• Início
  • Viagens
  • Resenhas
  • Cinema
    • Category
    • Category
    • Category
  • Autora
  • Contato
Tecnologia do Blogger.

365 Cores do Universo

facebook google twitter tumblr instagram linkedin
Foto: Gabriel Ferrari
Oi, gente!

Tudo bem com vocês? Espero que sim!

Um dos grandes benefícios da ampla utilização da internet e das redes sociais é conseguir aproximar pessoas que compartilham de gostos em comum com os seus. É sempre muito legal trocar experiências, dividir opiniões e poder compartilhar um pouquinho da paixão sobre livros com todos vocês. Estou dizendo isso pois foi justamente através do Instagram que o autor Marcos Gallão entrou em contato comigo para oferecer uma cópia do seu livro Manu, Ela, lançado em setembro do ano passado pela editora Autografia, e é sobre ele que vim falar um pouquinho dele pra vocês. Antes de mais nada, gostaria muito de agradecer ao Marcos pelo apoio, o carinho e a confiança no trabalho que trazemos aqui para o Cores, fiquei extremamente feliz e lisonjeado por essa "missão", ainda mais em ajudar de alguma forma com a divulgação do livro. Foi uma leitura extremamente prazerosa e reflexiva e espero conseguir fazer uma resenha que seja capaz de transmitir todos os sentimentos bons que eu tive lendo.

Vamos lá?


Autor(a): Marcos Gallão
Editora: Autografia
Gênero: Romance
Páginas: 193
Sinopse: Anna é uma adolescente de 15 anos que já sofre com as pressões da sociedade. Além de lidar com as insistentes cobranças de seus pais ao compará-la com seu perfeito irmão mais velho, a vida no colégio também não é fácil e ela se sente sozinha: Só quer escutar seus CDs e comer seus chocolates. Tudo parece inalteradamente chato, até que ela reencontra Manu: Uma amiga de infância que havia trocado de colégio. Junto com Manuela, vêm grandes descobertas, uma abertura de possibilidades, uma troca de expectativas e, até quem sabe, um primeiro e grande amor. 

Jovens, vocês não tem ideia do quão sortudo vocês são. Eu me senti um senhor de 80 anos agora, mas no auge dos meus 25 anos de vida (alguns bem vividos, outros nem tanto) eu digo com propriedade que há 10 anos atrás  a quantidade de livros que discutiam temas relacionados com a adolescência eram bem poucos. Nunca entendi o motivo das gerações passadas negligenciarem tanto o tema e tratarem como frescura ou "explosão de hormônios" os sentimentos dos jovens. Digo isso pois é uma fase extremamente complicada e decisiva para a nossa vida e, durante tal período, formamos o nosso caráter e vislumbramos os primeiros sinais do que de fato é viver. Acho que por ser tratar de uma fase intermediária, pois você não é nem criança e nem adulto, torna esse período tão conturbado e misterioso para alguns. São muitas dúvidas, incertezas, questionamentos e muitas vezes, o adolescente não sabe para quem redirecionar essas questões. É uma fase de descobertas diárias, de formações, aprendizagens e sentimentos à flor da pele. Começo o texto dessa forma, pois torno a bater na tecla de que representatividade é importante e acho louvável a iniciativa de autores que estão surgindo com propostas tão interessantes e irreverentes de tratarem temas que ainda são tabus. A adolescência é uma parte importante da vida, contudo, ainda pode ser um período divertido e extremamente gostoso para todos nós e é exatamente isso que o livro Manu, Ela retrata de forma tão simples. Quisera eu que em minha adolescência tivesse lido livros como esse, mas vamos parar de nostalgia antes que eu comece com o papo de: "Mas no meu tempo..."

Pra você, qual o aroma do amor?

Falando do livro em si, vamos conhecer a história de Anna, uma adolescente extremamente mal humorada e ranzinza (quem tem 80 anos agora, hein?). Ela, por diversos outros motivos, se sente perdida com relação ao seu futuro e não sabe muito bem que caminho seguir. Seus pais, diariamente a comparam com seu irmão mais velho, o prodígio da cidade e o motivo de orgulho da família inteira. Dimas Jr foi o garoto mais popular da escola e agora estuda em uma universidade fora da cidade, porém, Anna ainda se vê na sombra do irmão, sendo cobrada a obter os mesmos êxitos do irmão mais velho. Seu desempenho na escola não é ruim, porém, são aquém do esperado com relação as notas que o irmão tivera durante o mesmo período; Dimas, extremamente popular e paquerador. Anna, um zero a esquerda, cuja única amiga Beatriz a tira do sério. Como se a situação já não fosse ruim o bastante, sua mãe é extremamente controladora e rígida, principalmente com a alimentação da família e para Anna comer um singelo chocolate é preciso ter um estoque clandestino no quarto. Some isso a problemas de auto estima por não possuir a aparência que jovens da mesma idade possuem. "Você nunca irá encontrar um marido vestida desse jeito, Anna", sua mãe vive repetindo.

Foto: Gabriel Ferrari

A protagonista não sabe muito bem o que será do seu futuro. Ao contrário das outras pessoas, ela não tem certeza sobre que curso irá cursar na universidade e nem no que trabalhar e o sentimento de fracasso só cresce por conta das cobranças em ser uma pessoa que ela claramente não é. Os únicos prazeres que Anna tem são ouvir seus CDs de rock clássico e comer os chocolates escondidos de sua mãe, porém, após o reencontro com sua amiga de infância, Manuela, as coisas começam a mudar pra a adolescente. Além de fato ter encontrado uma amiga, Anna consegue sentir confiança em se abrir e contar o que de fato ela sente. Com Manu, ela sente que pode ser livre e ser exatamente quem ela é. Comer o que quer, ouvir o que quer, se vestir sem ser julgada, dentre outras coisas. A relação entre Anna e Manu se torna cada vez mais próxima e  as duas vão se aproximando cada vez mais e surge mais um novo conflito na vida de Anna: Como lidar com os sentimentos românticos recém descobertos pela amiga? 

Por uma rápida análise desse resumo, deu pra perceber que o livro toca em temas extremamente delicados para a nossa sociedade, mas que precisam urgentemente serem discutidos? Eu destaco alguns, como o controle dos pais, principalmente da mãe de Anna fica evidente a cada página e durante o livro e levantei muitas questões com relação a individualidade de cada ser. Até que ponto os pais podem e devem influenciar na criação dos filhos? Outro tema que me peguei horas e horas pensando sobre é a forma com que somos influenciados por meios externos a fazer coisas que não queremos. O pior de tudo é que muitas vezes acabamos fazendo uma faculdade que não gostamos ou trabalhando em algo que não é bem o nosso ramo justamente para agradar e satisfazer a necessidade de outros. A descoberta da sexualidade também é um tema muito confuso, principalmente durante a adolescência que ainda não sabemos muito bem do que gostamos. A narrativa do livro é bem simples e você consegue finalizá-lo em uma tarde, justamente por você se envolver e se reconhecer nas personagens. Eu, se pudesse categorizar Manu, Ela, diria que é um livro de verão, daqueles que você senta em um lugar com uma brisa gostosa, um copo de chá gelado e apenas curte o momento. Achei a escrita do Marcos bem objetiva e gosto da forma que ele construiu a história e passa por todos esses temas confusos de maneira tão gostosa de ler. O livro mescla muito bem as discussões que citei anteriormente com situações cotidianas, tudo escrito de maneira irreverente e divertida. Confesso que no início foi bem difícil em gostar da Anna, queria dar uns sacodes nela pra deixar de ser tão rabugenta, porém, com o avanço da narrativa, você entende tudo que a mesma passa e começa a se reconhecer um pouquinho na personagem. 

Foto: Gabriel Ferrari

A versão que recebi do Marcos ainda vem com alguns marcadores e cartões lindíssimos e eu simplesmente amei o projeto gráfico do livro. A diagramação e tamanho da fonte são bem agradáveis para ler, além das páginas também serem ilustradas com a temática do livro. Tudo isso torna a experiência de ler Manu, Ela ainda mais rica e com certeza é um livro que ganhou um lugarzinho especial no coração. Conversei um pouco com o autor a respeito e fiz algumas perguntas que vou deixar aqui embaixo para vocês, caso seja do interesse em ler.  Acho esse tipo de abordagem super bacana, principalmente por conhecer um pouquinho melhor o Marcos e as motivações por trás da história. Espero que gostem.


Cores: Quais foram as suas principais motivações pra escrever a história de Manu, Ela?
Marcos: O livro “Manu, ela” surgiu de uma brincadeira com uma amiga. Ela me propôs um desafio sobre criação de personagens – não criar um personagem que correspondesse com minha realidade. Foi assim que nasceu Anna e toda sua história. Diferente do autor, Anna possui somente 15 anos e ainda está descobrindo quem ela pode ser e as aventuras de um primeiro amor.
Cores: Como foi o processo de escrita? Encontrou alguma dificuldade no caminho? E as partes fáceis?
Marcos: Foi muito rápido, a escrita do livro foi concluída em menos de um mês. Não tive nenhuma dificuldade durante a criação da história. Parecia que tudo já estava pronto dentro da minha cabeça. 
Cores: Qual das protagonistas você se identifica mais? Anna ou Manuela? Por quê?
Marcos: Anna com certeza tem muito do que já fui e eu adoro todos seus pontos negativos que a fazem parecer um personagem mais real e humano. Hoje me vejo mais parecido com a Manuela e seu jeito curioso e atrevido. 
Cores: Na sua adolescência como você lidava com qualquer questionamento ou dúvida que tivesse sobre qualquer assunto? Você recorria a seus pais, à escola ou a algum amigo?
Marcos: Eu era muito tímido na minha adolescência. E dificilmente conversava com meus pais sobre minhas emoções. Por sorte sempre tive ótimos amigos com quem me lembro que mesmo muito jovem (12 anos) já passávamos horas falando sobre nós e nossos sentimentos. Quero aproveitar o espaço e agradecer a eles. Obrigado a todos que já dedicaram um tempo para uma boa conversa de amigo. 
Cores: Qual foi a melhor parte em escrever Manu, Ela? Você se divertiu no processo de criação da história e das personagens?
Marcos: Me diverti muito. A melhor parte de escrever Manu, Ela foi estar ainda mais em contato com meus melhores amigos. Douglas e Mariana foram amigos que me acompanharam em todo o processo de criação de cada capítulo como meus leitores beta. Era maravilhoso sair do trabalho e falar com cada um deles sobre o que eles esperavam do meu livro. Foi uma grande ajuda para o desenvolvimento da história e de cada personagem. 
Cores: E sua relação com a editora? Como surgiu a parceria com a Autografia? 
Marcos: A parceria com a editora Autografia surgiu depois de um papo com o amigo Juvenal Arruda, autor do livro “Escutei dentro de mim”, livro também publicado pela editora. 
Cores: A história de Manu, Ela pode ganhar uma continuação? Ou já está trabalhando em algum outro livro?
Marcos: Pode, mas não por hora. Já estou trabalhando em uma outra história.
Cores: O que as pessoas podem tirar de ensinamentos com a história de Manu, Ela?
Marcos: Quero passar ao público que todo mundo vive um primeiro amor e que não importa se você faz parte da comunidade LGBTQ ou não, essa sempre será uma fase confusa, porém linda. Que todos nós podemos tomar o controle de nossas vidas, que todos temos problemas com nossas famílias e amigos mas que sempre vamos amadurecer o bastante para lidarmos com isso. Fico muito feliz por ter tido a oportunidade de criar um personagem como Anna e poder fazer ela amadurecer tanto dentro da historia.
Cores: O livro é vendido em algum site? Como os leitores do site podem adquirir?
Marcos: Sim, através do site da Livraria Cultura e pelo próprio site da editora Autografia. 


Durante a adolescência, temos a tendência a achar que qualquer problema é o fim do mundo (eu sei, culpem os hormônios), mas acredito que ler livros que te representam de alguma forma tornam as coisas mais simples. Novamente torno a dizer que o nicho da literatura que abordam esses temas só está crescendo e há uma infinidade de obras que retratam as mesmas dúvidas que estão passando por sua cabeça agora, isso eu posso garantir. As escolas também já estão mais conscientes e acredito que até em casa (com exceção de alguns tristes casos), é possível obter suporte. Em todo caso, se querem começar por algum lugar e buscar conforto e reconhecimento em livros, Manu, Ela é, definitivamente a escolha certa para você. 

Mais uma vez, gostaria de agradecer ao Marcos por ter me enviado uma cópia do livro e ter cedido um pouquinho do seu tempo para responder as perguntas que vocês conferiram acima; eu fiquei realmente muito feliz e orgulhoso por ter confiado em nosso projeto. Espero do fundo do meu coração que tenham gostado da resenha e nos vemos qualquer hora dessas por aí!

Até lá!


Nota: 3/5








Share
Tweet
Pin
Share
18 comentaram
Tumblr

Ei! Tudo bem?
Separe a xícara.

Vocês devem ter reparado nas mudanças que o blog vem sofrendo. Adicionamos uma aba no topo do Cores que possui o título Chá das Seis e hoje eu vim explicar isso.

É um projeto que merece muito carinho de mim e do Gabs, que tem o nome como referência à Realeza, principalmente a Britânica. Não sei o que acontece no chá da Rainha, mas no nosso falaremos sobre assuntos sérios e relevantes, sempre abrindo espaço para debates. Ele ocorrerá às sextas-feiras a partir das seis da tarde, como um chá deve ser. Entretanto, nem todas as sextas teremos chá por aqui, assim como nem todas as sextas o texto será meu, irei alternar com o Gabriel.

Vocês podem, por meio do nosso e-mail de contato, coresdouniverso@gmail.com, dar algumas ideias de quais temas são relevantes para que a gente tenha maior aproximação. O nosso diferencial vai ser que todo Chá terá um livro, um filme, uma música, etc, base, para que a gente ainda permaneça com a essência do que é o Cores.

Espero que vocês gostem dessa novidade, nos vemos na próxima sexta com o primeiro Chá das Seis.

Um beijo e paz no coraçãozinho de vocês! ✩



Share
Tweet
Pin
Share
No comentaram
Pinterest

Ei! Tudo bem?
Espero que sim :)

Algumas vezes mais demorado do que outras, mas em algum momento vocês podem ter certeza que Os Melhores do Mês sairá. Sei que muitos esperam por esse dia, por isso decidi que a meta é colocar até dez indicações.

Vamos lá?

[Filme] Wifi Ralph: Quebrando a Internet - Rich Moore e Phil Johnston
Cecilinha conseguiu a façanha de ter férias por três meses e meio, quase Phineas e Ferb, e agora, terminando seu período de liberdade, ela percebeu que só viu um filme no cinema. Podem ficar escandalizados, porque eu estou.

Sei que muitos filmes incríveis passaram pelos cinemas durante esse tempo, e sei que Wifi Ralph foi uma dessas maravilhas.

Eu estava extremamente ansiosa para assistir e fiquei muito feliz, conseguiu superar todas as minhas expectativas. Diferentemente da obra anterior, Ralph e Vanellope vão ter suas aventuras no mundo da internet. Durante a história é possível debater questões de vício e, o principal, relacionamentos abusivos, além de contarmos com as princesas da Disney que estão mostrando sua força. Como não amar?!



[Série] Desventuras em Série: 3ª Temporada - Mark Hudisac
Última temporada dessa série que, pessoalmente, eu achei maravilhosa. Não tenho palavras para dizer a tristeza que senti quando acabou, agora me resta devorar os livros e ficar revendo a série original Netflix.

As últimas desventuras dos Baudelaire contra Conde Olaf e as descobertas finais são reveladas nos últimos episódios que me agradaram ao extremo. Não mudaria muitas coisas, então posso dizer que não mudaria nada.









[Livro] After The Fall - Amanda Maia
Quando o livro é muito bom, eu costumo procurar lugares e oportunidades para falar sobre ele mais um pouco. Esse é o caso de After The Fall, o segundo livro da trilogia The Fall, da Amanda Maia. No caso, tudo que vem da Amanda eu tento falar mais de uma vez, porque além de eu estar sempre frisando a importância de valorizar um excelente autor nacional, ela é uma escritora maravilhosa.

Como a resenha do livro já está disponível no blog, vocês podem saber tudo o que eu achei clicando aqui. Meu maior cuidado na postagem foi não revelar as informações mais importantes da história anterior, então podem acessar sem medo de spoiler.






[Filme] Mary Shelly - Haifaa al-Mansour
Se tem uma coisa que eu gosto mais do que Romance de Época, essa coisa é o romance de época que conta a história dos meus escritores favoritos. Gente, eu não consigo lidar com tamanha emoção no meu coração.

Quando descobri que Mary Shelley estaria no catalogo da Netflix fiquei muito feliz. Isso porque eu conheço muito sobre a mãe dela, uma feminista maravilhosa que merece nossa atenção, mas não sei muita coisa sobre a autora de Frankenstein.

O mais legal do longa é exatamente isso, a história fala sobre o período que precede a criação de Frankenstein e tudo o que levou Mary a escrever esse livro fascinante que, infelizmente, muitos ainda acham que ela não foi a escritora, mas sim seu marido, Percy.

Ademais, minhas partes favoritas contam com a participação de Lord Byron, escritor britânico, que tem muita influência na segunda geração do romantismo até mesmo brasileiro.

[Série] (Des)encanto - Matt Groening
Em Janeiro eu, finalmente, consegui terminar Desencanto. Não que o desenho seja ruim, mas quando não estou de férias eu não coloco como prioridade ver uma série, então acabou que assisti dois episódios quando lançou e só fui acabar em janeiro.

A história vai falar sobre a vida de Bean, uma princesa fora dos padrões. A série é extremamente divertida e vale assistir dublado, pois a dublagem brasileira é incrível e em Desencanto eles aproveitam para utilizar de memes para complementar a animação.









[Filme] Vingadores: Guerra Infinita - Anthony Russo e Joe Russo 
Não pretendia falar sobre esse filme, mas foi lançamento de Janeiro na Telecine e foi impossível não assistir. Então como está chegando Ultimato, o próximo filme de Vingadores, eu basicamente estou aqui para pedir para vocês reverem os filmes, pois isso foi milagroso para que eu fizesse ainda mais teorias do que irá acontecer no próximo longa.

E se você ainda não assistiu, para tudo e corre porque esse é um dos melhores filmes da Marvel, e olha que eu não sou fã das produções.








[Série] Rick and Morty - Justin Roiland e Dan Harmon
Apesar de já ter assistido milhares de vezes Rick and Morty, decidi que quem acompanharia as aventuras do avô e do neto mais sem noção da animação seria a minha mãe. Fiz com que ela assistisse todas as temporadas e agora não sou só eu que estou animada para os próximos episódios.

Rick and Morty é uma animação para maiores de dezoito anos que conta com muita ficção científica, então é ideal para que gosta de ciências e não se importa com alguns comentários pejorativos.








[Série] Titans - Greg Berlanti, Akiva Goldsman e Geoff Johns
Finalmente saiu Titans na Netflix e eu corri para assistir. Cresci assistindo ao desenho japonês dos Jovens Titans, e agora é possível conhecer o inicio dos heróis.

O que eu mais gostei na série, além dos personagens que aparecem como crossover, foram as cenas em que eles ainda precisam lidar com seus poderes e até Dick, como Robin, mesmo que já experiente por causa do Batman, precisa entender quem ele é atrás do traje de herói.

A série foi renovada para uma segunda temporada, então aproveitem para já fazer maratona, daqui a pouco teremos mais episódios.





[Programa] Queer Eye - Netflix
Talvez você conheça Queer Eye for the Straight Guy, mas eu posso apresentar uma versão ainda melhor de homens homossexuais ensinando lições a homens heterossexuais. Esse é o Queer Eye da Netflix que, para a felicidade da Cecília, foi renovado para a terceira temporada que será lançada em Março de 2019.

O ano mal começou e eu já tenho certeza que a melhor decisão que eu tomei foi assistir Queer Eye. Vou falar muito sobre esse programa durante o ano, porque ele é brilhante e eu não tenho como descrever de outra forma.

São cinco homens fabulosos, os Fab Five, que vão ensinar e aprender muito durante o programa. É impossível não se emocionar e não querer conhecer todos eles para passar pela transformação que eles fazem durante o episódio.


[Série] Sex Education - Laurie Nunn
Você pode detestar esse estilo de série adolescente, mas provavelmente ouviu ou leu algo sobre Sex Education, uma série original Netflix incrível que está dando o que falar e não é para menos.

Todos os elogios que se destinam ao seriado são merecidos. Isso porque a base da história é falar sobre a adolescência e como funciona a mentalidade para o lado sexual. Todos os assuntos são falados de forma leve e, em alguns momentos, engraçados. É muito importante darmos voz a esse estilo de série para que sejamos mais conscientes quanto ao assunto.








Esses foram os Melhores de Janeiro, espero que uma das minhas indicações possa inspirar algum leitor.

Um beijo e paz no coraçãozinho de vocês! ✩

Share
Tweet
Pin
Share
No comentaram


Quando pensei nesse título me senti uma coach, essa não é a intenção. Entretanto, a ideia surgiu pelas mudanças desse blog e no que eu gostaria de falar daqui para frente com os leitores, ou seja, vocês. E nada melhor do que começar tentando entender o que está acontecendo, não é?! Iniciar com o tema que passa pela minha e pela sua cabeça constantemente.

Isso porque eu fui criada para alcançar o mundo, acredito que boa parte das pessoas também. Esqueceram de avisar, porém, que o mundo não deve ser alcançado por ninguém, acho que ele deve nos alcançar. Também não avisaram o quão difícil isso seria. Mas tudo bem, porque no final as coisas se encaixam. Mas que coisas, exatamente?

Enquanto a sociedade vai nos moldando para um padrão pré-estabelecido de se formar no colégio para ingressar no ensino superior, e depois ter um emprego lindo que te deixará financeiramente bem, para logo depois ter o amor de sua vida ao seu lado e assim vocês se casarão e terão filhos, a gente vai se esquecendo. Esse papo que a Igreja Católica colocou na cabeça dos seguidores é muito século XVIII. As coisas não podem funcionar assim.

A gente precisa sair do ensino médio sabendo o que vai ser para o resto das nossas vidas, sabendo que em algum momento tudo vai dar errado, para depois tudo dar certo, afinal, nem tudo é fácil. E o pior, é quando crescemos ignorando nossas vontades para que o próximo possa colocar as deles no lugar.

Não é porque existe um alguém que cozinha maravilhosamente bem que essa pessoa precisa seguir a carreira na culinária. Ou não é porque a pessoa que passou a infância montando Lego vai ser alguém da construção. Independente do que a infância disse, o futuro mais rápido é seguir o que suporão para nós. As coisas se tornam mais fáceis se seus pais (que em tese te conhecem melhor do que ninguém) acreditam que você precisa seguir a carreira de decoração, porque você sempre foi ótimo no assunto. Quando estamos perdidos e loucos para abandonar essa vida caótica do capitalismo querendo se isolar em uma floresta, de preferência não habitada, obrigada, a solução de ser de fato, design, por exemplo, parece brilhante.

É assim que a gente molda uma vida sem ao menos perceber que estão moldando ela.

Não estou aqui porque simplesmente consegui me livrar dos meus questionamentos diários de: será que estou fazendo o que realmente quero? Estou aqui porque percebi que esses questionamentos existem para serem, obviamente, questionados. E antes mesmo de me desesperar eu preciso entender que, na verdade, problematizar o assunto é mais importante. E eu sei que muita gente não faz isso por medo, medo de simplesmente perceber que está seguindo o caminho errado para chegar ao lugar errado também. Precisamos trilhar a esquerda para chegarmos à direita, mas nesse caso a direita é o ponto almejado por você.

Então isso que você quer agora, nesse exato momento, é seu ou é de outra pessoa?

Não achem que eu estou falando apenas de realizações profissionais ou de uma vida em que, mulheres principalmente, precisam se casar e ter filhos. Posso dizer que isso se encaixa em qualquer tema.

Tudo está na infância, quando crescemos ouvindo que é melhor não fazer isso, é mais bonito ficar com o cabelo longo, é mais interessante ouvir tal música, é ruim sentar dessa maneira, e por aí vai. Estamos sempre sendo moldados por alguém que pode estar fazendo isso propositalmente ou não.

É claro que existe algo bom a ser tirado, nem tudo precisa ser ignorado, na verdade, nada pode ser ignorado de fato. O questionamento está aí para ser um filtro para descobrirmos o que faz a gente ser... a gente. Só precisamos usá-lo da maneira correta.

O início de um ano traz muitos pensamentos nesse estilo, porque é o momento em que o nosso subconsciente quer enviar um alerta simples, mas que significa muita coisa: podemos mudar agora, você quer?

Nem sempre queremos, nem sempre sabemos que queremos, nem sempre estamos preparados para querer, porque ignoramos os sinais que nós mesmos nos damos. Por isso a gente precisa estar em constante pensamento com nós mesmos para entendermos o que é melhor para nós.

Eu espero que vocês tenham gostado desse estilo de texto que sairá às terças-feiras. Um beijo e paz no coraçãozinho.



Share
Tweet
Pin
Share
No comentaram
Foto: Gabriel Ferrari
Olá, pessoas, tudo bem com vocês?

Antes de iniciarmos a resenha de hoje, me digam: Gostaram do novo visual do site? Lembrem-se que sugestões e críticas são sempre bem vindas e adoramos ouvir a opinião de vocês. Por conta dessas mudanças que foram feitos no site, combinei com a Cecis e trocamos os dias das postagens. Excepcionalmente hoje, início de mais uma semana estou aqui para trazer uma resenha super legal e contar um pouco sobre o Desafio King do qual estou fazendo parte esse ano. 

Vocês se lembram quando eu trouxe, ainda em janeiro, um post compartilhando com vocês uma parte da minha meta literária para 2019? A mesma se encontra com um pouco mais de 60 livros e como sou um leitor de respeito que ama se enganar, ainda resolvi entrar num clube de leitura e, no meio de tantas outras coisas, ainda preciso arranjar tempo pra finalizar o tão temido TCC. Como se não bastasse, ainda inventei mais uma: O Desafio King. Eu sei, ele não é relativamente novo na internet e diversos leitores já o fizeram mundo a fora. O desafio, basicamente, consiste em ler ao menos um livro do King por mês, de janeiro a dezembro, totalizando 12 obras. Todos sabem o quanto me inspiro no King em minha vida literária e amo de verdade seus livros, porém, até o presente momento, li muito pouco sobre o grande mestre do terror. Com o intuito de mudar essa realidade, resolvi fazer esse desafio e expandir o meu acervo pessoal do autor e escolhi para janeiro nada mais que Sobre A Escrita: A Arte em Memórias, uma espécie de autobiografia e manual para autores de primeira viajem. Supostamente esse texto era para ter sido escrito mês passado, mas por conta de alguns imprevistos, precisei lançá-lo somente agora, contudo, meu objetivo é trazer sempre no último sábado de cada mê a resenha do livro escolhido. Fiquem ligados que em fevereiro irá sair certinho, não se preocupem.

Recados dados, desafio explicado, layout novo apresentado. Acho que cumprimos todas as obrigações e agora podemos partir para o que interessa. Uma coisa já adianto: O livro é maravilhoso e já iniciei o desafio com o pé direito.

 Autor(a): Stephen King
Editora: Suma de Letras
Páginas: 255
Gênero: Não Ficção, Autobiografia
Sinopse: Sobre a escrita - A arte em memórias é uma obra extraordinária de um dos autores mais bem-sucedidos de todos os tempos, uma verdadeira aula sobre a arte das letras. O livro também não deixa de lado as memórias e experiências do mestre do terror: desde a infância até o batalhado início da carreira literária, o alcoolismo, o acidente quase fatal em 1999 e como a vontade de escrever e de viver ajudou em sua recuperação. Com uma visão prática e interessante da profissão de escritor, incluindo as ferramentas básicas que todo aspirante a autor deve possuir, Stephen King baseia seus conselhos em memórias vívidas da infância e nas experiências do início da carreira: os livros e filmes que o influenciaram na juventude; seu processo criativo de transformar uma nova ideia em um novo livro; os acontecimentos que inspiraram seu primeiro sucesso: Carrie, a estranha. Pela primeira vez, eis uma autobiografia íntima, um retrato da vida familiar de King. E, junto a tudo isso, o autor oferece uma aula incrível sobre o ato de escrever, citando exemplos de suas próprias obras e de best-sellers da literatura para guiar seus aprendizes. Usando exemplos que vão de H. P. Lovecraft a Ernest Hemingway, de John Grisham a J. R. R. Tolkien, um dos maiores autores de todos os tempos ensina como aplicar suas ferramentas criativas para construir personagens e desenvolver tramas, bem como as melhores maneiras de entrar em contato com profissionais do mercado editorial. 

Gente, vocês não tem noção de quantos livros já comprei em meio as promoções que encontramos em livrarias e sites por aí. Eu tento sempre ao máximo ler assim que eu os compro justamente para não ficarem mofando na estante, mas são tantas promoções que não tem como não aproveitar (depois me perguntam porque vivo sem dinheiro). Tais livros se acumulam na estante e nunca foram lidos. O livro do King foi exatamente um desses casos e resolvi justamente começar o desafio por Sobre A Escrita, que, além de ser muito bem elogiado pela crítica e fãs do autor, seria uma ótima oportunidade de desencalhá-lo da estante. Foi uma experiência riquíssima e até inusitada, eu diria. Estamos acostumados com as histórias densas e cheias de significado de King, mas o autor nunca soou de maneira tão casual e livre. Foi profundamente gratificante conhecer esse lado de um dos nomes mais influentes do século e não fazia ideia que o mestre do terror possuía um senso de humor tão ácido. 

Quando você  escreve, está contando uma história para si mesmo. Quando reescreve, o mais importante é cortar tudo que não faz parte da história. 

Para vocês terem noção, o livro recebeu o prêmio Bran Stocker na categoria de melhor obra de não ficção. Fazem anos que eu não leio nada do gênero, geralmente costumo achar obras do tipo massantes, porém, a maneira com que King escreve é tão envolvente que consegui terminar o livro em apenas uma tarde, apesar da edição contar com mais de 200 páginas. Ao longo dos capítulos, King praticamente conta a sua vida em detalhes, como a infância em que passou com seu irmão, os episódios de solidão e ausência da mãe que trabalhava exaustivamente para dar uma boa vida aos seus filhos, seus primeiros trabalhos e todas as vezes que uma revista ou jornal recusava um seus textos, o terrível acidente sofrido por ele enquanto escrevia Sobre A Escrita e a entrada no mundo sombrio das drogas e do álcool. Todos esses eventos são narrados pelo autor intercalando-os com dicas sobre a escrita e todo o processo que King utiliza na construção das suas histórias: Criação de enredos, construção de diálogos, a forma de criar personagens e diversos outros detalhes que dão vida às famosas histórias que encontramos pela livraria mundo a fora.

Foto: Gabriel Ferrari

Stephen King é um dos homens mais fascinantes que já passaram por nosso mundo e não é à toa que o mesmo é chamado como o mestre por outros monstros da literatura mundial. Quem nunca se perguntou como King cria suas histórias mirabolantes e macabras? Como surgiu o Pennywise, o palhaço demoníaco de IT, a Coisa? Quem serviu de inspiração para Anne Wilkes, a enfermeira obsessiva de Misery? Quais foram as ideias principais para a criação de Carrie? Como ele escreveu O Iluminado? O livro é, sem sobra de dúvidas, um presente para os fãs e prato cheio para aqueles que, assim como eu, se interessam por seu legado literário. Eu sempre me perguntei esse tipo de coisa e saber que havia um livro escrito pelo próprio autor contendo essas e outras respostas, eu automaticamente me vi na obrigação de comprar. Entrar na mente do King não é fácil, mas ele consegue quase didaticamente passar seus ensinamentos, tudo com muito bom humor e simplicidade. Eu perdi a conta de quantas anotações fiz ou o número de passagens marcadas no livro com post-its. King nos dá uma aula com dicas incríveis e creio que não há no mundo aula de escrita ou curso sobre o assunto que ensine da maneira como ele fez.

A escrita não é para fazer dinheiro, ficar famoso, transar ou fazer amigos. No fim das contas, a escrita é para enriquecer a vida daqueles que leem seu trabalho, e também para enriquecer sua vida. A escrita serve para despertar, melhorar e superar. Para ficar feliz, ok? Ficar feliz.

Como disse acima, o livro é uma espécie de autobiografia, além de abordar o processo criativo e literário do King. Obviamente, o autor foi mudando e se adaptando de acordo com as experiências vividas que influenciaram diretamente na sua forma de escrever, criar e contar histórias. O autor inicia a narrativa do livro contando sobre sua infância pobre em que a mãe se dividia entre empregos para sustentar King e seu irmão. Ainda na infância, ele começava a dar seus primeiros passos no mundo da literatura e foi a partir de sua adolescência que Stephen passou a enviar suas histórias para jornais e revistas locais, sendo rejeitado em quase todas as vezes. Aos poucos vamos conhecendo suas motivações por trás de cada livro e como foi a experiência do autor ao escrever as histórias que se tornariam grandes clássicos da literatura. 

King consegue ser extremamente carismático e é uma delícia ler suas dicas sobre produção, mercado editorial e sobre o que não fazer em um livro. Seu senso de humor é cativante e por diversos momentos há piadas ácidas ou alfinetadas sobre algum polêmico envolvendo algumas de suas histórias quase sempre ambientadas no Mane. Aos poucos vamos fazendo conexões sobre o vasto universo criado por King e é realmente legal ver que as coisas estão realmente conectadas. Poucos autores conseguiriam criar tantos livros que se completam de alguma forma sem cometerem deslizes ou ficar chato. Definitivamente Stephen é um deles. O livro também coloca em evidência a relação de King com sua esposa Thabita, sua companheira e que sempre esteve ao seu lado durante todo os momentos de sua vida, inclusive os ruins, como os problemas com drogas e bebidas do autor e o terrível acidente de carro em 1999 enquanto escrevia esse livro. O autor não tenta mascarar nada e trata com muita naturalidade e objetividade e traz uma visão até positiva dos eventos, pois segundo ele, foram os responsáveis por transformá-lo no homem/autor que ele é hoje.

Histórias são relíquias, parte de um mundo pré-existente ainda não descoberto. O trabalho do escritor é usar as ferramentas que tem na caixa para desenterrar o máximo de histórias que conseguir, tão intactas quanto possível. Às vezes o fóssil encontrado é pequeno; uma concha. Às vezes é enorme, como um Tyrannousaurus Rex com aquelas costelas enormes e aqueles dentes sorridentes. Seja o que for, uma história curta ou um romance colossal de mil páginas, as técnicas de escavação continuam sendo basicamente as mesmas.

Repleto de curiosidades, dicas e informações riquíssimas, Sobre A Escrita se credencia como um dos melhores livros que já li. É um livro leve, rápido e muito envolvente, além de ser muito fascinante ler sobre uma das maiores mentes que já existiram. Ah, e caso vocês também se interessem, o King disponibiliza no final do livro duas páginas contendo nomes de obras que ajudaram muito a formar seu lado de escritor e a melhorar seu processo de escrita, além de serem suas obras favoritas.Que aula, senhoras e senhores! Que aula de escrita e de humanidade. Super indico não só para os fãs do autor, mas para todos aqueles que sonham em serem escritores. O conteúdo desse livro é ouro puro.

Nota: 4,0/5,0  

Bom, gente, eu acho que vou encerrar por aqui antes que o texto se torne muito grande. Espero que tenham gostado da nova carinha do Cores e do desafio King. Não posso dizer muito ainda, mas aguardem que muitas novidades outras novidades virão. Vai ser imperdível! 

Até qualquer hora dessas!

Compre Sobre A Escrita | Amazon



Share
Tweet
Pin
Share
No comentaram

Ei! Tudo bem?
Espero que sim :)

É com um imenso prazer que eu estreio o novo layout do blog com uma resenha de um livro sensacional. Um livro de poemas que me mostrou tantos sentimentos que não imagino como vou escrever sobre ele para vocês. Isso o fez, para mim, ser a melhor leitura de 2019 (até o momento).

Autor(a): Iain S. Thomas
Editora: Sextante
Gênero: Poema
Páginas: 208
Sinopse: Escrevi isso pra você é uma coletânea de poemas contemporâneos sobre os diversos momentos do amor: a paixão e o encantamento dos primeiros tempos, o lento afastamento, a solidão a dois, a dor do fim e a esperança de novos começos. Reunindo cerca de 200 textos divididos em quatro partes - Sol, Lua, Estrelas, Chuva -, o poeta sul-africano Iain S. Thomas combina palavras profundas e intensas com fotografias frias e impessoais. O resultado é um livro que provoca uma explosão de sentimentos perturbadores e conflitantes, mas totalmente familiares a qualquer pessoa que já tenha amado e sofrido pelo menos uma vez. Conhecido nas redes sociais pelo pseudônimo pleasefindthis, o autor começou sua trajetória na internet, publicando poemas e fotos em seu blog pessoal. Com o tempo, seu trabalho ganhou repercussão, se transformou em livro e encantou milhares de leitores ao redor do mundo. Com extrema delicadeza, Escrevi isso pra você expõe a natureza frágil das relações humanas e as nuances líricas e obscuras do amor.


"Você sempre me diz que foi bom enquanto durou. Que as chamas mais intensas são as que queimam mais rápido. Ou seja, você via em nós uma vela. E eu via em nós o sol."

Sol, Lua, Estrelas e Chuva, são fenômenos ou astros que quando transformados em poesia podem criar diversos significados. É isso que Iain S. Thomas faz quando escreve Escrevi Isso Para Você selecionando quais poemas cabem em qual tema.

Um relacionamento surge, dura e acaba, a dor que vem e a dor que vai são os principais pontos desse livro que conta intimamente como pode ser sentir a paixão, o amor e como é perder tudo isso com uma simples palavra de "fim". A reconstrução, entender a vida sozinho novamente é outro momento que pode mudar completamente uma pessoa. São esses pequenos detalhes que misturados com fotografias conflituosas montam a obra.


Em toda a minha vida de leitora eu nunca usei tanto post-it quanto usei no momento em que decidi iniciar a leitura de Escrevi Isso Pra Você. Para falar a verdade eu nem gosto de colocar marcações nos livros, mas nessa obra precisei mudar minhas vontades, pois é impossível não quer gravar algumas páginas.

Porém, mesmo com essas marcações que indicam que lerei partes específicas, os poemas me cativaram tanto que esse livro já está na minha escrivaninha e eu tenho certeza que irei realizar a leitura em diversos momentos de minha vida, para que mais significados sejam criados.

Inclusive, essa é uma obra sobre significar algo, seja o amor ou não. Então você não precisar estar necessariamente apaixonado por alguém para se sentir impactado com os textos de Iain, pois seus significados vão além daqueles pré-conceituados em nossa cabeça.

E um ponto muito legal disso tudo são as divisões que o livro possui. No sol, de uma maneira mais filosófica, podemos entender que é o calor, então é o momento de alegria, paixão, momentos em que as sensações são mais sentidas e estão mais calorosas, à flor da pele. Logo, os poemas serão sobre deixar sentir tudo o que é possível, seja sentir você mesmo ou o próximo.

Depois acompanhamos a Lua, em que as coisas finalmente acontecem porque a pessoa em questão estava aberta a sentir tudo o que o mundo podia proporcionar no momento.

E chegamos nas Estrelas, que sempre foram idolatradas e idealizadas, então esse é o fim, é quando o amor acaba e é preciso se reconstruir e tentar novamente, mas sempre pensando no passado e em como o presente poderia ser melhor se as coisas ainda fossem como antes.

Por fim, é com a Chuva que percebemos que o passado precisa ficar lá atrás e é necessário preservar o presente para que exista um futuro brilhante. Uma hora a chuva passa, afinal.Todos os momentos são colocados de forma que levam o leitor a sentir a dor ou a felicidade do eu lírico.

Nesse livro os sentimentos são tão intensos que é impossível não pegar a emoção da história e sentir exatamente o que as palavras querem passar.


"Ah, deixa disso. Toda vez que chove, a chuva para. Toda vez que você se machuca, você se cura. Depois da escuridão sempre há luz, e toda manhã é um lembrete disso, mas mesmo assim você prefere acreditar que a noite vai durar para sempre. Nada dura para sempre. Nem o bom nem o ruim. Então você pode muito bem sorrir enquanto está aqui."

Existe muito que falar sobre esse livro, mas quero que vocês entrem nos poemas de olhos fechados para que eles possam se abrir lentamente, assim o final será surpreendente. Porém, ainda posso ressaltar alguns pontos que me interessaram mais do que outros. 

Impossível dizer que a Chuva não foi a melhor parte para mim sendo que quase todas as marcações que eu fiz durante a leitura se concentram nessa área. Isso se deve ao momento em que eu realizei a leitura, porque às vezes a gente pega o livro certo na hora certa e nosso caminho logo se ilumina com as palavras lidas. Então enquanto as outras partes falam sobre amar, Chuva fala sobre recomeços e perdões com uma vibe maravilhosa, e era tudo o que eu precisava para me reestruturar. 

Impossível também é não dar destaque as fotos do livro.

Elas complementam os poemas de forma estranha e extremamente peculiar, mas tudo se torna mais agradável quando você passa a se aprofundar mais na parte filosófica das pequenas histórias que temos em cada página.

As fotografias, que sempre estiveram presentes em minha vida, ganharam um espaço mais sentimental em meu coração e fez com que eu me sentisse mais próxima da produção e do que o autor queria passar para o leitor.

Inclusive, é meu primeiro contato com algo do Iain, descobri que ele compartilhava esses poemas em seu blog e a repercussão foi tanta que acabou virando livro. Fico muito feliz por isso.

Entendo agora por qual motivo a junção foto e poema ficou tão famosa, pois é com isso que as emoções conseguem se aflorar e acabamos com pensamentos conflitantes, mas necessários.


E mesmo que eu tivesse a chance de passar todos os dias falando sobre esse livro eu sei que ainda não seria tempo suficiente para expressar todos os sentimentos e as emoções que ele causa, pois cada um irá sentir de uma maneira, isso que torna a obra tão grandiosa e o que me faz querer compartilhar para que o mundo possa ter contato com algo assim.

Em tempos sombrios nós precisamos de uma luz, livros com poemas com certeza são um caminho para nos entendermos e entendermos melhor o próximo assim como o que está acontecendo com o mundo em nossa volta.

Indico hoje, amanhã e depois também, porque apesar de até agora ser a melhor leitura de um ano que acabou de começar, sei que posso afirmar que é o melhor livro de poema da atualidade que eu tive contato.

Infelizmente preciso abandonar a resenha, mas me alegra muito saber que essa é a postagem que abre essa nova trilha que o blog está seguindo e que promete me dar muitas realizações em 2019 e nos próximos anos também. Espero que vocês gostem desse novo formato.

"Você sempre espera um sinal, mas, quando ele chega e você não gosta da resposta, chama de coincidência. Não existem coincidências." 

Nota: 5/5 ♥ 
*Livro cedido em parceria com a Editora* 

Compre Escrevi Isso Pra Você | Amazon | Submarino

Um beijo e paz no coraçãozinho de vocês! ✩

Share
Tweet
Pin
Share
12 comentaram
Foto: Tumblr

Falar sobre o blog é muito complicado para mim, porque ele é grande parte de quem eu sou, e falar sobre nós mesmos é sempre muito estranho, não é?! Quando a gente descobre, a gente quer mostrar a mudança por dentro e por fora, então pintamos o cabelo por exemplo. Acho que isso que significa dizer que o blog está "de cara nova".

Todo ano eu decido que o Cores precisa de uma mudança real, então invento quadros novos e layout novo, isso não ia acontecer esse ano. Por quê? Porque, na verdade, apesar de tudo ter mudado a minha maior vontade era de deixar esse espaço do jeito que ele já estava, conquistei muitas coisas com ele daquela maneira, então por qual motivo eu deveria mudar? No final, fui convencida de que a mudança é necessária e nada melhor do que alterar esse espaço que, filosofando um pouco, percebi que se perdeu em um imaginário alternativo.

O Cores, suas 365 cores, não era o que eu queria, cheguei até cogitar uma alteração de nome, imagine alguém te perguntando o nome do seu blog e você respondendo 365 Cores do Universo. É longo, cansativo e talvez a pessoa esqueça, mas talvez isso a marque pelos mesmos motivos, ser longo e cansativo, ah!, diferente também. E eu percebi que a minha vontade de mudar o título vinha desse limbo em que o blog se encontrava. 2018 foi um ano que iniciei sem saber se o blog chegaria até dezembro, e um ano em que tudo se baseou em livro, quem me salvou foi a Thalita que falava sobre séries mensalmente. E agora que ela saiu? Quais são as cores do Cores? São só literárias? Eu me questionei muito a ponto de enlouquecer, mas cheguei a uma resposta um tanto quanto agradável: não. As cores são milhares, mais do que 365 e eu vou mostrar tudo para vocês nessa nova fase que, novamente repito, pode não durar até 2020, mas vamos pensar no agora, porque esse agora é maravilhoso.

Vamos para as novidades!

Esse ano eu inicio a lindíssima faculdade de Letras com habilitação em Italiano na minha mais linda ainda Universidade Federal do Rio de Janeiro, também conhecida como UFRJ. Então quando eu digo que isso daqui pode não durar até final do ano, estou falando a verdade, mas prometo segurar as pontas o máximo que der.

Iniciar a faculdade que, eu nem sempre quis (importante avisar isso), é muito legal, pois abre espaço para debates e muitas discussões sobre vestibular, ENEM, universidade e outros assuntos amedrontadores. Eu passei por isso viva, sei que muita gente acha isso impossível, então como uma boa CDF eu estarei aqui para falar sobre tudo o que afligir vocês, inclusive dando dicas de estudo (adoro!). Vocês podem encontrar no campo superior do blog - em cima do título - uma área que fala exatamente sobre Dicas de Estudo, em breve as postagens começarão e vocês poderão se divertir.

Perto desse espaço vocês também encontrarão duas novidades, Chá das Seis (bem Rainha da Inglaterra) e Clube do Livro. Ambos ainda estão sendo discutidos por mim e pelo Gabriel (colaborador que continuará com a gente por mais um ano). Porém, posso dizer que o Chá das Seis é a minha maior felicidade no momento, pois será um lado mais jornalístico do blog em que falaremos sobre assuntos sérios e que estão em foco na atualidade, abriremos, é claro, um espaço para discussão. As postagens desse novo quadro serão feitas às sextas-feiras a partir de seis horas da tarde.

Já o Clube do Livro é uma ideia que precisa de mais planejamento, mas sua base é inspirada no clube do livro que eu e o Gabriel participamos. Queremos expandir ele para que pessoas de outros estados também possam debater sobre as obras escolhidas para o mês.

Ao lado, ainda no campo superior do blog, vocês encontraram a aba Youtube que pode ou não existir. Preciso dizer que não é a minha ideia favorita, mas como o Gabriel quer fazer uma tentativa, cederei esse espaço para que ele possa divulgar nosso trabalho em outras redes de acesso.

Vocês também podem perceber que existem duas abas relacionadas à escrita, uma se chama Contos e outra Texto, posso afirmar que muitas coisas incríveis sairão dali.

Para encerrar essa postagem que está se saindo bem longa, quero falar sobre os dias das publicações. Assim como no ano anterior, continuaremos na segunda e quinta com minhas publicações e sábado com o Gabriel. Porém, sexta teremos o Chá das Seis e quarta o nosso colaborador também publicará outras coisas. Ainda preciso ressaltar que apesar de existirem dias para publicações, como esse será um ano diferente tanto para mim quanto para o Gabs, elas não precisam correr necessariamente todos os dias.

Eu sei que são muitas mudanças e muito que explorar, principalmente sabendo que o blog ainda está em período de adaptação e alteração com o novo layout.

E falando em layout, impossível não agradecer a Michelly Melo, uma pessoa incrível que fez a base e me ajudou muito com algumas alterações. A Mi também possui um blog, o Vento do Leste, vocês podem segui-la e curtir suas publicações clicando aqui.

Sei que agradeço vocês toda hora, mas agradeço mais ainda por abrirem espaço a mais uma etapa do blog e sempre se mostrarem bem-vindos com as novas mudanças. Espero que gostem de tudo e qualquer dica, crítica construtiva ou comentário vocês podem e devem fazer, estamos sempre abertos a novas ideias.

Um beijo e paz no coraçãozinho de vocês! ✩






Share
Tweet
Pin
Share
No comentaram
Foto: Gabriel Ferrari
Olá, pessoas!
Tudo bem com vocês?

Eis que nos despedimos do primeiro mês do ano! Chegamos em fevereiro e sabemos muito bem que o brasileiro tem mania de dizer que o ano começa apenas depois do carnaval. Talvez até seja verdade, contudo, minhas leituras estão a todo vapor. Janeiro foi um mês excelente para mim, literariamente falando. Li, ao total, 9 livros, uns super maravilhosos, outros nem tanto assim. No entanto, não estamos aqui hoje para falar de desgraça e sim de coisa boa e trago para vocês a resenha do livro que na minha opinião conseguiu ser o melhor do mês. Vamos comentar do livro de grande sucesso da autora Liane Moriarty e seu emblemático Pequenas Grandes Mentiras, que assim como Objetos Cortantes, recebeu sua adaptação cinematográfica pelas mãos da HBO.


Pequenas Grandes Mentiras - Liane Moriarty 
Título Original: Big Little Lies
Autor(a): Liane Moriarty
Editora: Intrínseca
Ano de Publicação Original: 2013
Gênero: Romance, drama, suspense 
Número de Páginas: 399
ISBN: 8551001574
Sinopse:  Todos sabem, mas ainda não se elegeram os culpados. Enquanto o misterioso incidente se desdobra nas páginas de Pequenas grandes mentiras, acompanhamos a história de três mulheres, cada uma diante de sua encruzilhada particular. Madeline é forte e passional. Separada, precisa lidar com o fato de que o ex e a nova mulher, além de terem matriculado a filhinha no mesmo jardim de infância da caçula de Madeline, parecem estar conquistando também sua filha mais velha. Celeste é dona de uma beleza estonteante. Com os filhos gêmeos entrando para a escola, ela e o marido bem-sucedido têm tudo para reinar entre os pais. Mas a realeza cobra seu preço, e ela não sabe se continua disposta a pagá-lo. Por fim, Jane, uma mãe solteira nova na cidade que guarda para si certas reservas com relação ao filho. Madeline e Celeste decidem fazer dela sua protegida, mas não têm ideia de quanto isso afetará a vida de todos. Reunindo na mesma cena ex-maridos e segundas esposas, mães e filhas, bullying e escândalos domésticos, o novo romance de Liane Moriarty explora com habilidade os perigos das meias verdades que todos contamos o tempo inteiro.


Eu juro que perdi a conta de quantas vezes alguém já me indicou algum livro da Liane para ler. Junto com O segredo do meu marido e Até que a culpa nos separe, Pequenas Grandes Mentiras fecha a tríplice sagrada de Moriarty, suas obras mais populares. Graças a uma promoção da Amazon (sua linda), adquiri o livro praticamente de graça e peguei o livro para ler com as expectativas nas alturas, como sempre. A obra sempre foi muito bem recebida e elogiada pelos leitores e após a popularização da série da HBO, o livro se tornou um dos maiores sucessos dos últimos anos. A capa da obra, como de costume, sofreu uma repaginação e traz as protagonistas vividas por Nicole Kidman, Reese Witherspoon e Shailene Woodley, mas o que esperar dessa leitura? Assim como aconteceu com Pequenos Incêndios por Toda Parte (caso seja do seu interesse, resenha completa aqui), histórias que abordam uma vizinhança em que algo misterioso acontece envolvendo os moradores dessa rua me repetem automaticamente a uma das minhas séries favoritas de todos os tempos, Desperate Housewives - se você ainda não viu, recomendo fortemente que o faça. Diante dessas obras eu logo torço o nariz, pois se torna inevitável não fazer comparações com a série, uma vez que as histórias possuem premissas muito semelhantes, contudo, fui totalmente pego de surpresa pela história criada por Liane, super original, autêntica, irônica e divertida.

Foto: Gabriel Ferrari

A história de Pequenas Grandes Mentiras é narrada toda em 3ª pessoa (com algumas exceções que iremos comentar mais na frente) em que somos apresentados a três mulheres: Madeline é uma mulher que recém completou 40 anos. Divorciada do primeiro marido, se encontra numa situação muito difícil ao ver que sua filha mais velha, Abigail, decide ir morar com seu pai, que a abandonou anos atrás. Já em seu segundo casamento com Eddie, Madeline ainda precisa conviver com seu marido, sua mais nova esposa e a filha do casal, que estuda na mesma sala que sua filha mais nova. Celeste tem o casamento e a vida que todos queriam ter: Ela está sempre deslumbrante, linda (até quando não quer), tem um marido atencioso, uma casa enorme, filhos gêmeos maravilhosos e tudo se parece como um conto de fadas. Jane é uma mulher jovem e mãe solteira de Ziggy, um menino extremamente doce e gentil. Ela se muda para a cidade em busca de uma nova vida e de chances melhores para seu filho e as três mulheres rapidamente tornam-se amigas e confidentes, já que seus filhos serão colegas de classe. As coisas mudam quando Ziggy é acusado de fazer bullying em uma outra criança da turma e os ânimos de todos começam esquentar. A situação se torna tão caótica que na noite em que um evento ocorre na escola, um dos pais que estava presente na festa cai da varanda e morre. 

Pelo que você pode ter visto da pequena sinopse que fiz acima, o livro possui várias divisões e histórias particulares que se desenvolvem em paralelo com relação ao mistério principal. A história começa a ser contada a partir da festa e depois fazemos uma volta no tempo, até o início da história, seis meses antes da fatídica noite. Foi uma sábia decisão da Liane trazer a história narrada de frente para trás, pois ela soube exatamente como alinhar as expectativas do leitor sobre o que esperar da narrativa. Pelo menos funcionou para mim e eu não conseguia largar o livro. A escrita de Moriarty é deliciosamente divertida e você lê facilmente umas 100 páginas sem nem perceber. Há presença de muitas cenas irônicas e engraçadas que tornam a leitura ainda mais imersiva e prazerosa. Faz um bom tempo que um livro não me prendia assim por conta da boa escrita, fiquei muito surpreso e definitivamente farei outras leituras da autora durante o ano.

Foto: Gabriel Ferrari

O livro brinca o tempo todo com o esteriótipo da "família tradicional" e como as coisas podem parecer perfeitas para o seu vizinho da porta de casa para fora, mas em seu íntimo, todas as famílias possuem seus demônios e problemas. Ocorre uma humanização muito grande das personagens enquanto a história se desenvolve e Liane aprofunda de maneira eficaz o gancho de cada uma das famílias, justificando aí, seu título conforme avançamos na leitura, se torna cada vez mais claro as pequenas grandes mentiras que todos nós contamos mediante uma situação ruim ou difícil simplesmente por não saber como agir e resolver. Não se enganem: O livro, apesar de muito engraçado, traz diversos temas bem difíceis de serem debatidos, como rejeição, abandono, violência doméstica, bullying, abuso, entre outros. Não esperava que a carga do livro fosse tão pesada e dramática, mas Liane soube dosar muito bem as medidas e o resultado é uma leitura fluida, altamente reflexiva e homogênea sem perder sua originalidade e a diversão e que muito me lembrou e se tornou a marca de Desperate Housewives, trazendo o melhor da série e sua essência para o livro, mas sem deixar de criar uma história única.

O que mais me surpreendeu em Pequenas Grandes Mentiras foi a construção das personagens. Madeline é a minha favorita e eu queria ser amigo daquela mulher. Moriarty soube muito bem realizar descrições sem forçar ou interromper a narrativa e é tudo muito natural e pertinente na história. Os capítulos se intercalam entre os acontecimentos do passado e as investigações da polícia logo após o acidente na escola e essa é a parte mais interessante: Liane brinca com o ditado de que "para cada lado há sempre uma versão da história" e é muito divertido ler os depoimentos dos pais e professores, cada um com sua própria interpretação dos fatos. A autora constrói muito bem o suspense do livro e não entrega em momento algum nenhuma pista que sirva para desvendar os mistérios: O leitor fica até as últimas 20 páginas sem saber quem morreu e o que de fato aconteceu e isso estava acabando com a minha vida: Eu não conseguia fazer mais nada porque precisava saber o que aconteceu e no final, foi realmente bem imprevisível e só ficou ainda mais evidente o talento da autora em saber guiar uma história relativamente longa e complexa de maneira exemplar, praticamente didática, escrita com maestria cuja intenção é justamente alfinetar alguns assuntos que ainda são (porém, não deveriam) tabus para a nossa sociedade.

Foto: Cabine Cultural

O livro é surpreendente, mas minha nota não. Pela resenha vocês já devem ter percebido que eu simplesmente amei o livro e não existe nota mais justa e merecida do que as tão almejadas 5 estrelinhas douradas. Pequenas Grandes Mentiras entrou para o meu hall de livros favoritos e não preciso dizer o quanto quero ver a série (principalmente por motivos de: Nicole Kidman) e já adicionei outros livros da autora em minha lista, espero que ainda me divirta e reflita muito com as histórias de Liane Moriarty. 


Nota: 5,0/5,0 - Merecidíssimo


Espero que vocês tenham gostado da resenha e lembrem-se: Deixa aqui nos comentários se você já leu ou viu a série e me conta o que achou da história. Ah, em breve teremos algumas mudanças aqui no site e espero vê-los mais vezes também, inclusive durante a semana. Muito obrigado a todos que sempre nos apoiam e é muito lindo ver o site crescendo com vocês. ♥

Até em breve!


Compre Pequenas Grandes Mentiras: Amazon | Submarino


Share
Tweet
Pin
Share
15 comentaram
Newer Posts
Older Posts

About me

About Me


Ainda perdida e ainda tentando achar luz em textos alheios e palavras autorais. Amante de café, literatura, fotografia, cinema, viagens e amor.

Conteúdo

Resenha Série Cinema Viagem

recent posts

Blog Archive

  • ▼  2021 (1)
    • ▼  janeiro (1)
      • 5 formas de comprar livros com melhores preços!
  • ►  2020 (12)
    • ►  agosto (3)
    • ►  julho (2)
    • ►  junho (2)
    • ►  maio (3)
    • ►  abril (1)
    • ►  março (1)
  • ►  2019 (84)
    • ►  novembro (1)
    • ►  outubro (4)
    • ►  setembro (6)
    • ►  agosto (9)
    • ►  julho (6)
    • ►  junho (3)
    • ►  maio (3)
    • ►  abril (8)
    • ►  março (18)
    • ►  fevereiro (15)
    • ►  janeiro (11)
  • ►  2018 (111)
    • ►  dezembro (14)
    • ►  novembro (9)
    • ►  outubro (11)
    • ►  setembro (11)
    • ►  agosto (12)
    • ►  julho (10)
    • ►  junho (6)
    • ►  maio (8)
    • ►  abril (9)
    • ►  março (5)
    • ►  fevereiro (8)
    • ►  janeiro (8)
  • ►  2017 (43)
    • ►  dezembro (7)
    • ►  novembro (3)
    • ►  outubro (6)
    • ►  setembro (4)
    • ►  agosto (4)
    • ►  julho (4)
    • ►  junho (4)
    • ►  maio (4)
    • ►  abril (2)
    • ►  março (3)
    • ►  fevereiro (1)
    • ►  janeiro (1)
  • ►  2016 (6)
    • ►  dezembro (1)
    • ►  novembro (1)
    • ►  outubro (1)
    • ►  julho (2)
    • ►  abril (1)
FOLLOW ME @INSTAGRAM

Created with by BeautyTemplates