Ei!
Estou de volta.
Dando continuidade a postagem do sábado passado, resolvi tirar o mês de julho pra fazer um balanço literário do seis (ou, no caso, sete) primeiros meses do ano. Dessa forma, no sábado passado contei pra vocês um pouquinho das melhores leituras fiz; Agora vamos para o outro extremo da lista e chegou a vez de falar das minhas piores leituras de 2019, até o momento. É um assunto um pouco delicado, porque nós seres humanos temos a terrível tendência a querer polarizar tudo. O fato desses livros estarem na minha lista de piores leituras, significa que, de alguma forma, as expectativas que estava para o livro não foram correspondidas. Seja por algum ponto na história que me desanimou, talvez um personagem mal inserido... Os motivos são diversos e conforme for listando, irei explicar exatamente o motivo para vocês.
Ficamos combinados assim? Então tá bom.
Para quem me conhece, o primeiro livro dessa lista não é nenhuma surpresa. Se não me falha a memória, eu li Piano Vermelho do Josh Marlerman em meados de fevereiro e como eu reclamei desse livro. Infelizmente, nesse caso em específicos, não existem justificativas: O livro é ruim e ponto final. Nada nesse livro funciona, a história é esquisita, os personagens péssimos, o final é simplesmente inesperado e incoerente, se eu for listar tudo que encontrei de errado nesse livro, eu não acabo hoje. Em suma, é péssimo. Chega a ser irônico pensar que Caixa de Pássaros, do mesmo autor, é um dos meus livros favoritos, mas Josh não conseguiu manter o mesmo ritmo e traz uma história muito questionável. O mais engraçado de tudo é que o livro até o meio, apesar de ruim, ainda é coerente e você até consegue ler (mesmo já com as expectativas baixo), mas quanto mais próximo do final o livro se aproxima (e eu juro que não sei o que aconteceu), parece que o autor sai escrevendo qualquer coisa que vem a sua mente, sem se preocupar com a história criada até então. Foi uma péssima experiência e um dos maiores fiascos literários, em minha opinião. Provavelmente eu o teria abandonado se não tivesse realizado a leitura em conjunto com uma amiga. Não dá. Pra completar, esse não foi a minha única experiência ruim com as histórias de Josh. Em janeiro eu li o seu livro mais recente, Uma Casa no Fundo de Um Lago, e posso repetir as mesmas críticas que fiz a Piano Vermelho. Josh entrou na minha lista de exclusões e dificilmente irei voltar a ler algo do autor, ao menos que me convençam do contrário.
Autor(a): Josh Malerman
Editora: Intrínseca
Gênero: Terror
Páginas: 320
Sinopse: Ex-ícones da cena musical de Detroit, os Danes estão mergulhados no ostracismo. Sem emplacar nenhum novo hit, eles trabalham trancados em estúdio produzindo outras bandas, enchendo a cara e se dedicando com reverência à criação — ou, no caso, à ausência dela. Uma rotina interrompida pela visita de um funcionário misterioso do governo dos Estados Unidos, com um convite mais misterioso ainda: uma viagem a um deserto na África para investigar a origem de um som desconhecido que carrega em suas ondas um enorme poder de destruição.Liderados pelo pianista Philip Tonka, os Danes se juntam a um pelotão insólito em uma jornada pelas entranhas mortais do deserto. A viagem, assustadora e cheia de enigmas, leva Tonka para o centro de uma intrincada conspiração. Seis meses depois, em um hospital, a enfermeira Ellen cuida de um paciente que se recupera de um acidente quase fatal. Sobreviver depois de tantas lesões parecia impossível, mas o homem resistiu. As circunstâncias do ocorrido ainda não foram esclarecidas e organismo dele está se curando em uma velocidade inexplicável. O paciente é Philip Tonka, e os meses que o separam do deserto e tudo o que lá aconteceu de nada serviram para dissipar seu medo e sua agonia. Onde foram parar seus companheiros? O que é verdade e o que é mentira? Ele precisa escapar para descobrir.
Pode ser uma surpresa para muitos, mas King está nessa lista. Esse é o momento que a internet vai abaixo. Gabriel falando mal do King? Não necessariamente. Optei por colocar Carrie, A Estranha nessa lista pelo fato de que a leitura não conseguiu superar minhas expectativas. O primeiro livro do mestre do terror é bom e super competente diante da proposta do autor, no entanto, eu esperava muito mais, diante da fama que a obra possui. Minha principal reclamação é que, em minha opinião, a história foi pouco explorada e "aproveitada" por King. Talvez por ser a sua primeira obra, o autor ainda não dispusesse de todas as artimanhas que o mesmo utilizou em seus livros posteriores. É engraçado pensar que o seu segundo livro Salém é simplesmente maravilhoso! Em Carrie, senti exatamente a falta de aprofundamento da personagem e a acho que a maneira com que King explorou os poderes um pouco falha. De todas as maneiras, é um dos clássicos da literatura mundial e uma referência das obras de terror.
Autor(a): Stephen King
Editora: Suma de Letras
Gênero: Terror
Páginas: 200
Sinopse: Carrie é uma adolescente tímida e solitária. Aos 16 anos, é completamente dominada pela mãe, uma fanática religiosa que reprime todas as vontades e descobertas normais aos jovens de sua idade. Para Carrie, tudo é pecado. Viver é enfrentar todo dia o terrível peso da culpa. Para os colegas de escola, e até para os professores, Carrie é uma garota estranha, incapaz de conviver com os outros. Cada vez mais isolada, ela sofre com o sarcasmo e o deboche dos colegas. No entanto, há um segredo por trás de sua aparência frágil: Carrie tem poderes sobrenaturais, é capaz de mover objetos com a mente. No dia de sua formatura, Carrie é surpreendida pelo convite de Tommy para a festa - algo que lhe dá a chance de se enxergar de outra forma pela primeira vez. O ato de crueldade que acontece naquele salão, porém, dá início a uma reviravolta cheia de terror e destruição.
O meu problema com Ninguém Pode Saber, da Karin Slaughter é justamente a protagonista. Vejam bem, o livro possui uma história que consegue até ser surpreendente e é muito bem desenvolvida. Karin possui uma escrita precisa e que me agradou muito, no entanto, o desenvolvimento da protagonista Andrea é sofrível. Por vários momentos eu quis entrar no livro e sacudir a mulher pelos ombros pra tentar acordar. Andrea é totalmente sem carisma, além de altamente boba e seus diálogos são péssimos. Ela é MUITO tapada e várias vezes a história fica emperrada justamente por causa dela e das péssimas decisões tomadas e, como consequêcia, a história perde um pouco o ritmo e fica monótona. Karin é mega famosa e vários amigos meus me indicam vários livros da autora e fui surpreendido por essa péssima personagem que com certeza estará em todas as minhas listas de pessoas detestáveis. A experiência geral do livro é boa, mas ela é realmente difícil de engolir.
Autor(a): Karin Slaughter
Editora: HarperCollins
Gênero: Thriller, suspense
Páginas: 416
Sinopse: Andrea Oliver conhece a mãe, Laura, melhor do que qualquer outra pessoa. Sabe que ela é uma gentil fonoaudióloga moradora da pequena Belle Isle, cuja missão de vida é ajudar os outros e que nunca escondeu nada da filha. Laura é confiante, estável e segura de si ― o oposto de Andrea, que luta para encontrar um lugar no mundo, enquanto se sente perdida e desmotivada. Quando um rapaz entra em um shopping atirando para todos os lados, mãe e filha se veem em um cenário de terror de uma hora para a outra. O mais chocante para Andrea, porém, é conhecer um novo lado de Laura: ela testemunha a mãe cortando a garganta do terrorista de forma fria e implacável. Quando as imagens de Laura matando o homem viralizam, a polícia começa a investigar, e não vai parar até encontrar respostas. Porém, Laura se recusa a falar com os detetives e até com a própria filha, além de proibi-la de depor e expulsá-la de casa sem mais nem menos. Chocada com aquele comportamento, Andrea sabe que há algo por trás dessa história. Mas, quanto mais descobre sobre o passado da mãe, mais segredos vê que a mulher guardou. Ao que parece, por quase trinta anos Laura viveu na esperança de que ninguém descobrisse quem ela era de verdade. Agora um segredo seu foi revelado. O que mais ninguém pode saber?
Outro livro que entra para a lista das obras que estava muito curioso para ler, mas que me decepcionaram foi A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert, do escritor francês Joel Dicker. A obra é mega conhecida e se tornou um dos grandes títulos do gênero, mas eu realmente não vi nada demais. A história é mega clichê, não é surpreendente e em alguns momentos, é até óbvia. O livro é muito bem escrito, isso eu não nego, e o autor consegue manter um bom ritmo dos eventos, trazendo novas revelações a cada capítulo, nos mantendo motivados a ler, no entanto, é uma história morna e nada mais. Acredito que o livro se encontra na mesma categoria de Carrie; criei muitas expectativas a respeito das obras e que, infelizmente, não foram correspondidas. Minha decepção com o autor é tamanha que tenho aqui seus outros dois livros, mas no momento ainda não tive coragem para lê-los.
Autor(a): Joel Dicker
Editora: Intrínseca
Gênero: Thriller, suspensePáginas: 400
Sinopse: Marcus Goldman viu sua vida se transformar radicalmente. Com apenas vinte e oito anos, publicou um livro que se tornou um best-seller e o alçou ao status de celebridade, com direito a um apartamento chique em Manhattan, um carrão, uma namorada estrela de TV e presenças constantes nos tapetes vermelhos, além de um contrato milionário para um novo romance. E então foi acometido pela doença dos escritores: a síndrome da página em branco. A poucos meses do prazo para a entrega do novo original, pressionado por seu editor e por seu agente, Marcus não consegue escrever nem uma linha sequer. Na tentativa de superar seu bloqueio criativo, Marcus recorre a seu amigo e ex-professor Harry Quebert, um dos escritores mais respeitados dos Estados Unidos, que vive numa bela casa à beira-mar na pequenina cidade de Aurora, em New Hampshire. Às voltas com sua dificuldade em escrever, Marcus é surpreendido pela descoberta do corpo de uma jovem de quinze anos, Nola Kellergan — que desaparecera sem deixar rastros em 1975 —, enterrado no jardim de Harry, junto com o original do romance que o consagrou. Harry admite ter tido um caso com a garota e ter escrito o livro para ela, mas alega inocência no caso do assassinato.
A lista de hoje foi bem mais curtinha do que a de sábado passado e isso me deixa feliz, pois significa que estou fazendo ótimas leituras. Novamente torno a dizer que não são livros ruins, apenas possuem alguma coisa que não me agradou e/ou não correspondeu as minhas expectativas. Talvez vocês já tenham lido alguma dessas obras que listei e gostaram. Vamos debater sobre. Me conta aqui nos comentários um livro (ou vários) quese enquadram nessa categoria que discutimos.
Até o próximo sábado.


























