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365 Cores do Universo

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Foto: Google


Desde pequenos em nossas mais remotas memórias temos a consciência de nos acostumar que as coisas são do jeito que são e que não vão mudar. Quantas vezes ouvimos dos nossos pais ou avós que as coisas são da maneira que são desde que o mundo existe? Somos programados, seguimos manuais de instrução e concordamos com as coisas porque sim e ponto final. A gente não questiona ou não procura entender e, quando pensamos diferente, ainda nos sentimos mal. Será que somos loucos, afinal?


A gente aceita a ir dormir tarde e acordar cedo e a não ter uma boa noite de sono. A gente se acostuma a pegar condução lotada, pagar caro a passagem e a ouvir gracinha no trabalho. A gente se acostuma a não ouvir as pessoas, a gente acostuma a querer impor nossa opinião. Não queremos debate, conciliação. Queremos imposição. A gente aceita que estamos na era digital e é normal não desgrudar nossos olhos – e cérebros – dos nossos celulares. A gente se acostuma a ter amigo de bar e, mesmo assim não ter amigo algum. A gente se acostuma a transportar nossa vida para as redes sociais, a montar um perfil bonito com fotos atrativas e postagens sobre o quão legal foi o final de semana ou a viagem de natal, sempre rodeado de amigos e felicidade. Tristeza não existe e tudo é perfeito. A gente se acostuma a mascarar nossos sentimentos em prol de um perfil bem aceito. A gente apenas se acostuma. 

A gente se acostuma a ser maltratado, a gente aceita que sair com medo na rua é algo normal. A gente se acostuma a ver as manchetes de agressão e violência no jornal. A gente aceita todo o roubo e desonestidade, afinal é o Brasil. A gente se acostuma a ouvir que mulheres, negros e qualquer outra minoria são inferiores. A gente se acostuma a ouvir discursos de ódio e intolerância apenas por amar e sermos quem somos; A gente se acostuma a ver mulheres ganhando menos desempenhando as mesmas funções que o homem; a gente aceita que a culpa de um estupro é sempre dela, que, estava pedindo para ser atacada. A gente aceita o machismo como uma coisa normal por ser milenar. A gente aceita que tudo no Brasil tudo acaba em pizza, cerveja, futebol e samba; discutir o capítulo da novela é mais importante que política. 

A gente se acostuma a sempre estar correndo atrás de algo mesmo sem ter a menor ideia do que. Temos pressa, muita pressa. Esperamos o término das matérias na faculdade, o diploma, a promoção no trabalho. Estamos com a cabeça no “depois”, mas e o agora? Você vive? E ao chegar no depois? Passamos tanto tempo idealizando uma vida baseada em questões futuras que nos esquecemos do dia de hoje, do agora. A gente aceita ter pressa e engolir o café da manhã correndo. A gente se acostuma a engarrafamento, poluição e barulho alto. A gente se acostuma ao ouvir sobre o aquecimento global, sobre catástrofe natural, sobre um mundo sem expectativa. A gente aceita enchente, deslizamento e extinção. Mas a gente só se acostuma.

A gente se acostuma a fugir do sol e se esconder da chuva, a fechar a janela pro vento não entrar. A gente não tem tempo pra olhar pras estrelas, não há espaço na agenda pra um piquenique no meio da tarde, para visitar a avó. A gente aceita a pensar no eu e ignorar o nós. A gente aceita pagar academia e não correr na praça. A gente se acostuma a comprar um aquário e continuar jogando lixo no rio. A gente se acostuma a reclamar do calor e a não gostar do frio. Nada está bom, nada é o suficiente. E assim por diante em uma sucessão de pequenos traumas cotidianos que estão intrínsecos em nossa vida e nem percebemos; os ponteiros dos relógios continuam rodando e nossa rotina insana se desenvolve. Mas nada disso importa, nada disso é relevante.


A gente apenas se acostuma.

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Ei! Tudo bem?
Espero que sim :)

Segundo mês com a Editora Intrínseca como parceira do Cores e eu estou muito feliz com o resultado disso tudo. Alguns livros já foram resenhados, e assim como no mês passado, hoje é dia de falar sobre os lançamentos de março e saber um pouquinho sobre as obras que falaremos mais vezes no blog.

Mundo em Caos - Patrick Ness
Lançamento: 08/03/2019
Páginas: 480
Gênero: Ficção
Sinopse: Em um mundo pós-apocalíptico, uma infecção rara e perigosa causou o inimaginável: a morte de todas as mulheres. O mesmo germe fez com que os pensamentos dos homens se tornassem audíveis, e agora o caótico Ruído está por toda parte. É impossível guardar segredos no Novo Mundo. Todd Hewitt é o único garoto entre os homens da cidade de Prentisstown, e mal pode esperar para se tornar um deles. No entanto, o lugar esconde algo grave, capaz de mudar o futuro de Todd e do Novo Mundo para sempre. A apenas um mês de se tornar homem, um segredo impensável é revelado, e ele se vê forçado a fugir antes que seja tarde demais. Acompanhado por seu fiel escudeiro, o cachorro Manchee, ele empreende uma jornada repleta de perigos e se depara com uma criatura estranha e silenciosa: uma garota. Mas quem é ela? E por que não foi morta pelo germe como todas as mulheres? Publicado em mais de trinta países, Mundo em caos é o primeiro volume de uma distopia perturbadora sobre os laços que forjamos em situações extremas e traz à tona a infinita insensatez humana diante das diferenças. A adaptação cinematográfica da obra está prevista para o início do segundo semestre e terá Tom Holland e Daisy Ridley como protagonistas. A Intrínseca relança em uma edição especial, com tradução inédita e um conto extra, a série que consagrou Patrick Ness como um dos maiores nomes da literatura jovem.

Matadouro-Cinco - Kurt Vannegut
Lançamento: 01/03/2019
Páginas: 288
Gênero: Ficção
Sinopse: Edição comemora os 50 anos de um clássico moderno, o mais importante da obra de Kurt Vonnegut. O humor e estilo únicos e originais de Kurt Vonnegut o fizeram um dos escritores mais importantes da literatura norte-americana. Sarcástico, ele foi capaz de escrever sobre a brutal destruição da cidade de Dresden, na Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial — sem apelar para descrições sensacionalistas. Em vez disso, criou uma história imaginativa, muitas vezes engraçada e quase psicodélica, estrategicamente situada entre uma introdução e um epílogo autobiográficos. Assim como Billy Pilgrim, o protagonista de Matadouro-Cinco, Vonnegut testemunhou como prisioneiro de guerra, em 1945, a morte de milhares de civis, a maior parte deles por queimaduras e asfixia, no bombardeio que destruiu a cidade alemã. Billy tinha sido capturado e destacado para fazer suplementos vitamínicos em um depósito de carnes subterrâneo, onde os prisioneiros se refugiaram do ataque dos Aliados. Salvo pelo trabalho, depois de ter visto toda sorte de mortes e crueldades arbitrárias e absurdas, Billy volta à vida de consumo norte-americana e relata sua pacata biografia, intercalando sua trajetória aparentemente comum com episódios fantásticos de viagens no tempo e no espaço. Ao capturar o espírito de seu tempo e a imaginação de uma geração — afinal, o livro foi publicado originalmente em 1969, em plena guerra do Vietnã e de intensos protestos e movimentos culturais —, o livro logo virou um fenômeno e sua história e estrutura inovadoras se tornaram metáforas para uma nova era que se aproximava. Ao combinar uma escrita cotidiana, ficção científica, piadas e filosofia, o autor também falou das banalidades da cultura do consumismo, da maldade humana e da nossa capacidade de nos acostumarmos com tudo. Qualquer semelhança com a atualidade não é mera coincidência.

Areia Movediça - Malin Persson Giolito 
Lançamento: 25/03/2019
Páginas: 352
Gênero: Ficção
Sinopse: Toda história tem mais de um lado. Em qual deles você vai acreditar? A vida de Maja Norberg parecia incrível: ela era jovem, bonita, inteligente e popular. Nada iria dar errado. Até que houve o tiroteio na escola: seu namorado e sua melhor amiga estão mortos e ela é a única acusada dos crimes. Maja não consegue refazer mentalmente os caminhos que a colocaram nessa situação, mas uma coisa é certa: ela é a adolescente mais odiada da Suécia. Após nove meses na prisão, é hora do julgamento. Os advogados estão usando todos os recursos possíveis para provar sua inocência, mas a promotoria, a mídia e os olhares de todos à sua volta nitidamente desejam o oposto. Narrado do ponto de vista de Maja, que trata o leitor como um confidente, Areia movediça entrelaça as memórias da garota a um cenário de tensão racial e econômica que, aos poucos, ajuda a revelar as peças de um surpreendente quebra-cabeças. Panorama perspicaz de uma juventude desmoronando, o livro toca em temas como imigração, conflito de classes e o isolamento adolescente, embalados por uma ótima narrativa de crime e tribunal.

O Caso da Mansão Deboën - Edgar Cantero
Lançamento: 18/03/2019
Páginas: 352
Gênero: Ficção
Sinopse: Eles se conheceram na infância, nas férias em Blyton Hills - a cidade debruçada no lago mais enigmático que uma criança poderia imaginar. Anos depois, Andy é uma mulher extremamente solitária e sente que não se encaixa em lugar algum; Kerri busca consolo para seus medos e complexos na bebida; Nate se interna voluntariamente em hospitais psiquiátricos e tem a constante companhia do fantasma de Peter, o amigo que se tornara um astro de Hollywood mas morreu de overdose. Nenhum dos quatro podia imaginar que seu futuro seria fadado ao fracasso por conta de uma aventura adolescente envolvendo a Mansão Deboën. Mais de uma década antes, em 1977, eles eram apenas quatro jovens inquietos, acompanhados de um simpático cachorro, quando foram até o lago da cidade de Blyton Hills para desvendar um mistério. Em vez de monstros assustadores e espíritos vingativos, o Clube dos Detetives de Blyton, como eles se intitulavam, descobriu que tudo não passava da tramoia de um criminoso fantasiado. Mas o que eles viram e ouviram naquele dia jamais deixa de aterrorizá-los. Com a vida estagnada e imersa em um caos insuportável, Andy se convence de que é preciso enfrentar o passado que não os permite seguir em frente. O grupo então se reúne para tentar entender o que realmente aconteceu naquele fatídico verão e, desta vez, terão certeza de que a resposta é muito mais macabra e perigosa do que imaginavam. Uma narrativa que celebra a nostalgia dos anos 1990, a amizade e os fantasmas (reais ou não) que precisamos enfrentar para superar maldições e maus agouros, O caso da Mansão Deboën une doses do terror consagrado por H.P. Lovecraft ao humor sagaz das clássicas histórias de detetives juvenis, popularizadas por produções como Scooby-Doo.

Faça Tempo - Jake Knapp e John Zeratsky
Lançamento: 12/03/2019
Páginas: 304
Gênero: Não Ficção
Sinopse: Nunca houve quem olhasse para uma agenda vazia e dissesse "Hum, a melhor forma de gastar esse tempo é abarrotá-lo de reuniões!" ou fosse para o trabalho e pensasse: "Hoje vou passar horas e horas no Facebook!" No entanto, é exatamente isso que nós fazemos. Por quê? Depois do sucesso do método Sprint, do Google Ventures, e da experiência de design em produtos tecnológicos que estão por toda parte - do Gmail ao YouTube -, Jake Knapp e John Zeratsky passaram anos buscando maneiras de ajudar as pessoas a otimizar energia, concentração e tempo. Então reuniram as táticas mais eficientes em uma estrutura diária de quatro passos, para que qualquer pessoa seja capaz de esquematizar o próprio dia de maneira mais sistemática. Leitura obrigatória para qualquer um que já tenha pensado "E se meu dia tivesse pelo menos algumas horas a mais?", Faça tempo não é uma fórmula-padrão sobre produtividade. Tampouco propões soluções irreais, como jogar fora seu celular ou sair de todas as redes sociais ao mesmo tempo. Em vez disso, é um guia que proporciona pequenas mudanças na sua vida para que você se liberte da ocupação e da distração constantes e priorize o que é realmente importante na sua vida.

Holocausto Brasileiro - Daniela Arbex
Lançamento: 13/03/2019
Páginas: 280
Gênero: Não Ficção
Sinopse: No Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena, conhecido apenas por Colônia, ocorreu uma das maiores barbáries da história do Brasil. O centro recebia diariamente, além de pacientes com diagnóstico de doença mental, homossexuais, prostitutas, epiléticos, mães solteiras, meninas problemáticas, mulheres engravidadas pelos patrões, moças que haviam perdido a virgindade antes do casamento, mendigos, alcoólatras, melancólicos, tímidos e todo tipo de gente considerada fora dos padrões sociais. Essas pessoas foram maltratadas e mortas com o consentimento do Estado, médicos, funcionários e sociedade. Apesar das denúncias feitas a partir da década de 1960, mais de 60 mil internos morreram e um número incontável de vidas foi marcado de maneira irreversível. Daniela Arbex entrevistou ex-funcionários e sobreviventes para resgatar de maneira detalhada e emocionante as histórias de quem viveu de perto o horror perpetrado por uma instituição com um propósito de limpeza social comparável aos regimes mais abomináveis do século XX. Um relato essencial e um marco do jornalismo investigativo no país, relançado pela Intrínseca com novo projeto gráfico e posfácio inédito da autora.


Esses serão os lançamentos de março da Editora Intrínseca. Espero que vocês tenham se interessado por algum história, autor ou gênero. Dois desses livros serão resenhados nos próximos meses aqui no blog pela equipe do Cores.

Um beijo e paz no coraçãozinho de vocês! ✩

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Foto: Gabriel Ferrari

Olá, pessoas! Como estão? 

Um tempo atrás eu comentei com vocês aqui no site o quão proveitoso havia sido o meu mês de janeiro, com diversas leituras maravilhosas e livros inesquecíveis. Infelizmente o mesmo não se repetiu para fevereiro e, além de ter lido muito pouco (apenas 4 livros), foram leituras bem fracas, quando as comparo com as do mês passado. Em um mês de leituras mornas e histórias de pouco impacto eis que surge a última leitura do mês que veio para incendiar tudo e me arrancar da monotonia em que me encontrava. Uma obra complexa, perspicaz e altamente emotiva e reflexiva. Estou falando da obra Flores Para Algernon, do escritor Daniel Keyes e trazida pelo Brasil pela editora Aleph. Eu nunca havia lido nada tão triste e tão bonito em toda a minha vida e o livro despertou um mix de sentimentos em mim que ficou até difícil transcrevê-las em uma resenha capaz de transmitir todos os sentimentos que tive ao ler.

Vamos lá?


Autor: Daniel Keyes
Editora: Aleph
Gênero: Ficção científica
Páginas: 284
Sinopse: Uma cirurgia revolucionária promete aumentar o QI do paciente. Charlie Gordon, um homem com deficiência intelectual severa, é selecionado para ser o primeiro humano a passar pelo procedimento. O experimento é um avanço científico sem precedentes, e a inteligência de Charlie aumenta tanto que ultrapassa a dos médicos que o planejaram Entretanto, Charlie passa a ter novas percepções da realidade e começa a refletir sobre suas relações sociais e até o papel de sua existência. Delicado, profundo e comovente, Flores para Algernon é um clássico da literatura norte-americana.


Charlie Gordon é um homem de 32 anos de idade que possui uma grave deficiência intelectual. Segundo os testes realizados seu QI é abaixo de 70 e é justamente por isso que ele foi selecionado por um laboratório para ser o primeiro homem a fazer uma cirurgia revolucionária que seria capaz de aumentar sua inteligência. É importante ressaltar que a cirurgia ainda se encontrava em fases de testes e os médicos não podiam prever os efeitos colaterais caso Charlie aceitasse fazê-la. A única informação concreta que possuíam é que a tal cirurgia havia sido testada em um rato chamado Algernon que após o procedimento apresentou um intenso desenvolvimento intelectual, lógico e motor. Algernon se torna então uma espécie de rato prodígio e, animados pela perspectiva do sucesso em humanos, selecionam Charlie como cobaia. O jovem rapidamente se anima com a ideia e vê aí uma oportunidade de ser mais inteligente e não ficar mais sozinho, pois segundo ele, pessoas inteligentes possuíam diversos amigos. Charlie é um homem extremamente doce, gentil e ingênuo e, apesar de adulto, possui a mentalidade e inocência de uma criança e esse é o primeiro ponto tocante no livro. É emocionante ler as coisas diante da perspectiva dele que enxerga tudo sem maldades e acredita sempre no melhor das pessoas.

Se você é inteligente você pode ter muitos amigos para conversar e você nunca fica solitário, sozinho o tempo todo.

Segundo a sinopse do livro (não estou dando spoilers!!!), a cirurgia de Charlie é um sucesso e logo os primeiros sinais de desenvolvimento começam a ser notados pelos médicos e o protagonista apresenta facilidade em aprender novos assuntos e línguas, além de possuir um exímio raciocínio lógico e motor. Em pouco tempo, Charlie consegue resolver os problemas mais complexos que envolvam física e matemática e sua inteligência já ultrapassa a dos médicos responsáveis por toda a cirurgia. Infelizmente, a medida em que Charlie vai se tornando inteligente, ele começa a questionar diversos aspectos de sua vida. Sua inteligência emocional não cresce de maneira proporcional e o mesmo se torna um homem apático e altamente cético que se torna obcecado pelo conhecimento. Obviamente, quanto mais Charlie aprende, mais se decepciona com o mundo que vive e as pessoas que fazem parte da sua vida. Tarefas simples se tornam verdadeiros discursos existenciais para Charlie que começa a se considerar melhor que as outras pessoas por ser "mais inteligente" e possuir uma ampla ganha de conhecimentos.

Foto: Gabriel Ferrari

O livro é uma verdadeira surra pois levanta debates sobre fé, política, religião, corrupção e filosofia, enquanto Charlie mergulha em memórias e revisita traumas de sua infância e adolescência em meio as novas descobertas que sua inteligência permitiram alcançar. Aqui é apresentado o verdadeiro propósito do livro: É possível medir sua inteligência a partir dos conhecimentos que você possui? Até que ponto a ciência deve e pode intervir no intelecto humano? Como mencionei mais acima, Charlie ainda vive sob os fantasmas de sua infância difícil e do tratamento que recebia de sua mãe, que não aceitava um filho "retardado, preguiçoso e perigoso" em sua família. Ela utiliza exatamente essas expressões e são passagens bem obscuras da obra enquanto sua mãe levava Charlie para diversos médicos na tentativa de reverter esse quadro. Obviamente ler todas essas experiências sob a perspectiva doce, inocente e infantil de Charlie torna o processo ainda mais doloroso e por diversos momentos precisava interromper a leitura por me sentir extremamente mal. Torno a frisar que Flores Para Algernon aborda muitos outros temas e é uma leitura muito poderosa, densa e reflexiva. Eu acabei com meus post-its de tantas frases que marquei.

O que é correto? É irônico que toda a minha inteligência não me ajude a resolver um problema assim.

Em suma, é um livro arrebatador, porém, apesar dessa ótima história, eu me vi numa relação de amor em ódio com Flores Para Algernon: Em alguns momentos a narrativa pode se tornar extremamente chata e massante, eu diria até difícil para ler. O romance é todo escrito de maneira epistolar, ou seja, através da visão do Charlie que escreve relatórios de progresso, vemos como as coisas eram antes da cirurgia, todo o processo de aprendizado após e os efeitos colaterais. Como mencionei, Charlie começa o livro com sérios problemas de aprendizagem e o mesmo se reflete em sua escrita: Os primeiros relatórios de Charlie não possuem qualquer concordância entre as frases, coerência ou pontuação (como a primeira frase que destaquei na resenha pra vocês). Seu vocabulário é bem limitado, além de não saber escrever muitas palavras e as mesmas são escritas da maneira que se fala. Particularmente, achei genial por parte do autor, pois passa ainda mais verdade para a obra. Com o tempo, Charlie vai se desenvolvendo e sua escrita se torna correta e formal, até se transformar em uma narrativa altamente complexa e rebuscada. Nesse ponto aqui não posso deixar de citar o capricho e empenho da Editora Aleph no belíssimo trabalho de tradução e diagramação da obra, que além da capa belíssima, ainda é em capa dura. Eu imagino a dificuldade que tenha sido adaptar essa narrativa para o nosso idioma, mas vocês fizeram um excelente trabalho.

Foto: Gabriel Ferrari

A história, apesar de imersiva e emocionante, consegue ser um tanto quanto monótona em alguns pontos e em certos momentos você é pego por um sentimento de incerteza por justamente não saber para qual caminho o livro irá enveredar. Como já era esperado, o final desse livro é totalmente desesperador e de cortar o coração e não existem palavras no mundo que pudessem me ajudar a passar pra vocês o que senti ao ler as páginas finais. Mais uma vez, a mescla entre diálogos poderosos, uma história densa e a ótima narrativa de Daniel tornam Flores Para Algernon uma leitura excepcional e extremamente necessária. Enquanto visitava algumas passagens do livro que marquei pra fazer trazer a resenha aqui pra vocês, não pude deixar de me emocionar mais uma vez e entrar em um estado de introspecção pessoal. Charlie é um personagem emblemático e muito importante, pois, mesmo que indiretamente, você começa a se identificar com os questionamentos abordados.
Nada nas nossas mentes realmente vai embora. A operação o cobrirá com um véu de educação e cultura, mas emocionalmente ele estava ali assistindo e esperando. 

Flores Para Algernon é um daqueles livros que não é possível um meio termo. Apesar de uma leitura difícil e altamente carregada de sentimentos e reflexões, é aquela obra que você leva no coração e é impossível não se emocionar ou compadecer com os personagens. Com certeza daqui uns anos farei uma releitura da obra sabendo que irei interpretá-lo de uma maneira diferente do que a que fiz hoje e irei conseguir retirar novas lições e ensinamentos. É o tipo de livro que após finalizar, surge aquele sentimento de que nunca mais farei uma leitura como essa. Uma obra singular e única.

Nota: 4,0 / 5,0



Nos vemos na próxima semana!

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NF Notícias


Ei! Tudo bem?
Separe sua xícara, o papo hoje é longo!

Eu não pretendia falar sobre isso, na verdade, eu nem pretendia falar sobre algo. O Chá das Seis parece realmente complicado enquanto você não começa a digitar as palavras que surgem no pensamento. Mas estou feliz em falar sobre isso, em fazer algumas mudanças no cronograma para falar sobre nós, mulheres. Afinal, calhou do Chá cair no nosso dia, dia que deveria ser comemorado todos os dias. Ser mulher é ser luta, é preciso de força e coragem. Todo dia é dia de ser esse espírito que busca liberdade constante.

Mas por que hoje, 8 de Março, a gente quer lutar ainda mais? A gente quer mostrar que nossa força é maior do que o patriarcado fala? Isso é simples, 8 de Março é uma data histórica, e a gente não deve esquecer datas históricas.

Poderia ser obra do comércio, mais uma forma do capitalismo se apossar de comemorações. Ironicamente essa data surge com a ideia do capitalismo da Revolução Industrial, período esse marcado por diversas manifestações de mulheres, principalmente, em busca de melhores condições de trabalho e igualdade salarial.

Alguns momentos podem e precisam ser lembrados, como o dia 25 de Março de 1911, dia em que 130 operárias morreram carbonizadas em um incêndio em uma fábrica têxtil de Nova York. Porém, a data, que foi escolhida pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1975, tem outros eventos marcantes.

Desde o final do século XIX, grupos feministas surgiram de movimentos operários que protestavam em países da Europa e nos Estados Unidos. Como disse, a Revolução Industrial foi marcada de fato por uma revolução, mas também por trabalho infantil, longas jornadas de trabalho e salários desiguais, sendo todos medíocres, essas mulheres lutavam contra isso. Essa Era é representada no filme As Sufragistas, merece nossa atenção.

A partir de acontecimentos parecidos surge o primeiro Dia Nacional da Mulher, que foi celebrado em maio de 1908 nos Estados Unidos, quando aproximadamente 1500 mulheres manifestaram a favor de igualdade econômica e política. Depois do evento a data foi alterada algumas vezes de acordo com movimentos feministas de busca por direitos. Porém, o evento mais marcante ocorreu na Primeira Guerra Mundial. No dia 8 de Março de 1917, 90 mil operárias manifestaram contra o Czar Nicolau II, elas alegavam más condições de trabalho, fome e iam contra a participação da Rússia na guerra.

Sei que muitos podem me questionar sobre como eu estou falando sobre o Dia Internacional da Mulher incluindo o feminismo. A resposta é óbvia. O feminismo luta por igualdade entre homens e mulheres, o dia 08 de Março surge historicamente por lutas de igualdade.

E falando sobre feminismo... Essa ideia de luta pela igualdade cívica e civil entre homens e mulheres apareceu pela primeira vez em uma obra de um escritor francês, enquanto filósofos iluministas achavam que a igualdade entre os sexos não fazia sentido algum. Porém, a palavra feminismo chegou bem depois, surgindo as três ondas do feminismo. A primeira é basicamente a luta por melhores condições de trabalho e ao direito à educação, enquanto ao mesmo tempo feminismo era utilizado entre os médicos para dizer que o homem tinha sua virilidade desenvolvida mal ou pouco. A segunda denunciava as desigualdades legais, culturais e questionava o papel da mulher na sociedade, entrando assuntos como divórcio, direito à propriedade privada, sexualidade, família, trabalho e procriação. A terceira é considerada uma continuação da "onda" anterior, mas mostra também os fracassos das propostas, surgindo as questões do sexismo, racismo e a opressão de classes.

Hoje a caminhada do Dia da Mulher é sobre feminismo e luta. Em diversos lugares mulheres se juntarão para questionar a política brasileira, mostrar que Marielle Franco, vereadora assassinada em 2018 com seu motorista Anderson, vive, buscar igualdade, lutar pelos direitos e mostrar que nenhuma mulher será calada. Em um país com uma das maiores taxas de feminicídio do mundo, esse não é um dia sobre receber flores, é um dia muito maior do que qualquer uma rosa.

Não quero abrir espaço para uma discussão grosseira, quero falar sobre fatos, argumentar e, finalmente, mostrar um pouco sobre esse dia grandioso. Um dia que é mais feito de luta do que de comemoração em si.

Não sei em qual momento da minha vida esse sentimento surgiu, talvez tenham sido com as notícias que o jornal apresentava, só sei que agora eu não saio da rua e não consigo desistir desse movimento que busca adquirir direitos a todos, sem restrição. O feminismo é uma luta de todas e todos. Juntos podemos mudar, lute como uma garota!

Obrigada, foi um excelente chá.

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Ei! Tudo bem?
Espero que sim :)

Hoje é dia de trazer resenha de um livro de suspense da autora Michelle Sacks, seu primeiro romance e meu primeiro contato com a escritora. Inclusive, é com a história de Sacks que a gente abre a temporada de postagens feitas especialmente para a Editora Intrínseca, que por 2019 será parceira do Cores.

Autor(a): Michelle Sacks
Editora: Intrínseca
Gênero: Suspense
Páginas: 272
Sinopse: Sam Hurley, professor, e sua esposa Merry, cenógrafa, trocam os confortos de Nova York por um estilo de vida completamente diferente em uma casinha isolada na Suécia. Apesar do quadro idílico que o casal com um bebê recém-nascido em paisagens de contos de fada representa, problemas com raízes muito profundas ameaçam o relacionamento. Sam, que nunca contou à esposa que na verdade foi demitido da universidade, também mente sobre seu dia a dia na nova cidade. Merry, por sua vez, sempre escuta do marido que nasceu para ser dona de casa, mas não sabe o que fazer com o ódio que alimenta por todas as tarefas cotidianas: a jardinagem sem-fim, a arrumação da casa, o preparo de refeições para a família e os cuidados com um bebê que por ora só parece dar trabalho. O instável equilíbrio da família se perde por completo com a visita da melhor amiga de Merry, a glamourosa Frank. Ela conhece Merry muito bem, conhece sua história, e agora, com a proximidade, é capaz de ver quem Sam realmente é. Mas Frank tem os próprios segredos, e, à medida que sua narrativa se junta à história do casal, fica claro que ela sofre pelos próprios pecados e talvez não seja capaz – ou não queira – salvar ninguém. 

Sam e Merry possuem um filho recém-nascido, Conor. São americanos com a vida perfeita, uma dona de casa, um filho lindo e um homem que saí para trabalhar. A família ideal, estilo comercial de margarina. No entanto se mudaram para a Suécia, em uma casa afastada perto de uma floresta para um novo recomeço. A verdade é que o casal maravilhoso tem um passado e presente assustadores e que será desmascarado quando Frank, melhor amiga de Merry, decide passar um tempo na Suécia com os amigos.

Frank irá descobrir que as fotos que Merry mandava, mostrando uma família perfeita, estão erradas. Merry, na verdade, odeia sua vida de dona de casa, odeia o filho, que supostamente estragou sua vida, e odeia a sensação que seu marido passa em como ela nasceu para ser "do lar". Já Sam esconde um passado terrível de traição, em que foi expulso do último emprego. Não querendo largar sua vida, Sam continua saindo escondido deixando Merry sozinha com Conor em uma casa isolada da civilização. Frank, porém, vai perceber que essa é a vida que ela sempre quis e que Merry pode ter roubado dela, então fará de tudo para que aos poucos ela se torne a dona da casa com a família perfeita.

"Sam sentiu o aroma da manteiga, do açúcar e das frutas e veio até a cozinha ver o que eu estava fazendo. Olhou para mim e sorriu, feliz como um pinto no lixo.
Viu, disse ele, não é o que eu sempre digo? Você nasceu para isso."

Estou muito feliz em iniciar essa resenha, pois apesar de não ter lido nada de Michelle Sacks antes, sei que não poderia ter um primeiro contato melhor do que esse. Você Nasceu Para Isso é uma obra genial, possessiva, chocante, inteligente e que vai fazer a cabeça de qualquer um explodir. Sacks tem uma escrita objetiva, detalhada e que apresenta todos os aspectos e informações da história na hora certa, é impossível não delirar com cada página.

Gosto do fato de essa obra ser sobre algo atual, podemos discutir diversos assuntos importantes, principalmente com a construção desses personagens.

Começando por Sam que é, provavelmente, a pessoa mais simples de toda a história, mas é ao mesmo tempo muito complexa. Com o passar das páginas a gente percebe que Sam ama Merry, na cabeça dele, e a gente também percebe que ele odeia mulheres no geral, que elas precisam sofrer, já que todas - sem exceção - o fizeram sofrer em algum momento de sua vida. Ele era professor universitário e decidiu se mudar para Suécia com o intuito de se renovar e fazer um novo começo para ele, mesmo que ele afirme que esse será um começo para toda sua família. Porém, as traições persistem na obra e Sam não vê isso como algo ruim, até mesmo Merry não se importa com o fato com o passar do tempo. Sam me deu agonia pelas coisas que ele ficava impondo para Merry, e as suas falas que são machistas e enlouquecedoras.

Com a chegada de Frank, a história parece ainda mais assustadora, pois é aí que os segredos (que não são muito escondidos pelos personagens) aparecem de vez. Sam sente um desejo absurdo por Frank, e com sua persuasão faz com que ela pense que ela é a culpada de toda a situação de tensão sexual. Isso acontece porque Sam se mostra cada vez mais interessado pela forma que Frank cuida de Conor, como ela é gentil, como nasceu para ser uma boa mãe. Frank vê naquela vida um lugar para ela mesma e, apesar de Merry ser sua melhor amiga, há muito no passado das duas que mostra desejo de vingança e rancor.

Por fim, temos Merry e juro que eu queria não gostar dela ou não entendê-la, mas eu não consegui. Eu adoro Merry, mesmo ela não tendo opinião própria e o tempo todo ficando a mercê de seu marido. Mas eu a entendo não por isso, mas sim pelo seu amor por Conor, um amor doentio e ruim. Ela não nasceu para ser mãe, ela não queria ser mãe e faz de tudo para que não engravide novamente, mesmo Sam insistindo nisso em todos os momentos da história. A construção de Merry é tão boa que você começa a criar empatia pela personagem e quer ajuda-la, o que ela pensa você toma como verdade, mesmo que essa seja uma verdade deturpada.

"Se você nos visse, provavelmente nos odiaria. Parecemos atores em um comercial de margarina: felizes e contentes. A família perfeita, com a vida perfeita. Não foi mais um dia perfeito? é o que sempre dizemos ao fim de dias assim. Uma confirmação. Uma promessa."

O clímax da obra é um tanto quanto previsível, mas como ele acontece um pouco antes da metade do livro o desfecho se saiu genialmente bem. Sacks consegue levar o leitor ainda mais para dentro da história, sentindo as emoções das personagens. Ela vai devagar e se aprofundando mais no psicológico de cada protagonista, enlouquecendo quem lê. Achei o final incrível, super detalhado, com vários momentos que deixam o leitor no ápice da leitura e que aumenta ainda mais os debates anteriores.

Essa é uma história que vai crescendo e quando você fecha o livro a sensação que dá é de alívio por ter saído dessa vida montada e de aparência, mas vem também uma sensação de carência por não estar mais vivendo essa vida assustadora com personagens psicologicamente conturbados.


O livro não possui marcações de capítulos, assim como não possui marcação de fala, ele é corrido como se você entrasse no pensamento de cada personagem que está narrando. A narração é feita em primeira pessoa e ela fica se alterando entre Merry, Sam e Frank.

Essa foi uma das inovações de Michelle Sacks durante a obra, me surpreendendo ainda mais com cada detalhe. Inclusive, falando sobre detalhe, o livro está com uma edição maravilhosa que inclui tintura vermelha na lateral e uma capa maravilhosa que já antecede um pouco sobre os desastres que ainda aparecerão.

Você Nasceu Para Isso é uma obra real, original e que trata do que há no mais profundo íntimo de um relacionamento. É uma história obscura e mostra diversos segredos, como a vida é violenta e revela o pior que há em cada um. É um livro surpreendente que até o leitor que não se sente bem com o gênero suspense vai gostar.

O foco da obra é mostrar a realidade de um relacionamento em que o casal se baseia em mostrar uma vida perfeita que não existe, em montar uma história que não é real, não construir algo com base e com reciprocidade, em Você Nasceu Para Isso não existe uma relação saudável, e é por isso que tudo desaba.


"Ah, bebê, falei, pegando-o no colo, beijando e acalentando. Mamãe sente muito. Mamãe não quis fazer isso.
Eu o segurei e o acaricie, mas ele só berrou ainda mais."

Ninguém possui uma vida perfeita, uma vida sem problemas e com o tudo funcionando. Todos possuem momentos ruins, a solução não é se moldar. Você Nasceu Para Isso é uma obra brilhante que mostra o pior que uma pessoa pode ser e o que alguém pode fazer por aquilo que ela considera o certo, mesmo que esse certo seja para a sociedade e não por você mesmo.

É uma leitura obrigatória sim, pois são poucas as vezes que eu não reclamo de algo em uma história. Sacks se saiu muito bem e eu não mudaria nada.

"Eu estava viva. Talvez fosse perdoada. Ou tivesse renascido. Lá vamos nó de novo, Merry."

Nota: 5/5 ♥ 
*Livro cedido em parceria com a Editora*

Compre Você Nasceu Para Isso | Amazon | Saraiva

Um beijo e paz no coraçãozinho de vocês! ✩

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Ei! Tudo bem?
Espero que sim :)

Pela primeira vez em anos vou começar uma postagem com uma restrição: se, por acaso, você esteja participando do Clube do Livro da Editora Intrínseca, o Intrínsecos, saiba que eu falarei tudo sobre a Caixa 006, Março, então tomem cuidado com os spoilers. 

Inclusive, estou muito feliz com a oportunidade de falar com vocês sobre a caixa de Março, já faz um tempo que eu estou babando pelas caixinhas do Intrínsecos e quando ela chegou na sexta-feira passada (01/03) eu fiquei muito ansiosa para abri-la e conhecer um pouco mais. Isso, eu falei um pouco no Instagram do blog, pois esse ano não teremos mais postagens por aqui sobre Recebidos do Mês, então se você ainda quiser conferir, segue a gente lá. Porém, como a Editora é parceira do blog e não do Instagram, a prioridade é de mostrar no Cores tudo sobre a Caixa 006, vamos lá!

Mas afinal, o que é o Intrínsecos? Segundo a própria Editora, "intrínsecos é o clube de assinatura de livros da Intrínseca. Fazendo parte do clube, você receberá todo mês um livro surpresa que nunca foi publicado no Brasil, em uma edição especial que não chegará às livrarias."

É um bom resumo, mas acho que ainda é pouco, então preciso falar um pouco mais. Acredito que o Intrínsecos seja uma grande experiência literária. Uma caixa surpresa em que apostamos em nós mesmos para sairmos da nossa zona de conforto e nos inspirarmos em uma nova história exclusiva para os assinantes.

Eu, por exemplo, sou totalmente fora do gênero terror e, por um acaso, o livro do mês de março é O que aconteceu com Annie de C.J. Tudor, mesma autora de O Homem de Giz. Pretendo embarcar na história, porque como eu disse, o Intrínsecos é uma experiência, experiência que vale a pena ser vivida.

Porém, se você ainda se sente receoso de adquirir uma caixinha, vamos abrir a minha juntos!

O livro vem dentro de uma caixa com o título do clube, ele é embrulhado em um papel que possui páginas da obra que você recebeu. Eu achei essa ideia tão genial e simpática que quero embrulhar tudo em partes de uma história.


Ao desembrulhar nós recebemos o livro, mas além dele a Editora promete (e cumpre!) uma Revista Intrínsecos, um Marcador, Postal colecionável e Brindes literários, esse último - além do livro, é claro - é o meu favorito.


Vamos começar pelo brinde, que sempre possui alguma referência ao livro do mês. Como ainda não li a obra de março, não posso dizer qual é a coerência, mas consigo afirmar que o que eu recebi foi um baralho e, diga-se de passagem, é o baralho mais lindo que eu já vi, cheio de detalhes e ilustrações maravilhosas. 



Como eu disse, a caixa também vem com um marcador e um postal, lindíssimos. O livro, porém, é o que merece maior destaque. Ele vem em capa dura e em uma edição que não sairá nas livrarias, a oportunidade de adquirir a versão é apenas assinando o Clube do Livro. E vale a pena? Claro! Além de você receber o livro 45 dias antes de seu lançamento (é quase como ter o manuscrito), o design é único, exclusivo e todas as obras recebidas no Intrínsecos se complementam na estante.



Por fim, quero falar sobre a Revista Intrínsecos. Confesso que cheguei a achar que fosse algo descartável, mas além de ilustrações lindas (feitas especialmente para a publicação), a revista conta com curiosidades sobre o autor(a), sobre o livro e mais algumas informações interessantes. Por exemplo, na edição de março a revista foca no gênero terror, então alguns artigos e textos da edição são sobre o motivo do gênero ter tanto sucesso entre os leitores, e tem até um conto! É claro, essa edição vai falar sobre a autora, C.J. Tudor, e sobre o livro O que aconteceu com Annie.





Terminamos de abrir a Caixa 006 e eu sei que vocês já estão ansiosos para saber o que virá na próxima edição. A editora costuma deixar pistas para quem assina já tentar ir acertando. Mas eu também sei que vocês estão curiosos para saber como que funciona para receber essas caixinhas lindas todo mês na sua casa. 

O Clube possui dois formatos: o mensal, que custa R$54,90 (+frete); e o anual, que custa R$49,90 (+frete), nesse você economiza R$60,00 no ano. Para assinar é só acessar o site oficial do Intrínsecos, aproveite para já garantir a caixa de Abril!

Sei que pela internet literária nós podemos encontrar vários clubes do livro, mas deem uma olhada maior no da Intrínseca e se apaixonem tanto quanto eu me apaixonei por essa edição de março.



Um beijo e paz no coraçãozinho de vocês! ✩
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Oi, gente!

Como estão hoje? Espero que muito bem! 

Se você acessou a internet em algum momento ao longo dessa semana, sabe muito bem que no último domingo, dia 24 foi ao ar a 91ª edição do Oscar, prêmio de maior prestígio para a indústria do cinema mundial que celebra os melhores diretores, atores e filmes do ano. Se por acaso você assistiu a cerimônia, sabe que o momento mais comentado e mais emblemático da noite foi a apresentação de Lady Gaga e Bradley Cooper com a música Shallow, tema do filme Nasce Uma Estrela, que concorria a categoria de melhor filme. Na mesma noite, a música venceu e levou a estatueta para casa. O filme, apesar de concorrer em oito categorias (incluindo Gaga e Cooper que concorreram nas categorias de melhor atriz e ator), recebeu apenas a estatueta de música original. 

O longa lançado em outubro emocionou a todos por seu ótimo roteiro e atuações. Na véspera do Oscar assisti novamente ao filme e posso dizer que mais uma vez o filme conseguiu me emocionar e causar aqueles momentos de reflexão, então resolvi trazer uma crítica (mesmo que tardia) do filme aqui pra vocês. Espero que gostem!

Ps: Parece destino, mas enquanto escrevia essa crítica, saiu uma notícia que Nasce Uma Estrela será relançado nos cinemas com 12 minutos extras e uma música nova. Meu coração não aguenta desse jeito!




Título Original: A Star Is Born
Direção: Bradley Cooper
Ano de Lançamento: 2018
Gênero: Romance, Drama
Distribuidora: Warner Bros
Duração: 2h15min
Sinopse: Jackson Maine (Bradley Cooper) é um cantor no auge da fama. Um dia, após deixar uma apresentação, ele para em um bar para beber algo. É quando conhece Ally (Lady Gaga), uma insegura cantora que ganha a vida trabalhando em um restaurante. Jackson se encanta pela mulher e seu talento, decidindo acolhê-la debaixo de suas asas. Ao mesmo tempo em que Ally ascende ao estrelato, Jackson vive uma crise pessoal e profissional devido aos problemas com o álcool.

Que Lady Gaga canta muito bem todos nós já sabemos. Até aí não existe nada de novo. A artista, apesar de visuais loucos, roupas extravagantes e clipes excêntricos, transborda talento com seus vocais poderosos e interpretação única, além de tocar piano maravilhosamente bem. Apesar de aos poucos Gaga estar se consolidando também como atriz (para quem não sabe a mesma ganhou um Globo de Ouro em 2016 por sua participação em American Horror Story), foi ao lado de Bradley Cooper que ela finalmente encontrou seu espaço no cinema e ouso dizer que ela chegou para ficar. O longa que foi dirigido e produzido pelo ator não é totalmente novo. A história já foi contada outras três vezes ao longo das décadas, mas chega em 2018 com uma carinha nova e um estilo renovado, utilizando a música country e pop para contar a história entre Jackson e Ally. O artista se encontra no auge da sua carreira, faz enorme sucesso por todo mundo e é reconhecido mundialmente. Apesar da fama e do dinheiro, o cantor sofre com um sério problema com o abuso de álcool e outras substâncias. Em uma dessas noites de bebedeira, ele conhece Ally, uma aspirante a cantora que trabalha de dia em um restaurante e de noite se apresenta em um bar de drag queens. Jackson rapidamente se encanta pelo timbre grave da cantora e ele resolve transformá-la na mais nova estrela da música. Juntos embarcam em uma turnê por todo país enquanto Ally começa a dar seus primeiros passos em sua carreira solo. 

Realmente, até aí não existe nada de novo ou nenhum elemento que pudesse destacar Nasce Uma Estrela em meio a tantos filmes do gênero. É muito comum que cantoras utilizem dessa mesma sinopse para fazerem suas estreias nas telonas (Como Beyoncé, Britney ou Mariah), porém, o grande destaque do longa vai para a atuação de Lady Gaga. Por várias vezes me surpreendi com a naturalidade e o peso da atuação da mesma em cenas que muitas vezes atrizes consagradas deixam a desejar. Bradley também tem todo o mérito, uma vez que, além de dirigir o longa e participar do roteiro, aprendeu a cantar e a tocar guitarra para viver o músico. Sua atuação é mais do que emocionante e a química e entrosamento entre os dois protagonistas passa uma credibilidade que há muito tempo não se via em filmes do gênero.

Foto: Google

Nasce Uma Estrela possui toda uma vibe vanguardista (talvez até seja uma homenagem para suas versões anteriores) e possuem cenas lindíssimas e bem enquadradas, como a da foto que você confere acima. Gostaria de destacar também a cena em que Ally e Jackson traçam os primeiros acordes da música que se tornaria tema do filme em um estacionamento de supermercado. O momento é tão íntimo e marcante para o longa que só a cena em si merecia um Oscar. Bradley e Gaga brilham durante o filme inteiro e transbordam talento em cenas de conflito, como as diversas brigas que o casal enfrenta por conta da dependência de Jackson e a fatídica cena da entrega do Grammy (se vocês assistiram, sabe como é de partir o coração). Como já se espera de um filme que retrata o mundo da música, a trilha sonora do filme é totalmente excepcional. A soundtrack mescla algumas músicas antigas, como La Vi En Rose, interpretada brilhantemente por Gaga (sim, a mulher ainda fala múltiplos idiomas e canta em francês, ainda por cima) e canções autorais, feitas exclusivamente para o filme. Nesse ponto, a grande supresa atende pelo nome de Bradley Cooper. O ator fez diversas aulas de canto e aprendeu de verdade a tocar guitarra para compor o personagem e adivinhem: Seu timbre é realmente muito bom. Destaco as canções Black Eyes, Maybe It's Time e Alibi. Na voz de Gaga, vale muito a pena ouvir Always Remember Us This Way e a tocante I'll Never Love Again (a melhor, na minha opinião). Percebam que eu nem preciso citar o dueto feito para Shallow. A música ganha uma dimensão imensa durante a trama e é um dos meus momentos favoritos de todo o filme. Em suma, se ainda não fizeram, ouçam a trilha sonora inteira, é maravilhosa. Infelizmente, por conta das diretrizes do Oscar e calendários de lançamento, a soundtrack não pôde concorrer em 2019, mas aguardem em 2020.

Nasce Uma Estrela é uma jornada sensacional pelos bastidores do mundo da música. É tocante em diversos aspectos e muito reflexivo, principalmente com as discussões sobre como as mulheres são tratadas nesse meio, principalmente com relação a sua aparência. O filme também discute questões sérias como o alcoolismo e uso de drogas, além de apresentar os desafios de um relacionamento a dois. Com certeza foi um dos meus filmes favoritos do ano passado e fiquei muito feliz do mesmo ter sido reconhecido pela academia e ter concorrido a tantos prêmios, apesar de só ter levado apenas uma estatueta para casa. O filme é muito competente e entrega tudo que foi vendido através de trailers, entrevistas e apresentações, porém, minha única ressalva vai para alguns detalhes do roteiro. Em alguns momentos achei que eles aceleraram muito o ritmo com que as coisas iam acontecendo. Obviamente já é um filme bem extenso e é necessário fazer cortes e acelerar passagens para não ficar aquela coisa monótona, porém, acho que algumas cenas poderiam ter sido menores para acrescentar mais cenas de transições entre os eventos chaves do filme.

Foto: Google


O final do filme é de partir o coração e de você se jogar na cama, agarrar os travesseiros e chorar até dormir. Mais uma vez contamos com o talento dos atores e a magnífica interpretação de Gaga ao passar a mensagem de I'll Never Love Again. Não importa quantas vezes assista esse filme, irei me emocionar e chorar em todas elas. Isso só demonstra todo o profissionalismo e capacidade de imersão da artista e espero vê-la em muitos outros longas pelos próximos anos.


Nota: 4,0/5,0 


É isso, gente. Espero que vocês tenham gostado, eu sei que não é uma resenha relativamente nova, mas quis deixar aqui no Cores a minha homenagem para esse filme que foi muito especial e tocante. Se você já assistiu, deixa aqui nos comentários o que achou a respeito do longa e me conta também a sua música favorita. Se você ainda não viu, espero que com essa resenha tenha despertado a vontade de assistir. 

Aproveitem muito o carnaval de vocês, pra quem for ficar em casa, bom descanso, boas leituras e bons filmes e séries (me enquadro nesse grupo), para que for para os bloquinhos ou desfiles, divirtam-se muito, aproveitem muito, tomem cuidado e bebam muita água! 

Juízo, hein?

Nos vemos por aí. 







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Foto: Google

Olá, pessoas, tudo bem com vocês?

Hoje temos o primeiro texto que irá integrar um novo quadro aqui no site chamado de Chá das Seis. A Cecis fez um post explicando todos os detalhes sobre como irá funcionar e caso você queria ler, basta clicar aqui. 

Pensei diversos dias a respeito de qual seria o tema para esse primeiro texto. Depois de muito bater a cabeça, me lembrei de uma situação que ocorreram alguns meses atrás e resolvi falar um pouquinho para vocês. Estamos vivendo em um período altamente tecnológico. Tá, qual a novidade aí, Gabriel? A internet revolucionou a forma com que as notícias são compartilhadas. Diariamente somos bombardeados com centenas de notícias, declarações e informações e basta apenas que uma vírgula seja colocada em um lugar errado (às vezes até uma ausência de vírgula pode ser o estopim) que o caos está instaurado nas redes sociais. Em segundos pipocam centenas de milhares de comentários a respeito, uns a favor, outros contra. Alguns com argumentos bem pertinentes e válidos e outros cuja única intenção é colocar a lenha na fogueira. Fazem quase 3 meses que o novo governo assumiu e, para os amantes de debates políticos, o que não falta é tema para se discutir. Um dos mais recentes (e mais polêmicos) foi dito por uma ministra que afirmava que meninos deveriam vestir azul e meninas rosa. O objetivo desse texto não é criticar ou apoiar a fala da ministra; isso, em minha opinião, só contribuiria ainda mais para a polarização política em que o país se encontra. Tampouco sou cientista político e deixo as análises de competência para quem de fato estudou para tal. Apenas gostaria de destacar essa frase e perguntar para vocês:


Afinal, cor tem gênero?


Antes de chegarmos até a discussão na qual esse texto se baseia, vamos fazer uma viagem no tempo, mais precisamente em meados da década de 20, período em que os pigmentos utilizados para colorir as roupas eram caríssimos! Sim, apenas uma parcela bem privilegiada da população possuía condições de ostentarem roupas que fugissem das tonalidades de branco e bege. Como resultado todas as crianças - meninos e meninas - utilizavam apenas uma cor, a branca e não havia nenhuma distinção entre os sexos. Outro fato curioso é que todas as crianças até uma determinada idade utilizassem vestidos (brancos). A explicação era apenas uma: Conforto e comodidade na hora de realizar a higiene dos pequenos. Anos depois a peça passou a ser associada exclusivamente para o o público feminino e iremos debater isso mais adiante. Com o passar dos anos, os pigmentos já eram encontrados em um preço mais acessível e logo as lojas e mercados começaram a investir em peças com cores chamativas, quebrando a hegemonia da cor branca. Então foi nessa época que se determinou que meninos usariam azul e meninas rosa? Errado. Acreditem ou não, mas o rosa, por ser  uma tonalidade mais forte e escura começou a ser associada ao sexo masculino enquanto o azul, mais suave e delicado começou a ser utilizado para as meninas. Percebam que apesar da inversão de cores, a imposição entre gênero e cor é a mesma dos dias de hoje.


O motivo:


Marketing. Alguns anos após, por volta da década de 40, de acordo com estudos realizados na época, se determinou que o rosa fosse utilizado para as meninas por conta de sua suavidade e leveza. As lojas, por sua vez, modificaram suas vitrines e passaram a exibir tons de azul em peças masculinas e rosa em roupas masculinas. A ideia ao pouco foi se disseminando de que havia uma cor "mais adequada" para um determinado sexo e os pais, com medo de que as outras pessoas confundissem seus filhos com o sexo oposto por conta da cor utilizada, começaram a trocar os enxovais. Bem louco, né? Não preciso nem comentar que fiquei muito curioso para entender como e porquê isso acontece. Acessei inúmeros sites, li pesquisas, artigos e tudo que falasse a respeito do tema e encontrei um único ponto que serve como denominador comum para explicar essa associação forçada entre algum produto específico e o gênero da pessoa: Lucro. Nos estudos da época, ficou claro que todas as vezes que uma determinada peça ou artigo ficava "encalhado" nas prateleiras das lojas, se iniciava uma massiva campanha em que associava tal item a um determinado público alvo. Aos poucos a ideia de que azul era cor de menino e rosa era de menina foi adquirindo peso e ganhando popularidade entre a população. Dessa mesma forma ficou determinado que meninas usariam vestidos e meninos, calça. Anos depois, já com os primeiros movimentos feministas e a luta das mulheres em prol de direitos e igualdade, esse tabu foi desmistificado e as mulheres passaram a usar calças sem "comprometer" sua feminilidade. Analisando tudo que foi dito até aqui, percebem que há um padrão que sempre se repete? Não interessa qual seja o produto, existe sempre uma delimitação de quem pode ou não usufruir do mesmo; o motivo, por sua vez, também se repete: Maximização de lucros e aumento de vendas. 


Nos dias atuais....

Muita coisa mudou desde a década de 20. Já evoluímos muito no quesito igualdade entre os gêneros. Percebam que utilizei a palavra evolução, que dá a ideia de movimento contínuo, pois sei que ainda há um loooongo caminho a ser seguido para atingir o objetivo principal. Esse tipo de discussão está cada vez mais presente em escolas, universidades, grupinhos de amigos e afins. Infelizmente, frases como a dita pela ministra (mesmo que retirada de contexto e possam não expressar sua opinião real a respeito do assunto) me preocupam muito, pois há uma grande parcela da população que continua replicando os mesmos comportamentos de décadas atrás sem ao menos criticarem a informação e entenderem por conta própria. Independente de classe, gênero, orientação sexual, cada um pode usar a cor que quiser, usar a roupa que quiser, brincar com o que quiser e isso não interfere em nada em seu ser singular. É impossível falar sobre essa polêmica das cores sem cair nos debates a respeito de identidade de gênero ou orientação sexual e dizer que brincar de boneca é coisa de menina e que um menino tem que brincar de carrinho é o mesmo que dizer que meninas devem comer arroz, e meninos feijão. Posso ter sido um pouco extremista na utilização dessa metáfora, mas percebem o quão absurdo é essa segregação? Usar uma calça comprida não te faz menos mulher e usar rosa não me faz menos homem. Cor, orientação sexual e identidade de gênero NÃO POSSUEM NADA EM COMUM. E que isso fique claro de uma vez por todas. Uma cor não determina quem eu sou ou quem eu amo. Um brinquedo não irá influenciar uma criança a um gênero diferente do seu. Uma roupa não te transforma em homem ou mulher. Meu filho pode brincar de boneca e usar rosa, azul, lilás. Sua filha pode jogar bola e usar preto, branco, amarelo e verde. Não faz o menor sentido achar que uma coisa tão irrelevante como uma cor ou uma brincadeira sejam agentes tão decisivos em coisas que nós não temos a menor escolha sobre. Somos do jeito que somos independente da cor que usamos, dos livros que lemos, dos filmes que assistimos, dos amigos que temos ou da faculdade que frequentamos. Nascemos da forma que somos e não vai ser uma cor que vai me influenciar a seguir por outro caminho. Escuto muitos dizerem que precisamos proteger nossas crianças dessa libertinagem que vivemos nos dias de hoje. Quanto mais eu leio sobre, mais eu vejo que as pessoas perpetuam seus preconceitos e comportamentos arcaicos atrás de uma falsa fala de proteção.

Foto: Marcos Gallão


Como disse, meu objetivo com o texto não era discutir política ou sociologia. Tudo que escrevi apenas representa a minha opinião e peço desculpas caso você não concorde com algum dos meus argumentos. Não pretendo ofender a forma com quem vocês pensam e tampouco doutrinar vocês: Somos seres livres que pensamos da forma que quisermos. O que proponho com esse texto é que façamos uma reflexão sobre coisas que muitas vezes repetimos sem nem ao menos entender o que estamos falando. Seja rosa, azul, branco, verde ou amarelo, somos todos humanos. 

Espero que vocês tenham gostado do texto, peço desculpas se me estendi mais do que deveria. Lembrando que podem sempre deixar seu comentário com dúvidas, críticas, elogios ou sugestões, todos serão sempre lidos e respondidos. Caso vocês também queiram sugerir algum tema para ser abordado aqui no Chá das Seis, fiquem à vontade. Semana que vem tem texto da Cecis aqui pro quadro, mas eu volto em breve.

Até lá! :)


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Ainda perdida e ainda tentando achar luz em textos alheios e palavras autorais. Amante de café, literatura, fotografia, cinema, viagens e amor.

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