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365 Cores do Universo

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Censura

substantivo feminino
1. ação ou efeito de censurar.
2. análise, feita por censor, de trabalhos artísticos, informativos etc., ger. com base em critérios morais ou políticos, para julgar a conveniência de sua liberação à exibição pública, publicação ou divulgação.

Olá.

Tudo bem?

Entrou muito em evidência nas últimas semanas (principalmente semana passada) com relação ao que é censura e como o ato de proibir a circulação, distribuição e venda  de algum material artístico por qualquer motivo fere a liberdade de expressão, afetando diretamente nossas vidas. Durante a Bienal do Rio que aconteceu entre os dias 30 de agosto e 08 de setembro ficou marcada por um episódio de censura que alcançou jornais de todo o mundo e envolveu até o youtuber brasileiro Felipe Neto quando o prefeito da cidade do Rio de Janeiro Marcelo Crivella mandou recolher todos os exemplares da HQ Vingadores, A Cruzada das Crianças que estava sendo vendido em um dos estandes da feira por ferir o estatuto das crianças e adolescentes. O motivo? Em uma das páginas, a seguinte imagem era exibida: 


Segundo o prefeito a foto acima se enquadra como pornografia e por isso, a HQ precisa estar envolta em um plástico preto fosco com a identificação avisando aos leitores a respeito do conteúdo. O prefeito rebateu às críticas duramente dizendo que apenas está tentando proteger as famílias, mas proteger do que, exatamente? Do amor? Do afeto? As declarações provocaram revolta na internet e nas pessoas que estavam no evento e testemunharam os agentes da prefeitura realizarem a inspeção. Felizmente, nenhum livro foi apreendido e, na verdade, o efeito foi o contrário: A HQ se esgostou rapidamente nos estandes e também nos sites de vendas online como Submarino e Amazon. A situação não causou apenas o aumento de vendas da HQ, mas sim de todos os títulos do gênero nos estandes sofreram intensa procura e aumentaram a demanda. Durante o final de semana do evento, a Amazon também fez a distribuição dos títulos LGBTQ+ de forma gratuita, para quem adquiria os ebooks. 

Felipe Neto, um dos Youtubers brasileiros mais conhecidos e seguidos nas redes sociais (com aproximadamente 11 milhões de seguidores) se mostrou muito descontente com a situação e tomou uma atitude ao mesmo tempo inesperada e incrível: Ele comprou o acervo literário do gênero LGBTQ+  (algo em torno de 14 mil livros) e realizou a distribuição gratuita do material na praça de alimentação no evento. Os títulos foram embalados em plástico opaco e continha o aviso de conteúdo, assim como Crivella informara em seu vídeo. Os seguintes dizeres do adesivo eram os seguintes:


Todos os livros foram distribuídos no dia 07 de setembro de 2019, mesmo que algumas pessoas presentes no momento da distribuição relataram a presença de agentes da prefeitura e da polícia. Ocorreram também diversas manifestações no evento a favor da liberdade de expressão e contra a censura. Até o momento em que esse texto foi publicado, alguns dos títulos que foram distribuídos ainda estão esgostados na Amazon, no entanto, caso seja do interesse de vocês, irei deixar aqui uma lista com alguns dos livros e seus respectivos links para adquirir. 

  • Vingadores, A Cruzada das Crianças (Editora: Salvat, 2016)
  • Com Amor, Simon (Editora: Intrínseca, 2018) 
  • Leah Fora de Sintonia (Editora: Intrínsecam 2018)
  • Boy Erased (Editora: Intrínseca, 2019)
  • Um Milhão de Finais Felizes (Editora: Globo Alt, 2018)
  • O Ano em Que Morri em Nova York (Editora: Planeta, 2017) 
  • Aristóteles e Dante Descobrem o Segredo do Universo (Editora: Seguinte, 2014)
  • E Se Fosse A Gente? (Editora: Intrínseca, 2019)

Existem inúmeros títulos e autores que merecem ser reconhecidos e suas histórias lidas por todos. São histórias de amor, empatia e, acima de tudo, de humanidade. Durante o ocorrido na Bienal, se levantou uma questão muito interessante: Você sabe a diferença entre classificação indicativa e censura? Ao contrário do que muitos pensam, a classificação indicativa faz exatamente o que seu nome sugere: A mesma faz recomendações com relação ao conteúdo da obra, classificando-a de acordo com a faixa etária e público alvo de maneira adequada. Ela não proíbe a exibição de um conteúdo, mas sim define a faixa etária mais adequada para a produção. Proibir a venda de algum livro ou a exibição de algum filme ou qualquer outro conteúdo é censura.  No entanto, vocês sabem como funciona esse sistema de classificação?


Criado em 1990, o sistema é responsável pela classificação de filmes, aplicativos, jogos eletrônicos e programas de televisão no Brasil pela Coordenação de Classificação Indicativa (Cocind) do Departamento de Promoção de Políticas de Justiça (DPJUS). A equipe da Cocind é formada por membros com diferentes formações acadêmicas que passam por treinamentos de atualização constantes. Vale ressaltar que nenhuma obra recebe a classificação indicativa de maneira individual; geralmente dois classificadores assistem ao conteúdo e, sem contato com o outro, atribuem uma classificação. Caso não haja consenso entre as notas, o Concid inclui mais membros que repetem o processo até atingirem a classificação ideal para a obra em questão.  As obras que se incluem nesse procedimento são: Obras destinadas ao mercado do cinema ou DVD/Blu-Ray, jogos eletrônicos e RPG's. Existe também um grupo especial de obras que se enquadram no processo de Autoclassificação, ou seja, as próprias produtoras atribuem para a obra uma classificação etária e a mesma passa por uma analise de diversos membros da Concid para verificar se a classificação é ou não adequada com o material. O grupo de obras que se enquadram nesse procedimento de Autoclassificação são: Obras audiovisuais destinadas à televisão, jogos eletrônicos e aplicativos distribuídos apenas por meio digital, mostras e festivais e vídeos por demanda (VoD).

A Metodologia 

Os membros da Concid que aplicam as política pública da Classificação Indicativa se baseiam sobre três principais temas que são levados em consideração a para atribuição das faixas etárias: Sexo, Violência e Drogas - conteúdos que são considerados inadequados à formação de crianças e adolescentes. A Cocind avalia esses temas de acordo com a frequência, relevância, contexto, intensidade e importância dos temas para a trama. A partir daí, a análise passa por três etapas: descrição fática, tendências de indicação e aspectos temáticos, contextuais e informativos. Após a conclusão dos processos, a obra é encaminhada para o diretor do departamento que avalia todas essa informações e confirma a classificação dada pelos membros.

Vale a pena ressaltar que a Cocind citou em seu manual que orientação sexual não é critério para agravar classificação indicativa. Desse modo, cenas de afeto entre um casal heterossexual ou homossexual recebem a mesma classificação. Diante desse quadro, a banca também cita que a apresentação das cenas em uma obra contribuem para o estímulo à diversidade e, dependendo da cena, podem até mesmo atenuar a sua classificação, enquanto cenas de violência e discriminação são agravantes para o aumento da faixa etária da obra. Eles também especificaram que seu trabalho é de caráter meramente informativo, e que, portanto, não possuem nenhuma competência legal para proibir ou censurar qualquer obra. 

Diante de tudo que falei, os membros da Cocind elaboraram a seguinte tabela que indica como a classificação das faixas etárias é feita e os horários de exibição. Ou seja, todos os conteúdos que são exibidos na TV recebem uma indicação etária e são exibidos no horário indicado pela própria Banca.




 E no caso de livros e HQ's? Como é feita a classificação?


As obras publicadas se enquadram no padrão de Autoclassificação, como citei acima. Ou seja, as próprias editoras atribuem uma classificação etária, havendo posteriormente uma avaliação perante aos membros da Cocind que vão liberar ou não a reprodução do conteúdo de acordo com a classificação etária indicada. A classificação também pode ser reconsidera após a denúncia de qualquer conteúdo e Cocind atendem todas as denúncias feitas, não importa qual seja o conteúdo. Logo, você, como pai, educador, ou responsável, precisa estar atento as classificações das obras e, com essa informação, decidir o tipo de material que seu filho deve ou não consumir. Dito tudo isso, podemos deixar claro que o prefeito da cidade não precisa se preocupar em classificar ou julgar os materiais. Existe uma instituição ideológica e não partidária que trabalha fazendo exatamente isso por ele. A censura é a forma mais baixa de limitar e proibir o acesso da população; o direito de expressão é garantido em nossa constituição brasileira e nós não iremos nos calar. 

Ah, e vocês podem consultar e verificar o trabalho da Cocind por aqui. Basta digitar o nome do material desejado e verificar todos os detalhes relacionados. No site vocês podem também encontrar os materiais que utilizei para a elaboração do texto.

Leiam. Leiam livros de romance. De Ficção. Leiam distopias. Leiam romances históricos. Leiam história. Ler é um ato político. Ler é um ato de pensamento. Ler é um ato de liberdade. 



“Qualquer livro que valha a pena ser banido é um livro que vale a pela ser lido” Isaac Asimov



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Ei! Tudo bem?
Espero que sim :)

Hoje seria, provavelmente, um dos dias mais difíceis da minha vida no blog: preciso resenhar o livro Antes que tudo Acabe da Amanda Maia. Como leitora beta dos livros da autora, eu me senti muito pressionada ao fazer uma resenha decente para esse livro que é tão marcante para a carreira da Amanda. Então, hoje não será um dos dias mais difíceis, porque eu decidi dar para vocês motivos para ler esse livro cheio de sentimentos no lugar de resenha-lo.

Autor(a): Amanda Maia
Editora: Autor Independente (publicação Amazon)
Gênero: Romance
Páginas: 508
Sinopse: No ano de 2008, dois jovens se encontraram em circunstâncias nada agradáveis, e, para Ellie, seu maior desafio naquela época era permitir que Lincoln se aproximasse. Mesmo com todas as tentativas de se afastar daquele que um dia seria seu marido Ellie não resistiu aos encantos de Lincoln. O que eles não sabiam quando disseram sim no altar é que seis anos depois estariam enfrentando problemas que nenhum deles um dia sequer imaginou. O casamento está por um fio e Lincoln parece ter se decidido: eles vão se divorciar. Para ele, recomeçar é uma tentativa de salvar um barco que já afundou. Mas para ela, ainda há uma chance. Fantasmas do passado assombram a vida dos dois e ambos se veem em um impasse; se divorciar e seguir em frente ou superar e tentar de novo?


Amanda Maia
A Amanda é uma autora de romances, que está se aproximando bastante do New Adult, gênero que será seu próximo livro. O fato, porém, é que eu preciso destacar sua originalidade e sua sagacidade ao escrever uma história. Ela é, com certeza, uma autora completa. Como eu tive a oportunidade de estar perto da construção de Antes que tudo Acabe soube o quanto ela estudou para criar o cenário e a cultura do local, já que a história se passa em Aspen. Uma coisa eu amo na Amanda é que nenhuma história simplesmente é. De alguma forma ela sempre consegue criar uma plot em seus livros e podem ter certeza que vocês serão surpreendidos. Então ao começar uma obra da autora, saibam que no final vocês estarão lendo sobre algo que nunca imaginaram estar lendo e, o melhor, tudo faz sentido e está devidamente ligado. Nenhuma ponta solta.

Ellie 
A protagonista da história pode irritar (quase) todos os leitores, mas também serão esses mesmos leitores que vão ama-la com todas as forças, exatamente pela força da personagem. Ellie é surpreendente, porque sua construção é lenta e, aos poucos, você consegue entender os motivos da personagem, você cria empatia por suas ações e quer se aproximar dela, passa a compreender e quer ajudar ela a manter sua relação com Lincoln, que também deveria ser um dos motivos para alguém realizar a leitura, porque ele é simplesmente um dos melhores personagens do universo literário.

A relação 
O casal da história começa de um jeito um pouco diferente. Ao contrário do que a gente espera, eles não estão se aproximando, na verdade, eles estão se afastando. E são com pedaços do passado dos personagens que a gente entende o motivo da separação ser a única solução que Lincoln enxerga. Já Ellie, que sempre pareceu insensível e nenhum pouco compreensiva com a relação que construiu com Lincoln, passa a se importar em um reconstrução no casamento. Ellie quer mostrar que viver vale a pena e mais, que viver ao lado de quem ama vale ainda mais.

O maior motivo para ler é o livro
Eu poderia ficar aqui por muito tempo escrevendo sobre os motivos que levariam um leitor do gênero romance romântico a querer ler Antes que tudo Acabe, mas seria inútil se eu não destacasse o livro em si. Como eu disse, a Amanda surpreende o leitor, então embarquem nessa história sabendo que ela será emocionante, apaixonante, triste, feliz e muito sentimental. Impossível não terminar derramando algumas lágrimas, porque essa é uma história sobre reconstrução, é uma história real, é improvável que você não crie empatia pelos personagens, pela situação e se sinta presente ali, porque todo mundo em algum momento da vida precisou repensar nas próprias ações e se reconstruir a partir disso. A obra é exatamente sobre isso.

Além de eu ser leitora beta dos livros da Amanda, ela faz parceria com o blog e, por isso, o livro foi cedido pela autora. Porém, vocês também podem adquirir sua edição na Amazon clicando aqui. Espero que esses quatro motivos tenham empolgado vocês a conhecer um pouquinho mais da história de Ellie e Lincoln.

Um beijo e paz no coraçãozinho de vocês! ✩

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Olá, pessoas.

Tudo bem com você?

Estou de volta com mais uma edição do Chá das Seis. Como vocês sabem, a proposta do quadro é discutir e comentar sobre algum tema e batermos um papo de maneira mais descontraída e sair um pouquinho do modelo livro-resenha. Para a edição de hoje, resolvi conversar um pouquinho com vocês a respeito de depressão, aproveitando que estamos em setembro, mês que se tornou conhecido como o mês de valorização da vida e prevenção ao suicídio e falar sobre a depressão e suas vertentes é um dos objetivos para o mês. Para não fugir muito da temática do site, no final do post, vocês irão encontrar uma lista bem bacana que fiz com alguns livros que abordam, dentre outros temas, a depressão e suas consequências.

Já peço desculpas de antemão pois o texto de hoje também será bem extenso, mas ao mesmo tempo, procurei fazê-lo da maneira mais didática e responsável possível, visto que é um tema bem delicado e sensível e a abordagem errada muitas vezes desencadeiam o efeito contrário das postagens. Como de costume, os links de todas as pesquisas e sites se encontram no texto, caso desejem se aprofundarem mais nos conteúdos abordados.

Afinal, o que é depressão?

Reconheço que é um tema que vem ganhando cada vez mais atenção das pessoas, principalmente nos últimos anos. Hoje em dia, é muito fácil encontrar qualquer material sobre a doença na internet, ou ler em livros, revistas, assitir em filmes e séries; As escolas também vem buscando apresentar o tema para os alunos através de algumas palestras e existem inúmeros programas sociais que visam expor a doença e seus tratamentos, no entanto, ainda o assunto é abordado de maneira superficial e existe muita gente que repete - de maneira errada - que depressão é apenas a pessoa estar triste e cabisbaixa. O principal paradigma que devemos quebrar é de imaginar que a doença seja algo recente. Ao longo da história humanidade, grandes pensadores, artistas, políticos, filósofos (basicamente pessoas que  construíram a maneira com que pensamos hoje em dia) também sofreram do distúrbio em algum momento de suas vidas. Como exemplo, Vincent Van Gogh, Abraham Lincoln, Albert Einstein e Charles Darwin. Com isso, pode-se concluir que a depressão não é exclusividade da nossa sociedade altamente tecnológica e desenvolvida - ainda que esses fatores possam servir de catalisadores - a depressão sempre existiu, mas a cada novo ano, é assustador o número de pessoas que são diagnosticados com a doença. O assunto é tão sério que a OMS (Organização Mundial de Saúde) aponta a doença como o Mal do Século e estima-se que 10% da população mundial sofre da doença. 

Em uma explicação simples, a depressão é uma doença que se caracteriza por sentimentos de prostração, perda de interesse e prazer, culpa, baixa auto estima, distúrbios de sono e na alimentação, cansaço e deficit de concentração. É muito importante fazer a separação entre a doença do que se sentir triste. A tristeza, assim como a raiva e alegria, por exemplo, é um sentimento inevitável e que também possui a sua importância. A morte de uma pessoa próxima, um término de relacionamento, a perda de um emprego ou a não realização de algum sonho ou objetivo são situações muito difíceis de serem lidadas e é normal as pessoas ficarem nesse estágio letárgico, o famoso período de luto, a reposta padrão para esse tipo de situação. A diferença entre ambos é quando esse sentimento exacerbado de tristeza começa a impedir a realização de atividades cotidianas. O diagnóstico é muito delicado e deve-se ficar atento aos detalhes muito sutis para que se possa definir corretamente uma pessoa que está passando por uma situação difícil ou que sofre de depressão. Procure ajuda médica especializada. Muitas vezes, a dificuldade em identificar os sinais ou a falta de informação sobre o transtorno, levam as pessoas a confundirem os sintomas, mas um médico irá saber exatamente qual abordagem seguir de forma a identificar ou não a depressão no indivíduo.

 “O contrário da depressão não é a alegria, mas, sim, a vitalidade”. - Andrew Solomon, autor de O Demônio do Meio-Dia.



Mesmo já tendo visto que a depressão é um assunto mais antigo do que pensávamos, qual a justificativa para essa crescente explosão de casos? O primeiro que vale a pena citar, é a expansão da tecnologia e uso das redes sociais. Hoje em dia é muito mais fácil se comunicar do que quarenta anos atrás. As pessoas também têm tido mais acesso à informação e existem inúmeras formas de você obter com facilidade notícias, artigos e sites sobre basicamente qualquer conteúdo que você tenha interesse. Diante desse quadro, é natural que se fale mais da doença, no entanto, o mundo caótico em que vivemos também contribuiu para o aumento dos casos. Devemos ser produtivos e trabalhar cada vez mais, por horas cada vez mais longas em trabalhos cada vez mais estressantes e que nos exigem demais. Enfrentamos fila, engarrafamento e trânsito, temos medo de assalto, atentado terrorista, poluição e aquecimento global. Existem inúmeros fatores que posso citar e muitas vezes, diante de todo esse quadro, é muito mais fácil encaixar a palavra "estresse" no diagnóstico. O médico André Astete também pontua o uso excessivo de álcool e outras substâncias como uma das causas para o aparecimento do transtorno. A dependência química é um outro fator que aparecem nas pesquisas mais recentes como uma das causadoras do aparecimento da depressão. Então, de acordo com tudo que falei, os altos níveis de estresse, a vivência de uma experiência traumática ou o abuso de bebidas alcóolicas e drogas podem causar depressão? Não necessariamente. De acordo com  Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, é necessário que o indivíduo possua a predisposição genética para se manifestar. Os fatores ditos acima funcionam como gatilho que podem desencadear a doença, mas a depressão não é causada particularmente por eles. O preocupante é que, em nossa sociedade moderna, existem cada vez mais "gatilhos".

A depressão é uma doença silenciosa e que pode se manifestar de maneiras distintas, de acordo com o nível que o paciente possui e da combinação dos fatores que causaram. Dito isso, eu encontrei uma lista bem completa com os sintomas mais comuns que as pessoas geralmente apresentam. Mais uma vez, saliento a importância de manter em mente que cada diagnóstico é exclusivo e particular e somente será aplicado a você. O mais importante, caso você apresente algum desses sintomas, é procurar um medico especializado, que será capaz de realizar os exames mais adequados para assim traçar a severidade da doença e ser capaz de escolher a melhor abordagem para o tratamento. A depressão é uma doença séria e que mata, porém, felizmente, existe cura, é tratável e controlável. É muito importante que um médico seja o responsável pelo seu tratamento e a escolha das medicações precisam ser adequadas com o diagnóstico. Nunca faça uso de nenhuma medicação sem indicação médica. Quanto maior o nível de informação, mais fácil se torna de entender como a depressão funciona e quais são os tratamentos disponíveis. O mais importante de tudo é a pessoa saber que ela não está sozinha e existem pessoas que se preocupam com seu bem estar. Pensando nisso, resolvi trazer pra vocês um lista com alguns livros que me ajudaram muito a entender melhor como a doença funciona e também perceber a seriedade do tema.

Livro 1: O Demônio do Meio-Dia - Andrew Solomon


Editora: Companhia das Letras
Número de Páginas: 836 páginas
Sinopse: Lançado em 2000, O demônio do meio-dia continua sendo uma referência sobre a depressão, para leigos e especialistas. Com rara humanidade, sabedoria e erudição, o premiado autor Andrew Solomon convida o leitor a uma jornada sem precedentes pelos meandros de um dos temas mais espinhosos e complexos de nossos dias. Entremeando o relato de sua própria batalha contra a doença com o depoimento de vítimas da depressão e a opinião de especialistas, Solomon desconstrói mitos, explora questões éticas e morais, descreve as medicações disponíveis, a eficácia de tratamentos alternativos e o impacto que a depressão tem nas várias populações demográficas (sejam crianças, homossexuais ou os habitantes da Groenlândia).


Livro 2: As Vantagens de Ser Invisível - Stephen Chbosky


Editora: Rocco
Número de Páginas: 224 páginas
Sinopse: Ao mesmo tempo engraçado e atordoante, o livro reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe – a não ser pelo que ele conta ao amigo nessas correspondências –, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela. As dificuldades do ambiente escolar, muitas vezes ameaçador, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir “infinito” ao lado dos amigos são temas que enchem de alegria e angústia a cabeça do protagonista em fase de amadurecimento. Stephen Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a um amigo que não se sabe se real ou imaginário. Íntimas, hilariantes, às vezes devastadoras, as cartas mostram um jovem em confronto com a sua própria história presente e futura, ora como um personagem invisível à espreita por trás das cortinas, ora como o protagonista que tem que assumir seu papel no palco da vida. Um jovem que não se sabe quem é ou onde mora. Mas que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar do mundo.

Livro 3: Se Não Houver Amanhã - Jennifer L. Armentrout


Editora: Universo dos Livros
Número de Páginas: 384 páginas
Sinopse:  Lena Wise está sempre ansiosa pelo dia seguinte, especialmente porque está começando o último ano da escola. Ela está decidida a passar o máximo de tempo possível com os amigos, completar as inscrições da faculdade e talvez informar seu melhor amigo de infância, Sebastian, sobre o que realmente sente por ele. Para Lena, o próximo ano vai ser épico — um ano de oportunidades e conveniências. Até que uma escolha, um instante… destrói tudo. Agora Lena não está ansiosa pelo dia seguinte. Não quando o tempo que dedica aos amigos pode nunca mais ser o mesmo. Não quando as inscrições para a faculdade podem ser qualquer coisa, menos viáveis. Não quando há o risco de Sebastian jamais perdoá-la pelo que aconteceu. Pelo que ela permitiu que acontecesse. À medida que sua culpa aumenta, Lena está ciente de que sua única esperança é superar o ocorrido. Mas como é possível seguir em frente quando a existência inteira, tanto dela quanto a de seus amigos, foi transformada? Como seguir em frente quando o amanhã sequer é garantido?

Livro 4: Uma História Meio Que Engraçada - Ned Vizzini 


Editora: Leya
Número de Páginas: 296 páginas
Sinopse:  O que aconteceria se você descobrisse que a maior idealização da sua vida não era aquilo que você esperava? O adolescente Graig Gilner vai perceber que, até mesmo ao atingir um objetivo, nem sempre as coisas saem da forma como deveriam. Mas aprenderá também que, mesmo nas adversidades, é possível fazer novos amigos, se apaixonar e encontrar motivos para viver. Como muitos adolescentes determinados a vencer na vida, Craig Gilner acredita que asua entrada na Executive Pre-Professional High School de Manhattan é o passaporte para o seu futuro. Obstinado a ter uma vida de sucesso, Craig estuda dia e noite para gabaritar no exame de admissão, e consegue. A partir daí, o que deveria ser o dia mais importante da sua vida, acaba marcando o início de um sufocante pesadelo. 

Espero que com esse texto e com as dicas das obras, eu tenha ajudado de alguma forma a esclarecer algumas questões com relação a essa doença. É de suma importância que a ajuda profissional seja procurada o mais cedo possível, podendo assim, traçar a melhor estratégia de tratamento. Espero que vocês tenham gostado da postagem de hoje e lembrem-se que estamos abertos a qualquer dúvida, crítica ou sugestão e, caso vocês conheçam algum outro livro que retrate o tema, deixa aqui pra mim nos comentários, eu vou adorar saber.



Não importa o que você esteja passando na sua vida, haverá sempre alguém disposto a te ouvir, te ajudar e segurar a sua mão e te ajudar a procurar ajuda especializada. Você não está sozinho no mundo, sua vida importa e você irá conseguir superar.

Vai ficar tudo bem.



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Olá, tudo bem?

Não faz muito tempo que trouxe para o site a resenha de Boneco de Pano, do autor Daniel Cole e publicado aqui no país pela editora Arqueiro. Nós recebemos em parceria com eles a continuação do thriller intitulado Marionete e hoje vou contar para vocês um pouquinho sobre essa obra alucinante!

Vamos lá?


Autor(a): Daniel Cole
Editora: Arqueiro
Gênero: Thriller, Suspense
Número de Páginas: 344
Sinopse: Muitos meses se passaram, mas a detetive Emily Baxter ainda lida com as cicatrizes do chocante caso Boneco de Pano e com o desaparecimento de seu amigo William Fawkes, o Wolf.Apesar da relutância em se envolver em outra investigação horrenda, ela é convocada para uma reunião com o FBI e a CIA, onde é surpreendida com fotografias macabras de um corpo retorcido em uma pose familiar, pendurado na ponte do Brooklyn, com a palavra “isca” entalhada no peito. Logo em seguida, uma nova vítima surge em condições idênticas. Só que, dessa vez, o corpo do assassino também se encontra na cena do crime, com a palavra “marionete” entalhada no tórax. Quando a pressão da mídia e da opinião pública se intensifica, Baxter recebe a ordem de cruzar o Atlântico e ajudar na investigação. Enquanto as mortes se multiplicam tanto em Nova York quanto em Londres, a força-tarefa se vê impotente e Baxter precisa vencer o medo que a paralisou no último ano para impedir o sacrifício de mais vidas.

É muito complicado falar sobre um livro que é uma sequência sem revelar muitos detalhes de sua obra anterior. Ainda que Marionete não seja uma continuação direta de Boneco de Pano, durante a narrativa somos apresentados a diversos elementos em que o  autor opta por retomar alguns elementos de seu livro anterior para a construção de seu novo thriller que possui um ar de produção hollywoodiana. Como eu fiz a leitura em sequência, não me senti prejudicado ou perdido durante a narrativa de Marionete, no entanto, caso você não tenha lido Boneco de Pano, recomendo que o faça antes, uma vez que o autor faz em diversos momentos da trama relações com o macabro caso do Boneco de Pano.Em Marionete, temos mais uma vez a detetive Emily Baxter na pele da protagonista e centro de todo o caos. Devido aos desdobramentos do caso do Boneco de Pano no qual fez parte das investigações, Emily agora é detetive chefe de seu departamento, mas não se sente totalmente satisfeita com sua nova posição por conta dos acontecimentos relacionados ao caso passado. Muitos meses se passaram e a detetive começa a colocar sua vida nos eixos, quando a descoberta de um corpo pendurado na ponte do Brooklyn com a palavra "isca" entalhada no peito revive todos os traumas que a detetive não conseguiu superar. A partir daí, uma sucessão de assassinatos brutais acontecem em Londres e Nova York e a detetive começa a reunir provas de que as novas mortes estão ligadas diretamente com o caso do Boneco de Pano e com o desaparecimento de seu antigo colega de trabalho, Wolf. Novamente envolvida em uma trilha de sangue e mistérios, a detetive precisa solucionar o caso, encontrar a verdade sobre a identidade do assassino e confrontar seus traumas para enfim conseguir seguir com sua vida.

Boneco de Pano é, sem sombra de dúvidas, uma obra muito original e envolvente. Daniel possui uma escrita muito precisa e arrebatadora, ele sabe exatamente guiar o leitor pela narrativa e trazer quebras de narrativa pertinentes e arrebatadores em que são utilizadas para a inserção de muitas reviravoltas. Como eu citei na resenha anterior, o livro primeiramente foi desenvolvido para ser uma série de TV e isso justifica sua narrativa ser altamente visual. O mesmo acontece em Marionete e a escrita do autor é tão precisa que as cenas praticamente se materializam em sua frente. Uma outra característica que se mantém no novo livro do autor é o sangue a violência: Se em Boneco de Pano, já ficamos perturbados com a quantidade de sangue e de mortes "excêntricas", em Marionete, Daniel não perde tempo e dá mais um show de criatividade. Todas as cenas do crime são macabras, sombrias e descritas com detalhes. As mortes são chocantes e arrebatadores bem ao estilo "Seven", emblemático filme estrelado por Brad Pitt e Morgan Freeman.

Como um bom thriller que se preze, a narrativa de Marionete se divide entre as descobertas dos novos assassinatos e todo o desdobramento das investigações por parte da polícia na tentativa de interromper os assassinatos, descobrir a identidade do assassino e entender o motivo para tanto banho de sangue. Baxter está no centro de tudo que se vê pessoalmente afetada pelas mortes e que muito se relaciona aos mistérios não desvendados do caso do Boneco de Pano. Nesse ponto, a narrativa se abre para explorar muitos outros temas e se aprofundar em detalhes do livro passado e mais uma vez o autor soube criar uma história que fosse ao mesmo tempo original e criativa, sem utilizar as mesmas soluções. Durante o livro, há alguns debates bem fortes sobre religião e a forma como as pessoas se relacionam com conceitos sobre Deus, Diabo, céu e inferno, etc. O resultado é uma história altamente rica em detalhes, mas sem deixar de lado o suspense, a ação e o mistério principal.

E se houver Deus?
E se houver paraíso?
E se houver inferno?
E se... E se... todos nós já estivermos lá?

Muitos personagens estão de volta, como o carismático Edwards, uma das peças principais para o avanço das investigações. O mesmo já possuiu certo destaque em Boneco de Pano, no entanto, em Marionte o mesmo ganha o merecido foco, sendo um dos pontos fortes de toda a trama. Uma das minhas reclamações em Boneco de Pano foi com relação a personalidade infantil de Baxter, mas a mesma se mantém chata e sem carisma algum. Com relação a toda a história, acho uma personagem fraca e mal construída e por várias vezes ficava muito entediado ao ler. Acredito que a investigadora poderia ser um pouco mais bem explorada e possuir um desenvolvimento mais interessante, no entanto, mesmo a mulher sendo chata, você consegue manter a leitura em um bom ritmo. O livro também possui uma boa dose de humor, principalmente nas cenas que envolvem os investigadores, o que soa um pouco estranho e destoa um pouco do clima de suspense criado, mas ambos são carismáticos e se torna algo até bem interessante depois que se acostuma.



Em uma obra que facilmente poderia ser adaptada para um blockbuster, Emily se divide entre viagens para Londres e Nova York e Daniel consegue construir muito bem essa ponte, trazendo um enredo mais uma vez envolvente e com um desfecho arrebatador, deixando um gostinho de quero mais para os leitores. Nas páginas finais do livro, há uma entrevista com o autor que já se encontra escrevendo o terceiro volume da série. Vou deixar aqui embaixo algumas perguntas respondidas pelo autor, caso se interessem. Marionete é tudo que um fã de thrillers policiais pode querer e eu já estou ansioso para ler o terceiro volume. É uma decisão um tanto quanto inusitada, não vemos muitas séries do gênero, no entanto, Daniel já provou ser capaz de criar histórias que fogem totalmente da caixinha que, de Londres a Nova York, nos deixa embasbacados.


Nota: 4,0 / 5,0

* Livro cedido em parceria com a editora Arqueiro*


Foi difícil escrever uma história ligada a Boneco de Pano, mas também alcançar novos leitores?
Muito difícil. Eu estou escrevendo estes (primeiros?) três livros do Boneco de Pano como uma trilogia. Eles estão todos interligados e se sobrepõem, fazendo referência uns aos outros. Não há como contornar o fato de que as pessoas vão aproveitar muito mais este livro se lerem Boneco de Pano, mas Marionete também funciona como uma história independente. É um equilíbrio difícil trazer novos leitores, lembrar leitores mais distraídos de certas coisas de Boneco de Pano e, ao mesmo tempo, não afastar os fãs que já conhecem muito bem esses personagens. Esse é, evidentemente, o dilema enfrentado por todas as sequências já feitas, seja qual for o meio.

O humor tem um papel importante em Boneco de Pano. Como você tece esse humor em Marionete?
Exatamente da mesma forma. Eu diria que há ainda mais humor em Marionete, mas acredito que teria mesmo que haber para equilibrar o aspecto sombrio e o desespero. Realmente passei esses personagens pelo moedor de carne nesse livro, mas isso torna as faíscas de cordialidade genuína, de camaradagem e de afeto ainda mais marcantes.

Você escreve de um modo cinematográfico. Se inspira no cinema e na TV?
Sim, e não acho que esses livros funcionariam de outra forma. Não gosto de preocupar com as restrições de realidade e acho que, embora terríveis, esses são momentos de "carnificina de filmes B". O objetivo desses livros é entreter, e não perturbar ou chatear ninguém.

Você começou o terceiro livro? Sabe como a série vai terminar?
Eu comecei o terceiro livro Como mencionei anteriormente, planejei esses livros como uma trilogia, portanto, tenho uma boa ideia de como quero que termine. Depois da trilogia, quem sabe?



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Ei! Tudo bem?
Espero que sim :)

A Naiara Aimee é uma autora muito querida por mim. Com sua escrita simples e com seu romance ela me conquistou logo nas primeiras páginas de seu livro, Assim como És, tem resenha aqui. Então era óbvio que eu ficaria extremamente ansiosa pelas próximas obras.

Hoje é dia de falar sobre seu primeiro romance contemporâneo, Sem Canção, uma obra cheia de amor.

Autor(a): Naiara Aimee
Editora: Autor Independente, Amazon
Gênero: Romance
Páginas: 182
Sinopse: Erin Albuquerque é uma jornalista, independente, com um futuro brilhante e um temperamento agradável. Só há uma pequena peculiaridade: ao contrário da maioria das pessoas, ela não é grande apreciadora de música. Quando Gabriel Arantes se muda para o apartamento ao lado, Erin passa a detestar o novo vizinho que parece ter prazer em aborrecê-la com o som do seu violão. O que ela sequer imagina é que terá de lidar com essa nova situação por um longo período, pois Gabriel está longe de cessar seus acordes e deixá-la no conforto de seu silêncio.


Erin Albuquerque está com sérios problemas em sua vida. Recentemente alguém se mudou para o apartamento ao lado do seu, a única questão é que essa pessoa passa o dia inteiro ouvindo música ou tocando violão em um volume tão alto que a jornalista não consegue escrever as matérias cobradas por sua chefe. Querendo espairecer, Erin sai com seus amigos, mas acaba sendo encurralada por um homem que não aceitou seu "não". Já acreditando no pior, Erin se surpreende quando outro homem aparece para ajuda-la. O que ela não sabia ainda era que esse outro homem se chama Gabriel, e Gabriel é seu novo vizinho.

Quando ambos finalmente se reencontram pelos corredores do prédio em que moram, a ligação é instantânea, mesmo com Erin confessando seu desprezo por músicas no geral. Gabriel percebe que tem uma missão: levar música para a vida da garota que não sai de seus pensamentos. Infelizmente, o que eles não sabem é que a vida é muito traiçoeira e ela pode colocar vários obstáculos pelos caminhos dos dois.

"- Sabe o que é legal na música? - Erin me olha e sabe que não precisa me perguntar nada, pois estou prestes a dar a resposta. - É que ela pode até ser feita com um propósito, mas, quando é jogada ao mundo, podemos fazer diferentes interpretações dela. Aqui, com você, eu só sei que estou me divertindo e sempre que eu ouvi-la irei me lembrar deste momento."

Me surpreendi bastante com a história mesmo ela tendo momentos clichês e de romance da Sessão da Tarde. O legal, e o que faz esses detalhes não importarem para o leitor é o fato de a própria protagonista brincar com a informação e os clichês de sua vida. Porém, mesmo Erin sendo uma pessoa normal e Gabriel sendo mais um crush literário super querido e apaixonante, Naiara consegue se sair muito bem alguns momentos específicos da obra, como a questão de assédio que as mulheres sofrem diariamente.

Ao contrário do que possa parecer pela sinopse que eu mesma fiz, o encontro de Erin com um cara mal intencionado é relevante para a obra em um todo. Sendo jornalista, decide fazer uma matéria sobre o assunto, então temos relatos, dicas de como se precaver nessas situações e Erin chega até a fazer aulas de defesa pessoal. Em um país como o Brasil, infelizmente isso é necessário, e com a história se passando em São Paulo, é legal ver que Naiara se preocupou com o assunto e não o deixou em segundo plano.

"Algumas pessoas diriam que estou sendo exagerada com toda essa apatia, mas é difícil compreender os desgostos de alguém que não consegue amar algo que a maior parte das pessoas considera como seu combustível para vida."

A minha parte favorita de toda a história de Erin e Gabriel não foi Gabriel, mesmo que poderia ter sido. Na verdade, é a música. Enquanto Erin vai aprendendo a gostar, nós, leitores, vamos recebendo uma trilha sonora tão boa e incrível que é impossível não cantar.

Outra coisa que a obra também surpreende é o final. Muitos autores ficam com receio de fazer o que Naiara fez, mas foi exatamente isso que me fez gostar tanto da obra no geral, foi o que diferenciou e ajudou a sair do clichê. A escritora deixou claro o verdadeiro significado de amar: amar não é prender, amar é libertar. Fico feliz que ela tenha mostrado esse ponto.

Claro que eu gostaria que o último capítulo fosse mais detalhado, na verdade, essa é a minha única crítica. Porém, o epílogo é emocionante, então consigo relevar o anterior. Seria legal se eles pudessem trocar de ordem, mas isso não é algo que incomoda.

"Se pudesse, eu viveria num mundo silencioso. Nada me é mais prazeroso que a deliciosa quietude na qual possa ouvir meus próprios pensamentos."

Estou apaixonada pelos personagens, pela escrita de Naiara e pelo sentimento que fica quando você termina a leitura. Não vejo a hora de embarcar em mais histórias da autora.

"Você invadir o meu silêncio foi o melhor caos que já me aconteceu."

Nota: 4/5 ♥ 
*Livro cedido em parceria com a Autora*

Compre Sem Canção | Amazon

Um beijo e paz no coraçãozinho de vocês! ✩

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Olá, pessoas.
 Tudo bem?

O texto de hoje vai ser um pouquinho diferente. Vocês se lembram que no início do ano começamos com um quadro aqui no site chamado de Chá das Seis, correto? Infelizmente, por falta de tempo, acabamos deixando o quadro de lado, no entanto, eu e Cecis achamos necessário realizar essa "edição especial". Eu tenho algumas resenhas literárias já programadas para as próximas semanas e prometo que sábado que vem voltamos a nossa programação normal, mas vamos falar um pouquinho sobre o que está acontecendo na Amazônia e como isso não afeta só a minha ou a sua vida, mas todas as pessoas do mundo? Aquecimento global, efeito estufa, crise hídrica, extinção de diversos animais e espécies… tudo parece cenário de um filme de ficção científica e é algo muito distante da nossa realidade, não é mesmo? Muito se fala a respeito, mas e na prática, tá realmente acontecendo? Devemos nos preocupar? De acordo com um estudo publicado pela ONU e realizado pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), a população mundial só tem apenas 12 anos para repensar seus hábitos e cuidar do meio ambiente para reverter o aquecimento global e as mudanças climáticas. Parece alguma realidade muito distante, ma segundo palavras de David Boyd, relator especial da ONU: 
“A mudança climática está tendo – e terá – efeitos devastadores em uma ampla gama de direitos humanos, incluindo direitos à vida, saúde, alimentação, moradia e água, bem como o direito a um ambiente saudável. O mundo já está testemunhando os impactos da mudança climática: de furacões na América, ondas de calor na Europa, secas na África e enchentes na Ásia”
Segundo o relatório de mais de 400 páginas publicadas pelo IPCC, a população precisa limitar o aquecimento da terra em, no máximo, 1,5ºC até 2031. O dióxido de carbono produzido pelas inúmeras atividades humanas também precisam ser reduzidas à 45% até 2030 e totalmente eliminadas até 2050. O aumento da temperatura, ainda que pensemos que 1,5ª é pouco, traz consequências gravíssimas, como o aumento do nível do mar e a completa extinção de biomas e ecossistemas.



Só no ano de 2019 - e ainda estamos em agosto - foram registrados mais de 53.364  focos de queimadas só na Amazônia (Fonte: INEP). Para fazer uma comparação, no mesmo período em 2018 foram 26.500. Quais são os fatores que contribuiram para o aumento alarmante? As políticas assinadas pelo atual governo que favorecem a agropecuária e a indústria de produção de carne. Florestas são queimadas para serem transformadas em pastos para a criação de gado; o mundo nunca consumiu tanta carne e os pastos não são suficientes para suprirem o consumo de carne. A demarcação das terras indígenas, a perda de territórios, a negligência das fiscalizações e, acima de tudo, o incentivo aos desmatamentos para a produção agrícola são os principais fatores e o resultado é um banho de sangue com consequências catastróficas para o mundo. Em uma recente entrevista, o Ministro do Meio Ambiente afirma que o número de queimadas cresceu por estarmos passando por uma estação seca. No entanto, segundo a diretora científica do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), Ane Alencar:

"Em anos de seca muito extrema, os eventos de seca favorecem que, mesmo com desmatamento menor, você tenha um maior número de incêndios. Mas este ano não é de seca extrema. O que mostram nossas análises é que o aumento no número de focos de fogo está associado estritamente ao tanto de desmatamento que tem ocorrido na Amazônia", afirma a diretora científica do Ipam, Ane Alencar.


Não faz muito tempo que vimos estampados nos jornais do mundo inteiro que países como a Alemanha e a Noruega retiraram o apoio de mais de 133 milhões de reais, investidos para o combate ao desmatamento da Amazônia e as políticas de meio ambiente. De acordo com os ministros dos países, o Brasil não cumpriu com o acordo firmado entre os países e como o governo atual não tem interesse em dimunuir e fiscalizar o desmatamento em solo Amazônico, o dinheiro foi congelado. Em uma declaração recente, o presidente justifica o corte das verbas pois há muitas fraudes na divisão e repasse do dinheiro para ONGs que fiscalizam as políticas ambientais e cuidam dos direitos dos índios. Desde o início de seu mandato, o presidente vem sofrendo grande pressão devido à tomada de decisão com relação as políticas ambientais, como a diminuição da rede de proteção ambiental, redução na demarcação do território indígena, entre outros. 

Num geral, é tudo muito triste e revoltante e se vê muitos movimentos em redes sociais e trabalhos de consciencialização ambiental, porém, muito pouca coisa ainda se está fazendo de fato. Sabemos da existência do problema e de suas consequências,  mas varremos para debaixo do tapete e fazemos vistas grossas, Até que no dia 19 de agosto de 2019, São Paulo, a maior cidade brasileira, vira a noite, às 15 horas da tarde. O motivo? Além de uma massa de frente fria que chegou ao sudeste, a fumaça advinda das queimadas que ocorrem desde o final de julho na região da floresta. É tudo muito preocupante, mas quando de fato o problema bate à sua porta é que as pessoas procuram se consientizar sobre e buscar mudanças. Hoje, dia 22 de agosto (dia em que escrevi o texto), a NASA divulgou a imagem abaixo que demonstra que a fumaça das queimadas pode ser visto do espaço. Preocupante, não?



Para efeitos práticos, vamos imaginar o que a destruição da Amazônia acarretaria para o Brasil e para o mundo. Todos sabem que a floresta é considerada patrimônio mundial e pulmão do mundo. Em suas terras, existem inúmeras espécies animais e vegetais que só existem lá. Dá pra ter noção da particularidade do bioma? O ecossistema se encontra gravemente prejudicado e reduzido devido por queimadas, desmatamentos desenfreados e tráfego de animais. Uma situação que se arrasta por décadas e atravessam governos. Em suas autoria, estão as mãos dos empresários, latifundiários, e gente com muito dinheiro, preocupado em lucrar cada vez mais, sem se preocupar com o meio ambiente. É muito fácil apontar dedos e dizer que foi fulano, foi Beltrano e cruzar os braços. A verdade é que a Amazônia vem sendo tratada como lixo a anos, na mão da esquerda, da direita e de quem mais quis lucrar as custas do seu verde e não adianta chorar pelo leite derramado e  continuar nessa polarização política. As árvores são responsáveis por transformar o gás carbônico em oxigênio, além de garantirem a normalização das temperaturas. Sem árvores, sem oxigênio. A matemática é simples. E a conta tá no vermelho. Com o aumento de temperaturas, as fontes de água potável e próprias para o consumo desaparecem. Sem água, sem vida. As calotas polares estão derretendo e aumentando o nível de água dos oceanos, cidades estão sendo inundadas e cada vez há mais desastres naturais acontecendo, como inundações na Índia, terremotos na Grécia, furacões nos EUA, entre outros inúmeros, citando apenas os ocorridos em 2019. Culpa da natureza ou culpa do homem? Estamos produzindo cada vez mais lixo e consumindo nossos recursos de forma assustadora. Semana passada, segundo uma pesquisa realizada pela GFN (Global Footprint Network), os recursos naturais necessários para a nossa sobrevivência durante um ano se esgotaram agora em agosto. Ou seja, consumimos o valor total de água potável, matérias primas e alimentos que a Terra seria capaz de repor sem danos ao meio adiante. Os danos dessa escassez já são vistos: Falta de água, desertificação, erosão dos solos, queda da produtividade agrícola e das reservas de peixes, desmatamento, desaparecimento de espécies. Em 2025, a ONU prevê que aproximadamente 2,7 bilhões de pessoas podem enfrentar séries crises hídricas. O quadro é sério, os números são alarmantes e nosso tempo está acabando: Estamos a beira de um colapso ambiental sem precedentes.

Tá, mas por que estou eu estou falando todas essas coisas? Porque acredito que a melhor maneira de tormarmos ação perante algo é obter todas as informações possíveis sobre o assunto. Acredito que nossa função como "influenciador digital" é trazer diversão e entretenimento, mas não podemos nos omitir perante assunto tão sério e que irá afetar a todos, sem exceção.

Ok, eu moro longe, como eu posso ajudar? Como eu posso fazer a minha parte? Como podemos reveter esse quadro ou, ao menos, minimizar os efeitos? De acordo com essas perguntas, eu elaborei uma listinha com seis coisas básicas que podemos colocar em prática a partir de hoje e que vão ajudar - e muito.


1: A regra dos "3 R's" : Reduzir. Reaproveitar. Reutilizar. As matérias primas estão acabando, resultado do consumismo desenfreado da população. O meio ambiente é destruído e dizimado justamente para atender a nossa demanda desenfreada de consumir cada vez mais e sem necessidade.  Muito lixo é produzido diariamente e descartado da maneira incorreta. Não podemos voltar no tempo e "desfazer" o que foi feito. Mas por que não pensamos em uma maneira de reduzir a criação de novos materiais e reaproveitar o que já foi feito? Reciclar e transformar a matéria prima em produtos reutilizáveis e duráveis. Eliminar toda essa sujeira que todos os dias lotam os lixões, rios e mares. Na teoria é tudo muito fácil, mas por onde começar?  Eu também não sou muito bom no assunto, mas achei um texto bem bacana aqui que ensina você a como produzir menos lixo com atitudes simples, além de dar dicas ótimas de como reaproveitar seu lixo de maneira consciente e ser mais sustentável e limpo. É de suma importância nesse processo todo realizar a separação correta do seu lixo de forma a maximizar a quantidade de produtos que serão reaproveitados. Esse site aqui dão dicas muito maravilhosas e são coisas mega fáceis de serem colocadas em prática. Como um bônus, para as pessoas que possuam crianças em casa, é uma ótima chance de educar sobre conscientização ambiental desde sempre. Por fim, mas não menos importante, achei o Instagram incrível chamado de Uma Vida Sem Lixo, em que Cristal Muniz dá dicas muito valiosas sobre como reduzir seu lixo e reaproveitar ao máximo e também para a criação de produtos orgânicos. Cristal também publicou um livro sobre o assunto chamado de Uma vida sem lixo: Guia para reduzir o desperdício na sua casa e simplificar a vida e, caso vocês tenham se interessado pelo tema, vou deixar o link para adquirí-lo aqui.



2: Reduzir o consumo de carne: Parece até engraçado pensar nisso. "O que eu deixar de comer o meu hamburger vai mudar no mundo?". Tudo. Mais de 65% do território desmatado aqui no Brasil (principalmente na Amazônia) serviu para dar lugar a pastos e a indústria da pecuária. E isso é resultado de DÉCADAS de exploração desenfreada, não é um problema recente, no entanto, devido às políticas que beneficiam a indústria, esse número tem crescido a uma velocidade assustadora. Como podemos ajudar? Primeiramente, evitar comprar e consumir carne das grandes indústrias. Sei que é complicado e no mercado não temos muita escolha, mas se você consumir produtos de pequenos agricultores e criadores de gado, além de você estar ajudando os produtores locais, é uma maneira de diminuir essa indústria tão cruel. Outra opção é reduzir o consumo de carne, caso não seja possível adquir produtos locais. Se você reduz em 50% o seu consumo de carne - algo em torno a não comer 3 dias na semana - você já ajuda a diminuir essa produção. Segundo relatório da IATP (Instituto de Política Agrícola e Comercial), as cinco maiores empresas de carne e laticínios, somadas, já são responsáveis por mais emissões de poluentes na atmosfera. Faz um tempo - aproximadamente dois anos - que venho tentando cortar a carne da minha dieta e não digo para ninguém virar vegetariano ou vegano. Eu mesmo não consigo seguir uma dieta 100% vegetariana, o que estou falando é sobre redução e diminuição na quantidade de carne e produtos de origem animal consumidos. É mais fácil do que parece, ainda mais hoje em dia que existem inúmeros produtos - naturais - que podem ser utilizados para substituir a carne. Outro dado alarmante é que a população tem consumido mais carne do que o necessário para manter a saúde e o bem estar.  Pensando nisso, resolvi trazer pra vocês uma lista de receitas  vegetarianas e veganas muito gostosas, fáceis de fazer e baratas (mais do que carne, inclusive). Existem inúmeras opções e você pode variar à vontade, de acordo com seu gosto, paladar, orçamento e tempo. O aplicativo Pinterest também possui inúmeras receitas, basta digitar "Receitas vegetariana/veganas", escolher a melhor opção e se deliciar. Ele está disponível para Android e IOs e também possui a versão para navegadores, caso queiram acessar de notebooks e computadores.


3: Fiscalizar e Cobrar: Eu não votei no atual presidente. Em minha humilde opinião, ainda acredito que ele foi a pior escolha entre todos os candidatos. A cada novo posicionamento, medida ou política adotada, mais tenho certeza de que não é, nem de perto, a pessoa certa para governar o nosso país. No entanto, o fato de não ter votado não me exime da responsabilidade de cobrar e fiscalizar o que ele  e seus ministros fazem. Nós, como brasileiros, temos a OBRIGAÇÃO de cuidar não só dá Amazônia, mas do país como um todo, a começar por sua rua. Fiscalizar o uso do dinheiro público e nos certificar de que o dinheiro está sendo investido da maneira correta. Para servir como inspiração, achei esse site aqui que contém 5 projetos ambientais implementados em vários locais do mundo voltados para a sustentabilidade do meio ambiente. Devemos fazer pressão e não nos calarmos diante da recusa com a verba enviada por países para a proteção da Amazônia.

Famoso letreiro em Amsterdã

4: Evite o desperdício: Essa dica se encaixa muito no conceito de reciclar, reaproveitar e reutilizar. A gente desperdiça diariamente alimentos e matérias primas, mas também água, item vital para a nossa sobrevivência. De acordo com a ONU, uma pessoa precisa consumir algo em torno de 110L de água por dia, pois é o suficiente para passar bem o dia e realizar coisas básicas, como higiene pessoal, para cozinhar, realizar tarefas de casa e para consumo próprio. Aqui no Brasil, esse consumo é praticamente o dobro disso. Não podemos mais viver no conto de fadas de que a água é eterna. Evite banhos muito longos e demorados. Feche sempre as torneiras quando não estiver usando. Use com moderação ar condicionado e energia elétrica, principalmente em períodos de seca, pois ajuda a economizar água. Aqui nesse site, existem mais algumas dicas de como economizar água e salvar energia.


5: Vem Pra Rua: O assunto é sério. O mundo voltou suas atenções para o Brasil e parecem que seus governantes não estão nem aí para o que está acontecendo. A imprensa fecha os olhos e tenta desviar a atenção da população com outros assuntos de menor importância. Iremos fazer o mesmo e deixar tudo virar pó? Na tentativa de frear o desmatamento e combater as políticas citadas, algumas passeatas nas principais capitais estão sendo programadas para os próximos dias em todo solo brasileiro. É muito importante comparecer e demonstrar a nossa força, não podemos mais ficar na inércia e aceitar as coisas enquanto o maior ecossistema mundial vira chamas.




6: Apoiar e divulgar projetos de preservação do meio ambiente: Ambientalistas e ONGs que trabalham na reabilitação do meio ambiente sofrem boicotes extremos por parte de pessoas ricas cujos interesses são opostos à preservação. Ativistas são brutalmente assassinados, suas famílias são ameaçadas e muita gente já foi silenciada. Aqui você encontra uma lista de diversas ONGS e seus respectivos projetos voltados para a preservação das matas, dos animais e de preservação dos direitos indígenas e como você pode ajudar cada um deles. Tá com a grana curta? Compartilha em suas redes sociais, manda pro seu amigo, pro seu tio e pro vizinho. Faça com que a voz dessas pessoas sejam ouvidas e cheguem a quem de fato pode fazer algo relativamente grande para a reabilitação do país.

Eu não vou me estender muito pois não é o intuito desse texto. Resolvi fazê-lo justamente por achar uma boa ideia centralizar todas as informações em único conteúdo; no nosso mundo altamente globalizado, fica difícil filtrar o que é verdade ou não, mas deixei todos os links das pesquisas e matérias que eu li para a formulação desse texto e que vocês podem conferir sem problema algum. Também estou aberto à discussões a respeito do tema, é só me chamarem. Compartilhem com seus amigos e familiares, vamos entender o problema e focar na solução.

É uma situação desesperadora e preocupante e que dificilmente irá se reverter da noite pro dia. A nossa função é tentar mudar o nosso pensamento e a forma de agir diariamente. Pode parecer insignificante, afinal, sou apenas um dentre os 7,7 bilhões de pessoas desse mundão. Mas vamos começar com passos de formiguinhas. Não é nada impossível. Impossível mesmo é continuarmos na ignorância e no escuro enquanto vamos em direção ao fim.

Quando a última árvore tiver caído,
...quando o último rio tiver secado,
...quando o último peixe for pescado,
...vocês vão entender que dinheiro não se come.



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Bibliomundi

Ei! Tudo bem?
Espero que sim :)

A postagem de hoje não foi nenhum pouco planejada, pois falaria sobre a minha última viagem (quero ver quem adivinha). Porém, inspirada pelo Gabriel, com suas postagens de inclusão na literatura, e por ter conseguido algo para vocês (já já vocês descobrem o que é), decidi mudar um pouco e falar sobre a Auti Books.

Auti em grego significa ouvido e books em inglês significa livros. Acho que vocês já sabem o que isso significa. A Auti Books é uma plataforma que vai levar até vocês livros narrados, é como voltar a infância quando contavam histórias para vocês antes de dormir.

É uma experiência incrível, porque mesmo que ajude muitas pessoas a receber mais conteúdo literário, já que é só colocar o fone no ouvido que a experiência começa, essa também é uma forma de inclusão, uma forma de mais pessoas terem acesso ao mundo literário, principalmente deficientes visuais.

Várias editoras já estão firmando parceria com a Auti Books e vocês podem encontrar vários livros incríveis clicando aqui. Para escutar uma obra vocês só precisam ter o aplicativo da Auti no celular e comprar o livro de sua preferência. Além disso, a cada dez livros comprados no site, um é doado para pessoas que, infelizmente, não tem acesso ao mundo literário.

Por saber que nem todo mundo gosta desse tipo de experiência, nem todo mundo quer gastar dinheiro com um conteúdo que não sabe se vai ser agradável ou não, o Cores e a Auti se uniram para disponibilizar para vocês um cupom de 20% de desconto em qualquer audiobook. Sabem o melhor? Esse cupom é ilimitado e vai até o dia 16 de Setembro! Então corre para garantir o seu livro e depois me contem a experiência de vocês, vou adorar saber um pouquinho :)

CUPOM DE DESCONTO DO CORES: AUTI365CORES

Um beijo e paz no coraçãozinho de vocês! ✩

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Olá, pessoas!
Tudo bem com vocês?

O louco das listas literárias está de volta!

Fazem alguns meses que eu havia mencionado nas postagens que estava muito sem tempo para as postagens aqui no site devido a aproximação da apresentação do meu trabalho de conclusão de curso. Na época, vocês foram super queridos e li cada um dos seus comentários mandando vibrações positivas e vim aqui agradecer com essa postagem especial.

Na última semana de julho eu finalmente apresentei o trabalho e estou formado! Mas o que esse post tem relação com o meu TCC? Pois bem, para quem não sabe, eu cursei Tecnologia da Informação e o tema do meu trabalho foi justamente o desenvolvimento de um jogo que servisse para o desenvolvimento cognitivo e social de uma criança portadora da Síndrome do Espectro Austista (TEA), ou popularmente conhecido como autismo.

Eu tive essa ideia após conversar com uma amiga que é fisioterapeuta e trabalha com a reabilitação motora de crianças autistas. Na época, eu não sabia quase nada sobre a síndrome e para o desenvolvimento do jogo em questão, eu precisei ler MUITO sobre como funciona a síndrome, como as crianças são afetas e como os tratamentos precisam "conversar" entre si para o estímulo correto das habilidades prejudicadas.

Com tudo isso, eu assisti muitos filmes, documentários, li textos científicos na internet, mas também alguns livros de ficção me ajudaram a entender melhor às necessidades dessas crianças  e resolvi trazer uma pequena listinha com essas obras para que você, assim como eu fiz, possa se informar melhor sobre a síndrome, caso se interesse. Fiquem tranquilos que são histórias super gostosas de ler que proporcionam, dentre outras coisas, lições que devemos levar para a vida.

Livro 1: Mariana no Mundo dos Saltisonhos

Autor(a): C Machado, Marco A B
Editora: Ebook/Independente
Número de Páginas: 100
Sinopse: Mariana no Mundo dos Saltisonhos é um livro que fala do autismo de maneira leve. Não há nenhum ato heroico e nem invocações divinas nele, apenas fatos, com uma abordagem bem humorada - sempre que possível.Cada capítulo é nomeado com uma palavra relativa ao autismo. Aceitação, ansiedade, frustração, medo e outras são a deixa para discorrer sobre as angústias e esperanças que acompanham o autismo.
Para melhor ilustrar as definições, em quase todos os capítulos foram inseridas passagens do diário que os autores escreveram nos oito anos de convivência mais do que intensa com a Mariana. Algumas histórias são muito divertidas, outras, nem tanto!Mesmo tratando de um assunto tão sério quanto o autismo, Mariana no Mundo dos Saltisonhos consegue ser um livro envolvente e fácil de ler.

Livro 2: Em Algum Lugar nas Estrelas
Autor(a): Clare Vanderpool
Editora: Darkside
Número de Páginas: 288
Sinopse: Um romance intenso sobre a difícil arte de crescer em um mundo que nem sempre parece satisfeito com a nossa presença.Pelo menos é desse jeito que as coisas têm acontecido para Jack Baker. A Segunda Guerra Mundial estava no fim, mas ele não tinha motivos para comemorar. Sua mãe morreu e seu pai... bem, seu pai nunca demonstrou se preocupar muito com o filho. Jack é então levado para um internato no Maine. O colégio militar, o oceano que ele nunca tinha visto, a indiferença dos outros alunos: tudo aquilo faz Jack se sentir pequeno. Até ele conhecer o enigmático Early Auden.Early, um nome que poderia ser traduzido como precoce, é uma descrição muito adequada para um prodígio como ele, que decifra casas decimais do número Pi como se lesse uma odisseia. Mas, por trás de sua genialidade, há uma enorme dificuldade de se relacionar com o mundo e de lidar com seus sentimentos e com as pessoas ao seu redor.Seu comportamento é um dos muitos indícios da síndrome de Asperger, uma forma branda de autismo que só seria descoberta muito tempo depois da Segunda Guerra.

Livro 3: Passarinha 
Autor(a): Kathryn Erskine
Editora: Valentina
Número de Páginas: 206
Sinopse: o mundo de Caitlin, tudo é preto e branco. Qualquer coisa entre um e outro dá uma baita sensação de recreio no estômago e a obriga a fazer bicho de pelúcia. É isso que seu irmão, Devon, sempre tentou explicar às pessoas. Mas agora, depois do dia em que a vida desmoronou, seu pai, devastado, chora muito sem saber ao certo como lidar com isso. Ela quer ajudar o pai - a si mesma e todos a sua volta -, mas, sendo uma menina de dez anos de idade, autista, portadora da Síndrome de Asperger, ela não sabe como captar o sentido.Caitlin, que não gosta de olhar para a pessoa nem que invadam seu espaço pessoal, se volta, então, para os livros e dicionários, que considera fáceis por estarem repletos de fatos, preto no branco. Após ler a definição da palavra desfecho, tem certeza de que é exatamente disso que ela e seu pai precisam. E Caitlin está determinada a consegui-lo. Seguindo o conselho do irmão, ela decide trabalhar nisso, o que a leva a descobrir que nem tudo é realmente preto e branco, afinal, o mundo é cheio de cores, confuso mas belo.

Livro 4: Tudo menos "normal"
Autor(a): Nora Raleigh Baskin
Editora: Novo Século
Número de Páginas: 192
Sinopse: Jason Blake é um autista de doze anos vivendo em um mundo neurotípico, de 'pessoas normais'. Para ele, quase sempre é apenas uma questão de tempo até que alguma coisa dê errado. Mas Jason acaba encontrando um pouco de compreensão quando cruza com Phoenixbird, uma garota que publica histórias no mesmo website que ele. Jason pode ser ele mesmo quando escreve, e imagina que Phoenixbird, cujo nome descobre ser Rebecca, pode se tornar sua primeira amiga de verdade. Mas um tanto quanto ansioso por conhecê-la, Jason está apavorado com a possibilidade de que, quando isso acontecer, Rebecca não seja capaz de enxergá-lo como realmente é, indo além das aparências.

O melhor de todos esses livros que citei acima é que são todos muito curtinhos, não passam das 230 páginas. São leituras super rápidas, dinâmicas e você facilmente consegue encaixar entre suas metas literárias. Garanto que são ótimas histórias, repletas de aprendizado, reflexões e ensinamentos. Pelo menos para mim, que não possuía nenhum conhecimento sobre o assunto, consegui desmistificar e quebrar muitos paradigmas sobre o autismo e suas vertentes e que me possibilitaram escrever meu trabalho. Além do mais, com certeza, irei levar todos esses ensinamentos por toda a minha vida e utilizá-los para fazer a diferença em um mundo ainda tão rígido com as diferenças que nos tornam especiais.

Ah, a literatura e seus inúmeros benefícios.

Por que não compartilhá-los com vocês?

O post de hoje é rapidinho, mas foi só pra agradecer a cada um de vocês. Muito obrigado pelos comentários e pela força que me deram; deu tudo certo. É uma etapa que se encerra e tenho certeza que muitos outros desafios virão. 

Espero que vocês tenham gostado das dicas de hoje e até o próximo sábado.



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Ainda perdida e ainda tentando achar luz em textos alheios e palavras autorais. Amante de café, literatura, fotografia, cinema, viagens e amor.

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