• Início
  • Viagens
  • Resenhas
  • Cinema
    • Category
    • Category
    • Category
  • Autora
  • Contato
Tecnologia do Blogger.

365 Cores do Universo

facebook google twitter tumblr instagram linkedin

Olá, meus queridos!

É, eu sei, eu sumi. Estou numa correria louca, tentando muito me organizar e conciliar outros projetos com a vida adulta. Prometo tentar fazer o meu melhor e aparecer mais vezes aqui no Cores, tudo bem?

Falando nisso, o que mais tem no post de hoje é cor! Eu sei que já estamos em julho, e novamente podem culpar a minha falta de tempo e organização, esse texto era para ter saído no mínimo há duas semanas atrás, mas agora não adianta chorar pelo leite derramado. Snif, snif.

Estamos na primeira semana de julho e durante o mês passado todo muito se ouviu falar sobre o mês de orgulho LGBTQ+. Para quem não sabe, junho não foi escolhido de forma aleatória para representar o mês de conscientização contra a homofobia, transfobia, entre outros. No dia 28 de junho de 1969 ocorreu em Nova York a revolta de Stonewall que se tornou um dos marcos ao pensarmos no assunto. Na época, um grupo de jovens que frequentava um bar gay, resolveu enfrentar a polícia por já estarem cansados de serem agredidos e insultados. O grupo permaneceu confinado no bar durante vários dias e rapidamente uma multidão começou a apoiar o movimento. O dia é tão importante que foi escolhido para representar o dia do orgulho LGBT.

O movimento recém completou 50 anos e ainda há muita coisa a ser feita. Apesar de hoje as coisas estarem um pouco melhores e as pessoas mais esclarecidas acerca do tema (alguns, infelizmente, nem tanto), o Brasil ainda é um dos países mais homofóbicos do mundo. 

Pensando nisso, pensei em trazer aqui pra vocês uma listinha com alguns livros que trazem a temática LGBTQ+ à tona de uma maneira leve e divertida e também para mostrar que amor é amor, independente de cor, credo, raça ou sexualidade. Hoje em dia o tema tem ganhado cada vez mais reprodução e notoriedade e na literatura não seria diferente. Sejam autores nacionais ou estrangeiros, grandes best sellers ou romances pouco divulgados, é muito importante que o tema seja cada vez mais discutido e levado à conhecimento das pessoas para que possamos enfim chegar à uma sociedade justa e igualitária para todos, sem distinções.

Livro 1: Com Amor, Simon
Autor(a): Becky Albertalli
Editora: Intrínseca
Gênero: Romance
Páginas: 270
Sinopse: Simon Spier tem dezesseis anos e é gay, mas não conversa sobre isso com ninguém. Ele não vê problemas em sua orientação sexual, mas rejeita a ideia de ter que ficar dando explicação para as pessoas — afinal, por que só os gays têm que se apresentar ao mundo? Enquanto troca e-mails com um garoto misterioso que se identifica como Blue, Simon vai ter que enfrentar, além de suas dúvidas e inseguranças, uma chantagem inesperada.
Eu já falei sobre essa DELÍCIA de livro em um outro post aqui no site, então não tem muito pra falar sobre. Caso queiram mais detalhes e ler a crítica e resenha completas, basta clicar aqui. É uma leitura leve, dinâmica, divertida, reflexiva e de aquecer o coração. Becky é uma ótima autora e ela sempre procura escrever sobre temas bem difíceis dessa maneira leve e descontraída.

Livro 2: Will & Will
Autores: John Green, David Levithan
Editora: Galera Record
Gênero: Romance, comédia
Páginas: 352
Sinopse: Em uma noite fria, numa improvável esquina de Chicago, Will Grayson encontra... Will Grayson. Os dois adolescentes dividem o mesmo nome e a dor do coração partido. Um Will é amigo do mais expansivo gay de sua escola. O outro precisa explicar à própria mãe sua orientação sexual. Até que Tiny, o melhor amigo gay do primeiro Will, acaba se tornando o possível amor do outro Will. Apesar das origens completamente diferentes, esses inesperados encontros fazem com que os meninos de mesmo nome estejam prestes a embarcar juntos em uma aventura de épicas proporções. Amor adolescente, intriga, raiva, sofrimento e amizade. Tudo isso temperado com doses maciças de comédia.

Eu conheci esse livro através de um desafio de um clube do livro que participei alguns anos atrás. Em um primeiro momento, logo torci o nariz, porque não sou lá muito fã de John Green e muito menos de romance, no entanto, fui pego de surpresa. A história é muito engraçada e bem desenvolvida, além de criar altas ironias com os tabus da nossa sociedade e brincar com essa ideia de estereótipos que temos. É um livro super fácil de ser lido e muito fluído e eu garanto que você vai dar boas risadas. 

Livro 3: O Ano em Que Morri em Nova York
Autor(a): Milly Lacombe
Editora: Planeta
Gênero: Romance, comédia
Páginas: 256
Sinopse: Casada com a mulher que ama, ela suspeita de que tenha sido traída durante uma de suas viagens de negócios. A angústia de não saber o que se passa, o medo de perguntar, desconfiança e a dúvida, que nunca tiveram espaço na relação – considerada perfeita pelos amigos –, agora rondam o casal. Mas será mesmo que a traição existiu? Ou era o amor que estava minguando? O ano em que morri em Nova York não é só a história de um casamento desfeito por conta de uma suposta traição. Estas páginas trazem a trajetória de uma mulher desde a sua redescoberta até o doloroso rompimento. Uma mulher que assume sua orientação sexual tardiamente, e que luta para fazer a família entender, os amigos apoiarem e os colegas de trabalho aceitarem.
O romance de estreia da jornalista que se transformou em uma das vozes mais ativas na comunidade LGBT traz uma história autobiográfica muito tocante e profunda. Apesar da boa dose de humor que o livro possui, é uma leitura que toca em assuntos bem sérios, principalmente a dificuldade em assumir sua sexualidade para os membros da família. Assuntos como traição e as dificuldades de uma vida a dois também são abordados e a escrita de Milly é maravilhosa. Mesmo sendo um livro um pouco mais sério do que os outros dois anteriores, diria que é uma leitura fundamental. 

Livro 4: Um Milhão de Finais Felizes

Autor(a): Vitor Martins
Editora: Globo Alt
Gênero: Romance
Páginas: 352
Sinopse: Jonas não sabe muito bem o que fazer da vida. Entre suas leituras e ideias para livros anotadas em um caderninho de bolso, ele precisa dar conta de seus turnos no Rocket Café e ainda lidar com o conservadorismo de seus pais. Sua mãe alimenta a esperança de que ele volte a frequentar a igreja, e seu pai não faz muito por ele além de trazer problemas.Mas é quando conhece Arthur, um belo garoto de barba ruiva, que Jonas passa a questionar por quanto tempo conseguirá viver sob as expectativas de seus pais, fingindo ser uma pessoa diferente de quem é de verdade. Buscando conforto em seus amigos (e na sua história sobre dois piratas bonitões que se parecem muito com ele e Arthur), Jonas entenderá o verdadeiro significado de família e amizade, e descobrirá o poder de uma boa história.

Livrinho nacional aqui na lista. ♥ Lançado em 2018, ainda não tive a oportunidade de ler, mas conheço pessoas que amaram a história entre Jonas e Arthur. O livro aos poucos tem conquistado seu espaço e ganhado público e sei que a narrativa traz ótimos debates sobre preconceito, auto aceitação, entre outros. Já está na minha lista de leituras e não vejo a hora de começar!

Agora eu vou pedir um favorzinho pra vocês: Deixa aqui nos comentários algum livro cuja a narrativa seja voltada a temática LGBTQ+. Vamos ampliar nosso conhecimento e entrar em contato com histórias divertidas e diferentes das que estamos acostumados a ler. Eu espero do fundo do meu coração que tenham gostado da postagem e nos vemos daqui um tempinho.

Até breve!

Share
Tweet
Pin
Share
No comentaram

Ei! Tudo bem?
Espero que sim :)

'Prometo que juro' que não vou inventar desculpas sobre o meu desaparecimento no blog e nas redes sociais, não vou falar nem sobre isso agora. Hoje é dia da Cecília tomar vergonha na cara e resenhar um livro que fala sobre a Segunda Guerra Mundial de uma maneira completamente inovadora. Vocês já viram um romance histórico que é ao mesmo tempo uma ficção científica? Pois é!

Autor(a): Kurt Vonnegut
Editora: Intrínseca
Gênero: Ficção científica
Páginas: 288
Sinopse: O humor e estilo únicos e originais de Kurt Vonnegut o fizeram um dos escritores mais importantes da literatura norte-americana. Sarcástico, ele foi capaz de escrever sobre a brutal destruição da cidade de Dresden, na Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial — sem apelar para descrições sensacionalistas. Em vez disso, criou uma história imaginativa, muitas vezes engraçada e quase psicodélica, estrategicamente situada entre uma introdução e um epílogo autobiográficos. Assim como Billy Pilgrim, o protagonista de Matadouro-Cinco, Vonnegut testemunhou como prisioneiro de guerra, em 1945, a morte de milhares de civis, a maior parte deles por queimaduras e asfixia, no bombardeio que destruiu a cidade alemã. Billy tinha sido capturado e destacado para fazer suplementos vitamínicos em um depósito de carnes subterrneo, onde os prisioneiros se refugiaram do ataque dos Aliados. Salvo pelo trabalho, depois de ter visto toda sorte de mortes e crueldades arbitrárias e absurdas, Billy volta à vida de consumo norte-americana e relata sua pacata biografia, intercalando sua trajetória aparentemente comum com episódios fantásticos de viagens no tempo e no espaço. Ao capturar o espírito de seu tempo e a imaginação de uma geração — afinal, o livro foi publicado originalmente em 1969, em plena guerra do Vietnã e de intensos protestos e movimentos culturais —, o livro logo virou um fenômeno e sua história e estrutura inovadoras se tornaram metáforas para uma nova era que se aproximava. Ao combinar uma escrita cotidiana, ficção científica, piadas e filosofia, o autor também falou das banalidades da cultura do consumismo, da maldade humana e da nossa capacidade de nos acostumarmos com tudo. Qualquer semelhança com a atualidade não é mera coincidência.

Antes de iniciar o resumo da obra em si, preciso dizer algumas coisas sobre o autor Kurt Vonnegut. Ele propõe para si mesmo a criação de um livro sobre a Segunda Guerra Mundial, porque Vonnegut viveu a Segunda Guerra, foi soldado e estava presente no bombardeio de Dresden, uma cidade alemã. Entre os dias 13 e 14 de fevereiro de 1945, Dresden sofreu um ataque pelas forças aliadas que destruiu 39 quilômetros da cidade, estima-se que 130 mil pessoas morreram. Nesse período Kurt Vonnegut era prisioneiro dos nazistas e, inacreditavelmente, sobreviveu ao ataque aéreo. Mesmo sendo autor de ficção científica, Vonnegut embarca na criação de um romance histórico.

E é sobre isso o primeiro capítulo do seu livro intitulado Matadouro-Cinco. Com pensamentos confusos e com vários cortes (propositais) entre as páginas, Vonnegut dá seu relato para a criação da sua obra e justifica o motivo do subtítulo ser A Cruzada das Crianças. Promete também que esse não será um livro que fará com que as pessoas apreciem a guerra, o que foi crucial para o ano de sua publicação, 1969, em que ocorria a Guerra do Vietnã.

Assim, é no segundo capítulo de Matadouro-Cinco que Vonnegut nos apresenta o protagonista Billy Pilgrim, ex-soldado de guerra que surpreendentemente sobreviveu a séries de infelizes eventos da Segunda Guerra, dentre eles o bombardeio de Dresden. Ao voltar para casa, Billy tem a sua vida normal, se torna optometrista e se casa. Porém, o que chama a atenção do leitor para a vida pós-guerra de Billy é que ele se diz solto no tempo desde um episódio da guerra, além disso, Pilgrim afirma que na noite do casamento de sua filha ele foi abduzido por extraterrestres e foi colocado em um zoológico pelos habitantes de Tralfamador.

É dessa maneira que o livro pega o leitor e o conduz ao imaginário de experiências vividas por Billy Pilgrim em diversos momentos de sua vida.

"- Bem vindo a bordo, senhor Pilgrim - anunciou o alto-falante. - Alguma pergunta?
- Por que eu?
- É uma pergunta bem terráquea, senhor Pilgrim. Por que você? Por que nós, a propósito? Por que qualquer coisa? Porque esse momento simplesmente é."

Como especial aos 50 anos de publicação de Matadouro-Cinco, a Editora Intrínseca fez essa edição que está muito especial para os fãs do autor. Como parceiros da editora, o livro chegou a minha casa no mês do lançamento e eu o ignorei por bastante tempo, inclusive, mesmo começando a leitura preferi adiar. Isso porque Matadouro-Cinco é uma das obras mais confusas e conflitantes que eu já li. Peguei o livro esperando uma experiência histórica e no final também ganhei uma ficção científica.

Demorei muito mais do que pretendia para finalizar a leitura, mas quando isso aconteceu eu achei que a minha cabeça fosse explodir, o que é 100% culpa do autor. Vonnegut cria uma história em que sua intenção é fazer com que o leitor consiga entrar na cabeça de Billy, que consiga sentir um pouco de seus pensamentos, então o livro se torna uma grande aventura psicodélica ao mundo de um personagem apático e perdido em si mesmo.

Os eventos da vida de Billy não são narrados em ordem cronológica, até porque Pilgrim está solto no tempo, o que significa que enquanto ele vive o presente da guerra ele pode voltar ao seu nascimento e ver ao mesmo tempo a sua morte.

"Entre as coisas que Billy Pilgrim não podia mudar estavam o passado, o presente e o futuro."

Sou uma devoradora de romances históricos e posso dizer que como experiência pessoal esse foi o que mais inovou e cumpriu exatamente com o que prometeu desde o início das páginas: esse é um livro sobre guerra, você não vai a querer quando souber como realmente é.

Talvez seja a vivência do autor com o assunto ou o tanto que ele se aproxima de seu protagonista, mas o fato indiscutível é que, mesmo por entrarmos na cabeça de um personagem questionável em sua sanidade, Vonnegut transmite verdade.

Matadouro-Cinco não idealiza a guerra, não cria um lado bom ou um lado ruim, não cria heróis e a última coisa que você vai ver dentro desse livro é uma romantização dos soldados. O que é simplesmente sensacional.

As personagens são, na verdade, representações reais. Ignorando um pouco o protagonista, temos algumas aparições durante a obra de soldados e criaturas extraterrestres, alguns representam o ideal de patriotismo imposto pelos países que estavam na guerra, outros o medo, os sacrifícios e a dureza que se resume na frase mais repetida do livro: "é assim mesmo". Estes personagens são colocados como mais alguns que foram levados pela guerra, não tem como criar empatia por eles sendo tudo tão passageiro.

Voltando para Billy e suas experiências que são relatadas em Matadouro-Cinco. Ele é o protagonista mais apático das histórias que eu já li, ele só é, porque simplesmente é. O interessante e o que faz com que o leitor queira terminar a história é o que o autor faz com seu personagem e as grandes metáforas presentes nas viagens do tempo de Billy, na sua abdução, nos eventos que viveu da guerra. Vonnegut trabalha tudo de forma cruel, deixa até de lado a parte de ficção científica e se concentra mais nos sentimentos e emoções de Billy, as personagens de Tralfamador são um ponto a mais, apenas uma escada para a grande ideia que Vonnegut tem com seu livro: mostrar os traumas de Billy no pós-guerra.


"Seguiam em fila indiana. Primeiro iam os soldados: espertos, elegantes, silenciosos. Carregavam rifles. Em seguida, ia o artilheiro antitanque: desajeitado e lento, espantando alemães com uma Colt.45 automática numa das mãos e um faca de trincheira na outra. Por último ia Billy Pilgrim, de mãos vazias, tristemente pronto para morrer."

Não acredito que seja um livro para todos os leitores, não porque é uma leitura difícil, o livro não é nenhum pouco complexo, mas é uma obra confusa até sua metade. Estar dentro do imaginário de Billy é um pouco assustador e provavelmente foi por isso que eu demorei tanto a pegar o ritmo da leitura até as 100 primeiras páginas. Isso não é um problema na história se você está disposto a embarcar nessa leitura. O final vale a pena e tudo o que eu posso dizer é que se você começou e se sentiu extremamente curioso, por favor, termine, Vonnegut consegue surpreender o leitor até a última página de Matadouro-Cinco.

"Billy chorava muito pouco, embora visse muitas coisas merecedoras de lágrimas."

Nota: 5/5 ♥ 
*Livro cedido em parceria com a Editora* 

Compre Matadouro-Cinco | Amazon | Saraiva

Um beijo e paz no coraçãozinho de vocês! ✩

Share
Tweet
Pin
Share
6 comentaram

Olá, amigos!


Tudo bem com vocês? Espero que sim!

Hoje estou trazendo mais um livro em parceria com a Editora Intrínseca aqui pra vocês. Eu não cheguei a fazer nenhuma resenha para O Homem De Giz que é da mesma autora, mas apesar dos problemas e ressalvas que tive durante a leitura, estava muito animado para ler seu novo romance, O Que Aconteceu Com Annie. O livro foi cedido pela editora e gostaria de agradecer mais uma vez pelo carinho e por essa parceria incrível. A edição segue o mesmo padrão de excelência que já estamos acostumados a ver e acompanhar o capricho da editora com seus leitores. ♥

Autor(a): C. J Tudor
Editora: Intrínseca
Gênero: Thriller
Número de Páginas: 284
Sinopse: Quando Joe Thorne era adolescente, sua irmã mais nova desapareceu. Vinte e cinco anos depois, um e-mail anônimo o leva mais uma vez ao passado: “Eu sei o que aconteceu com sua irmã. Está acontecendo de novo.” Atolado em dívidas e bem longe do vilarejo onde cresceu, Joe precisa escapar das pessoas perigosas que estão atrás dele, mas também vê a oportunidade de resolver o que arrasta consigo há mais de duas décadas. Retornar a Arnhill parece a única opção. Mas voltar também significa abrir velhas feridas e reencontrar pessoas e lugares que ele nunca mais pensou que veria. Afinal, alguns segredos são grandes demais — e Joe não faz ideia de onde está se metendo.Neste suspense de ares sobrenaturais, o leitor é carregado por reviravoltas sombrias que o deixam na expectativa até o fim. O que aconteceu com Annie é uma viagem ao lugar mais escuro de um passado que precisa ser esquecido.

Quando li O Homem de Giz, lançado ano passado, eu automaticamente me apaixonei pela escrita da autora. C. J não perde tempo enrolando o leitor e eu acho isso a melhor coisa que um escritor pode fazer por seu público. Não existe nada mais "balde de água fria" do que pegar um livro repleto de capítulos enrolados, cheio de informações desnecessárias e que acrescentam pouco (ou nada) para a história. Fiquei muito feliz de ver que essa característica da escrita da autora está presente em seu novo romance e tudo acontece de maneira muito dinâmica. Em O Que Aconteceu com Annie, iremos conhecer a história de Joe Thorne, um professor de inglês que após o recebimento de um e-mail anônimo, se vê obrigado a retornar ao vilarejo de Arnhill onde passou sua infância e adolescência. Ele nunca superou totalmente o que aconteceu com sua irmã Annie, quando a mesma possuía 8 anos de idade. 25 anos depois, o professor tem a chance de acertar as contas com o passado e finalmente se livrar dos seus fantasmas e também parar o que está acontecendo mais uma vez no vilarejo. 

As pessoas dizem que o tempo é um ótimo remédio. Elas estão enganadas. O tempo é apenas uma grande borracha. Ele segue em frente sem nenhuma consideração, acabando com nossas lembranças, quebrando aqueles enormes rochedos de sofrimento até que não reste nada além de pequenos fragmentos pontiagudos, ainda dolorosos, mas pequenos o suficiente para serem suportados.

Assim como sua escrita extremamente ágil e objetiva, pude perceber que C. J também possui outra característica que muito me agrada: A mesma opta por trazer em seus livros personagens desconstruídos e que fogem do padrão de mocinhos que vemos em muitas obras por aí. Joe é um professor frustrado que nunca conseguiu superar os traumas vividos em Arnhil. Ele possui problemas com bebidas e com jogos de azar e como resultado, deve muito dinheiro a um agiota chamado Gordo. Sem dinheiro e sem qualquer perceptiva de um futuro decente, Joe resolve voltar para sua cidade natal em busca de paz e um encerramento para tudo que o afeta, mesmo após passar tantos anos. O personagem, por diversas vezes entra em um conflito muito grande consigo mesmo entre fazer o que é moralmente certo e fazer o que ele realmente deseja. Joe possui sentimentos muito reais e que são muito palpáveis que ajudam na identificação com o leitor: Raiva, vergonha, luto, ódio. A autora consegue aproximar muito os personagens ao leitor e acho isso incrivelmente bacana.


Os capítulos da história vão sendo intercalados entre o presente e o ano de 1992 em que são narrados o período que Joe era adolescente. Aos poucos, são dadas dicas e somos apresentados ao que de fato aconteceu com sua irmã e seus terríveis desdobramentos. Ao meu ver, essa escolha entre narrar presente e passado de forma paralela ajuda a ilustrar e justificar os comportamentos de Thorne. A autora possui uma ótima escrita e é capaz de criar ótimas histórias. O Que Aconteceu com Annie traz os mesmos elementos que O Homem de Giz, mas isso não significa que a autora bebeu da mesma fonte e trouxe o famoso cópia e cola e traz uma história nova e atraente para os leitores, contudo, nesse ponto reforço que encontrei os mesmos problemas no desenvolvimento da narrativa, a mesma coisa que senti lendo seu livro anterior. A autora tem ótimas ideias, mas peca na execução, trazendo situações e eventos questionáveis e sem muita coerência com a proposta criada. O que senti lendo é que C.J estava com pressa e precisava terminar a história e não se preocupou em criar um contexto para o que aconteceu na cidade.

...Mas quase ninguém fala sobre a morte, não é? É um segredo sujo. E ainda assim, de certa forma, a morte é a parte mais importante da vida. Sem ela, nossa existência seria impensável.

Não irei me aprofundar muito nesse sentido, mas o livro possui alguns elementos sobrenaturais que foram totalmente inesperados para mim, mas no entanto, não foram bem aproveitados e soaram deslocados com a narrativa. Eu não tenho o menor problema com histórias sobrenaturais, muito pelo contrário, eu amo e acho que a solução encontrada pela autora é muito boa, porém ela deveria ter focado mais na inserção desses elementos na história e não simplesmente jogá-los na trama. Outra coisa que agrava muito essa situação é que tal evento muito se assemelha ao icônico Cemitério Maldito do mestre King. O livro ser lançado no ano em que o remake da obra chega as telonas foi ousado, pois é natural que as pessoas busquem mais informações sobre a outra e é automático realizar tais comparações entre as obras. Para os leitores mais atentos, também é fácil descobrir os mistérios que permeiam a obra antes mesmo deles serem apresentados e confesso que isso me deixa um pouco frustrado, em contra partida, a revelação sobre a identidade do Gordo foi totalmente inesperada e até agradável. Novamente reforço que a autora é mais do que capaz de criar algo realmente impactante e inesperado.

Mesmo com alguns problemas encontrados com relação a construção da narrativa, O Que Aconteceu com Annie é um ótimo livro de uma ótima autora. Eu realmente me simpatizo muito por C.J e acho uma das melhores autoras da atualidade, principalmente por sua escrita impecável e sombria. Poucos autores conseguem atingir tão diretamente seus leitores como ela e é realmente uma delícia ler seus livros, mesmo que possuam temas tão pesados. Suas duas obras foram trazidos pelo Brasil através da Editora Intrínseca e vamos esperar logo pelos próximos lançamentos. Definitivamente irei ler!


Espero que vocês tenham gostado da resenha de hoje, pessoal! Não se esqueçam de deixar seu comentário com qualquer dúvida, crítica, sugestão aqui em baixo e compartilhar a resenha para aquele seu amigo que adora um bom livro de suspense. Até breve!

Esse é o problema com a vida. Ela nunca dá um aviso. Nunca oferece nenhum indício, por menor que seja, de que um momento pode ser importante. Você pode querer torná-lo mais longo, saboreá-lo. A vida nunca nos permite saber que algo vale a pena ser guardado até o último minuto.

Nota: 3,0/5,0 
Livro cedido em parceria com a Editora Intrínseca.

Compre O Que Aconteceu com Annie: Amazon
Share
Tweet
Pin
Share
5 comentaram

Aloha!

Como vocês estão?

Essas últimas semanas foram bem corridas e estressantes. É muito difícil conciliar estudos, trabalho, vida pessoal, livros, séries, manter as redes sociais atualizadas, dormir 8 por dia e acordar segunda-feira de manhã sorrindo, ainda mais com seu TCC batendo à porta. Sei que essas semanas a frequência das postagens caíram drasticamente, mas sei que vocês também possuem seus afazeres e correrias e vão nos entender, não é mesmo? 

Pois bem, essa semana resolvi entrar de "férias" e me permiti diminuir o ritmo e relaxar um pouco. As coisas estão fluindo bem e agora estou um pouco menos ocupado. Sábado à tarde, depois de quase dois meses sem sequer pensar em Netflix, entrei em seu catálogo e me deparei com ótimas surpresas de conteúdos originais que me chamaram muita atenção e que são ótimas pedidas para fazer uma maratona em dias chuvosos (dias de sol também, qual o problema?)

Pois bem, eu ainda não as assisti e não sei se de fato são boas, portanto, resolvi trazer pra vocês uma lista com algumas produções recentes que chegaram à Netflix e que merecem um voto de confiança da nossa parte. À medida que for assistindo, irei trazendo as críticas aqui pra vocês, combinado? 


1: Dilema 



Título Original: What/if
Ano de Lançamento: 2019
Direção:Mike Kelley
Gênero: Suspense
Número de episódios: 10 episódios | 50 min
Sinopse: Anne (Renée Zellweger) é uma mulher enigmática e poderosa que fará uma proposta inusitada para um jovem casal com problemas financeiros. Apesar de ser sedutora e carismática, ela esconde grandes segredos sobre algo que aconteceu em sua juventude.

Tão enigmática quanto a sua capa e título, não encontrei nenhuma sinopse na internet que revelasse muita coisa a respeito da trama. Eu vi o trailer e parece ser aquele tipo de produção que você vai querer largar tudo pra assistir e a cada episódio novos mistérios são acrescentados. O elenco é fantástico e conta com a ganhadora do Oscar, Renée Zellweger. Como um bom amante de suspense, não poderia deixar de fora da minha lista. A série estreou no dia 24 de maio e as pessoas estão simplesmente amando. Curiosidade à mil pra ver!


2: Alto Mar  


Título Original: Alta Mar
Ano de Lançamento: 2019
Direção:Gema R. Neira, Ramón Campos
Gênero: Mistério, Suspense
Número de episódios: 8 episódios | 40 min
Sinopse: Duas irmãs descobrem segredos familiares e perturbadores depois de uma série de mortes misteriosas em uma viagem de navio entre a Espanha e o Brasil em 1940.


Ainda me mantendo na categoria de suspense e mistério, temos aqui mais uma produção original espanhola. Depois do sucesso de La Casa de Papel, dona Netflix está investindo pesado em trazer produções dos quatro cantos do mundo para gente. Em Alto Mar, senti uma pontinha de inspiração na Rainha do Suspense Agatha Christie em que um assassinato é cometido em um navio durante uma viagem e todos os tripulantes são culpados até que se prove ao contrário. A série, por ser adaptada nos anos 40 tem toda aquela vibe vanguardista e pelo que vi no trailer, a produção tá caprichada. Mais uma dica valiosa pra você anotar aí.


3: Disque Amiga para Matar 



Título Original: Dead to Me
Ano de Lançamento: 2019
Direção: Liz Feldman
Gênero: Suspense, Comédia
Número de episódios: 10 episódios | 30 minutos
Sinopse: A história da grande amizade que surge entre Jen, que ficou viúva depois da morte do marido em um acidente de carro, e Judy, uma mulher moderna e de mente aberta que esconde um grande segredo.

Eu sei que suspense e comédia são praticamente antagonistas, mas pelo que pude ver do trailer, a série sabe mesclar muito bem os dois elementos com muito humor ácido. As protagonistas são simplesmente maravilhosas e sou fã da Christina Applegate desde sua aparição em Friends (essa é velha, hein?). Acredito muito no potencial da série e acho que vai ser um bom divertimento. O melhor de tudo é que os episódios são curtinhos, quase como uma sitcom e dá pra ver no intervalo do almoço. :) 


4: The Society




Título Original: The Society
Ano de Lançamento: 2019
Direção: Christopher Keyser
Gênero: Drama, Suspense
Número de episódios: 10 episódios | 60 minutos
Sinopse: Todo mundo desaparece da próspera cidade de West Ham, menos os adolescentes. Para sobreviver, eles vão ter de organizar a sua própria sociedade.

Outra série que não faço a menor ideia sobre o que se trata, pois o trailer é mega misterioso, assim como as sinopses que encontrei na internet. Sei que o tema de desaparecimento não é lá super original, mas a série vem ganhando destaque na internet e tenho amigos que ficaram simplesmente loucos por ela. A história irá girar em torno de um grupo de adolescentes (na verdade, os únicos sobreviventes da cidade) que se unem para sobreviver. De todas as séries da lista é a que menos estou animado para ver, mas mesmo assim, irei dar uma chance e espero ser surpreendido.

5: Chambers



Título Original: The Society
Ano de Lançamento: 2019
Direção: Leah Rachel, Akela Cooper
Gênero: Drama, Suspense, Terror
Número de episódios: 10 episódios | 60 minutos
Sinopse: Uma jovem sobrevive a um ataque cardíaco e começa a investigar quem doou para ela seu novo coração. Quanto mais ela se aproxima da misteriosa morte da sua doadora, mais ela começa a perceber em si características da antiga dona do seu coração. Como se já não bastasse esses sinistros novos aspectos de sua personalidade, Nancy, a mãe da doadora, ainda a procura buscando forjar uma relação.

Aqui o negócio fica realmente louco e a Netflix mistura muitos elementos para a criação de Chambers, uma série que irá explorar a temática de doação de órgãos. Assim como Dilema, a série traz um ótimo elenco que inclui Uma Thurman que vive a mãe da doadora que busca agora criar uma relação obsessiva com a jovem que recebeu o coração da filha. A série me parece ser mega imersiva e assim como as demais que citei no texto, tem agradado aos fãs do gênero pela internet.


E aí, gostaram da lista? Vou dizer que agora que estou mais livre, vou mergulhar de cabeça nessas 5 histórias super diferentes e interessantes. Alguma série te despertou o interesse em ver? Tem algo diferente pra me indicar? Conta aqui pra mim nos comentários. Em breve trarei as críticas das séries que comentei acima.

Até breve!

Share
Tweet
Pin
Share
No comentaram

E aí, meus queridos!

Tudo bem com vocês?

Hoje é o dia de mais um Desafio King para vocês (inacreditável que já estamos no 5º post desse desafio, está passando muito rápido), mas dessa vez resolvi trazer algo diferente: Aproveitando o lançamento do filme O Cemitério Maldito, resolvi fazer a leitura do livro para o mês de maio e trazer um combo resenha/crítica. Iremos comentar sobre as duas obras, suas principais diferenças, o que foi bom, o que poderia melhorar... tudo no modelo que já estamos acostumados a fazer. Para tal, irei dividir esse texto em três partes: A primeira conterá uma mini resenha do livro "O Cemitério", a segunda, a crítica ao filme e na última parte, uma comparação sobre as duas obras. 

Vamos lá? 

Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Gênero: Terror
Número de Páginas: 424
Sinopse: Louis Creed, um jovem médico de Chicago, acredita que encontrou seu lugar em uma pequena cidade do Maine. A boa casa, o trabalho na universidade e a felicidade da esposa e dos filhos lhe trazem a certeza de que fez a melhor escolha. Num dos primeiros passeios pela região, conhecem um cemitério no bosque próximo à sua casa. Ali, gerações de crianças enterraram seus animais de estimação. Mas, para além dos pequenos túmulos, há um outro cemitério. Uma terra maligna que atrai pessoas com promessas sedutoras. Um universo dominado por forças estranhas capazes de tornar real o que sempre pareceu impossível. A princípio, Louis Creed se diverte com as histórias fantasmagóricas do vizinho Crandall. No entanto, quando o gato de sua filha Eillen morre atropelado e, subitamente, retorna à vida, ele percebe que há coisas que nem mesmo a sua ciência pode explicar. Que mistérios esconde o cemitério dos bichos? Terá o homem o direito de interferir no mundo dos mortos? Em busca das respostas, Louis Creed é levado por uma trama sobrenatural em que o limite entre a vida e a morte é inexistente. E, quando descobre a verdade, percebe que ela é muito pior que seus mais terríveis pesadelos. Pior que a própria morte - e infinitamente mais poderosa.

Apesar de terror ser um dos meus gêneros literários favoritos, eu ainda estou dando os meus primeiros passos em meio a esse universo fantástico. Muitos autores me chamam atenção, mas é claro, é impossível não lembrar de Stephen King e suas obras emblemáticas. Meu acervo de leituras do autor ainda é bem pequeno e por isso resolvi fazer esse desafio ao longo de 2019: Meu objetivo é, principalmente, conhecer e ler o máximo de obras do mestre que eu conseguir; para tal, resolvi começar a ler seus grandes clássicos e obras que marcaram toda uma geração. O Cemitério é justamente uma dessas obras Lançado em 1983 e mesmo com 36 anos de vida, a obra se mantém como uma das referências do gênero e é tido por muitos, como um dos melhores livros do autor. Mergulhei nessa história e minhas suspeitas se confirmaram: King foi extremamente feliz na confecção do enredo que traz muito terror, obviamente, mas também propõe ótimas reflexões sobre um tema tão mórbido como a morte.

Louis Creed se muda para uma pequena cidade do Maine (Claro que seria lá) em busca de uma mudança em seu estilo de vida. Ele era um badalado médico em Chicago, mas sentia falta de passar um tempo com sua esposa Rachel e seus filhos, Eillen e Gage. O médico então decide aceitar uma vaga no ambulatório da universidade e compra uma propriedade na cidade. Lá, Luis conhece o doce casal de idosos que vivem na casa ao lado, Jud e Norma Crandall e rapidamente as famílias se tornam amigas. Jud explica que a propriedade que adquiriram é muito antiga e seu terreno adentra as matas que cortam a região. Jud explica que na localidade há um antigo local em que as crianças utilizavam para enterrarem seus bichinhos de estimação falecidos chamado "Simitério dos Bichos". Jud explica que o nome está escrito errado por justamente ter sido escrito por uma criança. Obviamente a curiosidade da família é grande e não demora a irem conhecer o tal Simitério. Após um terrível acidente, o gato de sua filha chamado Church é atropelado e morto, e Judd guia Louis até o cemitério, achando que o animal seria enterrado na localidade. É aí então que o velho morador revela ao médico uma outra lenda local que dizia que, após a barreira que separava o cemitério dos bichos, existia uma outra parte que nenhum morador ousava se aproximar pois a terra era amaldiçoada. Tudo o que era enterrado nessa parte do cemitério, misteriosamente voltava a vida. Os dois então partem em busca desse local e enterram o gato. Na manhã seguinte, assim como prometido, Church está de volta à vida, mas não é como se fosse o mesmo gato. Louis, infelizmente não sabia o mal que havia despertado e tampouco que aquela seria sua última viagem até o antigo cemitério. 

Tentei fazer essa sinopse sem revelar muitos detalhes e que se tornam cruciais para o desenvolvimento da trama. Procurei apenas descrever a história de uma forma genérica para vocês entenderem a trama em que O Cemitério se passa. A história é muito densa e King sabe como ninguém trazer essa atmosfera de medo e apreensão e, é claro, muitos elementos sobrenaturais. Apesar de todo o lado de "fantasia", a história do livro se torna uma das melhores em minha opinião, pois é tudo muito palpável. A narrativa traz debates sobre a vida e morte, ciência e religião e, principalmente, a dor de perder alguém muito próximo e ter que lidar com isso. Como seguir em frente após sua vida ser despedaçada? Em vários momentos vemos os personagens em conflito e lidando com sentimentos muitos reais como a culpa, o medo, a raiva e o remorso. São sensações tão fortes e humanas que você se reconhece ali nas páginas. 

Obviamente, é um livro de terror e eu devo dizer, esse é O LIVRO DE TERROR que tanto ansiava por ler. Mesmo que você não seja um fã do gênero, com certeza já ouviu por aí sobre a fama do autor de construir ótimas histórias com finais terríveis. Em O Cemitério, eu tive o prazer de ler uma ótima história de terror que abordou um tema riquíssimo e de maneira exemplar, trouxe à tona esses debates tão humanos e reais e um desfecho arrebatador. Poucas vezes me senti em êxtase lendo algo do gênero e mesmo após terminar a leitura, os questionamentos se mantiveram em minha mente. A escrita de King é quase visual de tão explícita e cruel e não se enganem: Em alguns momentos é bem difícil continuar a leitura, mas digo sem pensar duas vezes: Se você procura um livro de qualidade, leiam sem medo (ou com muito medo, desculpe o trocadilho).

Título Original: Pet Sematary
Direção:Kevin Kolsch, Dennis Widmyer
Produtora: Paramount Pictures
Lançamento: 9 de maio de 2019
Gênero: Terror
Duração: 120 min
Sinopse: Uma família se muda para uma nova casa, localizada nos arredores de um antigo cemitério amaldiçoado, usado para enterrar animais de estimação, mas que já foi usado para sepultamento de indígenas. Algumas coisas estranhas começam a acontecer, transformando a vida cotidiana dos moradores em um pesadelo.


Três anos após o lançamento do livro, chegou as telonas, em 1986, a primeira versão de o Cemitério, batizada como Cemitério Maldito. Na época o filme foi uma febre e um fenômeno de bilheteria. Vale a pena lembrar que filmes do gênero começaram a se tornar cada vez mais populares graças ao lançamento em 1973 de um dos filmes mais lendários da geração, O Exorcista. Chegamos ao ano de 2019 e o remake, apesar da carinha renovada, se manteve bem próximo da versão original e traz diversas cenas idênticas à primeira versão.  Fui ao cinema cercado de expectativas mesmo após assistir ao trailer e perceber que fizeram mudanças imensas no roteiro com relação ao filme (falaremos mais a frente sobre). O longa basicamente traz a mesma premissa do livro e acho que os diretores souberam trabalhar muito bem com isso. A adaptação da cidade é fantástica e eu realmente me senti lendo ao livro e vendo os diversos cenários, como a universidade, a casa médico, o cemitérios, dentre outros. Algumas cenas foram realmente reproduzidas com fidelidade, principalmente as da primeira metade do filme. Estava confiante que teríamos ali uma ótima adaptação, porém, a coisa começou a desandar após a tal grande mudança no roteiro. A partir desse ponto, o filme resolve seguir por outra estrada e traz um roteiro um tanto quanto confuso e nada pertinente.



O longa soube aproveitar as tomadas de suspense pra criarem uma atmosfera densa e carregada, mas são em poucos momentos que tais cenas realmente causam impacto. Por ter finalizado a leitura na sexta-feira e ido ver o filme no dia seguinte, tudo estava muito fresco na minha cabeça e durante todo o filme fiquei me perguntando do porquê mudar tantas coisas que são ótimas (e cruciais para a trama). O final do longa foi totalmente repensado e não me convenceu, porém, para os meus amigos que não leram o livro, o resultado foi satisfatório. É um filme que te prende e diverte, contudo, creio que poderia ter sido bem aproveitado mesmo com as mudanças realizadas. O filme não consegue exprimir o sentimento de angústia e em algumas cenas senti exatamente a antítese do livro, com tomadas de pouco impacto e soluções pouco criativas.

Livro x Filme

Falar dessa parte sem fazer comparações e soltar spoilers, é inevitável. Se você pretende ler o livro ou ainda não assistiu o filme, recomendo fortemente que o faça antes de ler essa parte aqui. Volta aqui depois, não tem problema, mas aviso: Pode conter spoilers.

A primeira grande mudança que senti entre as obras foi na criação da relação entre Louis e seu vizinho, Judd. No livro, os dois são muito mais próximos e o médico acaba tendo no vizinho uma imagem paternal. Os dois são muito apegados, o que justifica o velho ter mostrado o tal cemitério para Louis para enterrar o gato. No filme a relação entre os dois é pouco explorada, sendo direcionada para a filha do médico, Eillen.

O que comentamos acima sobre trazer os questionamentos entre perda, luto, morte são pouco abordadas no filme e isso foi o que mais me decepcionou. A história do livro, em minha opinião, se torna tão emblemática por justamente permear a realidade com sentimentos tão humanos. O filme aborda de maneira superficial de maneira que não despertou a empatia, tal qual eu senti no livro, porém, gostaria de destacar um aspecto super positivo no filme: Rachel, a esposa de Louis sofreu um trauma muito grande quando criança, após ter que cuidar de sua irmã mais velha que sofria de uma grave doença degenerativa. A relação das duas foi tão traumática que após a perda da irmã, Rachel desenvolve uma forte fobia sobre a morte e qualquer tema relacionado a tal. Esse aspecto é fundamental para a construção da história e, em minha opinião, a forma que o filme se utilizou desse gancho foi superior ao do livro, trazendo uma Rachel ainda atormentada por visões da irmã, o que tornam suas atitudes e o sentimento de repulsa ainda mais pertinente. Outro ponto que vale o destaque é Church: A participação no longa foi tão satisfatória quanto no livro. Trouxeram o bichano da maneira mais sombria e asquerosa tanto quanto um gato morto-vivo deve parecer.


Não irei comentar muito sobre esse próximo tema, porém, não posso deixar em branco: A morte de um personagem em específico. Entre as duas obras ocorrem a mudança de quem morre e isso exerce impacto direto na direção que irão seguir. No filme com a mudança (e que não me agradou), acabam seguindo para um caminho meio de psicopatia e vingança, enquanto no livro, seguimos para o caminho mais sobrenatural em que se é explorado as lendas locais indígenas. Como citei mais acima, esse evento chave funciona como um divisor de águas em que as duas obras seguem por caminhos diferentes. O desfecho do filme adotado foi um SUPER clichê e apagou totalmente a originalidade com que a obra termina. Os diálogos do filme também são bem aquém do esperado, assim como as decisões que os personagens tomam são questionáveis.

Em suma, a adaptação é boa, com uma excelente direção de arte, fotografia e trilha sonora (com direito a música do Ramones nos créditos finais), mas que possui sérios problemas de coerência em seu roteiro. Apesar de bons momentos e ótimas cenas de suspense, o filme não foi capaz de trazer o impacto do livro, mas mesmo assim, diverte e te proporciona um susto ou outro. Se você não leu o livro, suas chances de gostar do filme são maiores (com exceção do final que é realmente péssimo)

No mais, deixo aí minha sugestão de leitura, espero que não tenha me excedido muito.


Dessa forma, minhas notas finais foram:

Livro: 5,0/5,0
Filme: 2,5/5,0

Espero que tenham gostado da resenha/crítica e fiquem ligados que teremos muito mais King por aqui em breve. Até lá! :)
Share
Tweet
Pin
Share
No comentaram
Foto: Gabriel Ferrari
Olá, pessoas! Tudo bem com vocês?

Eu sei, me perdoem pelo sumiço semana passada. Como alguns de vocês sabem, estou cada vez mais próximo de apresentar o meu TCC e as coisas ficaram um pouco caóticas em minha rotina. Não tenho tido muito tempo pra ler, mas prometo que estou acabando e vou recompensar vocês por todo o tempo perdido. Em meio ao turbilhão de problemas pessoais que tenho enfrentado nesses últimos meses e prazos cada vez mais curtos, encaixei a leitura do volume de estreia da saga escrita por Patrick Ness e trazida pelo Brasil pela editora Intrínseca em uma edição caprichada e de encher os os olhos. Mundo Em Caos foi o meu livro escolhido para maio em parceria com a editora e hoje vim falar um pouquinho dele para vocês.


Autor: Patrick Ness
Editora: Intrínseca
Gênero: Fantasia, ficção, distopia
Número de páginas: 445
Sinopse: Em um mundo pós-apocalíptico, uma infecção rara e perigosa causou o inimaginável: a morte de todas as mulheres. O mesmo germe fez com que os pensamentos dos homens se tornassem audíveis, e agora o caótico Ruído está por toda parte. É impossível guardar segredos no Novo Mundo.Todd Hewitt é o único garoto entre os homens da cidade de Prentisstown, e mal pode esperar para se tornar um deles. No entanto, o lugar esconde algo grave, capaz de mudar o futuro de Todd e do Novo Mundo para sempre. A apenas um mês de se tornar homem, um segredo impensável é revelado, e ele se vê forçado a fugir antes que seja tarde demais. Acompanhado por seu fiel escudeiro, o cachorro Manchee, ele empreende uma jornada repleta de perigos e se depara com uma criatura estranha e silenciosa: uma garota. Mas quem é ela? E por que não foi morta pelo germe como todas as mulheres?


A cidade de Prentisstown é uma colônia localizada no Novo Mundo e acredita-se ser a última cidade que ainda contém vida humana. O Novo Mundo é o nome que se dá para o planeta que os humanos ocuparam após fugirem da Terra. (Na narrativa principal não é explicado o motivo, mas em um conto extra no final do livro o tema é novamente abordado).  Nesse planeta, uma guerra entre os humanos e os Spackles, os nativos da região foi travada para a conquista de territórios e recursos naturais. Durante a guerra, os humanos acreditam que tais nativos selvagens liberaram um germe que contaminou toda a população, dizimando toda as mulheres da sociedade. A cidade de Prentisstown conta somente com 147 habitantes, sendo Todd Hewitt o único menino dessa colônia, uma vez que aos 13 anos de idade, os garotos tornam-se adultos. O germe, além de dizimar a população feminina, trouxe mais um efeito colateral: A perda do silêncio. Os sobreviventes agora são capazes de ouvirem os pensamentos de todas as pessoas e animais próximos, não havendo um minuto sequer de paz. Os pensamentos são denominados de "O Ruído" e é impossível esconder qualquer coisa da cidade, uma vez que seus pensamentos são compartilhado para todos. Em meio ao ensurdecedor mundo caótico dos pensamentos, Todd escuta um som no qual não está habituado em ouvir na floresta que cerca a cidade. Na verdade, se trata da ausência de Ruído. Silêncio. Após se embrenhar na mata com seu fiel cão, eles encontram algo totalmente inesperado. Uma mulher. A última. Rapidamente a história se transforma em uma busca pela verdade e Todd precisa proteger a estranha menina a todo custo. Junto os dois mergulham nos mistérios da cidade e descobrem coisas que, apesar de todo o Ruído na cidade, foram mantidos em segredo.

Quem é aquela garota? Como ela sobreviveu ao vírus? E porque ela não fala?

Eu fiquei muito surpreendido pela narrativa da história. Obviamente, em uma rápida leitura da capa e da sinopse você entende os principais elementos da narrativa, mas não esperava que a mesma fosse tão bem construída e narrada. Certamente como em qualquer distopia, Mundo Em Caos traz diversas críticas sociais e culturais e que o transforma em uma leitura de suma importância, tal como o aclamado O Conto da Aia. O Novo Mundo é totalmente governado por homens e mais uma vez há o debate da supremacia masculina. Nesse mundo criado por homens só existe guerra, destruição e derramamento de sangue. Aos poucos, os sobreviventes se tornam cada vez mais violentos, agressivos e autoritários. O prefeito da cidade é um homem que valoriza a guerra e o poder das armas e priva cada vez mais o acesso da população à educação. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. Os livros são queimados, não existem escolas e como resultado a população se torna cada vez mais cega e ignorante.  Assim como em Lua de Larvas, um outro livro do gênero e que eu AMO de paixão, o governante possui a clareza de que conhecimento é poder e a única forma de implantar seu governo autoritário é mantendo a população no escuro, sendo mais fácil dominar os habitantes de Prentisstown. Aqui nesse ponto possuímos um outro fator muito interessante pois através do padre Aaron, a religião é utilizada como ferramenta de dominação de forma a subjugar qualquer um que se opõe de maneira diferente do que eles querem. O livro passa uma mensagem muito forte a respeito da quebra da individualidade e isso é muito bem representado através do Ruído, barulho ensurdecedor que contém o pensamento de todos os homens da cidade. Se eu posso ouvir o que as pessoas pensam, eu posso controlar a forma como elas pensam e moldá-las de forma a acreditarem que as minhas verdades são as únicas verdades. Aqui cabe muito bem outra crítica a nossa sociedade atual, não concordam?

O ruído é o homem sem filtro, e, sem filtro, o homem é só caos em movimento.  

Como também já devem ter adivinhado, o livro aborda questões sobre feminismo e a luta por igualdade. Ao meu ver, não foi uma parte muito bem explorada, mas por se tratar de uma trilogia, acredito que nos próximos livros teremos esse movimento tomando mais força (tomara!). Em Mundo Em Caos também retrata as guerras de colonização e a forma como os verdadeiros habitantes da terra são tratados ao terem contato com o "estrangeiro". Vocês estudaram no ensino médio que Novo Mundo era exatamente a forma como os exploradores europeus denominaram o novo continente ao desembarcarem nas Américas. A visão do índio como inimigo, selvagem e ameaçador também fica muito clara, pois essa é a maneira exata que o prefeito descreve os  Spackles, os verdadeiros donos da terra. Mais uma vez a ganância e a sede ao poder e controle dos homens sendo abordados. Mundo em Caos soube misturar em igual medida as críticas a nossa sociedade com a fantasia da história de forma a trazer uma obra correta do início ao fim. Eu gostei demais da maneira com que Patrick escreve e a história me instigava a ler mais, mesmo em alguns momentos a narrativa ter sido um pouco lenta e cansativa. Os bons momentos se concentram nos capítulos finais do livro e que trazem diversas reviravoltas e abrem novas questões que serão discutidos nos volumes seguintes da série e que definitivamente irei ler.

Foto: Gabriel Ferrari


Mundo Em Caos é uma obra atual e que se propôs a colocar o dedo na ferida e apontar diversas falhas de nossa sociedade, governada quase que exclusivamente por homens que não querem nada além do poder. Com sua narrativa ágil, personagens bem construídos e que possui uma ótima história de ficção por trás, se torna um dos meus livros favoritos de 2019. A obra já possui seus direitos cinematográficos adquiridos e em breve, a adaptação chega às telonas. Fiquem ligados!


Livro cedido em parceria com a Editora Intrínseca.

Nota: 4,0  / 5,0  

Share
Tweet
Pin
Share
4 comentaram
Foto: Gabriel Ferrari

Olá, pessoas!

Tudo bem com vocês?

Não sei se acontece com vocês, mas toda vez que um mês se inicia, eu procuro me planejar e determinar algum objetivo para ser alcançado durante tal período. Como se já não participasse de desafios suficientes, enquanto arrumava minha estante em busca de espaço para minhas novas aquisições, me dei conta que possuo muitos livros da Editora Intrínseca a serem lidos e, portando, selecionei 5 deles para ler agora em maio. Não tenho a menor ideia se irei conseguir ler todos, mas prometo que irei tentar, até porque são livros super bem avaliados e as histórias me chamam muita atenção. Prometo fazer meu melhor e trazer ótimas resenhas aqui pro Cores. Palavra de escoteiro!


 Livro 1: Mundo Em Caos - Patrick Ness 



Autor: Patrick Ness
Gênero: Fantasia, Ficção, Distopia
Número de Páginas: 480
Sinopse: Em um mundo pós-apocalíptico, uma infecção rara e perigosa causou o inimaginável: a morte de todas as mulheres. O mesmo germe fez com que os pensamentos dos homens se tornassem audíveis, e agora o caótico Ruído está por toda parte. É impossível guardar segredos no Novo Mundo.Todd Hewitt é o único garoto entre os homens da cidade de Prentisstown, e mal pode esperar para se tornar um deles. No entanto, o lugar esconde algo grave, capaz de mudar o futuro de Todd e do Novo Mundo para sempre. A apenas um mês de se tornar homem, um segredo impensável é revelado, e ele se vê forçado a fugir antes que seja tarde demais. Acompanhado por seu fiel escudeiro, o cachorro Manchee, ele empreende uma jornada repleta de perigos e se depara com uma criatura estranha e silenciosa: uma garota. Mas quem é ela? E por que não foi morta pelo germe como todas as mulheres?


Pra quem acompanha meus textos aqui no site, não é surpresa nenhuma o fato que amo distopias. Nos últimos anos tenho lido muitos livros do gênero pois acredito que seja a melhor forma de fazer críticas a algo específico que envolva nossa sociedade. Mundo Em Caos foi enviado pela editora Intrínseca através de nossa parceria e eu fiquei SIMPLESMENTE apaixonado por essa capa. Gente, sério, o livro é lindo. Não quero falar muito sobre pois em breve haverá uma resenha especial aqui no site, mas estou muito curioso com essa leitura. O livro é o volume 1 da série Mundo Em Caos e seus direitos já foram comprados e em breve teremos a adaptação cinematográfica da obra.

Compre Mundo Em Caos: Amazon 



 Livro 2: Faca De Água - Paolo Bacigalupi

Autor: Paolo Bacigalupi
Gênero: Fantasia, Ficção, Distopia
Número de Páginas: 400
Sinopse: um futuro árido e tumultuado, em que a água ganhou o status de commodity mais valiosa, o direito de uso das fontes e dos rios é alvo de disputas ferrenhas. Uma guerra entre governos, órgãos públicos e empresários, na qual vale tudo. Enquanto advogados e burocratas armam-se com infinitos processos judiciais, mercenários e militares subjugam proprietários de terra, implodem estações de tratamento e interrompem o abastecimento de regiões inteiras.Nesse cenário surge Angel, um faca de água, um dos muitos mercenários com a missão de cortar e desviar o fornecimento de água a mando de quem paga mais. Lucy é uma jornalista premiada que decidiu revelar para o mundo a realidade da Grande Seca. Maria é uma jovem cuja vida foi destruída pelos efeitos das mudanças climáticas. Quando o direito de usar a água significa dinheiro para alguns e sobrevivência para outros, o que esses três personagens não sabem é que seu encontro é um marco que poderá mudar tudo. Um novo fiel da balança que sempre pendeu para o mesmo lado.Futurista, mas nada improvável, Faca de água é um thriller que perpassa por questões econômicas, ambientais e éticas numa narrativa que extrapola o gênero, daquelas que se lê de uma tacada só e depois leva-se um longo tempo assimilando.

O que disse sobre Mundo Em Caos, pode ser facilmente replicado aqui para Faca de Água que retrata a questão da falta de água no mundo. Uma distopia que não está tão longe assim da realidade, não é mesmo? Comprei o livro em uma promoção da Amazon fazem alguns meses e ainda não consegui arranjar um tempo para ler, mas tenham certeza que em maio será lido. 

Compre Faca De Água: Amazon



 Livro 3: O Livro dos Baltimore - Joël Dicker

Autor: Joël Dicker
Gênero: Suspense, Thriller
Número de Páginas: 412
Sinopse: Marcus Goldman teve uma juventude inesquecível em Baltimore, ao lado dos primos e dos tios, a parte bem-sucedida de sua família e que ele tanto admirava. Mas a felicidade aparente não condizia com a realidade e o dia do Drama marcou o destino fatídico e inesperado de todos aqueles que ele mais amava.Oito anos depois, Marcus ainda tenta montar o quebra-cabeça do Drama, lidar com as consequências e entender o que aconteceu. Desencavando o passado, reacendendo paixões e desvendando mistérios, ele decide escrever o próximo romance sobre sua família, numa tentativa de se libertar de antigos ressentimentos e redimir aqueles que foram punidos pelos infortúnios da vida.Rivalidade, traição, sucesso, paixão e inveja: abordando temas presentes na vida de todos nós, Joël Dicker constrói brilhantemente o retrato de uma juventude, destacando a força do destino e a fragilidade de nossas maiores conquistas.

Os livros do romancista suíço tem ganhado o mundo e feito grande sucesso, principalmente aqui no Brasil. Com esse livro, será meu segundo contato com o universo do autor, mesmo não tendo gostado tanto de A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert (resenha completa aqui). Tenho muita vontade de ler O Livro dos Baltmore até porque um dos melhores personagens de seu livro anterior está presente na narrativa. O autor recentemente lançou O Desaparecimento de Stephanie Mailer e também tenho muita vontade de ler. Todos os livros foram trazidos para o país através da editora Intrínseca, sendo o último volume lançado primeiramente no Clube Intrínsecos. Se quiserem saber um pouquinho mais sobre o clube de assinatura da editora, a Cecis já fez alguns posts falando a respeito. Para ler, basta clicar aqui e aqui.

Compre O Livro dos Baltimore: Amazon




Livro 4: Precisamos Falar Sobre Kevin - Lionel Shriver

 Autor: Lionel Shriver
Gênero: Drama, Thriller
Número de Páginas: 461
Sinopse: Aos 15 anos, o personagem Kevin mata 11 pessoas, entre colegas no colégio e familiares. Enquanto ele cumpre pena, a mãe Eva amarga a monstruosidade do filho. Entre culpa e solidão, ela apenas sobrevive. A vida normal se esvai no escândalo, no pagamento dos advogados, nos olhares sociais tortos.Transposto o primeiro estágio da perplexidade, um ano e oito meses depois, ela dá início a uma correspondência com o marido, único interlocutor capaz de entender a tragédia, apesar de ausente. Cada carta é uma ode e uma desconstrução do amor. Não sobra uma só emoção inaudita no relato da mulher de ascendência armênia, até então uma bem-sucedida autora de guias de viagem.Cada interstício do histórico familiar é flagrado: o casal se apaixona; ele quer filhos, ela não. Kevin é um menino entediado e cruel empenhado em aterrorizar babás e vizinhos. Eva tenta cumprir mecanicamente os ritos maternos, até que nasce uma filha realmente querida. A essa altura, as relações familiares já estão viciadas. Contudo, é à mãe que resta a tarefa de visitar o "sociopata inatingível" que ela gerou, numa casa de correção para menores. Orgulhoso da fama de bandido notório, ele não a recebe bem de início, mas ela insiste nos encontros quinzenais. Por meio de Eva, Lionel Shriver quebra o silêncio que costuma se impor após esse tipo de drama e expõe o indizível sobre as frágeis nuances das relações entre pais e filhos num romance irretocável.

Da série de livros com capas simples e altamente perturbadoras, Precisamos Falar Sobre Kevin é, definitivamente, o vencedor. Algo nessa capa me deixa desconfortável, porém, é uma das histórias que mais estou curioso para ler, inclusive acho que irei iniciar por ela. Aqui temos um relato denso de uma mãe que conta a história por trás de seu filho, sociopata que mata 11 pessoas na escola. Sei que não será um livro fácil, ainda mais tendo em vista que a narrativa é toda construída através da visão da mãe sobre os terríveis acontecimentos. Pelo que li pela internet, é um livro bem pesado e denso, porém, apesar de ser um thriller, infelizmente é uma realidade enfrentada por muitas pessoas diariamente. Mais detalhes em breve.

Compre Precisamos Falar Sobre Kevin: Amazon


Livro 5: Ordem Vermelha - Felipe Castilho

Autor: Felipe Castilho
Gênero: Fantasia
Número de Páginas: 438
Sinopse: Você destruiria seu mundo em nome da verdade? A última região habitada do mundo, Untherak, é povoada por humanos, anões e gigantes, sinfos, kaorshs e gnolls. Nela, a deusa Una reina soberana, lembrando a todos a missão maior de suas vidas: servir a Ela sem questionamentos. No entanto, um pequeno grupo de rebeldes, liderado por uma figura misteriosa, está disposto a tudo para tirá-la do trono. Com essa fagulha de esperança, mais indivíduos se unem à causa e mostram a Una que seus dias talvez estejam contados. Um grupo instável e heterogêneo que precisará resolver suas diferenças a fim não só de desvendar os segredos de Untherak, mas também enfrentar seu mais terrível guardião, o General Proghon, e preparar-se para a possibilidade de um futuro totalmente desconhecido. Se uma deusa cai, o que vem depois? Ordem Vermelha: Filhos da Degradação é o preâmbulo da jornada de quatro improváveis heróis lutando pela liberdade de um povo, um épico sobre resistir à opressão, sobre lutar contra o status quo e construir bravamente o próprio destino.  

Dos 5 livros da minha lista para maio, Ordem Vermelha é o mais diferente de todos por ser um livro de fantasia. Para quem não sabe, lá em janeiro eu fiz uma postagem falando sobre minhas metas literárias para o ano de 2019 e, dentre elas, tenho o objetivo de ler mais livros do gênero durante o ano. O livro do escritor brasileiro Felipe Castilho possui uma das melhores avaliações entre leitores amantes de fantasia e pelo que pude ver, é o primeiro volume da série que é altamente aclamada e elogiada. Curiosidade a mil!

Compre Ordem Vermelha: Amazon 
 
Agora é a sua vez: Você tem alguma meta para maio? Quer ler algum livro específico? Conta aqui pra mim nos comentários e me diga também dos 5 livros dessa lista, qual você leria. Vamos conversar sobre. Lembrando que podem sempre deixar sugestões de livros, irei ler com o maior carinho, quero muito expandir meus hábitos literários e ler coisas cada vez mais diferentes. ♥

Nos vemos próximo sábado e até lá!


Share
Tweet
Pin
Share
No comentaram
Newer Posts
Older Posts

About me

About Me


Ainda perdida e ainda tentando achar luz em textos alheios e palavras autorais. Amante de café, literatura, fotografia, cinema, viagens e amor.

Conteúdo

Resenha Série Cinema Viagem

recent posts

Blog Archive

  • ▼  2021 (1)
    • ▼  janeiro (1)
      • 5 formas de comprar livros com melhores preços!
  • ►  2020 (12)
    • ►  agosto (3)
    • ►  julho (2)
    • ►  junho (2)
    • ►  maio (3)
    • ►  abril (1)
    • ►  março (1)
  • ►  2019 (84)
    • ►  novembro (1)
    • ►  outubro (4)
    • ►  setembro (6)
    • ►  agosto (9)
    • ►  julho (6)
    • ►  junho (3)
    • ►  maio (3)
    • ►  abril (8)
    • ►  março (18)
    • ►  fevereiro (15)
    • ►  janeiro (11)
  • ►  2018 (111)
    • ►  dezembro (14)
    • ►  novembro (9)
    • ►  outubro (11)
    • ►  setembro (11)
    • ►  agosto (12)
    • ►  julho (10)
    • ►  junho (6)
    • ►  maio (8)
    • ►  abril (9)
    • ►  março (5)
    • ►  fevereiro (8)
    • ►  janeiro (8)
  • ►  2017 (43)
    • ►  dezembro (7)
    • ►  novembro (3)
    • ►  outubro (6)
    • ►  setembro (4)
    • ►  agosto (4)
    • ►  julho (4)
    • ►  junho (4)
    • ►  maio (4)
    • ►  abril (2)
    • ►  março (3)
    • ►  fevereiro (1)
    • ►  janeiro (1)
  • ►  2016 (6)
    • ►  dezembro (1)
    • ►  novembro (1)
    • ►  outubro (1)
    • ►  julho (2)
    • ►  abril (1)
FOLLOW ME @INSTAGRAM

Created with by BeautyTemplates