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365 Cores do Universo

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E aí, meus queridos!

Tudo bem com vocês?

Hoje é o dia de mais um Desafio King para vocês (inacreditável que já estamos no 5º post desse desafio, está passando muito rápido), mas dessa vez resolvi trazer algo diferente: Aproveitando o lançamento do filme O Cemitério Maldito, resolvi fazer a leitura do livro para o mês de maio e trazer um combo resenha/crítica. Iremos comentar sobre as duas obras, suas principais diferenças, o que foi bom, o que poderia melhorar... tudo no modelo que já estamos acostumados a fazer. Para tal, irei dividir esse texto em três partes: A primeira conterá uma mini resenha do livro "O Cemitério", a segunda, a crítica ao filme e na última parte, uma comparação sobre as duas obras. 

Vamos lá? 

Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Gênero: Terror
Número de Páginas: 424
Sinopse: Louis Creed, um jovem médico de Chicago, acredita que encontrou seu lugar em uma pequena cidade do Maine. A boa casa, o trabalho na universidade e a felicidade da esposa e dos filhos lhe trazem a certeza de que fez a melhor escolha. Num dos primeiros passeios pela região, conhecem um cemitério no bosque próximo à sua casa. Ali, gerações de crianças enterraram seus animais de estimação. Mas, para além dos pequenos túmulos, há um outro cemitério. Uma terra maligna que atrai pessoas com promessas sedutoras. Um universo dominado por forças estranhas capazes de tornar real o que sempre pareceu impossível. A princípio, Louis Creed se diverte com as histórias fantasmagóricas do vizinho Crandall. No entanto, quando o gato de sua filha Eillen morre atropelado e, subitamente, retorna à vida, ele percebe que há coisas que nem mesmo a sua ciência pode explicar. Que mistérios esconde o cemitério dos bichos? Terá o homem o direito de interferir no mundo dos mortos? Em busca das respostas, Louis Creed é levado por uma trama sobrenatural em que o limite entre a vida e a morte é inexistente. E, quando descobre a verdade, percebe que ela é muito pior que seus mais terríveis pesadelos. Pior que a própria morte - e infinitamente mais poderosa.

Apesar de terror ser um dos meus gêneros literários favoritos, eu ainda estou dando os meus primeiros passos em meio a esse universo fantástico. Muitos autores me chamam atenção, mas é claro, é impossível não lembrar de Stephen King e suas obras emblemáticas. Meu acervo de leituras do autor ainda é bem pequeno e por isso resolvi fazer esse desafio ao longo de 2019: Meu objetivo é, principalmente, conhecer e ler o máximo de obras do mestre que eu conseguir; para tal, resolvi começar a ler seus grandes clássicos e obras que marcaram toda uma geração. O Cemitério é justamente uma dessas obras Lançado em 1983 e mesmo com 36 anos de vida, a obra se mantém como uma das referências do gênero e é tido por muitos, como um dos melhores livros do autor. Mergulhei nessa história e minhas suspeitas se confirmaram: King foi extremamente feliz na confecção do enredo que traz muito terror, obviamente, mas também propõe ótimas reflexões sobre um tema tão mórbido como a morte.

Louis Creed se muda para uma pequena cidade do Maine (Claro que seria lá) em busca de uma mudança em seu estilo de vida. Ele era um badalado médico em Chicago, mas sentia falta de passar um tempo com sua esposa Rachel e seus filhos, Eillen e Gage. O médico então decide aceitar uma vaga no ambulatório da universidade e compra uma propriedade na cidade. Lá, Luis conhece o doce casal de idosos que vivem na casa ao lado, Jud e Norma Crandall e rapidamente as famílias se tornam amigas. Jud explica que a propriedade que adquiriram é muito antiga e seu terreno adentra as matas que cortam a região. Jud explica que na localidade há um antigo local em que as crianças utilizavam para enterrarem seus bichinhos de estimação falecidos chamado "Simitério dos Bichos". Jud explica que o nome está escrito errado por justamente ter sido escrito por uma criança. Obviamente a curiosidade da família é grande e não demora a irem conhecer o tal Simitério. Após um terrível acidente, o gato de sua filha chamado Church é atropelado e morto, e Judd guia Louis até o cemitério, achando que o animal seria enterrado na localidade. É aí então que o velho morador revela ao médico uma outra lenda local que dizia que, após a barreira que separava o cemitério dos bichos, existia uma outra parte que nenhum morador ousava se aproximar pois a terra era amaldiçoada. Tudo o que era enterrado nessa parte do cemitério, misteriosamente voltava a vida. Os dois então partem em busca desse local e enterram o gato. Na manhã seguinte, assim como prometido, Church está de volta à vida, mas não é como se fosse o mesmo gato. Louis, infelizmente não sabia o mal que havia despertado e tampouco que aquela seria sua última viagem até o antigo cemitério. 

Tentei fazer essa sinopse sem revelar muitos detalhes e que se tornam cruciais para o desenvolvimento da trama. Procurei apenas descrever a história de uma forma genérica para vocês entenderem a trama em que O Cemitério se passa. A história é muito densa e King sabe como ninguém trazer essa atmosfera de medo e apreensão e, é claro, muitos elementos sobrenaturais. Apesar de todo o lado de "fantasia", a história do livro se torna uma das melhores em minha opinião, pois é tudo muito palpável. A narrativa traz debates sobre a vida e morte, ciência e religião e, principalmente, a dor de perder alguém muito próximo e ter que lidar com isso. Como seguir em frente após sua vida ser despedaçada? Em vários momentos vemos os personagens em conflito e lidando com sentimentos muitos reais como a culpa, o medo, a raiva e o remorso. São sensações tão fortes e humanas que você se reconhece ali nas páginas. 

Obviamente, é um livro de terror e eu devo dizer, esse é O LIVRO DE TERROR que tanto ansiava por ler. Mesmo que você não seja um fã do gênero, com certeza já ouviu por aí sobre a fama do autor de construir ótimas histórias com finais terríveis. Em O Cemitério, eu tive o prazer de ler uma ótima história de terror que abordou um tema riquíssimo e de maneira exemplar, trouxe à tona esses debates tão humanos e reais e um desfecho arrebatador. Poucas vezes me senti em êxtase lendo algo do gênero e mesmo após terminar a leitura, os questionamentos se mantiveram em minha mente. A escrita de King é quase visual de tão explícita e cruel e não se enganem: Em alguns momentos é bem difícil continuar a leitura, mas digo sem pensar duas vezes: Se você procura um livro de qualidade, leiam sem medo (ou com muito medo, desculpe o trocadilho).

Título Original: Pet Sematary
Direção:Kevin Kolsch, Dennis Widmyer
Produtora: Paramount Pictures
Lançamento: 9 de maio de 2019
Gênero: Terror
Duração: 120 min
Sinopse: Uma família se muda para uma nova casa, localizada nos arredores de um antigo cemitério amaldiçoado, usado para enterrar animais de estimação, mas que já foi usado para sepultamento de indígenas. Algumas coisas estranhas começam a acontecer, transformando a vida cotidiana dos moradores em um pesadelo.


Três anos após o lançamento do livro, chegou as telonas, em 1986, a primeira versão de o Cemitério, batizada como Cemitério Maldito. Na época o filme foi uma febre e um fenômeno de bilheteria. Vale a pena lembrar que filmes do gênero começaram a se tornar cada vez mais populares graças ao lançamento em 1973 de um dos filmes mais lendários da geração, O Exorcista. Chegamos ao ano de 2019 e o remake, apesar da carinha renovada, se manteve bem próximo da versão original e traz diversas cenas idênticas à primeira versão.  Fui ao cinema cercado de expectativas mesmo após assistir ao trailer e perceber que fizeram mudanças imensas no roteiro com relação ao filme (falaremos mais a frente sobre). O longa basicamente traz a mesma premissa do livro e acho que os diretores souberam trabalhar muito bem com isso. A adaptação da cidade é fantástica e eu realmente me senti lendo ao livro e vendo os diversos cenários, como a universidade, a casa médico, o cemitérios, dentre outros. Algumas cenas foram realmente reproduzidas com fidelidade, principalmente as da primeira metade do filme. Estava confiante que teríamos ali uma ótima adaptação, porém, a coisa começou a desandar após a tal grande mudança no roteiro. A partir desse ponto, o filme resolve seguir por outra estrada e traz um roteiro um tanto quanto confuso e nada pertinente.



O longa soube aproveitar as tomadas de suspense pra criarem uma atmosfera densa e carregada, mas são em poucos momentos que tais cenas realmente causam impacto. Por ter finalizado a leitura na sexta-feira e ido ver o filme no dia seguinte, tudo estava muito fresco na minha cabeça e durante todo o filme fiquei me perguntando do porquê mudar tantas coisas que são ótimas (e cruciais para a trama). O final do longa foi totalmente repensado e não me convenceu, porém, para os meus amigos que não leram o livro, o resultado foi satisfatório. É um filme que te prende e diverte, contudo, creio que poderia ter sido bem aproveitado mesmo com as mudanças realizadas. O filme não consegue exprimir o sentimento de angústia e em algumas cenas senti exatamente a antítese do livro, com tomadas de pouco impacto e soluções pouco criativas.

Livro x Filme

Falar dessa parte sem fazer comparações e soltar spoilers, é inevitável. Se você pretende ler o livro ou ainda não assistiu o filme, recomendo fortemente que o faça antes de ler essa parte aqui. Volta aqui depois, não tem problema, mas aviso: Pode conter spoilers.

A primeira grande mudança que senti entre as obras foi na criação da relação entre Louis e seu vizinho, Judd. No livro, os dois são muito mais próximos e o médico acaba tendo no vizinho uma imagem paternal. Os dois são muito apegados, o que justifica o velho ter mostrado o tal cemitério para Louis para enterrar o gato. No filme a relação entre os dois é pouco explorada, sendo direcionada para a filha do médico, Eillen.

O que comentamos acima sobre trazer os questionamentos entre perda, luto, morte são pouco abordadas no filme e isso foi o que mais me decepcionou. A história do livro, em minha opinião, se torna tão emblemática por justamente permear a realidade com sentimentos tão humanos. O filme aborda de maneira superficial de maneira que não despertou a empatia, tal qual eu senti no livro, porém, gostaria de destacar um aspecto super positivo no filme: Rachel, a esposa de Louis sofreu um trauma muito grande quando criança, após ter que cuidar de sua irmã mais velha que sofria de uma grave doença degenerativa. A relação das duas foi tão traumática que após a perda da irmã, Rachel desenvolve uma forte fobia sobre a morte e qualquer tema relacionado a tal. Esse aspecto é fundamental para a construção da história e, em minha opinião, a forma que o filme se utilizou desse gancho foi superior ao do livro, trazendo uma Rachel ainda atormentada por visões da irmã, o que tornam suas atitudes e o sentimento de repulsa ainda mais pertinente. Outro ponto que vale o destaque é Church: A participação no longa foi tão satisfatória quanto no livro. Trouxeram o bichano da maneira mais sombria e asquerosa tanto quanto um gato morto-vivo deve parecer.


Não irei comentar muito sobre esse próximo tema, porém, não posso deixar em branco: A morte de um personagem em específico. Entre as duas obras ocorrem a mudança de quem morre e isso exerce impacto direto na direção que irão seguir. No filme com a mudança (e que não me agradou), acabam seguindo para um caminho meio de psicopatia e vingança, enquanto no livro, seguimos para o caminho mais sobrenatural em que se é explorado as lendas locais indígenas. Como citei mais acima, esse evento chave funciona como um divisor de águas em que as duas obras seguem por caminhos diferentes. O desfecho do filme adotado foi um SUPER clichê e apagou totalmente a originalidade com que a obra termina. Os diálogos do filme também são bem aquém do esperado, assim como as decisões que os personagens tomam são questionáveis.

Em suma, a adaptação é boa, com uma excelente direção de arte, fotografia e trilha sonora (com direito a música do Ramones nos créditos finais), mas que possui sérios problemas de coerência em seu roteiro. Apesar de bons momentos e ótimas cenas de suspense, o filme não foi capaz de trazer o impacto do livro, mas mesmo assim, diverte e te proporciona um susto ou outro. Se você não leu o livro, suas chances de gostar do filme são maiores (com exceção do final que é realmente péssimo)

No mais, deixo aí minha sugestão de leitura, espero que não tenha me excedido muito.


Dessa forma, minhas notas finais foram:

Livro: 5,0/5,0
Filme: 2,5/5,0

Espero que tenham gostado da resenha/crítica e fiquem ligados que teremos muito mais King por aqui em breve. Até lá! :)
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Foto: Gabriel Ferrari
Olá, pessoas! Tudo bem com vocês?

Eu sei, me perdoem pelo sumiço semana passada. Como alguns de vocês sabem, estou cada vez mais próximo de apresentar o meu TCC e as coisas ficaram um pouco caóticas em minha rotina. Não tenho tido muito tempo pra ler, mas prometo que estou acabando e vou recompensar vocês por todo o tempo perdido. Em meio ao turbilhão de problemas pessoais que tenho enfrentado nesses últimos meses e prazos cada vez mais curtos, encaixei a leitura do volume de estreia da saga escrita por Patrick Ness e trazida pelo Brasil pela editora Intrínseca em uma edição caprichada e de encher os os olhos. Mundo Em Caos foi o meu livro escolhido para maio em parceria com a editora e hoje vim falar um pouquinho dele para vocês.


Autor: Patrick Ness
Editora: Intrínseca
Gênero: Fantasia, ficção, distopia
Número de páginas: 445
Sinopse: Em um mundo pós-apocalíptico, uma infecção rara e perigosa causou o inimaginável: a morte de todas as mulheres. O mesmo germe fez com que os pensamentos dos homens se tornassem audíveis, e agora o caótico Ruído está por toda parte. É impossível guardar segredos no Novo Mundo.Todd Hewitt é o único garoto entre os homens da cidade de Prentisstown, e mal pode esperar para se tornar um deles. No entanto, o lugar esconde algo grave, capaz de mudar o futuro de Todd e do Novo Mundo para sempre. A apenas um mês de se tornar homem, um segredo impensável é revelado, e ele se vê forçado a fugir antes que seja tarde demais. Acompanhado por seu fiel escudeiro, o cachorro Manchee, ele empreende uma jornada repleta de perigos e se depara com uma criatura estranha e silenciosa: uma garota. Mas quem é ela? E por que não foi morta pelo germe como todas as mulheres?


A cidade de Prentisstown é uma colônia localizada no Novo Mundo e acredita-se ser a última cidade que ainda contém vida humana. O Novo Mundo é o nome que se dá para o planeta que os humanos ocuparam após fugirem da Terra. (Na narrativa principal não é explicado o motivo, mas em um conto extra no final do livro o tema é novamente abordado).  Nesse planeta, uma guerra entre os humanos e os Spackles, os nativos da região foi travada para a conquista de territórios e recursos naturais. Durante a guerra, os humanos acreditam que tais nativos selvagens liberaram um germe que contaminou toda a população, dizimando toda as mulheres da sociedade. A cidade de Prentisstown conta somente com 147 habitantes, sendo Todd Hewitt o único menino dessa colônia, uma vez que aos 13 anos de idade, os garotos tornam-se adultos. O germe, além de dizimar a população feminina, trouxe mais um efeito colateral: A perda do silêncio. Os sobreviventes agora são capazes de ouvirem os pensamentos de todas as pessoas e animais próximos, não havendo um minuto sequer de paz. Os pensamentos são denominados de "O Ruído" e é impossível esconder qualquer coisa da cidade, uma vez que seus pensamentos são compartilhado para todos. Em meio ao ensurdecedor mundo caótico dos pensamentos, Todd escuta um som no qual não está habituado em ouvir na floresta que cerca a cidade. Na verdade, se trata da ausência de Ruído. Silêncio. Após se embrenhar na mata com seu fiel cão, eles encontram algo totalmente inesperado. Uma mulher. A última. Rapidamente a história se transforma em uma busca pela verdade e Todd precisa proteger a estranha menina a todo custo. Junto os dois mergulham nos mistérios da cidade e descobrem coisas que, apesar de todo o Ruído na cidade, foram mantidos em segredo.

Quem é aquela garota? Como ela sobreviveu ao vírus? E porque ela não fala?

Eu fiquei muito surpreendido pela narrativa da história. Obviamente, em uma rápida leitura da capa e da sinopse você entende os principais elementos da narrativa, mas não esperava que a mesma fosse tão bem construída e narrada. Certamente como em qualquer distopia, Mundo Em Caos traz diversas críticas sociais e culturais e que o transforma em uma leitura de suma importância, tal como o aclamado O Conto da Aia. O Novo Mundo é totalmente governado por homens e mais uma vez há o debate da supremacia masculina. Nesse mundo criado por homens só existe guerra, destruição e derramamento de sangue. Aos poucos, os sobreviventes se tornam cada vez mais violentos, agressivos e autoritários. O prefeito da cidade é um homem que valoriza a guerra e o poder das armas e priva cada vez mais o acesso da população à educação. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. Os livros são queimados, não existem escolas e como resultado a população se torna cada vez mais cega e ignorante.  Assim como em Lua de Larvas, um outro livro do gênero e que eu AMO de paixão, o governante possui a clareza de que conhecimento é poder e a única forma de implantar seu governo autoritário é mantendo a população no escuro, sendo mais fácil dominar os habitantes de Prentisstown. Aqui nesse ponto possuímos um outro fator muito interessante pois através do padre Aaron, a religião é utilizada como ferramenta de dominação de forma a subjugar qualquer um que se opõe de maneira diferente do que eles querem. O livro passa uma mensagem muito forte a respeito da quebra da individualidade e isso é muito bem representado através do Ruído, barulho ensurdecedor que contém o pensamento de todos os homens da cidade. Se eu posso ouvir o que as pessoas pensam, eu posso controlar a forma como elas pensam e moldá-las de forma a acreditarem que as minhas verdades são as únicas verdades. Aqui cabe muito bem outra crítica a nossa sociedade atual, não concordam?

O ruído é o homem sem filtro, e, sem filtro, o homem é só caos em movimento.  

Como também já devem ter adivinhado, o livro aborda questões sobre feminismo e a luta por igualdade. Ao meu ver, não foi uma parte muito bem explorada, mas por se tratar de uma trilogia, acredito que nos próximos livros teremos esse movimento tomando mais força (tomara!). Em Mundo Em Caos também retrata as guerras de colonização e a forma como os verdadeiros habitantes da terra são tratados ao terem contato com o "estrangeiro". Vocês estudaram no ensino médio que Novo Mundo era exatamente a forma como os exploradores europeus denominaram o novo continente ao desembarcarem nas Américas. A visão do índio como inimigo, selvagem e ameaçador também fica muito clara, pois essa é a maneira exata que o prefeito descreve os  Spackles, os verdadeiros donos da terra. Mais uma vez a ganância e a sede ao poder e controle dos homens sendo abordados. Mundo em Caos soube misturar em igual medida as críticas a nossa sociedade com a fantasia da história de forma a trazer uma obra correta do início ao fim. Eu gostei demais da maneira com que Patrick escreve e a história me instigava a ler mais, mesmo em alguns momentos a narrativa ter sido um pouco lenta e cansativa. Os bons momentos se concentram nos capítulos finais do livro e que trazem diversas reviravoltas e abrem novas questões que serão discutidos nos volumes seguintes da série e que definitivamente irei ler.

Foto: Gabriel Ferrari


Mundo Em Caos é uma obra atual e que se propôs a colocar o dedo na ferida e apontar diversas falhas de nossa sociedade, governada quase que exclusivamente por homens que não querem nada além do poder. Com sua narrativa ágil, personagens bem construídos e que possui uma ótima história de ficção por trás, se torna um dos meus livros favoritos de 2019. A obra já possui seus direitos cinematográficos adquiridos e em breve, a adaptação chega às telonas. Fiquem ligados!


Livro cedido em parceria com a Editora Intrínseca.

Nota: 4,0  / 5,0  

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Foto: Gabriel Ferrari

Olá, pessoas!

Tudo bem com vocês?

Não sei se acontece com vocês, mas toda vez que um mês se inicia, eu procuro me planejar e determinar algum objetivo para ser alcançado durante tal período. Como se já não participasse de desafios suficientes, enquanto arrumava minha estante em busca de espaço para minhas novas aquisições, me dei conta que possuo muitos livros da Editora Intrínseca a serem lidos e, portando, selecionei 5 deles para ler agora em maio. Não tenho a menor ideia se irei conseguir ler todos, mas prometo que irei tentar, até porque são livros super bem avaliados e as histórias me chamam muita atenção. Prometo fazer meu melhor e trazer ótimas resenhas aqui pro Cores. Palavra de escoteiro!


 Livro 1: Mundo Em Caos - Patrick Ness 



Autor: Patrick Ness
Gênero: Fantasia, Ficção, Distopia
Número de Páginas: 480
Sinopse: Em um mundo pós-apocalíptico, uma infecção rara e perigosa causou o inimaginável: a morte de todas as mulheres. O mesmo germe fez com que os pensamentos dos homens se tornassem audíveis, e agora o caótico Ruído está por toda parte. É impossível guardar segredos no Novo Mundo.Todd Hewitt é o único garoto entre os homens da cidade de Prentisstown, e mal pode esperar para se tornar um deles. No entanto, o lugar esconde algo grave, capaz de mudar o futuro de Todd e do Novo Mundo para sempre. A apenas um mês de se tornar homem, um segredo impensável é revelado, e ele se vê forçado a fugir antes que seja tarde demais. Acompanhado por seu fiel escudeiro, o cachorro Manchee, ele empreende uma jornada repleta de perigos e se depara com uma criatura estranha e silenciosa: uma garota. Mas quem é ela? E por que não foi morta pelo germe como todas as mulheres?


Pra quem acompanha meus textos aqui no site, não é surpresa nenhuma o fato que amo distopias. Nos últimos anos tenho lido muitos livros do gênero pois acredito que seja a melhor forma de fazer críticas a algo específico que envolva nossa sociedade. Mundo Em Caos foi enviado pela editora Intrínseca através de nossa parceria e eu fiquei SIMPLESMENTE apaixonado por essa capa. Gente, sério, o livro é lindo. Não quero falar muito sobre pois em breve haverá uma resenha especial aqui no site, mas estou muito curioso com essa leitura. O livro é o volume 1 da série Mundo Em Caos e seus direitos já foram comprados e em breve teremos a adaptação cinematográfica da obra.

Compre Mundo Em Caos: Amazon 



 Livro 2: Faca De Água - Paolo Bacigalupi

Autor: Paolo Bacigalupi
Gênero: Fantasia, Ficção, Distopia
Número de Páginas: 400
Sinopse: um futuro árido e tumultuado, em que a água ganhou o status de commodity mais valiosa, o direito de uso das fontes e dos rios é alvo de disputas ferrenhas. Uma guerra entre governos, órgãos públicos e empresários, na qual vale tudo. Enquanto advogados e burocratas armam-se com infinitos processos judiciais, mercenários e militares subjugam proprietários de terra, implodem estações de tratamento e interrompem o abastecimento de regiões inteiras.Nesse cenário surge Angel, um faca de água, um dos muitos mercenários com a missão de cortar e desviar o fornecimento de água a mando de quem paga mais. Lucy é uma jornalista premiada que decidiu revelar para o mundo a realidade da Grande Seca. Maria é uma jovem cuja vida foi destruída pelos efeitos das mudanças climáticas. Quando o direito de usar a água significa dinheiro para alguns e sobrevivência para outros, o que esses três personagens não sabem é que seu encontro é um marco que poderá mudar tudo. Um novo fiel da balança que sempre pendeu para o mesmo lado.Futurista, mas nada improvável, Faca de água é um thriller que perpassa por questões econômicas, ambientais e éticas numa narrativa que extrapola o gênero, daquelas que se lê de uma tacada só e depois leva-se um longo tempo assimilando.

O que disse sobre Mundo Em Caos, pode ser facilmente replicado aqui para Faca de Água que retrata a questão da falta de água no mundo. Uma distopia que não está tão longe assim da realidade, não é mesmo? Comprei o livro em uma promoção da Amazon fazem alguns meses e ainda não consegui arranjar um tempo para ler, mas tenham certeza que em maio será lido. 

Compre Faca De Água: Amazon



 Livro 3: O Livro dos Baltimore - Joël Dicker

Autor: Joël Dicker
Gênero: Suspense, Thriller
Número de Páginas: 412
Sinopse: Marcus Goldman teve uma juventude inesquecível em Baltimore, ao lado dos primos e dos tios, a parte bem-sucedida de sua família e que ele tanto admirava. Mas a felicidade aparente não condizia com a realidade e o dia do Drama marcou o destino fatídico e inesperado de todos aqueles que ele mais amava.Oito anos depois, Marcus ainda tenta montar o quebra-cabeça do Drama, lidar com as consequências e entender o que aconteceu. Desencavando o passado, reacendendo paixões e desvendando mistérios, ele decide escrever o próximo romance sobre sua família, numa tentativa de se libertar de antigos ressentimentos e redimir aqueles que foram punidos pelos infortúnios da vida.Rivalidade, traição, sucesso, paixão e inveja: abordando temas presentes na vida de todos nós, Joël Dicker constrói brilhantemente o retrato de uma juventude, destacando a força do destino e a fragilidade de nossas maiores conquistas.

Os livros do romancista suíço tem ganhado o mundo e feito grande sucesso, principalmente aqui no Brasil. Com esse livro, será meu segundo contato com o universo do autor, mesmo não tendo gostado tanto de A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert (resenha completa aqui). Tenho muita vontade de ler O Livro dos Baltmore até porque um dos melhores personagens de seu livro anterior está presente na narrativa. O autor recentemente lançou O Desaparecimento de Stephanie Mailer e também tenho muita vontade de ler. Todos os livros foram trazidos para o país através da editora Intrínseca, sendo o último volume lançado primeiramente no Clube Intrínsecos. Se quiserem saber um pouquinho mais sobre o clube de assinatura da editora, a Cecis já fez alguns posts falando a respeito. Para ler, basta clicar aqui e aqui.

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Livro 4: Precisamos Falar Sobre Kevin - Lionel Shriver

 Autor: Lionel Shriver
Gênero: Drama, Thriller
Número de Páginas: 461
Sinopse: Aos 15 anos, o personagem Kevin mata 11 pessoas, entre colegas no colégio e familiares. Enquanto ele cumpre pena, a mãe Eva amarga a monstruosidade do filho. Entre culpa e solidão, ela apenas sobrevive. A vida normal se esvai no escândalo, no pagamento dos advogados, nos olhares sociais tortos.Transposto o primeiro estágio da perplexidade, um ano e oito meses depois, ela dá início a uma correspondência com o marido, único interlocutor capaz de entender a tragédia, apesar de ausente. Cada carta é uma ode e uma desconstrução do amor. Não sobra uma só emoção inaudita no relato da mulher de ascendência armênia, até então uma bem-sucedida autora de guias de viagem.Cada interstício do histórico familiar é flagrado: o casal se apaixona; ele quer filhos, ela não. Kevin é um menino entediado e cruel empenhado em aterrorizar babás e vizinhos. Eva tenta cumprir mecanicamente os ritos maternos, até que nasce uma filha realmente querida. A essa altura, as relações familiares já estão viciadas. Contudo, é à mãe que resta a tarefa de visitar o "sociopata inatingível" que ela gerou, numa casa de correção para menores. Orgulhoso da fama de bandido notório, ele não a recebe bem de início, mas ela insiste nos encontros quinzenais. Por meio de Eva, Lionel Shriver quebra o silêncio que costuma se impor após esse tipo de drama e expõe o indizível sobre as frágeis nuances das relações entre pais e filhos num romance irretocável.

Da série de livros com capas simples e altamente perturbadoras, Precisamos Falar Sobre Kevin é, definitivamente, o vencedor. Algo nessa capa me deixa desconfortável, porém, é uma das histórias que mais estou curioso para ler, inclusive acho que irei iniciar por ela. Aqui temos um relato denso de uma mãe que conta a história por trás de seu filho, sociopata que mata 11 pessoas na escola. Sei que não será um livro fácil, ainda mais tendo em vista que a narrativa é toda construída através da visão da mãe sobre os terríveis acontecimentos. Pelo que li pela internet, é um livro bem pesado e denso, porém, apesar de ser um thriller, infelizmente é uma realidade enfrentada por muitas pessoas diariamente. Mais detalhes em breve.

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Livro 5: Ordem Vermelha - Felipe Castilho

Autor: Felipe Castilho
Gênero: Fantasia
Número de Páginas: 438
Sinopse: Você destruiria seu mundo em nome da verdade? A última região habitada do mundo, Untherak, é povoada por humanos, anões e gigantes, sinfos, kaorshs e gnolls. Nela, a deusa Una reina soberana, lembrando a todos a missão maior de suas vidas: servir a Ela sem questionamentos. No entanto, um pequeno grupo de rebeldes, liderado por uma figura misteriosa, está disposto a tudo para tirá-la do trono. Com essa fagulha de esperança, mais indivíduos se unem à causa e mostram a Una que seus dias talvez estejam contados. Um grupo instável e heterogêneo que precisará resolver suas diferenças a fim não só de desvendar os segredos de Untherak, mas também enfrentar seu mais terrível guardião, o General Proghon, e preparar-se para a possibilidade de um futuro totalmente desconhecido. Se uma deusa cai, o que vem depois? Ordem Vermelha: Filhos da Degradação é o preâmbulo da jornada de quatro improváveis heróis lutando pela liberdade de um povo, um épico sobre resistir à opressão, sobre lutar contra o status quo e construir bravamente o próprio destino.  

Dos 5 livros da minha lista para maio, Ordem Vermelha é o mais diferente de todos por ser um livro de fantasia. Para quem não sabe, lá em janeiro eu fiz uma postagem falando sobre minhas metas literárias para o ano de 2019 e, dentre elas, tenho o objetivo de ler mais livros do gênero durante o ano. O livro do escritor brasileiro Felipe Castilho possui uma das melhores avaliações entre leitores amantes de fantasia e pelo que pude ver, é o primeiro volume da série que é altamente aclamada e elogiada. Curiosidade a mil!

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Agora é a sua vez: Você tem alguma meta para maio? Quer ler algum livro específico? Conta aqui pra mim nos comentários e me diga também dos 5 livros dessa lista, qual você leria. Vamos conversar sobre. Lembrando que podem sempre deixar sugestões de livros, irei ler com o maior carinho, quero muito expandir meus hábitos literários e ler coisas cada vez mais diferentes. ♥

Nos vemos próximo sábado e até lá!


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Foto: Vai Lendo

E aí, gente! Tudo bem com vocês? Espero que sim!

Geralmente reservo o último sábado de cada mês para postar a resenha referente ao desafio King que resolvi trazer aqui pra vocês no site. Caso vocês ainda não tenham visto, clica aqui pra ler a resenha que saiu no sábado passado para o mês de abril sobre Saco de Ossos, prometo que vão gostar. ♥ 

Eu inverti a ordem porque eu quis dedicar um tempo maior a leitura do livro O Caso da Mansão Deboën, do autor Edgar Cantero, trazido ao Brasil pela nossa querida editora Intrínseca. O livro primeiramente havia sido publicado através do clube intrínsecos (clique aqui para ler mais sobre) e agora chegou às livrarias de todo o país. Recebemos o nosso exemplar em parceria com a editora e hoje vim falar um pouquinho sobre esse livro que traz um gostinho de nostalgia e faz homenagens muito especiais a outras obras do gênero. 

Vamos lá?

Autor: Edgar Cantero
Editora: Intrínseca
Gênero: Ficção
Número de páginas: 351
Sinopse: Em 1977, quatro adolescentes inquietos e um simpático cachorro foram até o enigmático lago da cidade de Blyton Hills para desvendar um mistério envolvendo a Mansão Deboën. Em vez de monstros assustadores e espíritos vingativos, o grupo descobriu que tudo não passava da tramoia de um criminoso em uma fantasia de salamandra. No entanto, mal sabiam eles que tudo que viram e ouviram naquele dia ainda os aterrorizaria por muito tempo. Mais de uma década depois, a vida de todos os integrantes do Clube dos Detetives de Blyton vai de mal a pior. Andy sente que não se encaixa em lugar algum, Kerri busca consolo para seus medos na bebida, Nate se interna voluntariamente em hospitais psiquiátricos e tem a constante companhia do fantasma de Peter, que se tornou um astro de Hollywood (mas morreu de overdose). Já Sean... Bom, Sean era um cachorro, e Tim, seu bisneto, não se importa em ocupar o lugar de fiel escudeiro de Kerri. Quando Andy se convence de que eles não pegaram o verdadeiro culpado treze anos antes, o grupo precisa se reunir para tentar entender o que realmente aconteceu naquele fatídico verão. E dessa vez eles têm certeza de que a resposta é muito mais macabra e perigosa do que imaginavam.

"Eu teria conseguido se não fosse esse bando de adolescentes enxeridos e esse cachorro idiota."  Se você, assim como eu, foi criança ou adolescente no final da década de 90 e início dos anos 2000 e possuía o hábito de assistir desenhos animados, eu tenho certeza que você automaticamente pensou em um desenho em específico, correto? Se você pensou em Scooby Doo, meus parabéns! Você acertou. Em O Caso da Mansão Deboën, Edgar buscou inspiração nas aventuras vividas por Fred, Daphne, Velma, Salsicha e o atrapalhado cachorro para criar sua história, uma versão mais madura e sombria do desenho, com um toque sobrenatural, de terror e elementos apocalípticos.

Dessa vez os protagonistas fazem parte do Clube dos Detetives de Blyton que são formados por Peter, Nate, Andy, Carrie e o cachorro da equipe, Sean. Juntos, ainda quando adolescentes, resolveram o caso da Mansão Deboën, desmascarando o vilão por trás da fantasia do monstro do lago e pondo fim a uma das lendas locais mais famosas que rondava a cidade. Treze anos após a resolução do incidente e dos términos das investigações, Andy resolve unir o grupo e retornar mais uma vez para a mansão em busca de um ponto final para essa história, pois, mesmo os eventos terem acontecido a tanto tempo atrás, os personagens ainda se encontram atormentados pelos eventos testemunhados na Mansão. Andy é a encrenqueira do grupo e possui sérios problemas com a polícia. Kerrie, o "cérebro" do time é uma bióloga frustrada que desperdiça seu tempo como garçonete. Nate, se torna obcecado por ocultismo e magia negra resolve se internar em um hospital psiquiátrico para se livrar do fantasma de Peter, último membro do Clube que se tornou um ator famoso, porém, morreu de overdose. A morte de Peter dispara o gatilho em Andy em reunir o grupo novamente, uma vez que o caso ainda não estava totalmente resolvido. Junto com Tim, bisneto de Sean, o cachorro que fazia parte da formação original, partem de volta a sua cidade natal em busca de respostas para os terríveis eventos que marcaram tanto a vida dos personagens. O livro se propôs a trazer essa vibe nostálgica e realmente funciona: Pelo menos durante as primeiras partes da obra, senti como se estivesse assistindo a um episódio de Scooby Doo quando tinha 12 anos de idade; depois a obra toma um rumo diferente, mas iremos comentar isso mais adiante. Eu realmente gostei muito da escrita de Edgar, muito rápida e bem humorada. O livro é irônico e brinca muito com os clichês encontrados no famoso desenho, mas mesmo assim consegue trazer uma narrativa original e empolgante. O autor não perde tempo ou abusa em capítulos para descrever cada um dos personagens. Todos eles são apresentados intercalando capítulos que já estão inseridos no objetivo principal da trama. Isso é muito bom pois dá um gás na leitura, principalmente nas primeiras páginas. Todos os personagens são muito bem "demarcados" e você logo se afeiçoa a algum deles.

Foto Gabriel Ferrari

Como disse, o livro é lotado de referências e é muito gratificante pro leitor juntar essas peças e montar o quebra cabeça proposto pelo autor. Ao meu ver, O Caso da Mansão Deboën é um livro que traz grandes homenagens a grandes obras do gênero. Mesmo que se arrisque em cair nas mesmices e sofrer das infinitas comparações entre as obras, Edgar consegue criar uma história que soa ao mesmo tempo nostálgica e original. Digo isso pois logo quando comecei a ler, pesquei uma referência com o emblemático IT, do mestre King (ele de novo, Gabriel, sério?) A montagem da história é bem semelhante, como o grupo de crianças que enfrenta o mal, suas vidas se separam, mas ainda convivem com os fantasmas do seu passado e em algum momento são obrigados a se reunirem novamente para a batalha final. Até o suicídio de um dos personagens se assemelha com a história.  Felizmente, as comparações terminam aí. O autor transforma a história e traz diversos elementos mágicos como rituais, sacrifícios e cria uma história de terror com elementos pós apocalípticos. Com certeza bem diferente de um episódio de Scooby Doo, não concordam? 

A escrita de Edgar é realmente engraçada e ácida. Em todos os momentos, o autor exprime muita identidade em sua escrita e é uma leitura que é capaz de entreter e divertir o leitor. O livro é uma produção cinematográfica, principalmente nas cenas de confrontos e fugas. Ele é muito ágil nas descrições das cenas e é muito fácil para o leitor imaginar as cenas. Particularmente, eu não curti muito o vilão da história disposto a acordar uma criatura milenar para destruir o mundo. Achei que o vilão poderia ter sido mais explorado e tido motivações maiores e melhores do que apenas: quero a destruição do mundo. Por outro lado, fui pego de surpresa ao ver os elementos mágicos e apocalípticos da história. Definitivamente não esperava  por essa guinada na história, mas creio que tenha sido uma boa saída para o autor desvencilhar sua obra das já citadas anteriormente. Outro ponto que gostaria de destacar é que não considero o livro como uma história de terror. Apesar de possuírem alguns elementos que lembrem, é uma história bem levinha e você não irá perder o sono. Achei também que a relação de Nate com o fantasma de Peter foi muito pouco explorada. O autor perdeu ali uma grande oportunidade de trazer cenas interessantes para a obra, contudo, o relacionamento entre os amigos (os vivos, pelo menos) é muito legal e verdadeiro. O autor também traz uma abordagem diferenciada através de Andy e o conflito que a personagem sente por ser apaixonada por sua amiga Karrie. Achei algo válido e que soube ser explorado pelo autor sem soar artificial ou deslocado na história.

Em suma, O Caso da Mansão Deboën é um ótimo livro investigativo que procurou fugir das mesmices do gênero. Apesar de alguns pontos negativos, não fiquei de fato incomodado com a leitura e senti que fluiu muito bem, além de ter me divertido demais enquanto lia. Foi realmente uma homenagem do autor que ainda foi capaz de criar uma história mega original. Para finalizar, não poderia deixar de dizer que a capa desse livro é simplesmente maravilhosa, ouso dizer que é uma das mais bonitas que possuo na minha estante. Certamente é um livro que você deve dar uma chance. 

O Caso da Mansão Deboën foi cedido em parceria com a Editora Intrínseca. 
Nota: 3,0 / 5,0 


Compre O Caso da Mansão Deboën | Amazon

 


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Ei! Tudo bem?
Espero que sim :)

Por pouco não publiquei o Melhores do Mês de Março. Isso se deve a diversos motivos, que basicamente se resumem em não estar afim. Às vezes a gente tem dessas de simplesmente não querer algo, e está tudo bem. Porém, foi com o feriado que surgiu uma vontadezinha de escrever para o blog e eu lembrei que eu precisava falar sobre o que eu gostei em março, então cá estou eu. 


[Filme] Green Book: O Guia - Peter Farrelly
Também conhecido como o vencedor do Oscar de Melhor Filme em 2019, Green Book conta a história de Tony Lip. 
Lip está desempregado e precisa urgentemente de um emprego, assim aceita ser motorista de um pianista famoso que precisa fazer uma turnê pelo Sul dos Estados Unidos. Estando com ao lado de um pianista negro, Lip precisa seguir a rota do "Green Book", que marca as áreas que negros podem passar.

É possível ter uma pequena ideia sobre o que esse filme falará, se você pensou em racismo você está correto. Porém, o que diferencia Green Book de outros filmes que tratam do mesmo assunto é a forma leve que ele roda a trama envolvendo a relação das personagens. Dizem até que foi essa leveza que deu o Oscar para o longa.
[Filme] Megarromântico - Todd Strauss-Schulson
Um filme original Netflix que veio para fugir dos padrões da comédia romântica.

Natalie é uma arquiteta considera fora dos padrões pela sociedade, então cresceu odiando as comédias românticas que nunca incluíam pessoas como ela nas histórias. Até que depois de um acidente ela percebe que sua vida virou uma comédia romântica.

O Gabs já falou sobre esse filme aqui, mas eu senti a necessidade de falar mais um pouco. É muito legal ter mais inclusão nesses longas. O melhor é que a história ainda é muito divertida e conta com um elenco excelente.






[Literatura] Intrínsecos, 006 - Intrínseca
Já falei sobre a Caixa de Março do Clube de Assinaturas da Editora Intrínseca aqui, porém, vocês já sabem como eu sou apaixonada por esse clube, então é claro que eu falarei em todas as oportunidades possíveis.

A Caixa 006 chegou com um livro maravilhoso (O que aconteceu com Annie), um baralho personalizado, marcadores e a famosa Revista Intrínsecos que falou sobre o gênero terror.

Saiba como adquirir nessa postagem aqui.


[Filme] Capitã Marvel - Anna Boden, Ryan Fleck
Vocês sabem que eu já fui muito empolgada com filmes de herói, principalmente da Marvel, mas eu venho perdendo um pouco a empolgação para assistir aos filmes. Todavia, semana que vem é a semana de Vingadores: Ultimato e é claro que eu fui para o cinema saber um pouco mais sobre uma nova heroína: a Capitã Marvel.

É mais uma história sobre o bem que vence o mal, típico de histórias de heróis que são adaptadas para o cinema. Mas Capitã Marvel me ganhou por ter ajudado a fechar algumas pontas soltas de longas anteriores e por ser feito por uma mulher! É o primeiro filme da Marvel protagonizado por uma mulher, e é um filme muito bom! Isso com certeza me conquistou.






[Programa] Queer Eye: Terceira Temporada - Netflix
A pergunta da minha vida é: quando eu vou parar de falar sobre Queer Eye? Provavelmente nunca.

Em Março a Netflix lançou a terceira temporada desse programa incrível que eu já falei milhões de vezes no blog.

Queer Eye vai mostrar como cinco homossexuais podem ajudar a melhorar a vida de cinco heterossexuais, assim é um programa que fala sobre homofobia e outros preconceitos, como racismo e o machismo.







[Circo] Cirque Du Soleil: Ovo - Deborah Colker
Em Março o Cirque Du Soleil chegou ao Rio de Janeiro e, felizmente, eu tive a oportunidade de assistir a uma das apresentações que eles fizeram.

Esse espetáculo vai falar sobre insetos que inesperadamente encontram um ovo. A estranheza e a felicidade de se ter um "mascote" é mostrada de forma leve e brilhante pelo grupo de bailarinos, atletas e circenses.

Fiquei apaixonada pela apresentação e, por isso, seria impossível não falar sobre OVO no Melhores do Mês.








Esses foram os Melhores de Março, espero que alguma coisa tenha despertado o interesse em vocês.

Um beijo e paz no coraçãozinho de vocês! ✩

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Interrupted Dreamer

Olá, meus queridos, tudo bem com vocês?

Espero que sim.

Sei que deixo os textos que formam o Desafio King para o último sábado de cada mês, porém, por conta de alguns outros projetos e outras coisas que irão tomar uma parcela maior do tempo durante a próxima semana, resolvi trazer a resenha hoje para ficarmos em dia com esse delicioso desafio.

Estamos no mês quatro e já temos 4 livros do mestre para a conta: Até agora de todo o desafio, Saco de Ossos foi o livro mais problemático do King até então. Apesar de ser uma história mega original e bem escrita, o autor peca no excesso de descrições e o livro se torna mais extenso do que o necessário, contudo, é uma leitura válida para você que é fã do mestre do terror e quer completar sua coleção. 

Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Gênero: Terror, Suspense
Número de Páginas: 529
Sinopse: Mike Noonan é um romancista de sucesso que vê sua vida subitamente transformada com a morte da esposa, Jo. Quatro anos já se passaram e o sentimento de depressão e angústia é o mesmo. Nem o sono lhe traz alívio. Então voltar à pequena cidade de Sara Laughs parece a única saída. A cidade, no entanto, já não é a mesma. Apesar da aparente tranquilidade de sempre, a comunidade vive atormentada pelo domínio do milionário Max Devore, que não mede esforços para atingir seu grande objetivo: arrancar a neta de três anos da guarda da mãe. Pouco a pouco, Mike se envolve nessa guerra. Pouco a pouco, Mike redescobre a paixão. Mas a luta não será fácil. Além da fúria de Max Devore, Noonan terá de enfrentar forças estranhas e malignas que agora dominam Sara Laughs. Terá de descobrir de onde vêm os pesadelos cada vez mais terríveis que insistem em assombrá-lo. De repente, ele volta a escrever, mas não terá sossego até achar respostas para as dúvidas que o perseguem. Que forças são essas que tomam conta da pequena cidade? O que esperam dele?

Lançado originalmente em 1998, Saco de Ossos possui um dos melhores títulos entre as obras de King. Relançado no Brasil através da editora Suma de Letras, essa é também uma das capas mais bonitas da coleção do autor e que representa muito bem a história do livro. Mike Noonan é um autor de livros de suspense que vê sua vida mudar drasticamente após a morte prematura de sua esposa, Jo. Consumido pelo luto e pela saudade da esposa, Mike sequer consegue escrever uma linha de seu novo romance. Além do bloqueio criativo, o autor é atormentado por diversos pesadelos e visões terríveis que envolvem sua esposa em Sara Laughts, a casa de verão do casal que fica localizada em uma pequena cidade no Maine. Mike resolve então se refugiar na casa para solucionar os mistérios terríveis por trás de seus sonhos e encontrar a inspiração necessária para escrever seu novo romance, mas o que encontra é a cidade totalmente dividida e controlada por um milionário chamado Max Devore que não polpa esforços para conseguir a guarda de sua neta de três anos, Kira. Mike rapidamente se vê envolvido com a história envolvendo a mãe de Kira, a jovem e apaixonante Mattie, e resolve ajudá-la durante a briga judicial, enquanto ainda precisa lidar e entender as estranhas aparições em Sara Laughts que estão relacionadas com terríveis eventos do passado da cidade.

A resposta era sim. Queria prosseguir - soltar-me de minha mulher morta, reabilitar meu coração, andar para a frente. Mas, para fazer isso, eu teria que voltar. Voltar à casa dos troncos. Voltar a Sara Laughs.

É muito comum King trazer escritores e/ou aspirantes para serem os protagonistas de suas obras, sendo Paul Sheldon, de Misery (cuja resenha você pode ler aqui) o mais conhecido de todos. O primeiro problema de Saco de Ossos foi justamente a construção de Mike que não possui o mesmo peso na obra que Paul em Misery. O autor se vê atormentado pela morte da esposa mesmo após longos 4 anos de luto e perdi a conta de quantas vezes Mike fica se lamentando pela perda de Jô. A personagem também não possui carisma e é bem difícil se afeiçoar a ele, coisa que não é muito comum nas obras de King em que geralmente nos apaixonamos pelos protagonistas das histórias logo nas primeiras páginas. Se Mike passava despercebido durante narrativa, o mesmo não posso dizer de Kyra e Mattie Devore. As duas trazem os melhores momentos e passagens do livro, além de serem muio bem representadas em suas essências. Kyra é apaixonante com seu jeitinho meigo e fofo e os diálogos com sua mãe eram realmente cheios de amor e ternura. Ficava ansioso esperando por mais interações entre as duas. Já o vilão da história é simplesmente asqueroso. O milionário de 80 anos já está a beira da morte e cercado de doenças, mas mesmo assim consegue ser uma das piores pessoas nascidas da mente de King. Soberbo até o último suspiro, o velho é uma verdeira (e perigosa) pedra no sapato de Mike.

Você precisa de umas férias de seus pensamentos - disse Mattie. - Aposto que a maioria dos escritores precisam, de tempos em tempos.

Saco de Ossos possui mais de 500 páginas e a trama principal se desenvolve toda em volta da batalha de custódia de Kyra e a briga entre Max e Mattie. Ainda sim, King consegue introduzir alguns elementos de terror na história, principalmente com relação as aparições e pesadelos vividos por Mike. Ainda sim, categorizo a leitura como suspense, uma vez que os elementos de terror que compõem a obra não surgem com tanta frequência e também não são capazes de colocar medo. Por diversos momentos me senti apreensivo e curioso com o desenrolar da história, mas em nenhum momento me senti apavorado ou desconfortável em ler. Mesmo o foco do livro não ser o sobrenatural, ocorrem algumas passagens bem interessantes e super mega escritas, a ponto de se tornar algo extremamente visual. Aos poucos as peças do quebra cabeça vão se encaixando e Mike descobre que as assombrações e eventos que presencia em sua casa estão diretamente ligados com a história da cidade. Mesmo Saco de Ossos não possuir nenhum grande plot twist, gostei muito da forma com que King mescla o suspense e o terror, mesmo que não tenham sido distribuídos em igual medida na história.

Nossos reflexos já são fantasmas, pensei. Acho que teria sido conduzido até lá por meu próprio coração assombrado.

Explorar o tema de casas mal assombradas não é algo relativamente novo no mundo da literatura e do cinema. Recentemente tivemos a maravilhosa série produzida pela Netflix chamada de A Maldição da Residência Hill (resenha aqui)  ainda é a melhor em trazer e explorar essa temática. Em Saco de Ossos, apesar de fazer parte da trama, senti que em alguns momentos esse gancho foi pouco explorado pelo autor, e como um fã do gênero, senti que faltou aprofundar mais nessa temática. O livro também demora muito a acontecer: King traz as mais inúmeras descrições e utiliza digressões para montar a história o que resulta em uma narrativa pouco objetiva em que as primeiras 200 páginas do livro foram utilizadas apenas para apresentar a história e outras coisas sem muita importância; poderiam ser reduzidas para caberem em 50 páginas. Em minha opinião, se o livro fosse um pouco menor, ele seria perfeito, contudo, com o excesso de momentos de baixa emoção, a leitura cai na mesmice e se torna um pouco massante. Por outro lado, King é um mestre da escrita e isso ninguém pode negar: O autor consegue escrever com tanta clareza que você se sente assistindo um filme ou seriado. Sua narrativa é visual e muito eficaz e mesmo nos momentos em que não há nada acontecendo, é um verdadeiro prazer desfrutar de todo o profissionalismo do autor.

- A forma que você falou. O Forasteiro. Aquilo me perturba. Acha que há uma chance de que ele possa voltar?
- Sempre volta - eu disse. - Me arriscando a parecer pomposo, o Forasteiro finalmente vlta para todos nós, não é?

Saco de Ossos é uma leitura linear que não foge muito do seu começo. O livro não possui reviravoltas e grandes momentos, mas ainda sim trazem ótimas lições sobre a vida, amor, luto e recomeços. Lá no final do livro há uma das cenas mais brutais e triste que li nas obras de King e aviso: É de partir o coração. Se no começo King está um pouco perdido e não é muito objetivo, o desfecho da história é certeiro e extremamente na medida. Pode não ser uma grande história do autor e obviamente possui algumas falhas. Das 4 leituras que fiz até o momento para o Desafio King, Saco de Ossos é a que menos gostei, principalmente pelo constante sentimento de monotonia. Como citei acima, os episódios sobrenaturais envolvem diretamente o passado da cidade e seus moradores e senti que King não soube aproveitar a temática de maneira satisfatória. Muito poderia ter sido feito, mas o autor opta por focar na história entre Mattie e Max.

Porque somos todos sacos de ossos. E o Forasteiro... Frank, o Forasteiro quer o que está no saco. 

Nota: 3,5/5,0

Essa foi a resenha de hoje, espero muito que vocês tenham gostado e estejam curtindo tanto quanto eu o Desafio King. Caso queiram indicar um livro em específico para ser lido em maio, é só deixar pra mim nos comentários. Nos vemos próximo sábado e até lá!


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Ei! Tudo bem?
Espero que sim :)

Era início de 2018 quando surgi com uma proposta para mim mesma no blog: fazer mais leitores. Você, que pensa que a intenção era mais leitores para o blog, está enganado. Minha intenção era conseguir mostrar para mais pessoas que o mundo literário é fácil e merece a nossa atenção. Assim surgiu o 5 livros para ler em 1 dia, a primeira postagem vocês acessam clicando aqui.

Infelizmente, passaram meses e eu esqueci completamente dessa ideia. Porém, estou aqui novamente tentando coloca-la em ação.

Minha vontade com essas postagens é levar mais literatura para quem não é fã de leitura, ao mesmo tempo em que eu posso mostrar que, apesar de vivermos em um mundo sem tempo, ainda conseguimos um espacinho para lermos ainda mais!

Essas são as cinco obras escolhidas, cada uma de um gênero para que você possa escolher o que mais lhe agrada.

Clássico Brasileiro - Todo Amor, Vinicius de Moraes
Todo Amor é um livro feito para quem ama o amor e ama mais ainda o amor feito por Vinicius de Moraes, o poeta que reinventou essa palavra na literatura.

Comprei o livro com a intenção de entender mais sobre o escritor, meses depois dei de presente, mas já estou me planejando para compra-lo novamente.

Consegui uma super promoção, pois como vocês podem imaginar, esse é um livro caro, com ilustrações, capa dura e um design que mostra paixão, deixando a obra ainda melhor e se tornando impossível não mergulhar nos encantos de Vinicius.

É um livro com poemas, contos, sonetos, crônicas e mais. É difícil dizer qual é o público certo para esse livro, é ainda mais difícil falar para uma pessoa ler em um dia, ler correndo, porque é uma obra a ser apreciada.

New Adult - Apenas Por Uma Noite, J.S. Cooper 
Tem resenha no blog de Apenas Por Uma Noite, livro de J.S. Cooper e meu primeiro contato com a autora.

Se você tirar um tempinho para ler a resenha você vai perceber que eu não gostei do livro no geral, minha nota foi bem baixa. Porém, indiquei a obra por ter uma escrita fácil e leve, perfeita para quem quer ler por simplesmente ler.

Apenas Por Uma Noite conta a história de Liv que vai a um casamento e conhece Xander, um homem maravilhoso que é tudo o que ela precisa para esquecer seus últimos problemas. O que Liv não imaginava era que dias depois ela fosse reencontrar Xander, mas como o noivo de sua irmã.

Como disse, é uma história simples e que vai surpreender com o desfecho. O gênero New Adult possui essa característica boa parte do tempo, foi feito para ser fácil e com temas jovens.

Auto-Biografia - Objeto Sexual, Jessica Valenti
Esse é um livro genial sobre poder feminino.

Tem resenha no blog, vocês podem ler clicando aqui. Mas também podem ler esse mini resumo sobre o que é Objeto Sexual: é como Jessica Valenti e outras milhares de meninas e mulheres se sentem pelo mundo.

Vivemos em uma sociedade machista e com lutas diárias para que as mulheres consigam conquistar seus direitos. Jessica Valenti é feminista e colunista em jornais importantes, esse é um livro sobre sua vida e sobre seus desafios diários, sobre como superar o medo de andar na rua e como transformar tudo isso em luta.

É uma obra revigorante que inspira e ajuda o leitor a entender mais sobre os desafios da igualdade.

Poema - Outros Jeitos de Usar a Boca, Rupi Kaur
Um dos livros mais fortes que eu li em 2017, o melhor de poemas também.

Fico muito feliz em estar falando sobre essa obra novamente, porque senti que foi pouco para a grandiosidade que é. Inclusive, falar sobre ela me deu vontade de pegar e ler novamente.

Rupi Kaur chegou escrevendo e ilustrando sobre amor, perdas, ódio, dor, paixão e muito mais. A autora conquistou milhares de leitores, com muitos motivos para isso. Ela é brilhante, assim como Outros Jeitos de Usar a Boca.

Romance - Nada, Janne Teller
Por fim nós temos um romance que é malcriado, malvado, cruel e narrado por uma personagem que é uma viborazinha.

Pierre Anthon descobriu que nada na vida realmente importa, nada vale o tempo, já que tudo irá acabar. Ele abandona a escola e decide passar seu dia berrando para as pessoas na rua suas últimas descobertas. Seus ex-colegas de classe, porém, estão indignados com a situação, então começam a busca por um significado que fará com que Pierre entenda que algo importa.

O livro, um dos melhores e mais diferentes da minha vida, mostra a crueldade do Ser Humano. Como podemos ser perversos. Isso tudo sendo narrador por Agnes, uma menina que irá conduzir a história sempre mostrando o seu lado.

A resenha do livro foi publicada no blog recentemente e foi um dos livros escolhidos para o Clube do Livro no mês de Fevereiro.


Espero que vocês tenham se interessado por alguma dessas histórias e que agora possam dar oportunidade para a leitura. Prometo para vocês que o mundo literário só acrescenta!

Um beijo e paz no coraçãozinho de vocês! ✩


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Ainda perdida e ainda tentando achar luz em textos alheios e palavras autorais. Amante de café, literatura, fotografia, cinema, viagens e amor.

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