Foto: Cecília Justen
Ei! Tudo bem?
Espero que sim :)
Hoje, mais um clássico, mas infelizmente o último do ano. E nada melhor do que terminar com a amargura de Eça de Queirós pela Igreja Católica. O autor, que viveu em Portugal em um período em que a religião influenciava a vida de todos, via a ciência como uma grande solução, por isso vem O Crime do Padre Amaro, para chocar a sociedade e mostrar que o catolicismo da época era extremamente incoerente.
Abrindo o Realismo, sim uma das matérias de Literatura, Eça abandona todo o lado do Romantismo para nos mostrar o óbvio, o claro, não deixar brechas para idealizações e criticar toda a realidade. Ficou curioso? Vem comigo, mas venha preparado.
O Crime do Padre Amaro - Eça de Queirós
Sinopse: O autor adota um ponto de vista desapaixonado para narrar a história da infeliz Amélia, seduzida pelo inescrupuloso Amaro, que entra para o convento graças à imposição de uma nobre beata. Sem vocação alguma, o padre aceita o seu destino passivamente, mostrando absoluto desinteresse pela profissão que abraça sem entusiasmo, e termina pecando contra a castidade, traindo os votos proferidos na sua ordenação. Amélia, educada em um ambiente fervorosamente católico, acostuma-se a viver em um meio hipócrita. Sua atração pelo padre, pura paixão carnal que a desorienta e destrói, nasce da falta de referências morais e do desconhecimento completo do que seja o amor. Os burgueses, os aristocratas, os políticos, os sacerdotes são os vários componentes de um sistema social decadente e perverso. Os seres humanos não são indivíduos propriamente, mas temperamentos dominados pelo instinto e pelo meio social, que lhes determinam o modo de agir.

