narrar presente e passado de forma paralela ajuda a ilustrar e justificar os comportamentos de Thorne. A autora possui uma ótima escrita e é capaz de criar ótimas histórias. O Que Aconteceu com Annie traz os mesmos elementos que O Homem de Giz, mas isso não significa que a autora bebeu da mesma fonte e trouxe o famoso cópia e cola e traz uma história nova e atraente para os leitores, contudo, nesse ponto reforço que encontrei os mesmos problemas no desenvolvimento da narrativa, a mesma coisa que senti lendo seu livro anterior. A autora tem ótimas ideias, mas peca na execução, trazendo situações e eventos questionáveis e sem muita coerência com a proposta criada. O que senti lendo é que C.J estava com pressa e precisava terminar a história e não se preocupou em criar um contexto para o que aconteceu na cidade.

...Mas quase ninguém fala sobre a morte, não é? É um segredo sujo. E ainda assim, de certa forma, a morte é a parte mais importante da vida. Sem ela, nossa existência seria impensável.

Não irei me aprofundar muito nesse sentido, mas o livro possui alguns elementos sobrenaturais que foram totalmente inesperados para mim, mas no entanto, não foram bem aproveitados e soaram deslocados com a narrativa. Eu não tenho o menor problema com histórias sobrenaturais, muito pelo contrário, eu amo e acho que a solução encontrada pela autora é muito boa, porém ela deveria ter focado mais na inserção desses elementos na história e não simplesmente jogá-los na trama. Outra coisa que agrava muito essa situação é que tal evento muito se assemelha ao icônico Cemitério Maldito do mestre King. O livro ser lançado no ano em que o remake da obra chega as telonas foi ousado, pois é natural que as pessoas busquem mais informações sobre a outra e é automático realizar tais comparações entre as obras. Para os leitores mais atentos, também é fácil descobrir os mistérios que permeiam a obra antes mesmo deles serem apresentados e confesso que isso me deixa um pouco frustrado, em contra partida, a revelação sobre a identidade do Gordo foi totalmente inesperada e até agradável. Novamente reforço que a autora é mais do que capaz de criar algo realmente impactante e inesperado.

Mesmo com alguns problemas encontrados com relação a construção da narrativa, O Que Aconteceu com Annie é um ótimo livro de uma ótima autora. Eu realmente me simpatizo muito por C.J e acho uma das melhores autoras da atualidade, principalmente por sua escrita impecável e sombria. Poucos autores conseguem atingir tão diretamente seus leitores como ela e é realmente uma delícia ler seus livros, mesmo que possuam temas tão pesados. Suas duas obras foram trazidos pelo Brasil através da Editora Intrínseca e vamos esperar logo pelos próximos lançamentos. Definitivamente irei ler!


Espero que vocês tenham gostado da resenha de hoje, pessoal! Não se esqueçam de deixar seu comentário com qualquer dúvida, crítica, sugestão aqui em baixo e compartilhar a resenha para aquele seu amigo que adora um bom livro de suspense. Até breve!

Esse é o problema com a vida. Ela nunca dá um aviso. Nunca oferece nenhum indício, por menor que seja, de que um momento pode ser importante. Você pode querer torná-lo mais longo, saboreá-lo. A vida nunca nos permite saber que algo vale a pena ser guardado até o último minuto.

Nota: 3,0/5,0 
Livro cedido em parceria com a Editora Intrínseca.

Compre O Que Aconteceu com Annie: Amazon
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Aloha!

Como vocês estão?

Essas últimas semanas foram bem corridas e estressantes. É muito difícil conciliar estudos, trabalho, vida pessoal, livros, séries, manter as redes sociais atualizadas, dormir 8 por dia e acordar segunda-feira de manhã sorrindo, ainda mais com seu TCC batendo à porta. Sei que essas semanas a frequência das postagens caíram drasticamente, mas sei que vocês também possuem seus afazeres e correrias e vão nos entender, não é mesmo? 

Pois bem, essa semana resolvi entrar de "férias" e me permiti diminuir o ritmo e relaxar um pouco. As coisas estão fluindo bem e agora estou um pouco menos ocupado. Sábado à tarde, depois de quase dois meses sem sequer pensar em Netflix, entrei em seu catálogo e me deparei com ótimas surpresas de conteúdos originais que me chamaram muita atenção e que são ótimas pedidas para fazer uma maratona em dias chuvosos (dias de sol também, qual o problema?)

Pois bem, eu ainda não as assisti e não sei se de fato são boas, portanto, resolvi trazer pra vocês uma lista com algumas produções recentes que chegaram à Netflix e que merecem um voto de confiança da nossa parte. À medida que for assistindo, irei trazendo as críticas aqui pra vocês, combinado? 


1: Dilema 



Título Original: What/if
Ano de Lançamento: 2019
Direção:Mike Kelley
Gênero: Suspense
Número de episódios: 10 episódios | 50 min
Sinopse: Anne (Renée Zellweger) é uma mulher enigmática e poderosa que fará uma proposta inusitada para um jovem casal com problemas financeiros. Apesar de ser sedutora e carismática, ela esconde grandes segredos sobre algo que aconteceu em sua juventude.

Tão enigmática quanto a sua capa e título, não encontrei nenhuma sinopse na internet que revelasse muita coisa a respeito da trama. Eu vi o trailer e parece ser aquele tipo de produção que você vai querer largar tudo pra assistir e a cada episódio novos mistérios são acrescentados. O elenco é fantástico e conta com a ganhadora do Oscar, Renée Zellweger. Como um bom amante de suspense, não poderia deixar de fora da minha lista. A série estreou no dia 24 de maio e as pessoas estão simplesmente amando. Curiosidade à mil pra ver!


2: Alto Mar  


Título Original: Alta Mar
Ano de Lançamento: 2019
Direção:Gema R. Neira, Ramón Campos
Gênero: Mistério, Suspense
Número de episódios: 8 episódios | 40 min
Sinopse: Duas irmãs descobrem segredos familiares e perturbadores depois de uma série de mortes misteriosas em uma viagem de navio entre a Espanha e o Brasil em 1940.


Ainda me mantendo na categoria de suspense e mistério, temos aqui mais uma produção original espanhola. Depois do sucesso de La Casa de Papel, dona Netflix está investindo pesado em trazer produções dos quatro cantos do mundo para gente. Em Alto Mar, senti uma pontinha de inspiração na Rainha do Suspense Agatha Christie em que um assassinato é cometido em um navio durante uma viagem e todos os tripulantes são culpados até que se prove ao contrário. A série, por ser adaptada nos anos 40 tem toda aquela vibe vanguardista e pelo que vi no trailer, a produção tá caprichada. Mais uma dica valiosa pra você anotar aí.


3: Disque Amiga para Matar 



Título Original: Dead to Me
Ano de Lançamento: 2019
Direção: Liz Feldman
Gênero: Suspense, Comédia
Número de episódios: 10 episódios | 30 minutos
Sinopse: A história da grande amizade que surge entre Jen, que ficou viúva depois da morte do marido em um acidente de carro, e Judy, uma mulher moderna e de mente aberta que esconde um grande segredo.

Eu sei que suspense e comédia são praticamente antagonistas, mas pelo que pude ver do trailer, a série sabe mesclar muito bem os dois elementos com muito humor ácido. As protagonistas são simplesmente maravilhosas e sou fã da Christina Applegate desde sua aparição em Friends (essa é velha, hein?). Acredito muito no potencial da série e acho que vai ser um bom divertimento. O melhor de tudo é que os episódios são curtinhos, quase como uma sitcom e dá pra ver no intervalo do almoço. :) 


4: The Society




Título Original: The Society
Ano de Lançamento: 2019
Direção: Christopher Keyser
Gênero: Drama, Suspense
Número de episódios: 10 episódios | 60 minutos
Sinopse: Todo mundo desaparece da próspera cidade de West Ham, menos os adolescentes. Para sobreviver, eles vão ter de organizar a sua própria sociedade.

Outra série que não faço a menor ideia sobre o que se trata, pois o trailer é mega misterioso, assim como as sinopses que encontrei na internet. Sei que o tema de desaparecimento não é lá super original, mas a série vem ganhando destaque na internet e tenho amigos que ficaram simplesmente loucos por ela. A história irá girar em torno de um grupo de adolescentes (na verdade, os únicos sobreviventes da cidade) que se unem para sobreviver. De todas as séries da lista é a que menos estou animado para ver, mas mesmo assim, irei dar uma chance e espero ser surpreendido.

5: Chambers



Título Original: The Society
Ano de Lançamento: 2019
Direção: Leah Rachel, Akela Cooper
Gênero: Drama, Suspense, Terror
Número de episódios: 10 episódios | 60 minutos
Sinopse: Uma jovem sobrevive a um ataque cardíaco e começa a investigar quem doou para ela seu novo coração. Quanto mais ela se aproxima da misteriosa morte da sua doadora, mais ela começa a perceber em si características da antiga dona do seu coração. Como se já não bastasse esses sinistros novos aspectos de sua personalidade, Nancy, a mãe da doadora, ainda a procura buscando forjar uma relação.

Aqui o negócio fica realmente louco e a Netflix mistura muitos elementos para a criação de Chambers, uma série que irá explorar a temática de doação de órgãos. Assim como Dilema, a série traz um ótimo elenco que inclui Uma Thurman que vive a mãe da doadora que busca agora criar uma relação obsessiva com a jovem que recebeu o coração da filha. A série me parece ser mega imersiva e assim como as demais que citei no texto, tem agradado aos fãs do gênero pela internet.


E aí, gostaram da lista? Vou dizer que agora que estou mais livre, vou mergulhar de cabeça nessas 5 histórias super diferentes e interessantes. Alguma série te despertou o interesse em ver? Tem algo diferente pra me indicar? Conta aqui pra mim nos comentários. Em breve trarei as críticas das séries que comentei acima.

Até breve!

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Ainda perdida e ainda tentando achar luz em textos alheios e palavras autorais. Amante de café, literatura, fotografia, cinema, viagens e amor.

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